em Portugal, a bicicleta está em alta… onde está a novidade! :)

Vendas de bicicletas em Portugal dispararam 30% num ano

“Portugal produz cada vez mais bicicletas para consumo nacional e para o estrangeiro. O recurso à bicicleta como meio de transporte, e não só lazer, é uma das explicações.

 Os portugueses compraram mais 30% de bicicletas no espaço de um ano, um consumo que gerou mais 31% de receitas no mesmo período. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que foram vendidas quase um milhão e meio de bicicletas sem motor em 2014 (1.406.302), e contabilizadas receitas de 178,3 milhões de euros, os valores mais elevados, pelo menos, dos últimos três anos.

As bicicletas vendidas em Portugal vieram, na sua quase totalidade, de produção nacional, uma tendência que está a contribuir para a recuperação e mesmo expansão da indústria nacional de produção de bicicletas e componentes. Nos dois anos referidos, a produção nacional cresceu 38%, graças também a um crescimento significativo das suas exportações.

Para a Abimota (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas), esta nova dinâmica da indústria portuguesa pode levar a um crescimento do sector até 10% até ao final do ano. Segundo Paulo Rodrigues, presidente da Abimota, o sector das bicicletas em Portugal nunca deixou de funcionar como aconteceu em outros países da Europa, o que foi fundamental para o seu desenvolvimento. Em 2013 tinha registado uma quebra de 3% nas vendas nacionais, embora as perspectivas para o mercado externo já fossem melhores, mas ainda longe do boom do ano passado.”[…]

(podes lêr o artigo completo aqui)

Bicicletas: Portugal é 3.º maior produtor europeu

“Com mais de 1,6 milhões de unidades produzidas em 2014, Portugal é atualmente “o terceiro maior produtor de bicicletas na Europa”, divulgou a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas (Abimota) que prevê um crescimento de 10% do setor até ao final do ano.

“Portugal chegou ao pódio europeu da produção de bicicletas”. A produção nacional exportou 315 milhões de euros de bicicletas. “Só Alemanha e Itália estiveram à frente”, revelou a Abimota.

Esperando um crescimento na ordem dos 10% para 2015, algo que já se tem verificado desde 2011, a associação prepara-se para implementar dois projetos “que, em conjunto, visam essencialmente alargar a fronteira tecnológica das empresas, promovê-las internacionalmente e captar Investimento Direto Estrangeiro”.

“A iniciativa Portugal Bike Value apresenta à indústria das bicicletas todo o potencial do país, onde este setor nunca deixou de funcionar, ao contrário do que aconteceu em vários outros países da Europa”, explica, em comunicado, Paulo Rodrigues, secretário-geral da Abimota.

Com o lançamento deste projeto chegaram ao setor novas propostas de investimento internacional, sendo já certos “três novos investimentos” no valor de 35 milhões de euros que “permitirão criar 400 novos postos de trabalho diretos”.” […]

(podes lêr o artigo completo aqui)

Portugueses andam cada vez mais de bicicleta

“Vendas em Portugal dispararam 30% num ano”

Video-reportagem da TVI sobre a tendência de mercado cada vez mais forte da utilização de bicicletas no nosso país.

(podes vêr a reportagem aqui)

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reciclando [11] o ciclista como agente de mudança

fisheye
Mudanças de hábitos raramente são súbitas. As coisas evoluem ao longo de um certo período de tempo, proporcional à intenção e adaptação pessoal para a mudança. Por outro lado, nem sempre é fácil aceitar a mudança. Mesmo assim, perceptíveis as transformações nas nossas rotinas numa retrospectiva prolongada, optamos pelas alternativas, planeamos o benefício, queremos o melhor para nós. Esta questão continua a assolar-me quando me deparo na estrada com quem desconhece e não tolera a mudança de regras à legislação rodoviária. Recentemente, e num curto espaço de tempo, vivi três experiências incómodas protagonizadas por quem não tolera os ciclistas na estrada. Inclusive em conversas na roda de amigos há sempre quem discorde com as novas regras, mas, meus senhores, o que importa é reforçar os direitos do ciclista, que de alguma forma ficaram mais protegidos.

