passeio na Brompton (desdobrada de um e-mail)


Inédito passeio-convívio por Lisboa, em bicicleta dobrável

2º ENCONTRO BROMPTON REALIZA-SE

JÁ AMANHÃ, EM ENTRECAMPOS

Os amigos e entusiastas da bicicleta Brompton celebram no próximo dia 12 de Novembro, em Lisboa, a liberdade que esta dobrável proporciona ao seu utilizador, com um passeio-convívio pelas ruas da capital.

Num percurso acessível que inclui atividades culturais e paragem para “pic-nic”, os participantes terão oportunidade de conhecer melhor zonas centrais da cidade, explorando as potencialidades de uma bicicleta dobrável nas deslocações diárias, em ambiente descontraído e amigável.

A participação é gratuita, e são bem-vindos acompanhantes, mesmo que não possuam uma Brompton!

II ENCONTRO NACIONAL BROMPTON
12 de Novembro de 2011 – Lisboa

Ponto de Encontro: Estação de Entrecampos (10:00)

Descrição: Percurso fácil, incluindo paragens para repouso e convívio, e participação em atividades culturais ao longo do dia
Organização:
Corrente Paralela

Participação gratuita. Recomenda-se aos participantes que tragam farnel para o almoço “pic-nic”!

Sobre a Brompton (inclui video por mim publicado na ciclofilia)

Fabricada à mão em Londres, a bicicleta Brompton é o produto do génio criativo do engenheiro Andrew Ritchie, que em meados dos anos 70 decidiu criar um meio de transporte que garantisse liberdade e independência ao seu utilizador. A produção arrancou em larga escala a partir de 1988, aplicando desde então rigorosos critérios de qualidade e sustentabilidade. Em 2010, a marca foi agraciada com o Queen’s Award pela excelência do seu design e processo de produção, e foi considerada a bicicleta do ano pela Bike Biz.

As suas características únicas ao nível da rapidez de dobragem, compacidade, robustez e conforto, aliada às inúmeras personalizações disponíveis, tornaram-na a bicicleta dobrável de referência, em todo o mundo.

Mais informações:

(+351) 93 144 1234 | info@bromptonportugal.com | www.bromptonportugal.com

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momento fotográfico da primeira pedalada do dia

Chove comó carago!

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how to ride a bike…

… com a pernoca arqueada. Hipsterismo tuga mais tuga não há!

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era uma vez…

… um tempo em que havia uma coisa guardada lá em casa que parecia convidar à aventura. Tinha para-lamas para nos manter limpos. Tinha protecção de corrente para poupar as calças. Tinha um assento que embora não fosse tão confortável como uma poltrona pelo menos não magoava o traseiro. Tinha dois pedais, suficientemente dóceis para pedalar nas subidas. Tinha pneus largos que rodavam e marcavam riscos nos caminhos de lama. Tinha punhos no guiador para que as mãos a segurassem firme. Travões tinha, e caso não travassem a sapatilha Sanjo fincada no pneu de trás servia perfeitamente. Era fácil. Do campo da bola chegava sujo e com os joelhos esfolados tocando a campainha. Da escola trazia a lição estudada, a pasta ao dependuro e o irmão de pendura. Eram bicicletas duras e feitas para durar. Mesmo quando precisava de uma reparação, com umas ferramentas da caixa do pai resolvia o problema. -Oh, deixa-me dar uma volta? E ele deixava. Se até uma criança de dez anos o pode fazer!…

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de Paredes numa BIP

Uma das minhas compinchas na reunião diária do meeting point, ou seja à volta da mesa do bar da instituição com o galão e a meia torrada, teve hoje falta de comparência. Aquando do último contacto telefónico ela ainda ganhava raízes na estação de comboios de Paredes à espera de um fura-greves. Em jeito de brincadeira propus-lhe então vir numa BIP, uma das bicicletas partilhadas colocadas à disposição pelo município de Paredes. Escusado será dizer que ela me mandou foi dar uma grande volta.

