one less car!

um carro a menos, ciclitas urbanos do Porto

por PC Silva

PC Silva's avatarCOTTIDIANUS

"Um carro a menos" by Paulo César Silva “Um carro a menos” by Paulo César Silva
Porto, Portugal | February’13

View original post

Publicado em Porto | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

“stop. a vida parou ou foi o automóvel?”

Desde novinho, ainda eu viajava no banco de trás do Fiat 600, aprendi a identificar a placa octogonal vermelha com quatro letras em branco e que indica paragem obrigatória (um triângulo invertido colocado dentro de um sinal circular onde constava a inscrição “Stop” foi usado durante anos). Desde crianças que todos fomos familiarizados com esse sinal de trânsito e o anglicismo inerente à palavra . Sendo um termo inglês, tem um significado universal e é conhecido praticamente em todo o mundo. Depois, com a licença de condução ainda verde na carteira, cumprimos religiosamente o código quando, ao volante, nos aproximamos de um desses autoritários STOP. Mas, com a prática e o consequente “à vontade”, o cumprimento vai abrandando. Às vezes, ao nos aproximarmos de um cruzamento, apenas calcamos o travão no último segundo. Olhar à esquerda, depois à direita, e, se não vier ninguém, então engrenar a primeira e voltar a acelerar. Se conseguirmos ver se caminho está livre, esquecemo-nos de parar ou, melhor ainda, de dar prioridade a quem a tem. A pretensão de obediência por vezes torna-se inconveniente. Nos sinais de stop, semáforo vermelho ou passadeira, alguns automobilistas hesitam, espreitam, reduzem a engrenagem mais para ver se a polícia está à vista do que para cumprir a regra, como se a simples presença da polícia o obrigasse!  

BikevsBike Photo David Niddrie

Bike vs Bike, Photo David Niddrie

O sinal de paragem obrigatória representa mais do que parece. Mais do que nos fazer parar evitar um acidente, impõe-nos civismo, faz-nos recordar que estamos a jogar um jogo com a vida dos outros. Como ciclistas, devemos desenvolver o hábito de olhar para todos com desconfiança, principalmente nos cruzamentos. Mais agora, que não somos obrigados a ceder prioridade quando nos apresentamos pela direita, mas todos os veículos que se aproximam de um sinal de stop têm de parar. E eu presumo sempre que não vão parar. É raro o dia que testemunho automobilistas a falar ao telemóvel, na conversa com o passageiro do lado, a olhar para algo perdido no interior do carro. Até a comer ou a retocar o rímel no espelho retrovisor. Sinais que não estão a adoptar uma condução segura e que não estão minimamente atentos. A medida cautelar é soltar um pé dos pedais e preparar uma travagem de emergência, ou uma manobra rápida de evasão para evitar o encontro indesejado com a chapa de um carro. Por força do hábito, chamo a atenção dos automobilistas, mesmo que isso os irrite. Seja como for, na estrada, na nossa direcção, num cruzamento, quando não tivermos um sinal de Stop pela frente, nunca confiar. Quem nos diz que eles vão parar? E se não podem parar?!

stop

ndr: “Stop. A vida parou. Ou foi o automóvel?”, é de  leitura obrigatória o artigo de Carolina Toneloto: “O trânsito das grandes cidades faz com que a vida pare como no poema de Carlos Drummond de Andrade. Como viabilizar a mobilidade urbana sem causar tantos danos às pessoas, às cidades e ao meio ambiente?”

 

Publicado em 1 carro a menos | Etiquetas , , , , , , | 1 Comentário

fotocycle [118] Street life in Aarhus, Denmark

500px   Raleigh by Michael KnudsenRaleigh by Michael Knudsen via 500px

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , , | 1 Comentário

é muita areia prá minha biciclete!

De norte a sul, ao longo da costa, os recentes temporais, a agitação e o forte avanço do mar, têm deixado grande destruição nas nossas praias. Um pouco por todo o litoral, têm-se contabilizado danos em infra-estruturas e em equipamentos de praia, passadiços, paliçadas, bares… “É prematuro avançar com valores, mas estamos a falar na ordem de alguns milhares de euros para a reparação da orla costeira”, avançou o vice-presidente da Câmara de Gaia. O mar galgou a marginal urbana de várias localidades e deixou passeios debilitados e ciclovias cobertas de areia.

piso escorregadio na ciclovia de Gaia

piso escorregadio na ciclovia de Gaia

No Porto, na extensão do Parque da Cidade entre o Castelo do Queijo e o Edifício Transparente, a “ciclovia” existente no local está de tal forma soterrada de areia que é praticamente impossível pedalar ali, até para uma bêtêtê.

ciclovia!!! ciclocross, no mínimo!

ciclovia!!! ciclocross, no mínimo!