on my back home
À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas comutaram a minha vida. Deixaram de ser apenas motivo de passeio e aventura para lugares inexplorados, tanto quanto as minhas pernas e pulmões me levariam e, com alguma maturidade à mistura, a bicicleta expandiu outros horizontes e me tornei fino o suficiente para a usar como meio de transporte. O que mudou? Durante a adolescência eu me sentia particularmente invencível. Era um mundo diferente. Naquela época, não eram necessárias tantas precauções. Hoje perde-se muito tempo a considerar questões de segurança relacionadas com o “andar de bicicleta”. Eu andava em todas as condições, chuva, sem luzes na escuridão, sem incidentes. Eu não tinha nenhuma preocupação, nem mesmo um reflector ou um capacete na cabeça. Nada de ruim me aconteceu. Na actual vida diária, não me sinto menos seguro do que fazia quando adolescente. Talvez o mundo seja menos seguro devido à quantidade de informação negativa que estamos constantemente a ser bombardeados através dos meios de comunicação. Acho que foram mais as mudanças doutrinais que levaram a um mundo inseguro. O que quer que tenha mudado tem a ver com o ciclismo? Acho que não. Tem a ver, isso sim, com a forma como se conduz. Tem a ver com a função das estradas, mais especificamente com a actual cultura de estrada que nos faz sentir menos seguros. Tem a ver com o trânsito motorizado onde o automóvel domina e o peão é absolutamente secundarizado. Tem a ver com o nosso mundo sempre em movimento, onde automobilistas sem tempo, peões e ciclistas entram numa corrida desenfreada para chegar a algum lugar.

assim, pedalar sem carros, só mesmo no mês de Agosto, quando todos estão de férias!

O cenário e os actores mudaram, porque, nos tempos modernos, a vida tem necessidade de vários movimentos. A presença de um ciclista na estrada torna-se pouco mais do que uma partícula numa paisagem em constante movimento. A presença de vários ciclistas torna-se mais explícita e o contexto muda. Talvez isso não signifique que a estrada fique mais segura, porque o ambiente em redor do volante tornou-se numa cacofonia de distracções desnecessárias. A presença de pessoas, de ciclistas, não pode ser ignorada, não pode ser vítima de automobilistas distraídos, apressados a acelerar contra o tempo, com os olhos semi-abertos a espreitar para o GPS ou entretidos com o smartphone. A mudança de regras pode significar a necessidade de simplificar a forma como fazemos as coisas. Identificar o que é fundamental na vida, como caminhar, andar de bicicleta, falar com as pessoas. Reduzir o nível de conectividade compulsiva durante a condução. Tornar a estrada um mundo menos atormentado, um espaço seguro, de partilha e responsabilidade.

cheiro de chuva
Em suma, o ciclismo provavelmente não mudará nada e o próprio mundo provavelmente não se tornará significativamente mais seguro com a mudança. Mas o contexto em que os vários utentes operam mudou e coloca os pratos da balança mais equitativos. A consciência dessas mudanças pode ajudar-nos a aumentar a nossa própria segurança, mas a consciência diz-nos também que não é suficiente. O ciclista como agente de mudança poderá ter um papel fundamental na educação sobre as questões culturais, demonstrar no local que todos os utentes deverão ser mais responsáveis e que é necessário induzir a mudança para evoluir a sociedade para melhor.

a humidade faz a força

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can’t miss [136] porto24.pt/cidade

Ciclovias para acabar com o “primado” do carro

texto de Maria Lourenço, publicado a 4 de Agosto em www.porto24.pt

“A bicicleta ainda não é vista como um meio de transporte comum ou útil no dia a dia, como, por exemplo, os automóveis, apesar de serem cada vez mais os que a consideram indispensável para as suas deslocações diárias. Talvez seja por isso que a ‘bicla’ ainda encontra grandes obstáculos na cidade.

