o ciclista como agente de mudança

Mudanças de hábitos raramente são súbitas. As coisas evoluem ao longo de um certo período de tempo, proporcional à intenção e adaptação pessoal para a mudança. Por outro lado, nem sempre é fácil aceitar a mudança. Mesmo assim, perceptíveis as transformações nas nossas rotinas numa retrospectiva prolongada, optamos pelas alternativas, planeamos o benefício, queremos o melhor para nós.

Esta questão assolou-me recentemente ao ler escritos de quem discorda ou não tolera a mudança de regras prevista na nova legislação rodoviária. Segundo consta, os peões, pessoas com deficiência e ciclistas saem reforçados desta proposta que o executivo se prepara para aprovar. Finalmente as bicicletas deixam de ter de ceder prioridade a viaturas motorizadas e outra novidade é o estabelecimento do limite de velocidade de 20 km/h em determinadas zonas residenciais.

Leça

Com o argumento válido de que tendo a carta de condução poderia ser importante numa carreira profissional, aos 18 anos de idade quis a decisão paternal que eu ficasse habilitado à condução automóvel. Após um rápido exame de condução e um carimbo num papel, poderia então conduzir um veículo de quatro rodas com motor. Até ali, o ciclismo tinha tido vital importância na minha vida. Ao volante do automóvel herdado do meu pai, era então um automobilista, apenas um adolescente com um brinquedo novo (mas que era velho)! Anos mais tarde, o Estado recrutou-me e confiou nas minhas mãos algumas viaturas de serviço militar, não sem antes ser sujeito a nova instrução, de código e condução de veículos pesados. De volta à vida civil, a carta de condução foi renovada mas dela não surtiu algum proveito e deixei que a habilitação de condução de viaturas pesadas caducasse. Evolui para ser hoje um ciclista na maior parte do tempo. Este é um exemplo de como as alterações no tempo e perspectiva redefine o significado das coisas.

À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas comutaram a minha vida. Deixaram de ser um objecto de treino e de aventura para lugares inexplorados, tanto quanto as minhas pernas e pulmões me levariam e, com alguma maturidade à mistura, a bicicleta expandiu os horizontes e me tornei fino o suficiente para a usar como meio de transporte. O que mudou? Durante a adolescência eu me sentia particularmente invencível. Era um mundo diferente. Naquela época, não eram necessárias tantas precauções. Hoje gasta-se um monte de tempo a considerar questões de segurança relacionadas com o “andar de bicicleta”. Eu andava em todas as condições, chuva, sem luzes na escuridão, sem incidentes. Eu não tinha nenhuma preocupação, nem mesmo um reflector ou um capacete na cabeça. Nada de ruim me aconteceu. Na actual vida diária, não me sinto menos seguro do que fazia quando adolescente. Talvez o mundo seja menos seguro devido à quantidade de informação negativa que estamos constantemente a ser bombardeados através dos meios de comunicação. Acho que foram mais as mudanças doutrinais que levaram a um mundo inseguro. O que quer que tenha mudado tem a ver com o ciclismo? Acho que não. Tem a ver, isso sim, com a forma como se conduz. Tem a ver com a função das estradas, mais especificamente com a actual cultura de estrada que nos faz sentir menos seguros. Tem a ver com o trânsito motorizado nos arruamentos, onde o automóvel domina e o peão é absolutamente secundarizado. Tem a ver com o nosso mundo sempre em movimento, onde automobilistas sem tempo, peões e ciclistas entram numa corrida desenfreada para chegar a algum lugar, e daí resulta o perigo.

O cenário e os actores mudaram, porque, nos tempos modernos, a vida tem necessidade de vários movimentos. A presença de um ciclista na estrada torna-se pouco mais do que uma partícula numa paisagem em constante movimento. A presença de vários ciclistas torna-se mais explícita e o contexto muda. Talvez isso não signifique que a estrada fique mais segura, porque se tornou uma cacofonia de distracções desnecessárias ao volante. A presença de pessoas, de ciclistas, não pode ser ignorada, não pode ser vítima de automobilistas distraídos, apressados a acelerar contra o tempo, com os olhos semi-abertos. A mudança de regras pode significar a necessidade de simplificar a forma como fazemos as coisas. Identificar o que é fundamental na vida, como caminhar, andar de bicicleta, falar com as pessoas. Reduzir o nível de conectividade compulsiva durante a condução. Tornar a estrada um mundo menos atormentado, um espaço seguro, de partilha e responsabilidade.

Em suma, o ciclismo provavelmente não mudará nada e o próprio mundo provavelmente não se tornará significativamente mais seguro com a mudança. Mas o contexto em que os vários utentes operam mudou e coloca os pratos da balança mais equitativos. A consciência dessas mudanças pode ajudar-nos a aumentar a nossa própria segurança, mas a consciência diz-nos também que não é suficiente. O ciclista como agente de mudança poderá ter um papel fundamental na educação sobre as questões culturais, demonstrar no local que todos os utentes deverão ser mais responsáveis e que é necessário induzir a mudança para evoluir a sociedade para melhor.

