textos de Marcos Paulo Schlickmann [10] A poluição deve ser taxada?

A cidade do Rio de Janeiro aprovou em 2013 uma lei que pune quem joga lixo na rua. Essa iniciativa tem como objetivos: Diminuir o risco de entupimento de bueiros, o trabalho de limpeza dos garis/limpadores de rua e melhorar a qualidade dos espaços públicos. Passou a ser multado quem fosse flagrado a jogar no chão papel de bala/rebuçado, chiclete e bituca de cigarro por exemplo.

Tal lei gerou alguma controvérsia mas pode-se dizer que foi muito bem aceita pela população1,2. Uma legislação semelhante é a que obriga o dono do cão a limpar a sujeira que seu bichano faz no espaço público. Outra lei cada vez mais comum, que se baseia na mesma lógica, é a proibição de fumar em lugares fechados.

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Figura 1 – “Por que você não para de matar pessoas através do fumo passivo… seu idiota.” Fonte: http://goo.gl/i8uxKX

Mas qual a relação desses exemplos com o título do texto? A relação é a poluição. E porque algumas pessoas concordam em multar esse tipo de poluição, muito visível, e são tão reticentes quando se cogita taxar a poluição automóvel?

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Figura 2 – Suicídio. Liberdade. Fonte: http://goo.gl/DJXe4W

Graças à engenharia automóvel que temos hoje a poluição quase nos passa despercebida e quanto mais novo e bem cuidado o carro é, menos se sente os gases que ele emite. Mas imaginemos uma situação hipotética: Se a poluição automóvel fosse sólida? Ou líquida? Ou os gases tivessem uma cor e cheiro muito fortes? Será que nos preocuparíamos mais?

A poluição atmosférica automóvel é quase invisível. Está aí no ar e nos nossos pulmões, todos nós sabemos, mas é preciso avisar que ela existe pois não se vê. E esse compromisso coletivo de ignorar a poluição (ou aceitá-la, mesmo a contragosto) faz com que a humanidade pague, através das doenças respiratórias principalmente3,4,5,6.

Em 20077,8 a União Europeia recomendou ao estados-membros a adoção de políticas de tributação ao automóvel que considerassem a geração de dióxido de carbono (CO2) de cada veículo. Portugal fez sua parte e atualmente considera o nível de poluição gerado pelo veículo, além de outros fatores, para determinar os impostos sobre a aquisição (Imposto Sobre Veículos – ISV) e posse anual (Imposto Único de Circulação – IUC). Tal medida é importante mas não limita o uso indiscriminado dos veículos. No Brasil a legislação é mais atrasada e complexa e não considera as emissões de CO2 para determinação do valor a ser tributado.

Tanto no Brasil quanto em Portugal os combustíveis não são tributados tendo em conta a geração de CO2 e sim outros critérios. Esse tipo de imposto existe em alguns países e se chama taxas de carbono9,10,11.

Por mais alto que sejam os impostos sobre a aquisição e a posse, nada disso impede que o motorista gaste um litro de gasolina para comprar um litro de leite. Para limitar o mau uso do automóvel é preciso aumentar o custo da viagem e não do veículo. Uma viagem casa-trabalho por exemplo é composta pelos seguintes custos:

  • Estacionamento na origem (casa) e no destino (trabalho);
  • Eventuais Portagens/Pedágios;
  • Combustível;
  • “Micro” Degradação e Depreciação do veículo;
  • Custos externos: Poluição sonora, atmosférica; ineficiente ocupação do espaço público; custos sociais do rodoviarismo (acidentes, degradação de infraestruturas, congestionamento) e outros.

Depende então de cada governo decidir o que se deve taxar para reduzir o mau uso do automóvel e suas consequentes externalidades. Geralmente a resposta mais óbvia é taxar (mais) os combustíveis, tendo em conta a geração de CO2.

Taxar (mais) o combustível é sempre difícil. Muita gente deve ter insónia quando é anunciado um aumento do combustível. Porém a tendência é piorar. Não sou especialista no mercado do petróleo mas não vislumbro no futuro próximo uma redução do preço da gasolina ou gasóleo/diesel, muito pelo contrário, tendo em conta estudos que apontam para o fim do petróleo barato ainda na nossa geração12,13. E taxar (mais) os combustíveis é complicado pois invariavelmente o aumento seria repassado aos produtos e serviços que dependem dos transportes, ou seja, quase tudo.