Em alguns locais a circulação pedonal e de bicicletas continua desaconselhada enquanto decorrem trabalhos de limpeza e remoção dos destroços. É urgente a recuperação dos equipamentos para que tudo possa voltar à normalidade após os estragos causados pelo mau tempo, mas devido à grande extensão de destruição a necessária recuperação da orla marítima vai demorar o seu tempo.

dunas na Praia Matosinhos

O areal da praia de Matosinhos está por estes dias com um relevo invulgar. Com a deslocação e reposição de areias a praia tem dunas, coisa rara na zona.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , | Deixe um comentário

can’t miss [86] opovo.com.br

Transformação em duas rodas

Ciclistas Urbanos de Fortaleza“Ao mesmo tempo em que grades protegem as residências e deixam o vazio ecoar nas ruas, são as bicicletas que montam o ativismo de quem crê na ocupação como forma de superar o medo. Para os membros da Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza, a Ciclovida, uma bike não é apenas lazer: é um meio de transporte e de transformação.
…
Para Lucas Landim, presidente da associação, tanto bicicleta quanto o modal pedestre são essenciais para desmitificar a sensação de medo em Fortaleza. “Quanto mais gente na rua, mais segura essa rua”, analisa. Segundo ele, um biker tem uma compreensão diferente das demais pessoas por conta dessa intensa circulação. “Quem usa bicicleta tem menos medo do que o restante. A gente conversa com flanelinha, com artista circense e, sinceramente, não vejo motivo para essa sensação de medo”, garante.”

(artigo de André Bloc em O Povo online, aqui)

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , | 1 Comentário

textos de Marcos Paulo Schlickmann [17] Há espaço para todos. A solução para Almere

Para contrastar o que escrevi no texto anterior, vou agora dar um bom exemplo de como uma cidade plane(j)ada de raiz pode conjugar de forma inteligente todos os meios de transporte, sem necessariamente privilegiar o automóvel. Esta cidade se chama Almere1,2, fica próximo de Amesterdão (Países Baixos) e é considerada cidade-irmã de Milton Keynes, pois as duas nasceram na mesma época e com propósitos similares: dar uma alternativa de vida urbana mais próxima natureza (as duas tiveram forte influência do modelo Garden City do Ebenezer Howard) e com menores densidades populacionais, convidativo para famílias querendo fugir da confusão urbana dos grandes centros.

Tabela 1 - Repartição modal (%) de Almere e Milton Keynes. Fonte: http://www.epomm.eu/tems/index.phtml

Tabela 1 – Repartição modal (%) de Almere e Milton Keynes. Fonte: http://www.epomm.eu/tems/index.phtml

Diferente de Milton Keynes que importou um estilo “arrojado” pró-automóvel (primeiro “encaixamos” o automóvel, depois o resto se vê), Almere não desprezou suas raízes. Mantendo-se firme à forte tradição holandesa de plane(j)amento integrado dos usos do solo e transportes multimodais, Almere foi construída e ainda se expande sobre uma terra reclamada do mar. Muitas vezes os Países Baixos são só lembrados pelas bicicletas, mas é surpreendente a visão multimodal de plane(j)amento de transportes que esse país tem já há tempos. Eles foram provavelmente os primeiros a perceber a necessidade de se ter muitas alternativas baratas e competitivas e não o contrário. A oferta de transporte de Almere pode ser resumida da seguinte forma3,4,5:

  1. Automóvel: Acesso a 2 autoestradas nacionais e rede viária não-óbvia, significando que não há necessariamente acesso universal ao automóvel, com diversas soluções de acalmia de tráfego e espaço partilhado
    (http://en.wikipedia.org/wiki/Shared_space).
  2. Autocarros/Ônibus: Almere possui uma rede de corredores segregados com um sistema tipo BHLS – Bus with High Level of Service6, que pode ser considerado o BRT europeu, chamado de MAXX. Num próximo texto irei abordar com mais detalhe o sistema de Almere e outros BHLSs e BRTs.
  3. Comboio/Trem: Almere tem 6 estações! Milton Keynes tem 1. Nessa simples análise pode-se perceber já a importância dada ao sistema ferroviário. Estas estações funcionam realmente como o centro dos bairros, servindo como um hub intermodal, onde os autocarros, as bicicletas, automóveis e táxis são os meios alimentadores.
  4. Bicicletas: Almere possui uma “autoestrada” totalmente segregada para bicicletas ao longo da linha de comboio e também soluções diversas maioritariamente segregadas inseridas na malha urbana.
  5. A pé: Calçadas e passeios de excelente qualidade e boa largura, com preferência total ao pedestre, pessoas em cadeiras de rodas, carrinhos de bebê e crianças.