O que muda:

“-Por via da actual alteração ao Código da Estrada, não poderia deixar também de se ter em conta o Estatuto do Peão e a utilização de bicicletas na via pública, dando assim adequado reconhecimento assim estas soluções de mobilidade, e a necessidade de acautelar a sua segurança, atenta a sua maior vulnerabilidade enquanto utilizadores da via pública. Pretende-se assim introduzir regras claras para garantir melhores condições de segurança para todos os utilizadores da via pública
…
-«Utilizadores vulneráveis» – peões e velocípedes, em particular, crianças, idosos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida ou portadoras de deficiência;
-Sem prejuízo do disposto no número anterior, os velocípedes conduzidos por crianças menores de 10 anos podem utilizar os passeios, desde que os conduzam à velocidade de passo e não ponham em perigo ou perturbem os peões .
….
– O condutor de um veículo em marcha deve manter entre o seu veículo e o que o precede a distância suficiente para evitar acidentes em caso de súbita paragem ou diminuição de velocidade deste, tendo em especial consideração os utilizadores mais vulneráveis.
– O condutor de um veículo motorizado deve manter uma distância lateral suficiente para evitar acidentes entre o seu veículo e um velocípede que transite na mesma faixa de rodagem.
– Velocidade moderada:
À aproximação de passagens assinaladas na faixa de rodagem para a travessia de peões e velocípede Nas zonas residenciais de coexistência;

À aproximação de utilizadores vulneráveis
-Cedência de passagem em certas vias ou troços:
Os condutores devem ceder passagem aos velocípedes que atravessem as faixas de rodagem nas passagens assinaladas.
– Os condutores de velocípedes a que se refere o nº 3 supra, não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente.
– O condutor de um veículo de tracção animal ou de animais deve ceder a passagem aos veículos a motor, salvo nos casos referidos nas alíneas a) e c) do nº 1 do artigo anterior
– Ultrapassagens proibidas :
Imediatamente antes e nas passagens assinaladas para a travessia de peões e velocípedes;
…
-Pistas especiais:
Nas pistas destinadas a velocípedes é proibido o trânsito daqueles que tiverem mais de duas rodas não dispostas em linha ou que atrelem reboque, sendo no entanto permitido o trânsito com um reboque de um eixo destinado ao transporte de crianças, nos termos do nº 2 do artigo 113.°.4 – Os peões só podem utilizar as pistas especiais quando não existam locais que lhes sejam especialmente destinados.
-Os condutores de velocípedes devem transitar o mais próximo possível das bermas oupasseios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes
-Ao aproximar-se de uma passagem de peões ou velocípedes assinalada, em que a circulação de veículos está regulada por sinalização luminosa, o condutor, mesmo que a sinalização lhe permita avançar, deve deixar passar os peões ou os velocípedes que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
-Ao aproximar-se de uma passagem para peões ou velocípedes, junto da qual a circulação de veículos não está regulada nem por sinalização luminosa nem por agente, o condutor deve reduzir a velocidade e, se necessário, parar para deixar passar os peões ou velocípedes que já tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.
-Os velocípedes podem atrelar, à retaguarda, um reboque de um eixo destinado ao transporte de crianças, devidamente homologado para o efeito…”

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o meu reino por uma bicicleta

Haifaa Al-Mansour conseguiu a façanha de ser a primeira cineasta de origem saudita a realizar um filme na sua terra natal. “Wadjda”, uma sátira mordaz sobre as mulheres na Arábia Saudita que vivem dispostas a lutar contra a barreira da discriminação de género sob o manto do fundamentalismo islâmico, e que ganhou o primeiro prémio da crítica internacional no Festival de Veneza 2012.

“Wadjda”, primeira longa-metragem filmada inteiramente na Arábia Saudita, com a participação exclusiva de actores locais, conta a história de uma menina de 10 anos que cresce num subúrbio com o desejo de andar de bicicleta, o que é proibido às mulheres. Tão persistente quanto a menina é a realizadora do filme. Como não lhe foi permitido trabalhar em público, Haifaa dirigiu o filme do interior de uma carrinha. Não existe indústria cinematográfica no país, o filme foi co-produzido pela Alemanha e não entrou em cartaz no seu país. Mas isso não desencoraja Haifaa. Para ela, o cinema é uma forma eficaz, ainda que discreta, de lutar pelas liberdades civis das mulheres.