Na minha opinião, deve-se sim taxar os combustíveis tendo em conta a geração de CO2, mas há também outras boas alternativas. Taxar o estacionamento, uma medida que surte muito efeito no destino principalmente, e portajar/pedagear os centros das cidades (ex.: Londres, Estocolmo, Singapura) ou reduzir/gerir melhor a rede viária disponível são outras opções. Todas essas medidas fazem parte das políticas de Gestão da Demanda/Procura de Transporte, ou em inglês TDM: Transport Demand Management. Tema que irei abordar no próximo texto.

Respondendo então a pergunta: A poluição atmosférica gerada pelo automóvel deve ser taxada? Sim. O poluidor deve ser taxado, tendo por base o princípio do poluidor-pagador14. Deve-se sim taxar a aquisição, posse do automóvel e os combustíveis, mas fundamentalmente deve-se limitar as viagens desnecessárias de automóvel através de medidas de incentivo ao transporte público e modos suaves e desincentivo ao transporte individual.

Finalmente acho que devemos nos afastar do discurso do aquecimento global e preservar o meio ambiente simplesmente porque sim. Devemos cuidar bem da nossa casa chamada planeta Terra.

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Figura 3 – “Veículo Zero Emissões” Fonte: http://www.andysinger.com/bikesample7.html

Referências:

1 http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/lei-multa-mais-de-100-no-rio-por-jogar-lixo-na-rua

2 http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/09/programa-lixo-zero-combate-quem-suja-ruas-do-rio-de-janeiro.html

3 http://pt.euronews.com/2013/10/29/cancro-causado-pela-poluicao-governos-devem-agir/

4 http://www.dailymail.co.uk/health/article-2465699/World-Health-Organisation-names-air-pollution-main-cause-lung-cancer.html

5 http://www.who.int/gho/phe/outdoor_air_pollution/en/

6 http://www.publico.pt/ciencia/noticia/poluicao-do-ar-causa-cancro-diz-organizacao-mundial-de-saude-1609483

7 http://recipp.ipp.pt/handle/10400.22/851

8 http://www.acea.be/images/uploads/files/20120329_TaxGuide2012Highlights.pdf

9 http://www.greencarreports.com/news/1084541_beijing-adds-pollution-tax-to-fuel-to-curb-huge-smog-problems

10 http://en.wikipedia.org/wiki/Carbon_tax

11 http://www.vtpi.org/carbontax.pdf

12 http://en.wikipedia.org/wiki/Peak_oil

13 http://www.youtube.com/watch?v=CWY1klGVon0

14 http://en.wikipedia.org/wiki/Polluter_pays_principle

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fotocycle [108] visitporto.travel

visit Porto Travel

Fotografia: Joaquim Oliveira

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a Costureira Cilcista, um “can’t miss” especial

a costureira ciclista

A dica do Ricardo Cruz lá no antro ciclo-urbano português levou-me a acelerar a pedalada e visitar o atelier da costureira ciclista, a oficina de costura de Cátia Fonseca onda borda palavras ao ritmo criativo da sua máquina, uma Dahon Curve, que a leva a pedalar pelas ruas da capital e depois moldar textos de linhas bem humoradas onde enfia a agulha em ponto “para tentar mudar essa cultura carro-dependente”.

Pois, tirou-me bem as medidas, gostei bastante do que li e logo abotoei um botão ali na lapela do lado direito, para as minhas visitas diárias.

Com o devido atrevimento, abro o zipper para o corta e cose do momento, o de tanta hostilidade na convivência dos automobilistas com o novo código da estrada.

Parabéns Cátia, é uma (nova) regalia 😉

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can’t miss [77] globonautas.net

Tajiquistão – sabes guardar um segredo?

globonautas

“Há alturas em que tenho a sensação de estar num sítio maior do que nós e a nossa compreensão das coisas, um sítio tão para lá do espaço, do tempo, da dimensão real… um sitio à parte, como uma catedral de proporções infinitas com tecto de céu. É como se a nossa presença ali fosse um sacrilégio, que os ruídos dos solavancos das bicicletas, o chiar da correntes com a falta de óleo, as respirações ofegantes nas subidas, os nossos corpos sem dias de banho – quando tudo ali devia ser pureza,  excepto o som das admoestações do vento, do canto efervescente da água  no seu longo percurso rumo ao oceano, do chilrear dos pássaros com o seu picotar agudo do silêncio. A estrada que pedalámos de Khorog a Shuroabad rumo a Dushanbe, atravessa um desses sítios raros, onde nada importa, só o que nos rodeia. Um sítio onde nos esquecemos de tudo para viver apenas no seguimento do que se encontra ao longo do que a estrada trilhou.” […]

(as fantásticas aventuras da Joana e do Nuno, da Nova Zelândia a Portugal em bicicleta, são desvendadas aqui)

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can’t miss [76] aseasyasridingabike.wordpress.com

 

Not dangerous

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os Reis da Estrada

“No dia 14 de Julho de 1880 foi disputada a primeira corrida de bicicletas em Portugal, precisamente na Foz do Douro entre Matosinhos e o Castelo da Foz. A organização deste evento ficou à responsabilidade do recém fundado Clube Velocipedista Portuense que nasceu do entusiasmo que as bicicletas provocaram nesta cidade.

