porque o Porto é a minha praia e porque há outras praias bonitas para onde pedalar

Conhecer o Porto de riquexó

riquexós Porto“Depois dos autocarros e comboios turísticos, e dos divertidos tuk-tuk, chega agora uma nova moda nos transportes turísticos no Porto: os riquexós. Um novo meio de transporte ecológico que permite dar a conhecer a cidade, como tradicionalmente se fazia.
Antigamente, esta tipologia de carruagens eram o meio de transporte de eleição. Puxadas por cavalos e, posteriormente, a motor, a evolução industrial veio terminar com este conceito que acabou por cair em desuso. Atualmente, este passado voltou para ser reinventado e distinguir-se de forma chique e clássica, permitindo dar a conhecer um pouco da história da indústria dos transportes.
Desde março, que todas as pessoas que queiram conhecer a cidade, podem fazê-lo através de um passeio de riquexó. Estes riquexós, para além de serem veículos ecológicos, são constituídos por uma carruagem para duas pessoas e uma bicicleta que é conduzida por um guia turístico.
Devido à topografia da cidade, foram definidos dois percursos estratégicos para estes passeios, ambos os trajetos englobam ida e volta: um, vai desde o Largo de São Francisco até ao Passeio Alegre e, o outro, vai desde o Largo de São Francisco até à Afurada.
São percursos com uma duração média de 60 a 70 minutos e custam 20 euros por pessoa.”

Para mais informações, consulte: Riquitó Tours

(fonte: porto.pt)

XII Passeio de bicicleta Porto Antigo – 13 de Setembro

XII Passeio Porto Antigo“Já abriram as inscrições para o XII Passeio de bicicleta Porto Antigo, uma iniciativa apoiada pela Câmara do Porto, criando assim um boa oportunidade para conhecer o Porto, a pedalar…
O passeio tem data marcada para 13 de setembro, com partida e chegada na Quinta da Bonjóia, em Campanhã. O percurso da iniciativa “Conhecer o Porto, a pedalar”, de 25 quilómetros, é acessível e pretende dar a conhecer alguns pontos histórico da cidade.
Uma boa oportunidade para aqueles que ainda receiam e acham que o conhecer o Porto a pedal possa atrapalhar ou mesmo “estragar” a aventura. Costuma-se apontar as subidas, o estacionamento precário para bicicletas, o tempo de deslocação (sendo este muito relativo) e claro, a integridade física ao partilhar a estrada com tantos veículos motorizados…”A inscrição pode ser feita online.

(fonte: invictadeazulebranco.pt)

Porto Urban Cicle Chic – 19 de Setembro

Porto urban cicle chic“Bicicletas, Moda, Fotografia e Cultura, uma combinação perfeita para uma tarde única.
Passear pelo Porto em duas rodas e captar dos mais belos monumentos e ruas do Porto é a razão perfeita para pedalar. Esta é a filosofia do URBAN CICLE CHIC
URBAN – Somos urbanos, citadinos, cosmopolitas e com estilo. Queremos por isso um evento que se defina desta forma e que proporcione aos participantes a possibilidade de passearem por um circuito urbano, repleto de pontos de interesse e com passagem pelas zonas, bairros, ruas e avenidas mais emblemáticas da cidade Porto.
CICLE – Uma visão única, privilegiada e emocionante. Só usando uma bicicleta é possível ver desta forma a cidade do Porto. Estamos empenhados em proporcionar a todos os participantes a melhor experiência ciclável de sempre. Um percurso pensado e desenhado para que todos os participantes desfrutem da viagem.
CHIC – O estilo, a personalidade e a visão de cada um é importante para nós e queremos que se traduza não só na bicicleta mas também na forma como se vestem. Por isso pedimos a todos os participantes que se vistam a rigor, que usem o outfit com mais estilo e mais adequado para um passeio de bicicleta altamente cosmopolita.” Inscrições em www.easy-cicle.pt.

(fonte: fpcub.pt)

As praias de Portugal mais bonitas para conhecer de bicicleta

gobybike“O calor convida a longos passeios e o Verão é a altura ideal para relaxar e apreciar a beleza do exterior.
Se gosta de longos passeios de bicicleta, porque não juntar o útil ao agradável? Um passeio com cheirinho a mar não é má ideia (e já agora, porque não fazer uma pausa para um mergulho?).
Deixe o conforto de casa e conheça as praias de Portugal mais bonitas para pedalar e desfrute de uma experiência relaxante!”