Miguel Barbot, proprietário das lojas de bicicletas Velo Culture, explica ao P24 que “o grande problema do Porto são os [seus] presidentes da Câmara”. “Qualquer cidade europeia desenvolvida faz mais pela mobilidade em bicicleta cá, pelo exemplo que dá às pessoas que viajam, do que a Câmara Municipal do Porto”, critica. “Cá está sempre na agenda, mas nunca acontece nada”, lamenta Barbot, acrescentando que “há 20 ou 30 anos” que não se verificam, nesta matéria, alterações significativas na Invicta.

Miguel Barbot, crítico do executivo anterior e do atual, explica que “não há um único projeto visível para a mobilidade em bicicleta” e observa que agora até “as motas podem usar as faixas do bus, mas as bicicletas não”.

É verdade que nos últimos anos surgiram novas ciclovias no Porto, mas essa medida nem sempre é solução para tornar a locomoção dos ciclistas mais segura ou confortável, garante Miguel Barbot. Para o ciclista urbano, a ciclovia deve ser o “último recurso”. “Não faz sentido ir na ciclovia” se se circular a 50 ou 60 km/h, como faz Miguel (isto dos 50 ou 60 quilómetros à hora nas ciclovias é, naturalmente, uma gralha…, emenda entretanto o Miguel) . Essa segurança e conforto passa, na sua opinião, mais pela forma como os automóveis circulam do que pela faixa onde rolam as bicicletas.

Para este ativista em prol de cidades mais amigas das pessoas, que chegou a ter um blogue dedicado a esta temática – ”Um pé no Porto e outro no pedal” –, “o mais urgente é acabar como o primado do automóvel”, pois “todas as políticas de mobilidade estão centradas no automóvel”. Miguel Barbot considera o carro um “luxo”, cuja “contrapartida” é o facto de “ser menos prático”, e, ao mesmo tempo, “uma arma”, cujas caraterísticas o tornam altamente perigoso – “tem duas toneladas e anda a 50 km/h”, explica. É necessário, na sua opinião, “limitar seriamente a utilização do automóvel e comunicar” melhor a mobilidade em bicicleta.

Já Ricardo Cruz, voluntário da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi), diz que as subidas da Invicta são “um mito”. A maior dificuldade para quem quer andar de ‘bicla’ na cidade “não são as subidas”, assevera, “porque as bicicletas atuais permitem desmultiplicar muito as mudanças e tornar a pedalada muito leve”. A maior dificuldade, lamenta Ricardo Cruz, é “o civismo das pessoas”, ou antes, a falta dele.

“Ninguém nos ensinou a usar as ruas de uma forma comunitária. Quando estamos num automóvel ou quando somos peões achamos que temos direito a um espaço e que esse direito é absoluto, quando não é. É sempre relativo ao outro”, sublinha.

Reduzir a velocidade
A redução da velocidade dos automóveis é um ponto essencial para a locomoção segura dos ciclistas: “Tem que haver uma política muito mais forte de reduzir claramente as condições para o automóvel circular – os carros têm de andar mais devagar”, afirma Miguel Barbot. “Não faz sentido nenhum continuarmos a ter carros a 70 km/h no centro da cidade, nem a 50”, acrescenta o dono da Velo Culture.

Para Ricardo Cruz, a solução passa por uma intervenção “em termos de infraestrutura rodoviária” que obrigue à redução de velocidade por parte de quem circula em automóveis. Mas o responsável da MUBi explica que “não é fácil intervir na cidade sem mais nem menos”: “A nossa cultura instituída desde os anos 70 é utilizar o automóvel o mais possível e deixá-lo estacionado o mais perto possível do local onde nós estamos”.

Miguel Barbot acrescenta que é preciso haver “mais sinalização horizontal para as bicicletas, nomeadamente as bike boxes, em que as bicicletas podem chegar mais à frente de forma a arrancarem primeiro”, e fiscalização para impedir “asneiras” dos carros. “A cidade tem de estar desenhada de forma a que haja vias onde se possa circular mais rápido e outras mais lentas”, para que “os ciclistas possam ter sempre a opção de usar as vias mais lentas”, explica.