Vemos portanto que a marginal da cidade invicta junto à Foz é desde há mais de uma centena de anos, palco para eventos de recreio e desporto ligados à história da bicicleta.

Com esta ideia em mente, a Invictus Cycle United e O Veterano Cyclista uniram-se para proporcionar aos velocipedistas portuenses, e não só, um evento inspirado nos passeios do passado com jogos e bicicletas do passado neste exacto local histórico — o Jardim do Passeio Alegre.

O ponto de partida é pelas 11 horas da Rotunda da Boavista, descendo depois pelas avenidas históricas da Boavista e Marechal Gomes da Costa até à marginal da Foz para um picnic e convívio do século passado com jogos tradicionais da malha e fisgadas ao alvo. Vai haver também a presença dum fotógrafo da Invictus Real e C.ª a registar retratos para Cabinet Cards dos velocipedistas trajados e acompanhados das suas machinas.

Posto isto, vamos então celebrar a véspera de Reis a pedal e com um sentimento de nostalgia pelos nossos veteranos cyclistas dos tempos de outrora.”

Reis da estradafonte: http://forum.amigosdaspasteleiras.com

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relatório e contas

Alteza
Porque opto pela bicicleta como meio de transporte urbano e muitas vezes extra-urbano em detrimento do carro? Porque gosto de andar de bicicleta e essa é a principal razão. Depois tem muitas outras, como por exemplo o gozo que é passar pelo trânsito parado e pensar “olhem-me estes patetas!”. Além de não ficar preso no trânsito, vale sempre a pena repetir várias outras razões em que todos retiram benefícios, só de viver e conviver na bicicleta: O acto de pedalar e a boa sensação que é aquela corrente de ar no rosto que nos liberta o bom humor; A melhoria da forma física e de qualidade de vida, argumento válido para a nossa saúde; A consumição que se tem em constantes engarrafamentos, a perda de tempo à procura de estacionamento, são alguns exemplos dos custos e aborrecimentos que não se têm na bicicleta, e daí a razão deste blogue: partilhar, divulgar e dar força a um certo activismo em prole deste fascinante meio de transporte.

Usando a bicicleta com consciência, orientado a pedalar no trânsito de forma segura, ajuda ao convívio mais amigável entre automobilistas e ciclistas. Está comprovado que quando há mais ciclistas nas ruas há menos acidentes. Numa cidade onde há pessoas a caminhar, a circular de bicicleta, há mais respeito mútuo. Ajuntamentos urbanos com mais gente a pedalar são comprovadamente comunidades mais solidárias. Por essas e por outras razões, mais gente pedala pelas cidades, pela minha cidade. Melhores dias virão, essa é a tendência, esse é o desejo.  E é com esta nova legislação o mote para que cumpramos a nossa cota parte de responsabilidade, como por exemplo evitar erros ainda cometidos por muitos de nós que insistem em pedalar em contra-mão e nos passeios, até porque o seguro morreu de velho! Devemos respeitar o peão e cumprir com inteligência as regras de trânsito.

A todos os leitores deste blogue, para quem muito me honra publicar, desejo boas pedaladas, boas festas, bom ano…

vimeo 2014

foto: Vimeo

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can’t miss [75] bbc.co.uk

Cycling 770 miles non-stop on a 100-year-old bike with onions

Drew Buck1

“The Paris-Brest-Paris race is said to be one of the hardest long distance cycle races in the world.

A 770 mile (1,280km) round trip – cycling through the night – which has to be completed in under 90 hours.

Of the 5,000 Lycra clad cyclists who line-up for the challenge, nearly a thousand do not make it.

But Drew Buck, a 65-year-old from Somerset, has not only completed it six times but done it on a 100-year-old bike dressed as a traditional Breton onion seller – known as an Onion Johnny.
…
Drew Buck onion seller

keep reading his story, straight from Café René

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [9] O caminho para a escola

Hoje em dia é difícil encontrar crianças sozinhas nas ruas, indo a pé ou de bicicleta para a escola. Tanto no Brasil quanto em Portugal o meio de transporte mais usado para levar os filhos à escola é o automóvel.

