o vintage

Sábado passado foi dia de repetir a clássica ao Santuário de Fátima. Desta vez, e ao contrário do nosso feito, feito ano passado na companhia do Rui, do Couto e do Jacinto, reservamos a noite para o ripanço e cânticos góticos roncos no abrigo de um hotel, encetando no dia seguinte o regresso a casa com saída marcada para depois do reforço do pequeno almoço.

Este ano o grupeto foi alargado para oito, sendo que três dos nossos amigos de route, estes mais habituados às lides do bêtêtismo, não só fariam a mítica clássica pela primeira vez como completariam, também pela primeira vez, um esticanço de mais de duzentos quilómetros pedalados numa só etapa. Umas longas oito horas de rabo alapado no selim.

Entre estes dois momentos medeiam dez bons aninhos e muita quilometragem nas pernas.

Desde as três primeiras participações na clássica, do Porto a Fátima, a bordo da fiel e grotesca bicicleta de montanha, verdadeiro tractor com as devidas proporções e adaptações, de seu nome Etielbina, este ano e pela primeira vez coube à vintage Tripas Inbicla a sorte de me fazer transportar.

Dos vários modelos com pedais, do grupeto sobressaía uma Orbea, a tradicional bêtêtê rodinha 26” com o respectivo ciclista, imberbe nisto das longas distâncias, a rezar a todos os santinhos para que os quilómetros passassem e depressa – nós, lá lhe íamos prometendo que as subidas acabariam já ali… Isso fez-me recordar as agruras vividas para acompanhar o ritmo das rodas finas, bem mais condizentes com a velocidade no asfalto, e o derradeiro suplício que foi é alcançar o climax da serra com a meta à vista.

O nosso amigo Fugas está de parabéns pelo esforço e tenacidade empenhado em chegar à meta.  Inclusive, já fez saber à malta que ficou cliente destas aventuras das longas distâncias, e pretende agora ampliar o seu harém, desta vez com uma leve menina de estrada. Ora, isso é para mim uma espécie de déjà vu. É que um gajo não tem descanso! Volta e meia, lá vem uma recaída deste síndrome que se nos apega, o N+1!

E para remate, numa espécie de postal reciclado, aqui fica a ligação para o relambório por mim relatado vai pra dez anos, à altura da terceira participação na mítica clássica Porto-Fátima (isto não é peregrinação, é uma tradição), ainda na vertente “já a formiga tem catarro”.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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