com paragem em todas as estações e apeadeiros

A paz e a serenidade de andar de bicicleta pelo campo, ao longo de florestas, rios e vales, oferece sensações de desafio e conquista como em nenhum outro local, apesar de existirem outras opções todo-o-terreno em duas rodas, embora mais barulhentas e poluidoras.

Nos tempos que correm, para alguns demasiado depressa para outros ao ritmo do caracol, cada vez mais se reclama da escassa oferta de transportes terrestres, principalmente nos transportes ferroviários que são vítimas de constantes greves e que levam à forte redução na oferta, o primeiro passo para o encerramento de linhas.

Will, um entusiasta da bicicleta, teve uma daquelas ideias mirabolantes que até me fez recordar as invenções do prof. Pardal. Criou o veículo ideal para tirar a ferrugem aos trilhos ferroviários abandonados: a “ferro-bicla”, “carril-bicla”, “trem-bike”, “rail-bike”, you name it. É uma bicicleta especialmente modificada para permitir que os ciclistas pedalem em cima de um carril, com a ajuda de um sistema guia, espécie de estabilizador, acoplado ao outro carril. Desta forma, pode-se experimentar circular ao longo de uma linha férrea, não num comboio mas numa bicicleta.

Will despendeu muito tempo no seu projecto DIY pois insistiu em observar e testar tudo ao mínimo detalhe. Na roda dianteira da bicicleta existe um dispositivo que a mantêm a rodar na direcção do carril, sem desvios, enquanto a estrutura que está apoiada no outro carril ajuda a manter o equilíbrio da bicicleta. Alguns dos materiais utilizados no projecto incluem peças de uma scooter, uma forqueta de bicicleta como guia da roda, de aço, parafusos, porcas, pinos de fixação e anilhas. O que é interessante é que não envolve qualquer trabalho de solda pois todas as peças foram aparafusadas.

Mas parece que nem tudo correu sobre rodas. Nem sobre carris! A determinada altura dos testes o projecto descarrilou. Quando Will testava a sua invenção e pedalava nela a uma velocidade de cerca de 30 km/h, a guia da roda da bicicleta prendeu numa agulha (intercepção de linhas) que parou bruscamente a marcha da rail-bike, dobrou o quadro e o seu passageiro foi cuspido para fora do selim. Lá se foi a fama, mas Will diz que não vai desistir da sua ideia de colocar uma bicicleta sobre carris num futuro próximo.

Cenas dos próximos capítulos aqui.

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passe a publicidade [23] BRIK

Been riding BRIK – fietsen fiets for a while now. So I made a small movie. Verdict?
– The energy needed is less than expected, that’s good! The bicycle is very fast and reliable.
– The saddle is super comfy, wasn’t expecting that but it is! You could do a bicycle-vacation on this saddle.

So basic video impression? Here it is. Enjoy!

Directamente do país das tulipas, das loiras e das biclas bonitas, uma bicicleta única em qualidade e estilo.

A BRIK não é uma bicicleta vulgar. É mais do que a soma de todos os componentes cuidadosamente escolhidos. A BRIK permite desfrutar de uma bicicleta única e fazer feliz quem nela pedala na cidade. Indestrutível pelos seus componentes resistentes e elegantes elementos em couro e madeira cuidadosamente selecionados.

Destaca-se a engenhosidade técnica do seu elemento de transmissão que elimina a tradicional corrente, o que permite usufruir de uma bicicleta que exige pouca manutenção. Um princípio simples e engenhoso com mais de um século à frente de seu tempo. Um eixo de transmissão em vez da corrente permite também que troque o pneu traseiro com toda a simplicidade. E lubrificar corrente, afinar e limpar, esqueça!

BRIK Fietsen

O quadro é de uma aparência invulgar e em aço resistente. O quadro em cruz, também chamado quadro de abadia, chama a atenção. É construído em tubagem de aço (chromoly), extremamente reforçado pelas suas ligações duplas. Os raios são ligeiramente mais espessos do que o normal e de aço inoxidável.

Brut ou Sec? A diferença está nos pára-lamas. Enquanto na Sec os pára-lamas são de aço preto fosco, a Brut oferece a possibidade de personalizar a bicicleta com um produto natural. Trás pára-lamas de madeira faia, feitos à mão por um negócio famíliar do norte de Itália.

