a cidade e o transporte

“Recordações do Porto de outros tempos”,  do tempo dos americanos, dos fumistas, das zorras, dos pantufas, dos italianos, do 78 (o mítico autocarro laranja de dois andares)… Muito antes da chegada do Metro, que veio revolucionar a rede de transportes e transformar o Porto. Tudo num saudoso filme narrado por Fernando Pessa, que nos revela, ou recorda, as cores, os modelos de carros eléctricos e autocarros de transporte em massa.

 

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [26] A esquerda neoburguesa e o automóvel

“País rico não é aquele em que todos andam de carro,
e sim aquele em que os ricos também usam transporte público”
Enrique Peñalosa

Durante os anos 60 e 70 os movimentos hippie e ambiental encontraram suporte para se propagar na esquerda progressista americana, ecoando suas ideias pelo mundo através de ícones como os Beatles. Estes movimentos, na minha humilde opinião de comentador político de sofá, foram o ápice do que eu entendo como uma nova esquerda: um bocado desapegada das ideias do comunismo, socialismo e estado em excesso e mais apegadas aos problemas reais e palpáveis causados pela destruição indiscriminada do meio ambiente, poluição e crise do petróleo.

Porém, naquela época, tanto Brasil como Portugal eram “terra de ninguém”. Portugal estava saindo de uma ditadura fascista de 40 anos, comandada por uma direita conservadora e religiosa, e o Brasil estava no auge de uma “ditadura tropical”, também comandada pela direita conservadora, mas não tão intensa como em Portugal. Em 1974 Portugal conheceu a democracia e em 1985 o Brasil também.

Logo ai vemos que a esquerda (oposição) tanto portuguesa quanto brasileira tinha outras preocupações. Preocupações essas muito diferentes da esquerda liberal “Paz e Amor” americana. Enquanto nos EUA a esquerda queria repensar os padrões de consumo americanos, diminuir a dependência de petróleo e “abraçar as árvores”, tanto no Brasil quanto em Portugal, a esquerda queria justamente o contrário: dar acesso aos bens de consumo e aos bons salários para os trabalhadores pobres e estupidamente explorados pelas elites, causas sempre associadas àquela esquerda mais tradicional.

Os políticos de esquerda que chegaram ao poder no Brasil e em Portugal no século XXI formaram suas opiniões durante o período de ditadura de direita. Tanto o Lula (PT) e a Dilma (PT) no Brasil, quanto o José Sócrates (PS) em Portugal, governaram em períodos de vacas gordas, e no entender deles a “salvação do proletariado” passava obrigatoriamente pela mimificação, em menor escala recorrendo ao crédito fácil, dos padrões de consumo da elite, ou seja, das duas vontades citadas acima, dar acesso aos bens de consumo e aos bons salários, somente uma eles conseguiram cumprir, a primeira.

Frases como “pobre tem direito a ter um carro”, “pobre não é obrigado a se sujeitar ao transporte público” se tornaram o mantra dessa esquerda neoburguesa que, na minha humilde opinião, acredita na libertação dos pobres através do automóvel, incentivando e barateando sua compra e uso, a meu ver com dois objetivos:

         1º: um carro = um voto;

2º: para mostrar ao ocidente malvado e explorador de classes que o “socialismo burguês” tropical ou português afinal funciona, pois todos são ricos e têm carro e casa no subúrbio, mesmo vivendo com baixos salários.

Ah mais e a poluição, o congestionamento, o meio ambiente??? Os ricos que paguem!

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can’t miss [94] p3.publico.pt/sexta-de-bicicleta

A Sexta de Bicicleta de Patrícia Pacheco

Patrícia Pacheco

Patrícia Pacheco é investigadora social e desloca-se de bicicleta na cidade do Porto. Conta já com vários percursos de cicloturismo no Japão, na Índia, e desde Barcelona até Santiago de Compostela, tendo também percorrido praticamente toda a costa portuguesa sobre duas rodas. Envolve-se, ainda, em projectos associados ao empreendedorismo social e colabora com o Banco de Bicicletas (BB). Para Patrícia, de 30 anos, todos os dias são Sexta de Bicicleta.

(lê aqui porque anda a Patrícia todos os dias de bicicleta)

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fotocycle [129] feel good…

feel free… feel free.

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passa-se no Porto

10 MAIO – CICLISMO PARA TODOS NA UNIVERSIDADE LUSÍADA DO PORTO

lusiadaworkshop ciclismo para todosNo próximo dia 10 de Maio numa iniciativa da Universidade Lusíada do Porto, fala-se e mostra-se ciclismo nas instalações da Universidade.

O convite, tal como o nome do evento, é extensível a todos que desejem passar por lá e participar.

O projetopedal vai estar lá e falar sobre mobilidade urbana.