Para além de intervenções infraestruturais, Ricardo Cruz acredita ser possível “intervir em termos de cultura e civismo, através de bons exemplos e boas práticas”, mas salienta que para isso “é preciso coragem política”. O membro da MUBi acrescenta que é possível “instituir a cultura do respeito pelo outro, pelo mais frágil, pelo peão, pelo ciclista” através de “iniciativas como ações de formação nas escolas”. Barbot concorda: a instituição da cultura da bicicleta “é uma questão de política pública”.

“Se calhar há muita gente que utiliza o automóvel, mas gostava de não o utilizar”, atira Ricardo Cruz, que receia existir hoje uma imagem errada à volta da bicicleta que é preciso “desmistificar”. “Dar um contexto cultural, para tirar a ideia de que a bicicleta é apenas para crianças e para praticar desporto”, justifica. “A bicicleta também é um meio de locomoção banal”, assegura, afirmando que sente que a bicicleta como meio de transporte diário sofreu uma “evolução interessante” nos últimos três anos no Porto.

Ciclovias do Porto foram mal feitas
Há ciclovias perigosas na cidade, que precisam de uma intervenção urgente. É essa a convição de Miguel Barbot e Ricardo Cruz, dois ativistas do uso da bicicleta como meio de locomoção nas cidades. A ciclovia da avenida da Boavista, uma obra recente, é uma das vias dedicadas que merece a crítica de ambos.

Miguel Barbot assegura que, “para além de ser raro o dia em que se passa lá e não estão carros parados em cima, é uma ciclovia que tem erros”. O problema, explicou ao P24, está no facto de a ciclovia se encontrar entre o estacionamento e a estrada, o que pode levar a acidentes graves: “Se alguém abrir uma porta [do carro] de repente ou sair do estacionamento para cima da ciclovia, eu posso morrer ou posso matar alguém”. É uma ciclovia que, segundo o proprietário das lojas Velo Culture, “dá uma sensação de falsa segurança”.

Ricardo Cruz conta que a Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi) já entrou em contacto com a Câmara do Porto várias vezes para alertar a autarquia para os perigos que a ciclovia da avenida da Boavista representa e diz que a vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel, “ouviu, concordou” e fez algumas alterações, mas que a ciclovia continua inacabada. “Há uma série de questões que ficaram por fazer, como a sinalização vertical a indicar que é uma ciclovia”, exemplifica. O responsável da MUBi faz suas as palavras de Miguel Barbot: “Colocar uma ciclovia à beira de carros estacionados não é uma boa prática numa cidade e num país onde não há ainda uma cultura de bicicleta profunda e enraizada”.

Para Miguel Barbot, a ciclovia deveria ter sido feita “entre os carros e o passeio e nunca entre os carros e a estrada” e aponta que a solução para a ciclovia da avenida da Boavista seria retirá-la e fazer com que os automóveis circulassem a uma velocidade mais baixa. Ricardo Cruz concorda e acrescenta que “o ideal” seria “não fazer uma ciclovia segregada e colocar uns sinais no pavimento a indicar que podem andar ali ciclistas”. Eventualmente, continua, poderiam ser colocadas ali “plataformas elevatórias de modo a que quem vai de carro andasse mais devagar”.

O polo da Asprela da Universidade do Porto é também “um sítio muito grave”, atalha Ricardo Cruz. “Houve uma intervenção do antigo executivo. Fizeram uma série de ciclovias com uma largura ridícula de 50 cm e as boas práticas indicam que o confortável são 2 metros”, justifica. Um assunto sobre qual, diz, através da MUBi, ter igualmente contactado a Câmara do Porto, que até à data não interveio no local.