(fonte: blog.gobybike.eu)

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sobre a temática “Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica”

Circular de bicicleta na cidade com segurança – uma ideia fantástica.

road-diet-1

O artigo cujo link e foto partilho ali acima vem no Avatar, blogue de largo espectro temático e de popularidade.

Concordando, ou não, poderá ser de facto uma boa ideia, esse conceito urbanístico que é colocar a pista de bicicletas junto ao passeio e usar os carros estacionados como uma barreira de protecção. Não é no entanto um conceito exclusivo do “lá fora”. Este tipo de morfologia rodoviária já existe em algumas estradas ou ruas nacionais. É disso exemplo a Rua Sousa Aroso em Matosinhos.

Rua Sousa Aroso

Só que há muitos “mas” a atrapalhar as boas ideias, e há boas ideias que até funcionariam não fosse o caso de alguma esperteza saloia a atrapalhar a vida de muitos. Não raras vezes dá-se de caras com o desrespeito e arrogância do “que é que queres, estou a trabalhar!” e que sempre se está marimbando para ti e acha aquilo tudo uma boa ideia para si, um sugestivo tapete vermelho para quando quiser estacionar!

Querem ver?! Então vou entrar à socapa na Adega do Ciclista e do meio do caruncho recuperar estes dois postais do Velho Lau (este aqui e outro aqui) para demonstrar isso mesmo, que de boas ideias está o ciclista urbano e o inferno das ruas cheio!

 ciclosia Sousa Aroso ciclosia Sousa Aroso 2

(fotos de Miguel Barbot)

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can’t miss [137] ciclaveiro.wordpress.com

Pedalar por uma cidade mais feliz

Ciclaveiro

por Joana Ivónia (Artigo originalmente publicado no Diário de Aveiro de 25/06/2015)

“A bicicleta faz parte da cultura da região de Aveiro, sendo porém também verdade que essa característica se foi desvanecendo ao longo do tempo, muito devido à adopção do automóvel particular, originando uma redução da circulação de bicicletas. Mas o facto é que, na região de Aveiro, ainda é difícil encontrar alguém que não saiba andar de bicicleta ou que não tenha uma ou mais bicicletas na garagem, no arrumo ou na casa do vizinho.

Desde a sua primeira edição, o Relatório da Felicidade Mundial tem vindo a reforçar a importância do bem estar e da felicidade como indicadores fundamentais para o desenvolvimento económico e social, considerando serem estes os indicadores de maior relevância para a implementação de políticas que conduzam nesse sentido. Dados recentes indicam, ainda, um aumento na qualidade de vida e de bem estar dentro de comunidades que são mais próximas, ativas e colaborativas.”…

(podes continuar a ler este artigo e ficar a conhecer mais um interessante espaço em ciclaveiro.wordpress.com)

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fotocycle [166] bronzeador…

toalha bronzeador e bicicleta

Estamos em pleno Verão, o sol aquece os corpos sedentos de vitamina D e o calor convida uma ida até à praia… Então, porque não, levar a bicla a banhos também!? Aproveitando o tema, deixo algumas dicas para pedalares sob o calor:

A hidratação é fundamental. A ingestão de água durante a pedalada mantém a frescura corporal e substitui o que se perdeu na transpiração e respiração.

O uso de roupas leves, de cores claras, ou até das do tipo que retardem a transpiração, vão ajudar a manter o corpo fresco. Arregaçar as mangas, tirar a gravata e abrir um botão à camisa também vai ajudar. Um chapéu na tola é um item a considerar.

Evita levar mochilas às costas. O passeio será mais agradável se as costas e os ombros estiverem livres do peso excessivo. Transportar a toalha, chinelos, o protector solar num cesto, no porta-couves ou em alforges, é o ideal.

Vai sem pressas. Diminui a velocidade e mantém uma pedalada a baixo ritmo, principalmente nas subidas onde o esforço pode ser elevado e a brisa quase nenhuma. Vais chegar lá quase ao mesmo tempo.