Não faltes.

via: oprojetopedal.wordpress.com

MUBi e Câmara Municipal do Porto estreitam contactos para a promoção da bicicleta

logo CMP+MUBI

“A MUBi e a Câmara Municipal do Porto têm mantido um diálogo regular desde o início de 2014, com base numa série de reuniões convocadas pela vereação da mobilidade ou expressamente a pedido da MUBi. Os assuntos debatidos têm sido diversificados e envolvem questões de fundo como a promoção da mobilidade ligeira na cidade, a definição de alguns princípios de ação, ou princípios genéricos relativos à mobilidade em bicicleta na cidade, bem como aspetos mais específicos como a retificação das ciclovias do polo da Asprela ou da avenida da Boavista, mesmo sem ter o apoio de quaisquer elementos desenhados de suporte, mas apenas com base no conhecimento do território.”…

(confere aqui as notícias da MUBI para a promoção da bicicleta na cidade do Porto)

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fotocycle [128] take a walk on the wild side

na Foz do Douro

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a Sada é uma bicla fora dos eixos

Hubless Sada Bike 1

Soluções para desdobrar bicicletas têm sido desenvolvidas desde tempos de engenho e criatividade , mas a Sada Bycicle vai para além das vantagens e dos limites da economia de espaço. O designer italiano Gianluca Sada desenvolveu este incrível protótipo de bicicleta dobrável que se pode fechar em si própria até ficar do tamanho de um guarda-chuva. Esta bicicleta sem qualquer eixo nas rodas, apresenta um quadro que se dobra para a máxima portabilidade. Toda a estrutura pode ser dobrada com um único movimento e acomodada numa mochila de tamanho normal. A Sada tem a dimensão de uma bicicleta com rodas de 26 polegadas que estão ligadas ao quadro de alumínio por um sistema de ancoragem. Ao contrário da maioria das bicicletas, que normalmente recebem a sua força de tensão nos raios, nesta bicicleta a força é colocada no aro, dirigindo toda a transferência de peso e força para a extremidade das rodas, o que significa que a sua aceleração não vai ser nada de especial e isso pode ser uma desvantagem para o utilizador. Contudo, o protótipo é actualmente concebido como um modelo para a cidade e para passeios de lazer. O designer está ainda à procura de financiamento para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do projecto, sobretudo para enfrentar a questão do peso, e partir para o fabrico de um modelo que combine design, leveza e alta performance.

Hubless Sada Bike 2

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o Guia do Condutor de Velocípede

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) apresentou o “Guia do Condutor de Velocípede”, publicação que decorre das alterações ao estatuto dos velocípedes no Código da Estrada, decorrente da Lei n.º 72/2013, de 3 de Setembro e que entrou em vigor a 1 de Janeiro do corrente ano.

“A introdução de uma nova cultura de mobilidade urbana foi uma das principais orientações desse processo legislativo, tendo resultado na alteração de diversas normas do Código da Estrada, que procuram promover meios de transporte mais sustentáveis.

Este “Guia do Condutor de Velocípede” insere-se no esforço de promoção dos modos suaves, dirigindo-se sobretudo aos ciclistas e utilizadores de bicicleta, mas também aos demais utilizadores da via pública, procurando dar a conhecer os direitos e deveres dos ciclistas para uma convivência pacífica entre todos os utilizadores da via pública.

Com este Guia (consulta aqui o “Guia do Condutor de Velocípede”) pretende-se passar do texto legislativo para a promoção de boas práticas, necessárias para a sua aplicação eficiente.”

guia do condutor do velocípede

Numa leitura rápida, este Guia está muito bom. É intuitivo, tem uma grafia apelativa, oferece uma completa informação ao utilizador do velocípede, com esclarecimentos adequadas e elucidativos das alterações ao Código da Estrada, também no que respeita à protecção aos utilizadores vulneráveis da estrada. Apenas um reparo: na imagem retirada do Guia e que escolhi para emoldurar o postal, lá volta o famigerado empena rodas: “o seu estacionamento é fácil e não ocupa espaço”. É verdade, mas relembro os senhores da ANSR como se deve construir um bicicletário seguro e eficaz.

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fotocycle [127] janelas do tempo

route222-108.131route222-108.139route108 & route222, em Vila Nova de Foz Côa

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route108 & route222

route222-108.107
Desde que ando nestas “pedalanças”, para bué longe apenas porque me dá imenso prazer, um dos sonhos que me tem alimentado o desejo é pedalar pelas memórias dos tempos de infância. Ligar a minha casa, no Porto, às terras dos meus avós, ao Lugar do Castelo (Frende, Baião) e a Mós do Douro (Vila Nova Foz Côa), e regresso pelas míticas estradas nacionais 108 e 222 em quatro dias no mais puro cicloturismo ao longo do rio, pelo Alto Douro na companhia dos meus amigos Levi Arrepia e Alex Teles. Por estes dias realizei finalmente este meu sonho, e na bicicleta carrego belos e inesquecíveis momentos.

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