Ombros de fora
Miguel Barbot frisa que as ciclovias da Invicta “são terríveis”, pois “são mais estreitas do que os ombros do ciclista”, e dá outro mau exemplo: a ciclovia da avenida Brasil, na Foz do Douro. Esta via dedicada à bicicleta “tem atravessamentos de passadeira e tem obstáculos que limitam a visibilidade” e, como é “partilhada com os peões” e “está ao nível” destes, facilmente alguém passa por cima da ciclovia, podendo chocar com um ciclista.

Ao P24, a vereadora da Mobilidade da autarquia portuense afirmou que, relativamente à ciclovia da avenida da Boavista e à do polo da Asprela, seriam feitas alterações. Cristina Pimentel especificou, no entanto, que ainda não estava definida data para essas intervenções. A autarca acrescentou que as obras em curso na avenida da Boavista ainda não estavam concluídas e que “oportunamente” seriam tomadas medidas relativamente à ciclovia.

Na Invicta
A cidade do Porto tem atualmente 32 km de rede ciclável. Esta rede divide-se em 15 km de ciclovias e 17 km de canais cicláveis.

Matosinhos e Gaia
Em Matosinhos, há 12 km de ciclovias. A sua maioria situa-se na orla costeira do concelho, no entanto, está prevista a construção de mais 10 km de ciclovias “marcadamente urbanas”, como explicou ao P24 fonte oficial da Câmara Municipal de Matosinhos. Em Gaia, há cerca de 25 km de ciclovias. O troço mais recente é inaugurado precisamente hoje: entre o Cais de Quebrantões e o Areinho de Oliveira do Douro.”

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depois, um funcionário público que pedala para o seu posto de trabalho há anos, lê este texto, rasga um sorriso e partilha!…

Bicicleta: Pedalar na função pública

artigo de opinião de Rita Pimenta publicado no Publico (aqui link para o artigo):

“Do francês bicyclette, mas também do latim bis, “duas vezes”, a que se junta, do grego, kyklos, “círculo, roda”. Uma “bicicleta” é um “velocípede de duas rodas, de igual diâmetro, sendo a da retaguarda accionada por um sistema de pedais que actua sobre uma corrente”. Faz maravilhas pela saúde e pelo ambiente. Por isso, os funcionários públicos foram convidados a usar este veículo. Se já havia mobilidade na função pública, agora faz-se de bicicleta, quando não de carrinho…

Esta sugestão integra-se num conjunto de medidas para reduzir em 20% as emissões de C02 dos automóveis do Estado e também os gastos com combustível. É o programa para a mobilidade sustentável Eco.com.

O dicionário explica que uma “bicicleta de montanha” está “especialmente preparada para percorrer caminhos e estradas de montanha” e que uma “todo-o-terreno” está “preparada para resistir a todo o tipo de obstáculos”. Talvez seja esta a mais indicada para a função pública, sempre acusada de todos os males e sujeita a percursos espinhosos. Toca então a pedalar.

Menos tortuosos e mais felizes se tornam os caminhos de quem beneficia em África da iniciativa World Bicycle Relief, em que a distribuição de bicicletas por famílias em espaço rural resulta num grande aumento da qualidade de vida das populações. (E qualquer um de nós pode ajudar.)

No futebol, “bicicleta” “é o mesmo que puxada ou puxeta, porém, estilizada pela atitude do jogador”. “No turfe [corridas de cavalos], diz-se do jóquei que não usa os estribos.” Em Pernambuco, no Brasil, pode chamar-se-lhe “gangorra”. Coloquialmente, a palavra é usada como sinónimo de “esposa”. Com carinho.”

de Cósmica para o trabalho

a pedalar para o trabalho desde 2010

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belo par de jarras

eu e o Tó
A foto traz memórias preciosas dos jovens que somos hoje. Do tempo das nossas primeiras tentativas. Do convite à aventura, abrindo asas que nos protegiam de tudo. Da roupa suja e dos joelhos esfolados. Travões, tinha, e caso não travasse a sapatilha Sanjo fincada no pneu resolvia. Tinha campainha e pneus largos que riscavam caminhos. Liberdade para alcançar campos floridos e rasgar as estradas poeirentas da vida. Parabéns Tó, aproveita cada momento.