Dá tempo para te refrescares. A transpiração continua mesmo depois de terminar a pedalada. Na verdade vai intensificar-se sem a brisa natural da deslocação. Após o passeio, procura um local fresco e tem calma por alguns minutos. Isso vai ajudar a diminuir a transpiração.

Boas pedaladas e boa praia.

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bonne route…

No momento em que sair este postal, 12 audazes ciclotugas (10 da Associação Randonneurs de Portugal)  estarão já a dar ao pedal pelas curvas e contracurvas, subidas e descidas, das routes francesas na mítica Paris-Brest-Paris.

ciclotugas no PBP 2015

O depart do Paris-Brest-Paris (PBP) foi dado ontem, 16 de Agosto de 2015. Pela 22ª vez (18ª edição sob a batuta do Audax Club Parisien, ACP), cerca de 5.000 homens e mulheres de todo o mundo, sem profissionais à mistura, calcaram o pedal e deram ontem início à aventura no velódromo de Saint-Quentin-en-Yvelines em Paris, no rasto das rodas dos pioneiros. Todos eles tiveram anteriormente de completar passeios de 200, 300, 400 e 600 kms. Todos eles pedalam em direcção a Brest, uma cidade na ponta ocidental da Bretanha, todos eles darão a volta e regressarão ao ponto de partida a fim de completar o brevet, como é conhecido, o passeio de bicicletas mais famoso do mundo. Uns singelos 1,200 e picos km’s num tempo máximo de 90 horas.

PBP

Desde a 1ª aventura em 1891 que muita coisa mudou. As bicicletas, as estradas, o avanço tecnológico, mas o espírito, a ousadia, a resistência destes loucos aventureiros e a versatilidade da bicicleta, qualquer que ela seja, manteve-se sempre presente. À época, o jornalista e inveterado ciclista Pierre Giffard reconheceu potencial em tão novel criação e viu ali uma demonstração impressionante do desempenho e do alcance do homem. Deve-se ter em mente que a bicicleta tinha acabado de ser inventada, na forma como a conhecemos actualmente. Giffard formulou então a ideia de uma competição, no uso de uma bicicleta, ir de Paris com destino a Brest e voltar a Paris. O PBP não seria somente uma corrida, mas principalmente uma competição de superioridade, habilidade e resistência. Os médicos da época eram de acordo em que isso não seria possível. Muitos outros condenavam a ideia e achavam que era pura loucura. Poderia um homem realizar apenas por meio da sua força muscular tal acto heróico?! Apesar dessas incertezas e vozes do contra, o PBP começou com muitos aventureiros, exceptuando os estrangeiros e as mulheres.

Le Petit Journal

De modo que, em 6 de Setembro de 1891, 207 ciclistas profissionais e amadores apresentaram-se à partida em Paris montados nas suas loucas máquinas voadoras, das quais constam 10 triciclos, 2 tandem e um monociclo. Em relação ao número de Penny-farthins, não obtive troco! Curiosamente, um dos temas mais ferozmente debatidos à época, havia sido a questão de qual o melhor tipo de pneu a utilizar. Apenas dois anos antes, os irmãos Michelin tinham inventado os pneus e as câmaras-de-ar correspondentes. Para que conste, e porque dos heróis reza a história, Charles Terront, apoiado pela Michelin, venceu com o tempo de 71h35, sem pregar olho! Já o segundo classificado Jiel-Lavel usou os tradicionais pneus de borracha maciça e cortou a meta com mais de 8 horas. Um total de 99 ciclistas cruzaram a linha de chegada e a maioria levou vários dias a completar o percurso porque fizeram várias pausas durante a noite. Pelo caminho só tiveram de gerir o cansaço, reparar as avarias e regressar num prazo de 10 dias.

Terrot

A vitória de Terront foi considerado um exemplo impressionante da valentia do ser humano e a corrida teve um enorme impacto no público. Giffard encheu durante meses as páginas do Le Petit Journal com as façanhas do seu evento. Escreveu, entre outras coisas:

“Pela primeira vez, vimos uma nova forma de viajar, uma nova aventura, uma nova perspectiva de prazer. Estes ciclistas pedalaram por 10 dias, em média 120 km por dia, e ainda chegaram frescos e saudáveis […]”

PBP percurso

Devido à natureza árdua da corrida, à distância tão grande e às dificuldades dos profissionais em gerir os treinos e participações em outras provas de estrada, como o Tour de France surgido em 1903, o PBP só viria a ser repetido uma década depois, em 1901, e a cada 10 anos, até 1931. Em breve o Tour de France viria a ser considerada a corrida de bicicletas mais importante e viria a realizar-se anualmente, mas foi inspirada em última análise pelo sucesso e fama do lendário Paris – Brest – Paris.