Através dos olhos da endiabrada personagem, este filme revela a vida dos sauditas. A trama é simples, mas eficaz. Wadjda (Waad Maomé) deseja tão só passear de bicicleta com o amigo. Desde que ela viu uma na loja de bicicletas nada a fez parar. Wadjda utiliza todos os seus recursos para finalmente poder satisfazer os seus desejos. Para nós o desejo de Wadjda parece simples de realizar. Em muitos países, qualquer menina pode andar de bicicleta e pedalar como lhe aprouver com os seus amigos, só que na Arábia Saudita, um país onde as mulheres não podem viajar sozinhas ou conduzir, o ciclismo também lhes é negado, o que não acontece em nenhum outro país muçulmano do mundo. Na escola, as meninas estão vestidas com longas túnicas pretas da cabeça aos pés. A utilização de tinta é proibida. Os estudantes são constantemente vigiados e é-lhes recomendado rir silenciosamente.

A diretor retrata a vida saudita sem miséria. Wadjda é um filme positivo e agradável, onde a realizadora procura retratar o estilo de vida, o comércio de bairro e a política. Este trabalho também recebeu o prémio de melhor filme árabe no Dubai mas não pode, porém, ser distribuído na Arábia Saudita porque os cinemas estão proibidos.

“Porquê a bicicleta? Eu queria reconstruir o meu universo conservador, a minha escola, a minha vida nessa menina, disse Haifaa Al-Mansour ao RFI .  Eu queria mostrar a tensão entre a tradição e modernidade. A bicicleta representa a modernidade, velocidade, liberdade de movimentos, controlar o nosso destino. De onde eu venho, essa tensão entre o mundo moderno e a tradição é especialmente forte. As pessoas não estão conscientes, porque, ao mesmo tempo, a nossa sociedade é rica. Temos bons carros, belos edifícios, mas quando você fala com um saudita, você percebe que ele é muito conservador, vivendo em uma forma tribal. Eu queria mostrar que a modernidade é possível.“

Let’s look at a trailer

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carnavalesco!

Just a gorilla wearing red Chucks riding a bicycle.

Portland Thingsin Portlandthings.com

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essa máquina surpreendente chamada bicicleta

Após as sensações vividas no L’Antique, e depois de uma semana a pôr o sono em dia, é sobre esta soberba jornada que me apetece de novo divagar. Não é só essa máquina maravilhosa chamada bicicleta um grande meio de transporte, diversão, desporto, relacionamento, é também um formidável tema de fotografia. Na cidade há uma abundância de oportunidades para fotografar ciclistas, urbanos ou casuais em competição com os carros, ou solitárias bicicletas deixadas acorrentadas a um poste. Na província, chamemos-lhe assim, quando o sol nelas incide e lhes deixa contornada a silhueta na parede ou no chão, a fotografia é bem diferente. Como de novo testemunhei neste agradável passeio, não é invulgar, é singular o modo natural e tranquilo como os velocipedistas locais utilizam a bicicleta. Em Vale de Figueira, serena vila ribatejana trespassada por uma estrada nacional, fascinou-me a forma espontânea como se pedala, como são convenientemente deixadas em descanso na borda do passeio, em qualquer lugar, numa parede que o proprietário aproveita para encostar solta a sua bicicleta, mesmo a pedir ao ocasional turista que a fotografe.

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ciclofilia [76] Winters Edge

“Even though the town is snow covered, and the days up in the armpit of the Polar Circle are still lived in below freezing temperatures, the appearance of tarmac from underneath the cold, soft white matter presents a faint promise of something nice to come…

While we all live our lives, eagerly awaiting for the warm summer breeze whistling through the spokes, the caress of the sun on bare skin, the freedom of movement – oblivious of the world around us, we can only remember the past.”

…

Forget the Excuses and ride.

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fotocycle [72] La Gazzetta

La Gazzettadi Parma, la citta’ delle biciclette… e della musica.

foto de Massimo Mari
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o Sr. António das Bicicletas

mecânico de bicicletas e motorizadas.

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no L’Antique 200

Le Antique 1

Bastaria sair a pedalar em grupo pelo Norte e arredores, mas a oportunidade de participar sem grandes custos num BRM, para todos nós desconhecido menos para o Fernando, randonneur de muitos brevets, foi um novo desafio ao qual não resistimos. Para mim era mais uma dessas extensas etapas de largas horas sentado no selim a pedalar, mas esta teria outros condimentos bem mais apetecíveis.

Le Antique 4

E assim, sete amigalhaços que se conheceram nisto das biclas, lá se juntaram e foram num comboio regional, madrugada afora, para Vila Franca de Xira participar no L’Antique 200, organizado pelos Randonneurs Portugal. Tal como disse o Fernando “obnibulados por uma noite de comboio… mas a hora biológica e o frisson da partida fizeram esquecer o pormenor do sono”, foi sem pregar olho a noite inteira que bem cedinho chegamos a Vila Franca para o depart. Depois de engolir o pequeno-almoço, aliviar o peso do carrego, que o Jacinto bem agradeceu, foi vestir à pressa o equipamento, fazer o brieffing, e lá fomos pedalar como se não houvesse amanhã….