“BRIK. Aprecie a sua viagem” dizem os moços

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“tá de chuiba!? fixe…”

Não há fome que não dê em fartura. Não, não estou a falar no dumping day, um dia d’ontem que deveria ter sido do trabalhador mas afinal foi do consumidor. Os pingos doces de que falo são outros. Temos um clima favorável à nossa opção de ir de bicicleta para todo o lado, mas a chuva também acontece e, se São Pedro nos proporcionou um Verão em pleno Inverno agora oferece-nos um Inverno na flor da Primavera, vá-se lá perceber isso!

a Etielbina sabe nadar, Yooo…

Quem é um ciclista regular já lidou muitas vezes com a chuva. Acredite ou não, é uma sensação que aprecio, não de levar com água no lombo mas a frescura e liberdade que é desafiar a chuvarada numa bicicleta porque às vezes é o mau tempo que nos prega uma surpresa. Se for apanhado pela chuva procuro um local abrigado e aguardo até que passe. Quando não tenho escolha senão continuar a pedalar, também é fácil de lidar com isso, um saco de plástico na cabeça improvisa. Caso esteja a chover a potes no momento que tenho de sair, saio a pedalar mesmo debaixo da borrasca mas com o equipamento adequado. Não tenham dúvidas que é uma experiência agradável.

O primeiro passo é mental. Com um pouco de prática, experiência e conhecimentos, pedalar à chuva requer alguns cuidados extra para uma viagem mais confortável. Um bom casaco com capuz, um par de calças impermeáveis, respiráveis e leves, adequadas para deslocações no molhado, irão manter a água afastada. Tenha em mente que o revestimento pode ressoar devido à transpiração corporal. Assim convém pedalar de uma forma mais lenta e suave para ficar mais seco. Se preferir pode levar uma muda de roupa para o trabalho ou deixá-la no trabalho. Regra de ouro é procurar não ficar molhado e manter-se quente, pois o frio e a humidade são uma maneira rápida de ficar doente. Usar botas impermeáveis ou cobrir os sapatos com capas de neoprene para os isolar irá manter os pés secos. Usar também luvas resistentes à água e um boné com pala é uma boa dica para a protecção dos olhos. É fundamental manter uma boa visibilidade da estrada. Usar óculos não é importante. Embora protejam os olhos da chuva e do spray, depois ao parar num semáforo vão certamente embaciar e deixá-lo praticamente cego.

Durante o tempo seco vai-se acumulando óleo e vários detritos que tornam as ruas e estradas mais escorregadias e perigosas, logo às primeiras chuvadas. Mantenha-se atento para pequenas manchas com bordas arco-íris no pavimento. Faça um esforço para evitar as superfícies metálicas, tais como tampas de esgoto, pavimentos de aço como os carris do eléctrico, marcações de trânsito pintadas como algumas passadeiras, folhas das árvores, pois todos esses elementos tornam-se muito escorregadios quando molhados. Tão divertido quanto pode parecer, deve evitar passar sobre as poças e redobrar cuidados nos pisos empedrados, pois pode encontrar buracos submersos pela água. Curvar com o piso molhado pode ser complicado e arriscado. Procure usar o corpo de modo a manter a bicicleta o mais direita possível. Ao fazer isso será capaz de curvar em segurança, reduzindo a velocidade e evitando o slide dos pneus, que inesperadamente pode acontecer devido aos traços pintados no pavimento e às invisíveis manchas de petróleo.

Ter na bicicleta um bom conjunto de pára-lamas é a maneira mais eficaz de evitar o spray vindo das rodas que molha o rabo e a cara. Um porta-couves com alforges impermeáveis é bom para transportar equipamento vulnerável à água, como laptops, documentos ou roupas de trabalho. Recomenda-se o uso de material fluorescente e ligar as luzes para ser notado entre a chuva e o nevoeiro.

É aconselhável verificar com regularidade a eficácia dos travões. A mistura da água e lama acaba por ser o meio mais rápido para corroer a borracha dos calços dos travões convencionais. Para além disso, a superfície de travagem nos aros fica coberta da borracha gasta e perde bastante eficiência na travagem. Planeie com antecedência e trave cedo. Usar um lubrificante mais consistente na corrente possa durar mais e não dilui tão rapidamente e dificilmente escorre para as rodas no contacto com a água.

Andar de bicicleta na chuva exige um pouco mais de cautelas do que é habitual mas que é bem divertido, lá isso é.

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bom dia amigo Jacinto

Jacinto Oliveira publicou no grupo Ciclismo Urbano em Portugal

“Eu adoro andar de bicicleta. Quando eu saí da escola isto nos anos 60, eu tinha os meus 17 anos e a prenda da minha mãe foi uma bicicleta, eu quase dormia com ela, na altura morava em Lisboa, e vinha ali para o Campo Grande onde tinha umas grandes pistas para eu andar. É verdade, belos tempos em que as nossas mães nos grandes presentes era a bicicleta a prenda nº 1. Hoje reparo que a maioria das mães o presente nº 1 é oferecer um carro. Tenho um amigo meu que ofereceu ao seu filho por ele passar o 12º ano um carro, para que seu filho vá agora para o instituto de mercedes, sim tinha que ser um mercedes para as miúdas verem. Enfim… obrigado mãe por me teres dado uma bicicleta.”