No sentido oposto de Milton Keynes, Almere soube como segregar os vários corredores de tráfego, integrando nas estações, conseguindo compatibilizar as várias densidades populacionais e o uso do solo misto e policêntrico, medidas que levam à diminuição das viagens, ao menor uso do automóvel e ao maior uso da bicicleta e meio pedonal7,8.

Figura 1 - Estação central de Almere.  Fonte: Http://Www.Skyscrapercity.Com/Showthread.Php?T=426671

Figura 1 – Estação central de Almere.
Fonte: Http://Www.Skyscrapercity.Com/Showthread.Php?T=426671

Figura 2 - Uma cidade que conseguiu conjugar baixas/médias densidades e natureza com transporte público. Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=426671

Figura 2 – Uma cidade que conseguiu conjugar baixas/médias densidades e natureza com transporte público.
Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=426671 

Figura 3 - Uma rua residencial totalmente partilhada (sem nenhuma medida de segregação) que acaba…  Fonte: Google Earth

Figura 3 – Uma rua residencial totalmente partilhada (sem nenhuma medida de segregação) que acaba…
Fonte: Google Earth

Figura 4 - Num cruzamento onde os ciclistas podem seguir a direito por uma via totalmente segregada. Uma solução muito comum. Fonte: Google Earth

Figura 4 – Num cruzamento onde os ciclistas podem seguir a direito por uma via totalmente segregada. Uma solução muito comum. Fonte: Google Earth

Outro exemplo de Almere: Na foto a seguir uma zona residencial de baixa densidade (para padrões holandeses) com um aprazível ambiente, muito verde e água. Em vermelho está o percurso para bicicletas partilhado + segregado (ponte) + partilhado. Em preto está o percurso para o automóvel, muito menos óbvio. Em azul o corredor BUS MAXX. Neste pequeno exemplo está resumido a essência de Almere: Baixa densidade (mas nem tanto), muita natureza, boa oferta de todos os meios de transporte.

Figura 5

Figura 5 – Almere. Zona residencial. Fonte: Google Earth

Na estação central de Almere uma boa solução que permite o acesso a todos, inclusive automóvel: Kiss and Ride (deixar ou buscar alguém na estação) e Park and Ride (não aparece na foto mas há oferta na rua e em parques de estacionamento).

Figura 6 - Estação central de Almere. Fonte: Google Earth

Figura 6 – Estação central de Almere. Fonte: Google Earth

Figura 7

Figura 7 – Vários níveis de segregação. Fonte: Google Earth

Referências:

  1. http://en.wikipedia.org/wiki/Almere
  2.  https://goo.gl/maps/1uZue
  3. http://bicycledutch.wordpress.com/2011/12/10/fast-urban-cycle-route-spoorbaanpad-almere/
  4. http://departmentfortransport.wordpress.com/2012/06/30/frankly-mr-franklin/
  5. http://arch.design.umn.edu/travel/netherlands/documents/
    Doherty_Cycling_in_the_Netherlands.pdf
  6. http://www.uitp-bhls.eu/
  7. http://eau.sagepub.com/content/8/1/67.full.pdf
  8. http://faculty.arch.utah.edu/bartholomew/Policies_Places.pdf
Publicado em parceria público-pedalada | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

pagar para andar de bicicleta!… iss’é qu’era bom!

“Pagar para andar de bicicleta. É esta a proposta da empresa Altiuz, em Santiago do Chile, que decidiu importar a medida da França e da Alemanha e começar a pagar aos seus funcionários por cada quilómetro percorrido em bicicleta no trajecto casa-trabalho-casa.”

A notícia veio ontem no site menosumcarro.pt e dá conta do incentivo de uma empresa chilena, premiando os funcionários que pedalem ou caminhem nas suas deslocações para o trabalho. No nosso país isso é ainda uma ficção, mas em alguns países europeus essa medida é já uma efectiva realidade. Já aqui havida partilhado uma notícia no JN, a propósito.

O hábito diário de pedalar, além de ser uma forma agradável e saudável de mobilidade urbana, pode ser adoptado para as pessoas se deslocarem para o trabalho e um incentivo extra às empresas colaborarem na mobilidade dos seus empregados. Aproveito o ensejo e relembro este artigo que publiquei sobre a temática “as empresas e a bicicleta”.

Um aparte.

Ora, este  governo, vendedor de banha da cobra, entende que a fuga fiscal e a economia paralela se combate com ilusões e géneros. Para premiar contribuintes cumpridores das suas obrigações fiscais resolve sortear carros de luxo! Afinal, este é um país de ricos!!!