Alguns factos curiosos podem ser consultados aqui.

Uma das coisas mais notáveis do ciclismo é o quão pouco mudou. Ok, as bicicletas são mais leves, o vestuário mais confortável, e não há tantos bigodes no pelotão, mas um certo espírito de aventura perdura de quatro em quatro anos num canto do norte da França, onde será para sempre lembrado o esforço e o espírito dos primeiros dias, das bicicletas de aço e das rodas fixas. Se por um acaso Charles Terront, o primeiro vencedor do PBP, fosse transportado através do tempo para 2015, certamente seria capaz de rivalizar muito rapidamente com Froome e com Quintana. Com uma destas biclas modernas xpto provavelmente seria muito competitivo também!

onion seller Mr Buck

Agora o Paris-Brest-Paris ocorre a cada quatro anos. O que tem de especial o PBP é a atmosfera ao longo do extenso percurso e o apoio dos moradores locais. Em muitas vilas os habitantes estão dia e noite com mesas postas, oferecendo água, café e biscoitos. Aqui e ali ouve-se “Bravo!” e vêm-se cartazes com palavras de incentivo aos valorosos ciclistas. São todos amadores do ciclismo e cada um vai abordar a tarefa com a sua pertinaz determinação. Durante a viagem vão passar por aprazíveis estradas, cruzar belas aldeias, registar a sua passagem nos postos de controle, sentar-se à mesa para alimentar o organismo, descansar e dormir por algumas poucas horas, nos pontos de controle ou onde quer que o possam fazer. A sua resistência física e mental será testada. Sabem que terão de enfrentar imensas dificuldades, o clima imprevisível e as noites escuras e tenebrosas, sendo o prémio por tão brava superação o prazer de pedalar e um sentimento de realização por ter concluído o desafio, chegar a tempo a Paris.

Passeie com eles e junte-se ao desafio, deseje-lhes “Bonne Route” e acompanhe estes nossos amigos no Paris-Brest-Paris durante os 1.200 e tal quilómetros de pedalada.

Para as últimas informações detalhadas e, possivelmente, recomendamos para visitar o Clube Audax Parisien (ACP). Aqui pode fazer o download do panfleto oficial de 2015.

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ciclofilia [129] STRAVA, ride with us

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como quem não quer a coisa…

Publicado por Marisa Alves no Ciclismo Urbano em Portugal

“Somos um povo, no mínimo, curioso… vais sózinho, ocupas o teu lugar na estrada e há sempre alguém, aqui ou ali, pronto a competir pela mesma faixa onde tu vais, ou fazer-te sentir que o teu lugar não deve ser aquele – por desconhecimento do CE, ou porque se sente o dono da dita. Para alguns, os ciclistas podem sempre encostar, ir mais devagar, nunca vão trabalhar, nunca têm horários a cumprir, estão sempre em diversão… – nesta última até têm razão 🙂 Vais em paralelo com outro ciclista e corres sérios riscos do mesmo acontecer – aqui não têm grandes hipóteses, caso te queiram ultrapassar, a não ser a ocupação da outra faixa… Mas, se por acaso fores em paralelo e colocares a mão nas costas, ou no ombro da pessoa que vai ao teu lado, no sentido de ajudar, ou ser ajudado, nada disto acontece… (quando um de nós vai numa E-bike e o outro não, fazemos isto com alguma frequência – Não o tentem em qualquer sítio sem treinar primeiro, ou se as duas bicicletas tiverem alturas similares!) – De repente o automobilista passou a ter toda a paciência. Alguém está a precisar de ajuda! – deve ser a miúda 😉 até a polícia já nos congratulou por esta atitude a subir o Freixo – Que bem a entreajuda na estrada. Quando vais com atrelado para transportar crianças, a mesma coisa, o tempo parou… Olha que bonito! – cúcú dádá! Abrandam para ultrapassar e fazem-no sempre pela outra faixa, sem apitar. A última experiência: vais com um atrelado de transporte de carga, a mesma atitude – mesmo indo um pouco mais para a direita, ocupa-se o centro da faixa – não há problema! E se forem dois?? E em fila indiana?!! – Olha, devem ser estrangeiros de viagem! O Porto está mesmo muito turístico – Hello!!! passamos pela outra faixa, afinal é assim que fazemos quando ultrapassamos um carro, não é? Vendo bem até é fácil e a estrada também lhes pertence!!!…”

ciclistas urbanos Porto

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fotocycle [165] Respirar fundo

Ao sabor da corrente, fito a sombra que me deixa meio tosco. Respiro fundo o vento no rosto. A independência, a liberdade, este modo de vida, mais ou menos à nora, porque os caminhos que percorro são os que eu gosto. Mar pachorrento, mais do que seria suposto. E avanço, bem disposto, na firme intenção de seguir uma linha recta, de manter a bicicleta na direcção certa… Aproveito-a a cada momento.

Respirar fundo

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em Portugal, a bicicleta está em alta… onde está a novidade! :)

Vendas de bicicletas em Portugal dispararam 30% num ano

“Portugal produz cada vez mais bicicletas para consumo nacional e para o estrangeiro. O recurso à bicicleta como meio de transporte, e não só lazer, é uma das explicações.

 Os portugueses compraram mais 30% de bicicletas no espaço de um ano, um consumo que gerou mais 31% de receitas no mesmo período. Os dados, do Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que foram vendidas quase um milhão e meio de bicicletas sem motor em 2014 (1.406.302), e contabilizadas receitas de 178,3 milhões de euros, os valores mais elevados, pelo menos, dos últimos três anos.

As bicicletas vendidas em Portugal vieram, na sua quase totalidade, de produção nacional, uma tendência que está a contribuir para a recuperação e mesmo expansão da indústria nacional de produção de bicicletas e componentes. Nos dois anos referidos, a produção nacional cresceu 38%, graças também a um crescimento significativo das suas exportações.

Para a Abimota (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas), esta nova dinâmica da indústria portuguesa pode levar a um crescimento do sector até 10% até ao final do ano. Segundo Paulo Rodrigues, presidente da Abimota, o sector das bicicletas em Portugal nunca deixou de funcionar como aconteceu em outros países da Europa, o que foi fundamental para o seu desenvolvimento. Em 2013 tinha registado uma quebra de 3% nas vendas nacionais, embora as perspectivas para o mercado externo já fossem melhores, mas ainda longe do boom do ano passado.”[…]

(podes lêr o artigo completo aqui)

Bicicletas: Portugal é 3.º maior produtor europeu

“Com mais de 1,6 milhões de unidades produzidas em 2014, Portugal é atualmente “o terceiro maior produtor de bicicletas na Europa”, divulgou a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas (Abimota) que prevê um crescimento de 10% do setor até ao final do ano.

“Portugal chegou ao pódio europeu da produção de bicicletas”. A produção nacional exportou 315 milhões de euros de bicicletas. “Só Alemanha e Itália estiveram à frente”, revelou a Abimota.

Esperando um crescimento na ordem dos 10% para 2015, algo que já se tem verificado desde 2011, a associação prepara-se para implementar dois projetos “que, em conjunto, visam essencialmente alargar a fronteira tecnológica das empresas, promovê-las internacionalmente e captar Investimento Direto Estrangeiro”.

“A iniciativa Portugal Bike Value apresenta à indústria das bicicletas todo o potencial do país, onde este setor nunca deixou de funcionar, ao contrário do que aconteceu em vários outros países da Europa”, explica, em comunicado, Paulo Rodrigues, secretário-geral da Abimota.

Com o lançamento deste projeto chegaram ao setor novas propostas de investimento internacional, sendo já certos “três novos investimentos” no valor de 35 milhões de euros que “permitirão criar 400 novos postos de trabalho diretos”.” […]

(podes lêr o artigo completo aqui)

Portugueses andam cada vez mais de bicicleta

“Vendas em Portugal dispararam 30% num ano”

Video-reportagem da TVI sobre a tendência de mercado cada vez mais forte da utilização de bicicletas no nosso país.