Le Antique 3

Pedalou-se depressa, devagar, ainda mais devagar, allure libre, paramos muitas vezes, nos postos de controlo, outras vezes no meio da estrada para tirar fotografias ou simplesmente para olhar à volta, relaxar as pernas e trincar uma bucha. É claro que depois, para recuperar tempo, pedalamos depressa, numa velocidade muito superior às anteriores. Com o Tiago a fazer de lebre, foi de tirar o fôlego.

Le Antique 8A última vez que tinha vagueado pelo Ribatejo foi há coisa de 25 anos, andava eu a marchar no quartel de Tancos. Desejando voltar a um dos meus lugares míticos, rever o Tejo, o calor do sol a entrar nos vales, cenários de cortar a respiração, sensações únicas das mais belas paisagens do país, o melhor pretexto foi pedalar por estradas ensolaradas e rolantes da planície ribatejana. A minha expectativa de passar por lá era muito grande, já que durante uma fase marcante da minha vida ali andei a marcar passo. Foi difícil reconhecer o quartel, ao abandono, rendido à passagem dos anos. Parei e prostrei-me em frente à porta-de-armas, de onde outrora costumava sair nas “berliets” de goela seca, e acreditei, enfim, que estava ali. De bicicleta!

Le Antique 2

O sol de inverno e a boa companhia foram o antídoto perfeito para combater o forte vento vindo de Norte, e que constante nos batia na cara. Estorvava o empenho mas não buliu a vontade. Se eu podia levar uma bicicleta mais amiga dos meus joelhos? Podia, mas não seria a mesma coisa! Sendo um brevet condizente em trazer à memória o espírito e as condições que os Randonneurs do início do sec. XX tinham de superar quando pedalavam para longe, só mesmo na Alteza estaria ao nível de tal aventura. E um furo, na recta final, no breu da noite, reparado  com a prestimosa ajuda do Vitor, veio ainda acrescentar mais emoção ao acontecimento.

Le Antique 11

Nesta viagem, nós adicionamos uma terceira roda, por assim dizer: o espírito de grupo. Em todo o caminho estivemos juntos. Foi, possivelmente, um dos passeios mais interessantes que já pedalei. Antigas estradas com  longos quilómetros de alcatrão esburacado, pavimentadas de terra batida, lamacentas, e depois uma prova clássica sem pavé não é clássica. Resumidamente, uns bons quilómetros a sentir os dentes e o esqueleto a ranger. As estradas são tranquilas, em grande parte do percurso, excepto em alguns trechos de estradas nacionais, compensados ao atravessar pacatas vilas onde a bicicleta é parte do cenário, fundamental modo de vida.

Le Antique 12

Veículos privados de duas rodas que são deixados no descanso, na borda do passeio, encostadas à porta de casa, de uma forma tão natural que até dá inveja. Crianças, mulheres e homens que  embalados pedalam de um lado e para o outro, sorrindo a quem passa, acenando e cumprimentando, guiando com uma mão enquanto na outra, firme, se segura uma garrafa do mais puro néctar.

Le Antique 5

A rota levou-nos de Vila Franca de Xira a Santarém, Golegã, Vila Nova da Barquinha, Tancos, Constância, meia volta e força, para a banda sul do Tejo por Chamusca, Alpiarça, Porto de Muge, de novo para a margem norte do rio e o percurso inverso até Vila Franca de Xira. Um total de 211 km (fora os que se fizeram a mais à custa de um ou outro desvio acidental de percurso), lugares com significado histórico, caminhos, bicicletas, chuviscos, sol, lezírias, vento, veredas, quintas, memórias, castelo, pontes, cegonhas, noite, estrelas, luzes, frio, obstáculos, carros, comboios… pelo simples prazer de pedalar.

Le Antique 7

O regresso ao Porto fez-se no dia seguinte, de comboio, claro está, aliás, em quatro comboios, pois a necessidade de transportar bicicletas obriga-nos a recorrer às composições de serviço regional e ao transbordo, como se fizéssemos uma viagem intercontinental, o que só complica mas que não esmorece a nossa caturrice. Venha de lá o próximo.

foto do Ricardo

foto do Ricardo

Mais crónicas do L’Antique do Ricardo, do Hélder e no Usaralho

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fotocycle [71] Vhils

VihilsOntem, na capital portuguesa da bicicleta, Aveiro, e visivel da estação ferroviária enquanto aguardava o transbordo para o Porto, vindo da minha primeira aventura Randonneur no L’Antique 200.

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no L’Antique 200 – teaser

Alcanhoense

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