Publicado em outras coisas | Etiquetas , , , , | 1 Comentário

can’t miss [85] porto24.pt/memoria/

Joaquim Leão: a amarela do Adamastor

“O triunfo de Joaquim Leão na Volta a Portugal em Bicicleta de 1964 teve o impacto de um vendaval na hierarquia do ciclismo.”…

Foto: Adoptarfama/Nuno Lopes/FC Porto

Foto: Adoptarfama/Nuno Lopes/FC Porto

…” Campeão da lama (ciclocross) e glutão do asfalto (seis títulos nacionais), Leão trouxe prosperidade e animação ao ciclismo com a forma descomplexada de correr. Foi ao Tour e à Vuelta, renegou as desventuras e teve mais cinco top-ten na Volta. Esta camisola amarela rebentou pelas costuras na sua peitaça de adamastor, ganhou sulcos e rasgos pela felicidade de 50 mil pessoas que o esperavam no Porto, e brilhou intensamente desde o Alto da Serra de Valongo até Sobrado, terra Natal, onde 100 mil pessoas expunham a emoção máxima no trajecto festivo final, feito em descapotável. Não se voltou a ver festa igual. A apoteose começou em Alvalade, com o beijo da vitória dado pela actriz Ivone Silva, inaugurando uma tradição importada do Tour, segundo a qual só as estrelas tinham o privilégio de beijar os campeões…”.

(Lê toda a história deste Leão dragão que o Museu FC Porto By BMG nos conta, aqui)

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

utilização de e-bikes

Recentemente, recebi um e-mail solicitando o preenchimento de um mini-questionário sobre a utilização de bicicletas eléctricas. Helena Matos está a fazer uma pesquisa sobre a utilização de e-bikes e pretende “chegar ao maior número de utilizadores de bicicleta possível (não precisam de ser utilizadores de pedelecs)”. Como tal, pediu também que partilhasse este inquérito, dando a minha colaboração com um post para o efeito. (link para o inquérito está aqui)

Electric Bicycle Diagram;  fonte: en.wikipedia.org

Electric Bicycle Diagram. Fonte: en.wikipedia.org

Numa abordagem rápida sobre o assunto, há dois tipos essenciais de e-bikes. As que são totalmente alimentadas por um motor eléctrico, como uma scooter, e as Pedelec (Pedal Electric Cycles) que são a combinação da bicicleta tradicional a pedais com a assistência de um motor eléctrico, o qual sustenta o esforço do ciclista somente quando este estiver a pedalar. Existem também bicicletas com motor de combustão interna, como as “Bina“.

A principal vantagem destes veículos é permitir ao ciclista exercer apenas a quantidade de esforço necessário para o movimento da bicicleta. Um projecto híbrido faz da bicicleta um meio adequado para viagens mais longas, onde ficar sem carga pode representar um problema. Um motor no cubo da roda, dianteira ou traseira, fornece mais energia ao pedalar e recarrega a bateria durante a desaceleração. As baterias recarregáveis de iões de lítio vieram oferecer mais benefícios no uso das e-bikes. Uma desvantagem é o peso destas bicicletas. Se algo impedir o motor de prestar assistência, o peso extra do equipamento eléctrico irá contrariar a facilidade de utilização na pedalada. À medida que a tecnologia evolui, estas bicicletas vão se tornando mais leves e práticas para uma ampla gama de utilizações. Existem desde já vários modelos disponíveis no mercado com preços e autonomia ajustados às necessidades dos seus utilizadores, dando assim mais um argumento para a mobilidade ciclável nas cidades.  

Eu não sou utilizador de e-bikes, mesmo assim empreendi a tarefa de preencher o questionário. A certa altura perguntei a mim mesmo se haveria algum dia de utilizar uma bicicleta eléctrica? Possivelmente! Uma bicicleta eléctrica não é para mim uma necessidade do momento, mas na vida de um ciclista “a sério” quem sabe se não poderá vir a ter a sua importância! As pessoas que geralmente optam por este tipo de bicicleta, normalmente, procuram a conivência de um motor auxiliar para chegar mais longe e superar facilmente uma variedade de terrenos. O princípio é o mesmo e aplica-se a qualquer pessoa que tenha vontade de pedalar, e algum tipo de handicap para o fazer. A bicicleta eléctrica permite disfarçar o peso da idade, o esforço físico, a lentidão e o suor. É uma boa opção para manter os níveis de aptidão. Pode ajudar os ciclistas com problemas físicos, com lesões leves a moderadas e, num bom compromisso, auxiliar na protecção da lesão. Independentemente do nosso nível de condicionamento físico, qualquer um pode ter lidar com uma lesão crónica ou condição médica. Permitindo pedalar sem dificuldades, as e-bikes são também uma boa forma de reabilitação.

Publicado em outras coisas | Etiquetas , , , , , | 10 comentários

e agora, um interlúdio musical

“Andar en Bicicleta”,  musica y letra de Pablo Galbusera, num video-clip muito bem-ajambrado. Ora vejam…

Publicado em filme | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário