pela sua rica saúde

pedalar acompanhado

O simples facto de mexer as pernas, dar um passeio a pedais com os filhos, uma volta pelo bairro para ir às compras, pedalar diariamente para o local de trabalho, é um excelente tónico que nos melhora a capacidade física, liberta a mente e nos dá saúde. Com o acréscimo da sedentarização devido ao estilo de vida automatizado, das escadas rolantes, dos elevadores, dos automóveis, o ser humano amoleceu, relaxou e acomodou-se. Não importa se gordas ou magras, as pessoas andam enfraquecidas. Arfam por subir um simples lanço de escadas, dar umas passadas mais largas para atravessar a rua ou uma corridinha atrás do autocarro.

João Correia

 Um ciclista rotineiro sobe uma escada, salta um par degraus sem dificuldade porque umas simples voltinhas diárias na bicicleta lhe dão capacidade física, pulmão e coração mais fortes. As pessoas que andam regularmente de bicicleta poupam muitas visitas ao médico. Na saúde, os benefícios das pedaladas são imensos: pedalar regularmente não só queima calorias como melhora a capacidade respiratória, diminui o colesterol e a pressão arterial, previne doenças cardíacas e doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, activa a circulação sanguínea, auxilia o emagrecimento, atenua o stress e as tensões. O prazer proporcionado pela bicicleta contribui para a sensação de bem-estar. Proporcionando a sustentação do corpo através de uma postura correcta, a bicicleta ajuda a fortalecer o abdómen, fortalece e define os músculos, deixa as pernas e o rabo tonificadinhos.

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fotocycle [125] moving

moving… in the cardoom 😛

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [23] LUTI (4): Impactos dos transportes nos usos do solo

A questão da relação entre os usos do solo e os transportes se assemelha ao problema do ovo ou da galinha. Quem “nasceu” primeiro? Ou, quem realmente é produto de quem? Os transportes influenciam e moldam a ocupação do solo ou a ocupação do solo molda os transportes?

Esta pergunta não tem uma resposta simples. O desenvolvimento dos bairros, cidades e países teve a participação de diversos atores em momentos de escassez e de fartura. Decisões públicas e privadas boas e más levaram com que muitos fatores influenciassem a ocupação do solo, o desenho das redes de transporte e das demais redes de comunicação e utilidades. Para ilustrar quão importante um recurso (pois o transporte também é um recurso) pode influenciar fortemente as decisões de localização, que por consequência moldam as cidades, veja o mapa do Egito com sua densidade populacional.

Figura 1 - Egito: Densidade Populacional 2010 (hab/mi2). Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egypt_2010_population_density1.pngl

Figura 1 – Egito: Densidade Populacional 2010 (hab/mi2).
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Egypt_2010_population_density1.pngl

Este mapa não tem nada a ver com a teoria LUTI mas ao mesmo tempo tem tudo a ver! O principal motivo para esta ocupação singular e invulgar do território egípcio se dá pela necessidade de se estar perto da principal fonte de água no interior, o rio Nilo! Afinal acho que o verdadeiro ciclo a ser estudado não é Interação Uso do Solo e Transportes mas sim interação Uso do Solo e Água. O mais incrível disso tudo é que, em pleno século XXI, com todo a tecnologia disponível os egípcios preferem ainda viver junto ao Nilo, exatamente como seus antepassados faziam.

Os sistemas de transporte podem ter impactos positivos ou negativos nos usos do solo.

Como impactos negativos podemos citar principalmente a degradação física, visual e a poluição sonora e do ar causada pelos corredores de transporte. Porém o impacto mais sentido é o chamado Efeito Barreira. O efeito barreira faz exatamente o que o nome diz: cria uma barreira real, que impede a passagem de pedestres e outros veículos, ou virtual, que não impede propriamente a passagem mas traz considerável desconforto. No Brasil há dois exemplos muito conhecidos desse efeito e suas consequências desastrosas nos edifícios lindeiros: O Minhocão em São Paulo e a Perimetral no Rio de Janeiro que está finalmente a ser desmantelada. Em Portugal o caso que mais me chama atenção é a linha de trem/comboio ao longo do Rio Tejo em Lisboa, um efeito barreira que prejudica substancialmente a mobilidade suave naquela zona.