Mas o que aconteceu? Houve sem dúvida uma mudança1 de 20 anos para cá. Antigamente as crianças iam para escola a pé ou de bicicleta, junto com o vizinho ou o amigo. Buscar e levar o filho de carro para a escola era coisa “de rico” ou de quem morava muito longe. A insegurança rodoviária e o medo que os pais têm de deixar uma criança sozinha foram os principais fatores para essa mudança.

A questão do medo é válida. Hoje em dia proliferam histórias de pedófilos. Num país desigual como o Brasil onde muitos se sentem inseguros mesmo dentro de casa, deixar uma criança sozinha pode ser considerado um ato de loucura. É importante mudar isso, percebendo verdadeiramente até que ponto é realmente inseguro e até que ponto é fantasia.

Já a insegurança rodoviária é um verdadeiro paradigma, um contrassenso. Pergunte para uma mãe porque ela não deixa o filho (mais crescido claro, não vamos falar aqui de bebês) ir para escola a pé ou de bicicleta, acompanhado de um amigo ou mesmo acompanhado por ela. Ela vai dizer que é muito perigoso, os carros são muito rápidos e não respeitam os pedestres/peões, logo a única solução segura é ir de carro. Como diz na foto abaixo: “Há muito tráfego para o Billy ir a pé para a escola; portanto nós o levamos de carro.”

Figura 1- Tráfego induzindo tráfego. Fonte: http://www.planetizen.com/node/56017

Figura 1- Tráfego induzindo tráfego. Fonte: http://www.planetizen.com/node/56017

A única solução segura encontrada pela mãe, que se preocupa com a segurança do seu filho, alimenta o problema. Um ciclo vicioso no qual estamos presos e que é preciso muita coragem para lutar contra, pois estamos a falar no bem mais precioso de uma família, os filhos. Infelizmente os pais se esquecem que estão preservando a segurança presente da criança mas comprometendo o seu futuro e o de outras pessoas, através da poluição e dos demais custos inerentes a essa solução. E para agravar esse problema e condicionar os pais ainda mais a esta escolha temos a questão das distâncias. A noção de “escola de bairro” está a desaparecer. Com o mundo competitivo que temos hoje, onde cada vez mais e mais cedo se exige excelência das crianças, os pais não se importam em colocar o filho para estudar numa instituição 10, 20 km de distância, pois estão a buscar o melhor para seus filhos.

E o ápice desse contrassenso são os carros tipo SUVs. Estes carros são comprovadamente os que mais ameaçam a segurança de uma criança que atravessa a rua, pois devido à posição elevada do motorista e à baixa estatura da criança o motorista simplesmente não vê a criança que atravessa na sua frente. Ou seja, uma mãe decide comprar um SUV para levar o filho com segurança para a escola mas esquece que está a ameaçar as demais crianças que vão para esta mesma escola.

É estranho, no mundo cheio de soluções que vivemos, as famílias se restringirem somente ao automóvel como solução única de mobilidade, quando existem tantas outras opções. Ao mesmo tempo que confiamos cegamente no automóvel como solução ótima, nos tornamos reféns dele. Quem nunca ficou “na mão” de manhã no caminho para o trabalho? Com o carro quebrado ou o pneu furado? Ao invés de ser uma solução o automóvel se torna um problema.

Há ainda uma outra questão. A relação entre a saúde das crianças (e dos adultos também), os transportes e a distribuição espacial da cidade. Fugindo do foco já batido da poluição, até que ponto nossas opções de mobilidade e de localização afetam o nosso nível de atividade física, nosso peso e nossa saúde. Um tema para outro texto.

Para finalizar deixo aqui dois exemplos interessantes: O “Walking Bus2”, uma solução presente na Austrália e Reino Unido, e o “Bicycle Bus3”, uma solução holandesa.

Referências:

1         http://www.saferoutesinfo.org/sites/default/files/resources/NHTS_school_travel_report_2011_0.pdf (apesar de retratar a realidade americana acredito que é válido)

2         http://atitudesustentavel.com.br/blog/2012/03/08/indo-a-pe-para-a-escola/

3         http://atitudesustentavel.com.br/blog/2012/02/14/bicycle-school-bus-leva-criancas-para-a-escola/

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a todos um Bom Natal, que seja mesmo um Feliz Natal…

Feliz Natal

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