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passe a publicidade [73] Estacionamentos para bicicletas Biciway

“Estacionamentos para bicicletas, em direção a uma Hotelaria mais amiga dos ciclistas com estacionamentos corretos Biciway”

Apresentação 1
“Com o aumento de utilizadores de bicicleta, seja por lazer ou como meio de transporte, têm crescido as ofertas de infraestruturas de apoio e promoção à sua utilização. Vários são os equipamentos à disposição de quem pedala, mas nem só de ciclovias vive quem usa a bicicleta, um bom sistema de estacionamento é um complemento na escolha do local onde pernoitar.
Os estacionamentos de bicicletas são muitas vezes mal desenhados e desadequados. Opta-se muitas vezes pelo design ou preço em detrimento daquilo que os utilizadores procuram: Segurança.”

…

“A Biciway desenvolve mobiliário urbano específico para bicicletas desde estacionamentos a cacifos e outras soluções para interior ou exterior que trazem segurança adicional aos seus hóspedes. Muitas são as soluções corretas à disposição para guardar bicicletas, permitindo ao seu hotel ser realmente Bike Friendly conseguindo desta forma atrair mais visitantes.
Uma bicicleta não é só um transporte mas também uma companheira que custa muito a adquirir e o estacionamento é não só uma solução que transmite segurança, mas que também ajuda a melhorar o aspeto de unidades hoteleiras, ao evitar ter bicicletas presas a postes ou árvores, dando um ar inestético a algo que se quer imaculado como são os Hotéis, sejam urbanos ou rurais.”

(Publicado em anteprojectos.com.pt por Conceição Pedro)

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notícia do tipo “mais vale tarde que nunca”, outra do género para acrescentar na agenda e histórias à volta da nossa Volta, que arranca hoje

Governo quer funcionários públicos a partilhar carros do Estado e a andar de bicicleta

AP de bicicleta e carshare“Funcionários públicos a pedalar, à boleia, através da partilha de carros do Estado e criação de zonas de estacionamento para bicicletas nos organismos da administração pública são algumas das medidas inscritas no Programa de Mobilidade que é hoje apresentado.
A mobilidade eléctrica e sustentável da administração pública vai ser apresentada esta manhã, pelo ministro do Ambiente e pelos secretários de Estado do Ambiente e da Energia. Um documento que foi ontem publicado em Diário da República.
No documento estão incluídas medidas que o executivo entende como linhas de ação para a gestão da mobilidade e com as quais o Governo pretende gastar cerca de 3 milhões de euros num estudo de caracterização para identificar o comportamento e ajudar a traçar o tipo de deslocações feitas por parte dos funcionários públicos.
No programa para a mobilidade, que o Governo quer que seja cumprido de forma cabal por todos os ministérios, o executivo vai promover a adesão a sistemas de partilha de bicicletas e a aquisição de veículos “suaves”para uma mobilidade mais sustentável.”…

(ler a notícia aqui)

De bicicleta para para o trabalho

bike to workA Lisboa E-Nova – Agência Municipal de Energia-Ambiente, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, organiza, no dia 18 de setembro (sexta-feira), a 5ª edição da iniciativa “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work”.

Dirigida às empresas e/ou instituições sediadas no Concelho de Lisboa, esta iniciativa visa incentivar os seus trabalhadores a deslocarem-se neste dia de bicicleta para o seu local de trabalho, podendo realizar as inscrições em: http://lisboaenova.org/biketowork2015.
A Transportes de Lisboa, na qualidade de entidade que apoia o “De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work Day”, relembra que o transporte de bicicletas nos operadores Carris, Metro e Grupo Transtejo é gratuito, mediante os seguintes condicionalismos:

Metro | O transporte de bicicletas é limitado a um máximo de duas bicicletas por carruagem, desde que não se verifiquem grandes aglomerações de passageiros nem seja perturbado o normal funcionamento do sistema.