O intenso tráfego automóvel também cria um efeito barreira, impedindo o atravessamento natural de uma rua e as relações de proximidade e vizinhança.

Figura 2 - Minhocão em São Paulo. Fonte: GoogleEarth

Figura 2 – Minhocão em São Paulo.
Fonte: GoogleEarth

Figura 3 - Florença (Itália) …  Fonte: GoogleEarth

Figura 3 – Florença (Itália) …
Fonte: GoogleEarth

Figura 4 - e Atlanta (EUA). As duas figuras estão na mesma escala.  Fonte: GoogleEarth

Figura 4 – e Atlanta (EUA). As duas figuras estão na mesma escala.
Fonte: GoogleEarth

Os positivos geralmente são aumento do valor das propriedades, densificação e atração de comércios e serviços. Estes impactos acontecem maioritariamente a volta das estações de transporte público ou em torno das saídas de autoestradas, e podem variar bastante de acordo com as características do sistema, padrões de ocupação urbana e o comportamento das pessoas, suas vontades e preferências. No entanto é historicamente associado que sistemas ferroviários atraem mais desenvolvimento, devido à “sensação de permanência” que eles trazem. Diferente de um sistema de ônibus/autocarro, mais flexível e de menor capacidade, o ferroviário é “mais fixo”, principalmente se for enterrado. Este é um dos motivos que, a meu ver, os planos diretores devem incentivar a construção de habitação e trabalho junto às estações, para aumentar o volume de passageiros e por consequência diminuir os subsídios, pois o sistema não vai sair dali, logo seu uso deve ser otimizado.

No próximo texto irei falar sobre TOD: Transit Oriented Develpment, ou Desenvolvimento orientado pelo transporte público. Vou apresentar alguns projetos conjugados de uso do solo e transportes que conseguiram trazer desenvolvimento a volta ou mesmo dentro das estações e também manter bons volumes de passageiros nos sistemas de transporte.

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the mythbusters

Daniel Marques, & irmão, produziram este excelente vídeo para um concurso do Banco Mundial sobre sustentabilidade ambiental. O tema escolhido foi a vantagem de usar a bicicleta num meio urbano. Filmado no Porto.

“As the global impact of climate change is escalating and we are starting to feel the effects in our own backyard, we must start to act locally. So what can you do to help our planet?”

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velo love

via megastore: “O homem que não tem um nome com três letras e a sua senhora protagonizam um momento de amor louco em bicicleta na foto de capa da página do FB da Câmara Municipal do Porto.

foto CMP Sérgio e sua senhora

O Dia Nacional dos Centros Históricos foi comemorado no passado sábado no Porto. A Câmara Municipal e a Porto Lazer prepararam festa um pouco por todo o lado, com especial incidência nas renovadas ruas do Centro Histórico, atraindo milhares de pessoas. A política de animação da baixa do Porto vai prosseguir numa estratégia de dinamização do comércio local e estímulo à reabilitação urbana. — em Rua Das Flores.”

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what it looks like, Anselmo Custer

brincadeira do dia dos enganos…

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cant’miss [91] mubi.pt

Plano de Mobilidade Sustentável do Concelho da Maia – estacionamento para bicicletas

Mubi Ricardo Cruz

“Através dos seus sócios, a MUBi, Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, teve conhecimento, recentemente, da instalação de vários estacionamentos para bicicletas localizados na Maia, no âmbito do Plano de Mobilidade Sustentável do Concelho da Maia (http://www.cm-maia.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=366&Itemid=219).

Acontece que estes equipamentos não apresentam o design adequado para a sua utilização.

Com efeito, os estacionamentos de bicicletas são na maioria das vezes mal desenhados e desadequados à utilização das bicicletas. Opta-se na maioria das vezes pelos chamados Empena-Rodas, em que a roda dianteira encaixa numa estrutura, suportando uma boa parte do peso da bicicleta.”…

(Essencial artigo de Ricardo Cruz, que poderá ler na totalidade aqui, no site da MUBI)

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ciclofilia [110] Atir Cycles on the streets of Portland Oregon

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [22] LUTI (3): Impactos dos usos do solo nos transportes

Neste texto irei descrever como a separação dos usos do solo gera demanda/procura de viagens que por consequência necessita de diversos tipos de oferta de transporte para ser suprida.

Os impactos dos usos do solo nos transportes são bem visíveis. Quando um território é zoneado, plane(j)adores separam-no por usos por exemplo, residencial, industrial, retalho/varejo, escritórios, espaços e equipamentos públicos, estacionamento. Desta forma, querendo ou não, eles determinam a localização das atividades humanas do dia-a-dia (moradia, trabalho, compras, lazer, educação, saúde) e suas origens e destinos. A distribuição dessas atividades humanas no território requer “interações espaciais” ou viagens. Esta procura/demanda por viagens leva à implantação de infraestruturas de transporte que aumentam a acessibilidade local que, a longo prazo, codeterminam as decisões de localização, resultando em mudanças nos usos do solo, como mostrado na figura do 1º texto sobre LUTI e a seguir.

Figura 1

Figura 1 – Ciclo Uso do Solo e Transportes

Há uma variedade de fatores dos usos do solo que influenciam os transportes, porém dois fatores definitivamente têm maior influência: O uso misto (ou a segregação dos usos) e a densidade. Vou então detalhar estes dois fatores.

Densidade:

A densidade, que significa o número de famílias, empregos ou pessoas divididos pela área, é um fator crucial para se projetar sistemas de transporte¹,²,³.

Densidade pode afetar substancialmente os padrões de viagem, os níveis de acessibilidade, a diversidade na oferta de transporte e o uso do automóvel¹. Kenworthy e Laube (1996)4, quando compararam cidades Americanas, Australianas, Asiáticas, e da Europa Ocidental mostraram uma relação direta entre a densidade populacional e o uso de transporte público e uma relação inversa com o uso do automóvel. Em cidades muito densas tais como Hong Kong e Singapura a divisão modal para transporte público é substancialmente maior quando comparada a cidades como Melbourne e Houston5. Com maiores densidades o uso de transporte público aumenta, fazendo com que tal meio tenha maior viabilidade financeira³. No entanto somente densidade pode criar “cidades dormitório” nos subúrbios e centros de emprego mono-funcionais que acabam por produzir e atrair longas viagens e encorajar o uso do automóvel².

Figura 2 - Relação entre a densidade populacional e o consumo de combustível. Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Petrol_use_urban_density.svg

Figura 2 – Relação entre a densidade populacional e o consumo de combustível.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Petrol_use_urban_density.svg

Uso Misto:

Outra importante característica dos usos do solo que pode fortemente influenciar o uso do transporte público e reduzir o comprimento das viagens é o uso misto. Uso misto ou diversidade corresponde à localização de diferentes, mas compatíveis, usos próximos um dos outros. Um padrão de construção muito comum de uso misto é o que conjuga uso comercial no piso térreo tais como restaurantes ou retalho/varejo e uso residencial nos pisos superiores. Fazer viagens a pé e de bicicleta também aumentam em áreas urbanas de uso misto¹. Uma estação de metro/metrô corresponde a um uso do solo também pode fazer parte de um esquema de uso misto mais alargado, com lojas e serviços dentro da estação ou à volta dela.