É verdade, eu ainda não havia falado sobre este programa lançado acerca de cinco meses pela Câmara Municipal de Paredes, “a primeira Rede de Bicicletas de Uso Partilhado do país, colocando gratuitamente à disposição de residentes, visitantes e turistas um novo tipo de transporte urbano alternativo, limpo, saudável e amigo do ambiente.” Pelo que pude constatar, e testemunhado pela minha colega, a rede de partilha tem superado as melhores expectativas e é já um sucesso indesmentível na cidade. Fica registado o merecido destaque na política de mobilidade da cidade de Paredes. Comboios, é que nem vê-los!

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a vapor

Na estrada nacional 108, marginal do Rio Douro, a pedalar para a Barragem

Sim eu sei, é arriscado tirar fotografias enquanto se pedala, mas perante esta visão extraordinária durante o meu passeio ontem de manhã, não resisti a abrandar a pedalada e registar o rio que fumegava.

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ciclofilia [14] Posco – Five dollars

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the Kramer’s bike

via: I am in like with my bike

the kramer's bike

Ver ou rever o scetch aqui.

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“quanto mais pedalo, mais poupo e mais ganho”

Ora essa frase lida e sabida levou-me a pensar no poder do pedal  e nas possibilidades que poderia ter para as nossas cidades, especialmente na Imbicta. A crise não poupa ninguém. Os problemas da mobilidade urbana afectam a todos, no entanto são mais notados no quotidiano da população de fracos recursos, famílias numerosas, gente jovem e estudante, nos mais velhos. As dificuldades de mobilidade não são apenas sentidas nas ruas desordenadas mas, cada vez mais, na gestão dos parcos orçamentos familiares, de quem necessita dos transportes públicos e/ou privados para se locomover. As políticas públicas de mobilidade urbana dependem muito do poder central e dos dinheiros comunitários, não sendo de todo pensadas para auxiliar as pessoas, quando muito para servir o mercado e o poder económico que este gera.

Aí entra a bicicleta. A bicicleta um veículo vantajoso e oferece à sociedade a aptidão suplementar de promover a mobilidade e igualdade. Muitos já percebem esta vantagem e aliaram a bicicleta como o seu veículo de eleição para o uso quotidiano. A bicicleta qualifica-se e promove-se como o meio de transporte por excelência. Afinal é o caminho mais justo e democrático para a construção de uma sociedade que privilegie a mobilidade por meio de transportes colectivos e não motorizados. A utilização regular da bicicleta, mesmo associada à utilização conjunta do transporte público e/ou do carro para qualquer tarefa, representa uma grande contribuição individual na mobilidade, na qualidade de vida social e na sustentabilidade ambiental. Tanto aqueles que pedalam regularmente quanto os que buscam meios alternativos para o fazer, reconhecem as dificuldades das grandes cidades, do volume de tráfego e da falta de um sistema viário perfeito. Uma vez que não é tolerável que cada um possua um carro e o use diariamente, o caminho mais justo e democrático à construção de uma sociedade que privilegie a consciência ambiental e a mobilidade, terá de ser privilegiada com a utilização de veículos colectivos e veículos não motorizados.

Muitos já deram conta disso, (isso dos benefícios do pedal para o nosso bolso bem retratado neste estudo britânico do impacto do ciclismo sobre as economias) e também gostariam de optar pela alternativa, só que ainda não encontraram incentivos e meios seguros para empreender a mudança. Evidentemente que a mobilidade não motorizada causa dificuldades acrescidas e para alguns, esses factores limitam a sua praticabilidade, mas não podemos aceitar estes argumentos de ânimo leve. No que toca à mobilidade não motorizada, percebesse que o Estado e as autarquias pouco têm feito e apenas reafirma o modelo rodoviário como essencial para o desenvolvimento quando a razão seria por exemplo a elaboração de regulamentos pelo Estado que privilegiem a mobilidade não motorizada. Falta, portanto, coragem política e consciência social aos gestores públicos para empreender uma autêntica revolução, já para não falar da falta de infra-estruturas cicloviárias e de outras condições de segurança para pedalar.

Nem todas as pessoas possuem a mesma destreza ou condições mentais para usar a bicicleta mas é ponto assente que se existissem sistemas viáveis de partilha de bicicletas, vias apropriadas, seguras e confortáveis, e um maior respeito por parte dos automobilistas, haveria mais gente corajosa a encarar o trânsito e dar ao pedal.

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