Carris | O transporte de bicicletas pode ser realizado qualquer dia da semana, em cinco carreiras de autocarros (708, 723, 724, 725 e 731) no horário de funcionamento das mesmas, num limite máximo de quatro bicicletas por veículo.

Grupo Transtejo | O transporte de bicicletas no Grupo Transtejo é gratuito em todas as ligações fluviais, de acordo com a lotação indicada (determinada pelo Mestre do navio) e condições descritas no site da empresa.

(fonte: carris.transporteslisboa.pt)

Cinco vencedores recordam as voltas que a Volta já deu

Mário Silva“Ciclismo. Das glórias de 1960 ao último vencedor português, o DN foi à boleia pela história da Volta a Portugal. Desde greves e falta de água até estradas de terra e bicicletas muito pesadas
Está aí a 77.ª edição da Volta a Portugal – que arranca hoje em Viseu e corta a meta em Lisboa, dia 9 de agosto. Bem mais curta e internacional nos últimos anos, mantém a emoção e o espetáculo, mas sem o espírito de aventura de outros tempos, desde que em 1927 o Diário de Notícias e o Sports se lançaram na organização da prova rainha do calendário velocipédico nacional.
Ao longo das últimas décadas tudo evoluiu, conforme o DN pôde confirmar numa viagem pelas memórias da história da Volta, com cinco vencedores portugueses em épocas distintas.
O mais antigo deles, Mário Silva, venceu a Volta pelo FC Porto em 1961, um ano depois de ter estado presente nos Jogos Olímpicos de Roma. Para ele, a Volta do seu tempo era bem mais dura. “Quando comecei, ainda trabalhava como carpinteiro. Os ciclistas de antigamente tinham mais força, hoje são mais “amimalhados”… Se quiséssemos água durante uma corrida, tínhamos de parar e procurar uma fonte. Havia vinte e muitas etapas e nalguns dias tínhamos duas… E havia também mais gente a ver a corrida. Chegávamos a encher as Antas e Alvalade”, afirma o ex-campeão portista, agora com 75 anos, lembrando como investiu o dinheiro dos prémios arrecadados nessa Volta de 1961, em que a vitória final valia 25 contos: “No total, arrecadei mais de 40 contos. Distribuí 10% pelos colegas, como estava estipulado, e o resto investi em terrenos agrícolas, que o ciclismo não dava futuro.
Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN”.

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fotocycle [164] Pelotão do Arrasto

E se porventura, ou desventura, ao amanhecer de um qualquer dia útil, não necessariamente solarengo, der de caras com um grupetto, não forçosamente em bicicletas de aço, a jogar cartas em plena N108, não acerrimamente no picanço, fundamentalistas dos capacetes Carrera ou da licra preta, pois pode muito bem estar a ser ultrapassado pelo Pelotão do Arrasto.

Pelotão do Arrasto

 

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crónicas do dia, invenções em família, histórias de vida

Prática do ciclismo previne contra mortalidade precoce

Lídia Barbosa“Estudos internacionais mostram que o ciclismo previne contra a mortalidade precoce das pessoas e do planeta, além de resultar em economia financeira. No Brasil, o potencial é grande, mas os incentivos e as pesquisas sobre os benefícios da modalidade ainda são poucos
…

Essa é uma realidade que a técnica em saúde bucal Lídia Barbosa da Piedade, 53 anos, conhece bem. Ela começou devagar e, hoje, faz percursos de até 130km em sua bicicleta. Na infância, Lídia gostava de pedalar, mas só readquiriu o hábito há quatro anos, quando viu uma turma de ciclistas passeando pelas ruas de Brasília. Entrou em uma loja, comprou a bicicleta e passou a frequentar grupos que se aventuram dentro e fora da cidade. “Eu me apaixonei. Por dia, faço até 40km”, conta. Normalmente, ela sai para pedalar à noite, com os amigos do grupo. Mas, às vezes, também vai ao trabalho, no Setor Comercial Norte, sobre duas rodas.”…

(Continua a ler aqui)

Dois irmãos de Almeida transformam bicicletas a pedal em elétricas e triciclos

Armindo e Helder“Dois irmãos inventores autodidatas residentes na vila de Almeida, no distrito da Guarda, têm por passatempo transformar bicicletas normais em elétricas e em triciclos, para surpresa de amigos e de vizinhos.