(podes vêr a reportagem aqui)

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reciclando [11] o ciclista como agente de mudança

fisheye
Mudanças de hábitos raramente são súbitas. As coisas evoluem ao longo de um certo período de tempo, proporcional à intenção e adaptação pessoal para a mudança. Por outro lado, nem sempre é fácil aceitar a mudança. Mesmo assim, perceptíveis as transformações nas nossas rotinas numa retrospectiva prolongada, optamos pelas alternativas, planeamos o benefício, queremos o melhor para nós. Esta questão continua a assolar-me quando me deparo na estrada com quem desconhece e não tolera a mudança de regras à legislação rodoviária. Recentemente, e num curto espaço de tempo, vivi três experiências incómodas protagonizadas por quem não tolera os ciclistas na estrada. Inclusive em conversas na roda de amigos há sempre quem discorde com as novas regras, mas, meus senhores, o que importa é reforçar os direitos do ciclista, que de alguma forma ficaram mais protegidos.

on my back home
À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas comutaram a minha vida. Deixaram de ser apenas motivo de passeio e aventura para lugares inexplorados, tanto quanto as minhas pernas e pulmões me levariam e, com alguma maturidade à mistura, a bicicleta expandiu outros horizontes e me tornei fino o suficiente para a usar como meio de transporte. O que mudou? Durante a adolescência eu me sentia particularmente invencível. Era um mundo diferente. Naquela época, não eram necessárias tantas precauções. Hoje perde-se muito tempo a considerar questões de segurança relacionadas com o “andar de bicicleta”. Eu andava em todas as condições, chuva, sem luzes na escuridão, sem incidentes. Eu não tinha nenhuma preocupação, nem mesmo um reflector ou um capacete na cabeça. Nada de ruim me aconteceu. Na actual vida diária, não me sinto menos seguro do que fazia quando adolescente. Talvez o mundo seja menos seguro devido à quantidade de informação negativa que estamos constantemente a ser bombardeados através dos meios de comunicação. Acho que foram mais as mudanças doutrinais que levaram a um mundo inseguro. O que quer que tenha mudado tem a ver com o ciclismo? Acho que não. Tem a ver, isso sim, com a forma como se conduz. Tem a ver com a função das estradas, mais especificamente com a actual cultura de estrada que nos faz sentir menos seguros. Tem a ver com o trânsito motorizado onde o automóvel domina e o peão é absolutamente secundarizado. Tem a ver com o nosso mundo sempre em movimento, onde automobilistas sem tempo, peões e ciclistas entram numa corrida desenfreada para chegar a algum lugar.

assim, pedalar sem carros, só mesmo no mês de Agosto, quando todos estão de férias!

O cenário e os actores mudaram, porque, nos tempos modernos, a vida tem necessidade de vários movimentos. A presença de um ciclista na estrada torna-se pouco mais do que uma partícula numa paisagem em constante movimento. A presença de vários ciclistas torna-se mais explícita e o contexto muda. Talvez isso não signifique que a estrada fique mais segura, porque o ambiente em redor do volante tornou-se numa cacofonia de distracções desnecessárias. A presença de pessoas, de ciclistas, não pode ser ignorada, não pode ser vítima de automobilistas distraídos, apressados a acelerar contra o tempo, com os olhos semi-abertos a espreitar para o GPS ou entretidos com o smartphone. A mudança de regras pode significar a necessidade de simplificar a forma como fazemos as coisas. Identificar o que é fundamental na vida, como caminhar, andar de bicicleta, falar com as pessoas. Reduzir o nível de conectividade compulsiva durante a condução. Tornar a estrada um mundo menos atormentado, um espaço seguro, de partilha e responsabilidade.

cheiro de chuva
Em suma, o ciclismo provavelmente não mudará nada e o próprio mundo provavelmente não se tornará significativamente mais seguro com a mudança. Mas o contexto em que os vários utentes operam mudou e coloca os pratos da balança mais equitativos. A consciência dessas mudanças pode ajudar-nos a aumentar a nossa própria segurança, mas a consciência diz-nos também que não é suficiente. O ciclista como agente de mudança poderá ter um papel fundamental na educação sobre as questões culturais, demonstrar no local que todos os utentes deverão ser mais responsáveis e que é necessário induzir a mudança para evoluir a sociedade para melhor.

a humidade faz a força

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