Figura 3 - Estação do Oriente em Lisboa. Um arranjo bem conseguido de uso misto e densidade populacional.  Fonte: http://www.elevogroup.com/fotos/editor2/estacao_do_oriente_pt.jpg

Figura 3 – Estação do Oriente em Lisboa. Um arranjo bem conseguido de uso misto e densidade populacional.
Fonte: http://www.elevogroup.com/fotos/editor2/estacao_do_oriente_pt.jpg

O uso misto traz a sensação de permeabilidade para os pedestres. As edificações estão viradas para a calçada e passeios, recetivas aos pedestres e à cidade e não fechadas por muros, “de costas” para a cidade. Prédios de uso misto como os que citei acima são muito comuns em Portugal mas pouco comuns no Brasil, devido principalmente à insegurança urbana.

No Brasil há um novo tipo de uso misto: o privado, através dos condomínios fechados que conjugam moradia e espaços de lazer: piscina, ginásio/academia, cinema, salão de festas, churrasqueira, etc. Todas essas facilidades elevam substancialmente o valor do condomínio pois o condômino paga pela manutenção do salão de festas e da churrasqueira mesmo nunca usando. E esse tipo de desenvolvimento imobiliário (condomínio fechado de apartamentos ou casas) se torna casa vez mais comum no Brasil, em muito devido à falta de qualidade de lazer urbano disponível e, como citado, à insegurança urbana. Em Portugal a situação é o oposto com tais desenvolvimentos sendo uma raridade, logo levando a um valor muito menor de condomínio.

Outros fatores tais como condições para andar a pé e de bicicleta, design das ruas e conectividade e disponibilidade de estacionamento são características que podem influenciar o uso de transporte público ou individual e reduzir ou não o comprimento das viagens.

Figura 4 - Uma solução comum nos EUA, Canadá e Austrália: Zonas somente residenciais de baixa densidade. O chamado Urban Sprawl... Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_Rancho_Sprawl.jpeg

Figura 4 – Uma solução comum nos EUA, Canadá e Austrália: Zonas somente residenciais de baixa densidade. O chamado Urban Sprawl…
Fonte: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rio_Rancho_Sprawl.jpeg

Figura 5 - que gera grande dependência automóvel, tornando o uso de transporte público pouco viável. Fonte: http://www.naturalbuildingblog.com/urban-sprawl/

Figura 5 – que gera grande dependência automóvel, tornando o uso de transporte público pouco viável. Fonte: http://www.naturalbuildingblog.com/urban-sprawl/

Referências

1 Litman, T. (2012). Land Use Impacts on Transport.

2 Wegener, M., and Fürst, F. (1999). Land-Use Transport Interaction: State of the Art – TRANSLAND.

3 Wright, L., and Hook, W. (2007). ITDP | Bus Rapid Transit Planning Guide.

4 Kenworthy, J.R., and Laube, F.B. (1996). Automobile dependence in cities: An international comparison of urban transport and land use patterns with implications for sustainability. Environ. Impact Assess. Rev. 16, 279–308.

5 Petersen, R. (2004). Land Use Planning and Urban Transport.

 

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can’t miss [90] p3.publico.pt/vicios

A Sexta de Bicicleta de Sandro Araújo

Sandro Araújo

“Sandro Araújo, vice-presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e produtor do Bycicle Film Festival, tem dois filhos de seis e sete anos (e um terceiro rapaz a caminho). Inicia os dias da semana invariavelmente com sumo de laranja, café e umas pedaladas até ao primeiro destino. Por vezes termina a sua sexta-feira a participar na Massa Crítica. Aprendeu que pedalar junto à berma da rua é um erro grave. Utiliza uma bicicleta dobrável de roda pequena. Reconhecendo que Lisboa tem colinas e que isso pode tornar as subidas mais difíceis, mas acha que a maior parte delas está na cabeça das pessoas.”…

(Lê aqui mais esta entrevista da “Sexta de Bicicleta”)

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