Quem pedala assim não se cansa. Boas pedaladas amigo Jacinto.

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o dia de um trabalhador

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massa crítica, bicicletada, critical mass

Porto – Portugal, 2012-04-27

Num excelente trabalho de Ricardo Cardoso

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fotocycle [16] the acrobat rider

A sustentável leveza da bicicleta

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e o ciclo repete-se…

Palavras para quê. Um clube de sucesso. Biba o FêCêPê, biba o Bicampeão.

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ciclofilia [38] Bicycle Portraits – Sina Mabeta

 

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o que é tradicional é bom

Basta um quarto d’hora sentado numa esplanada junto a uma das mais concorridas vias cá do burgo à beira mar plantadas, enquanto se degusta um café num Domingo de manhã, para se dar conta do desequilíbrio entre os vários géneros de bicicletas que por lá passam. Não será um “diz-me com que bicicleta andas, dir-te-ei que ciclista és” mas apenas a constatação da discrepância entres as biclas urbanas e as restantes, as desportistas. E nem é necessária muita paciência para as contabilizar.

O velocipedismo é uma forma legítima de transporte, acessível e usado por muita gente que simplesmente monta qualquer tipo de bicicleta. O que desencoraja muita gente usar a bicicleta para a sua verdadeira função, a de transporte, é a falta de condições de segurança e outras acomodações que façam deste meio de locomoção mais prático e seguro. Outra desigualdade que ainda se nota mas que tende a diminuir é o número de mulheres que pedala.

Douro Bike

Não é difícil perceber porque algumas pessoas dizem ser desencorajadas a pedalar, pois há toda uma série de problemas que enfrentam quando tentam encaixar o ciclismo no seu quotidiano. Não esquecendo as questões práticas, a segurança e a comodidade, outra questão é a escassa oferta de cicloprodutos para satisfazer as necessidades relacionadas com esta área do velocipedismo tradicional. E com razão, porque, em geral, os produtos de ciclismo são mais orientados à prática desportiva, o que me leva a falar de um lugar estranho para muita gente: a loja de bicicletas.

SUB 954

Entrar numa loja de bicicletas de uma qualquer mega superfície é como penetrar num mundo de sonho para muitos ciclistas mas numa loja de aberrações para outros. Elegantes bicicletas de corrida, máquinas todo-o-terreno estrategicamente posicionadas perto da entrada, carbono reluzente a revestir montras, uma panóplia de ferramentas e produtos de manutenção, com destaque para a navegação, são exibidas. Um gajo perde-se e nem sabe para onde olhar primeiro, no entanto poucas ou nenhumas bicicletas de aparência tradicional, traçado clássico, patine antiquada e outras mais modestas estão amontoados a um canto. Informalmente, os clientes procuram quem dê informações, orientações que muitas vezes lhes são dadas sem o devido conhecimento e profissionalismo. Para piorar a situação, muitas das técnicas de vendas que usam enfatizam mais o aspecto técnico das bicicletas, orientando muitas vezes a tomada de decisão para a compra de um produto caro sem que estejam realmente interessados se aquela bicicleta que estão a tentar vender é a ideal para atender a finalidade e estilo de pedalada do cliente.

Velo Invicta Capas Peneda

As lojas mais antigas, as de rua, o chamado comércio tradicional, vestem frequentemente outro tipo de cliente. Há outra simpatia e know-how. A superfície de exposição é muito menor, são escassos os produtos expostos, para além de pó as prateleiras estão cobertas de coisas boas. Parece até que a sua atmosfera é suficiente para atrair clientes. Tem um ambiente hospitaleiro, espaço suficiente para alinhar meia dúzia de biclas. A menos que a loja empregue pessoas do sexo feminino, a bicla mais vistosa é a que ostentará a vitrina. Ali os termos técnicos são explicados com sabedoria, procura-se entender a escolha ideal, há cortesia com o consumidor, assume-se o risco de atender as necessidades do cliente sem o pejo de ter de indicar a concorrência se assim tiver de ser.

Megastore Velo Culture

Poderiam as lojas e o marketing da bicicleta contribuir para o aumento do número de ciclistas e consequente adopção deste modo de transporte? A tendência actual é que os proprietários e gestores reexaminem estratégias e conceitos para as suas lojas, em termos de oferta e de acolhimento dos clientes, como uma boa forma de aumentar o negócio e tornar a bicicleta ainda mais atraente. Implementar as mudanças de conceito necessárias para divulgar a bicicleta como uma forma adequada de transporte. Ajudar a fazer da bicicleta regularmente uma parte das nossas vidas.

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