Helder Gomes, de 53 anos, motorista de ambulância nos Bombeiros Voluntários de Almeida, criou um triciclo híbrido (elétrico e a pedal) a partir de uma bicicleta e Armindo Gomes, de 61 anos, desempregado, faz a alteração de bicicletas normais para elétricas.
Armindo e Helder, que pertencem a uma família que tem vários criativos, desde os avós aos netos, decidiram apostar na transformação de bicicletas a pensar no conforto e na diminuição dos custos com as deslocações diárias.
O projeto inicial de Helder Gomes, em 2001, consistiu na junção de um motor de combustão a uma bicicleta, mas desistiu da ideia porque necessitava de homologação para poder circular na via pública. Posteriormente, transformou a bicicleta em triciclo e, em 2014, adaptou-lhe um motor elétrico.
O bombeiro concebeu o triciclo híbrido com parte da estrutura da bicicleta, duas rodas de motociclo, duas trotinetes velhas, peças de uma máquina de lavar roupa e parte de um pneu de moto quatro (serve de assento).
“Só comprei uns parafusos na loja, o resto é tudo praticamente reciclado”, contou.”…

(continua a ler aqui)

Este homem só trabalha metade do ano. Nos restantes meses apenas viaja

Benedict“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”, explica.

Ultra Romance, também conhecido como Benedict, de 35 anos, recusa-se a ficar fechado entre quatro paredes. Esta é a história de um norte-americano que só trabalha metade do ano e a outra metade passa a viajar na sua bicicleta.
O Business Insider dá conta que Ultra Romance acabou a sua licenciatura em nutrição há 15 anos, mas nunca viveu mais de seis meses no mesmo sítio. Como trabalho escolheu ter duas profissões: pescador ou guia turístico.
Nunca teve um carro e apenas tem uma conta bancária para vender e comprar peças da bicicleta no Ebay.
O norte-americano vive apenas com cerca de nove euros por dia e todo o dinheiro que vai arrecadando coloca em malas e enterra-as. Além de que dedica todo o seu tempo para estar em contacto com a natureza.
Para Ultra Romance, trabalhar 40 horas semanais é contranatura.
“Não tenho vergonha de não gostar de trabalhar. Gosto de coisas simples. Tudo o que seja documentos e contas para pagar não funciona para mim. Aliás até me ‘stressam’, então decidi eliminar o que me fazia mal”.
As suas viagens inspiraram um perfil no Instagram que conta com mais de 14 mil seguidores.

(fonte: noticiasaominuto.com/mundo)

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aviso à navegação velocipédica, pédica e ortopédica

As obras de requalificação na Avenida Gustavo Eiffel ainda condicionam a circulação, não só a rodoviária como a velocipédica, pédica e ortopédica. Agora, numa fase mais adiantada das obras, a atenção concentra-se na limpeza das escarpas, de construções devolutas e entulho acumulado, com derrocadas controladas. Há alturas do dia em que a circulação é interrompida por algumas horas, isto até pelo menos ao dia 6 de Agosto, pelo que nos foi informado.

obras Avenida Gustavo Eiffel
Hoje, na nossa pedalada madrugadora pela marginal, a caminho da barragem de Crestuma, ainda passamos pelo passeio e entre as pedras espalhadas pela via. Já no regresso, encontramos o trânsito interdito e não tivemos outra alternativa senão dar à sola, empurrando as biclas pela íngreme Calçada das Carquejeiras até às Fontaínhas. Claro que o momento foi aproveitado para esticar as pernas e tirar umas fotografias à maneira.

Calçada das CarquejeirasE com esta brincadeira, piquei o ponto atrasado! Shiuuu…

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