E prontos, num corta e cose matreiro cumpro a cota parte de espalhar a palavra do guru da megastore, da cicloficina, das fotografias aos ciclistas… que anda de Bicicleta no Porto e arredores.
E prontos, num corta e cose matreiro cumpro a cota parte de espalhar a palavra do guru da megastore, da cicloficina, das fotografias aos ciclistas… que anda de Bicicleta no Porto e arredores.
Um Café na Internet

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“Para além de contribuir para a nossa qualidade de vida, a bicicleta é igualmente um objecto estético e poético. Vinícius de Moraes chama centauresas às ciclistas. (Balada das meninas de bicicleta). A bicicleta transforma-nos não só em centauros mas igualmente em pégasos: dá-nos asas. Seja qual for a nossa idade, podemos seguir a injunção do poeta: Bicicletai, meninada.
Bicicletemos, então…”
(depois da prova, degusta todo este saboroso texto aqui)
Cycles conta a história daqueles que dedicaram as suas vidas ao ciclismo em Itália. Este filmezinho conta a história de vários entusiastas da bicicleta, como o lendário Alberto Masi (construtor de quadros desde 1960), a Ciclística Milano e Iride Modena, que sempre sonharam e construir biclas e que vivem pela filosofia de que cada bicicleta conta a sua própria história. Presta atenção e vê o que é preciso dedicar na vida a esta paixão.
Durante muito tempo se acreditou que a demanda/procura de viagens (deslocações casa-trabalho principalmente) por automóvel era somente suprida com mais oferta de infraestrutura: rodovias, estradas, estacionamento. Nada mais lógico não é? Com o aumento da procura aumenta-se a oferta.
Aliado a isso, o apelo à liberdade que o automóvel vende e o fato de ter sido popularizado, com o Ford T, num país que tenta colocar a liberdade individual acima de tudo, os Estados Unidos da América, questionar a procura (ou tentar regulá-la) e o uso crescente do automóvel era de certa forma questionar a liberdade individual. Todos tinham direito a ter um carro, combustível, estacionamento e estrada e o governo não devia tentar influenciar negativamente a disseminação deste mantra: carros para todos.
Porém os técnicos rapidamente começaram a perceber uma regra muito básica relacionada à infraestrutura de transportes: o espaço para construir estradas e pavimentar a cidade é finito. Não há simplesmente espaço para construir indefinidamente faixas, elevados, túneis, duplicação, triplicação, quadruplicação, 5 pisos de estacionamento subterrâneo, redução de calçadas, demolição de prédios…não há espaço infinito para o rodoviarismo1,2! Isso sem contar os demais custos que o rodoviarismo cria: poluição e demais externalidades.
https://www.youtube.com/watch?v=HyaAB2R5un8
Nas décadas de 70 e 80 começaram então a surgir políticas que limitavam e regulavam o uso do automóvel. É verdade que tais políticas afetam infelizmente quem tem mesmo que usar o carro mas tal desvantagem não é culpa das políticas em si, e sim do sistema democrático que não pode favorecer e diferenciar uns usuários dos outros.
Aos poucos uma nova forma de resolver os problemas do transporte começou a surgir. O foco mudou da oferta para a procura. Foi criado um grupo de políticas chamado de TDM: Transport Demand Management3,4 (também Travel Demand Management, Traffic Demand Management). Em português: Gestão da Procura/Demanda do Transportes.

Figura 1 – Espaço ocupado por cada tipo de veículo: Carro, Ônibus, Bicicleta. Fonte: http://www.sutp.org/component/phocadownload/category/60-tc-tdm?download=41:tc-tdm-en
TDM consiste em um conjunto de medidas que visam gerir melhor a demanda/procura de transporte, principalmente as viagens automóveis com um só ocupante. As medidas podem ser divididas em duas categorias, uma representando as medidas que “empurram” ou forçam a mudança de comportamento (medidas push ou vara) e outra representando as medidas que “puxam” ou convidam à mudança de comportamento (medidas pull ou cenoura). As medidas podem também ser conjugadas ou levadas em separado, podem ser integradas com transporte público e também podem ser adaptadas para cada cidade. Abaixo vou listar as principais.
Medidas que puxam/convidam (Pull – mais leves, não forçam muito a decisão de mudar os padrões de viagem):
Medidas que empurram (Push – mais pesadas, forçam a decisão de mudar os padrões de viagem):
De certa forma, toda iniciativa que vise o não crescimento ou a diminuição do uso do automóvel pode ser considerada uma iniciativa TDM. Porém a grande vantagem dessas medidas é que podem ser pontuais, alterações específicas em certos bairros e pontos da cidade ou em certos períodos do dia, ou gerais, uma alteração das políticas de base de um governo a respeito de como encarar a mobilidade e os transportes, quais meios incentivar, quais desincentivar.
Nos próximos 3 textos irei escrever sobre 3 medidas TDM que mais me interessam: Pedágio/Portagem urbana, eficiente regulação do estacionamento e incentivos monetários a quem polui menos.
Há ainda outras medidas com o mesmo propósito das TDM. São as políticas de coordenação entre o uso do solo e os transportes, que irei falar num próximo texto.
Referencias:
3 http://www.sutp.org/component/phocadownload/category/60-tc-tdm?download=41:tc-tdm-en

London Bicycle Paramedics, fotografia de Christopher OKeefe no Flickr
Dando reposta a qualquer situação de emergência num limite de 8 minutos, em Inglaterra os paramédicos driblam os engarrafamentos, pedalando nas bicicletas ambulância para salvar vidas.
“Começa esta grande viagem da volta das bicicletas à rádio. E como todas as maratonas, por mais longas que sejam, começam sempre com a primeira pedalada, e esta é a primeira pedalada nesta bicicleta da telefonia. Vamos pegar nesta máquina maravilhosa de equilíbrio instável, mas de uma grande paixão e nunca mais a vamos largar, agarrados a este guiador, com a corrente ligada, os travões afinados e os pneus cheios.”…
E porque tudo o que passa, passa na TSF, dá uma volta de bicicleta nesta telefonia sem fios. Vamos dar uma volta com José Silva, a seguir o Miguel Barroso dá uma volta pelo renovado código de estrada e por fim o grande ciclista José Maria Nicolau volta a “malhar ferro”.
“Hoje nesta primeira edição vamos saber das mais frescas sobre o código da estada que entrou em vigor à uma semana, as bicicletas têm prioridade sobre muita coisa” […]
TSF Bike, a primeira pedalada nesta bicicleta da telefonia. Destaque à entrevista de Miguel Barroso. Sintoniza aqui.
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“O novo código da estrada confere mais direitos e liberdades aos condutores de velocípedes (bicicletas) harmonizando o quadro jurídico aos padrões europeus. Mas existem responsabilidades acrescidas para os utilizadores deste meio de transporte, nomeadamente a legislação geral do código da estrada na sinalização vertical, nos semáforos, nos atravessamentos de faixas e vias, no uso de sistemas de iluminação para a rectaguarda e frente da bicicleta. Por isso, se gosta de usar a sua bicicleta, bem vindo à cidade, conduza com precaução, respeite os utentes da via, use e abuse da sinalética com os braços e usufrua dos seus direitos.”