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ciclofilia [130] Thinking Insight – Pedalando na Cidade
Publicado em ciclofilia
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can’t miss [139] gazetacaldas.com
Cidades amigas dos ciclistas
“A bicicleta foi recentemente eleita pela ONU como o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta. Na realidade, este fantástico meio de transporte acessível a todos os tipos de pessoas, não emite gases poluentes, não faz barulho e é uma forma privilegiada de entrar em contacto com as populações e de conhecer as forças e as vulnerabilidades da cultura local. Enquanto objeto de lazer e turismo, a utilização da bicicleta está associada a muitos dos valores pelos quais muitos cidadãos se sentem atraídos: liberdade, autenticidade, descoberta, independência, tranquilidade, bem-estar e poder usufruir com todos os sentidos dos encantos de uma cidade ou de uma paisagem natural. Além disso, os viajantes de bicicleta encontram nesta forma de viajar uma velocidade de pedalada perfeita para ver o mundo tal como ele é. O turista de bicicleta, devido à forma lenta com que se desloca, tem mais tempo para descobrir e apreciar o património local e pode deslocar-se fora dos itinerários turísticos clássicos.
[…]
E Caldas da Rainha?
Lamentavelmente e apesar das recentes obras de requalificação de algumas ruas da cidade da cidade, nada foi feito para fomentar o uso da bicicleta, quer nas deslocações para o trabalho ou para a escola, quer no lazer e no turismo. Na zona urbana das Caldas não existe qualquer ciclovia, nem foram criados estacionamentos atrativos e seguros.
Com este cenário, quantas são os pais que encorajam os seus filhos a deslocarem-se de bicicleta para a escola? E quantos são os cidadãos que se atrevem a ir de bicicleta para o trabalho?
A “rede” concelhia de ciclovias é muito pobre, incompleta e sem conexão.
Inexplicavelmente, a ciclovia Caldas-Foz do Arelho só começa a 3km do centro da cidade, depois do nó da A8. Há alguns anos o então vereador do desporto justificou esta situação afirmando que a ideia era a ciclovia começar junto ao Estádio Municipal. E como é que se transportam as bicicletas para o Estádio Municipal? De carro? Mas as ciclovias existem para as pessoas não utilizarem o carro!!
A ecopista da lagoa, uma das mais belas do nosso país, continua incompleta, sem ligação entre as margem norte e sul.
A ciclovia da estrada atlântica, que não passa de uma berma mais larga, onde os ciclistas tem que circular nos 2 sentidos…tem grandes declives e só começa no alto de Salir do Porto.
A ciclovia que deveria existir entre a praia de Salir do Porto e a cidade das Caldas, apenas liga a aldeia de Chão da Parada ao apeadeiro do comboio de Salir do Porto.
Relativamente à ligação ciclável entre as localidades mais importantes da região Oeste (Óbidos, Bombarral, Torres Vedras, Peniche, Lourinhã, Rio Maior, Santarém, Nazaré, Alcobaça, S. Martinho do Porto)… está tudo por fazer. Aos ciclistas e cicloturistas não resta alternativa do que partilhar a estrada, o tráfego e os riscos com os automóveis.
Enquanto na maior parte dos países da Europa considerados “amigos da bicicleta” existem Plano Nacionais de Ciclovias, em Portugal tudo tem girado em torno da vontade e dos caprichos dos autarcas e governantes.
Se as Caldas fosse uma cidade “bike friendly” (amiga do ciclista) existiriam várias ciclovias a ligar os bairros da cidade ao centro e seria possível a qualquer cidadão deslocar-se de casa para o emprego ou para a escola de bicicleta, em pistas cicláveis seguras e separadas dos veículos automóveis.
Se as Caldas fosse uma cidade “bike friendly” seria possível a qualquer cidadão fazer o trajeto Caldas-Foz do Arelho, sempre em ciclovia, partindo de qualquer ponto da cidade.
Se as Caldas fosse uma cidade “bike friendly” haveriam estacionamentos adequados e seguros junto às escolas, fábricas, restaurantes, museus, locais de interesse turístico e junto às estações de autocarros e de caminho de ferro,
Se as Caldas fosse uma cidade “bike friendly” existiriam vários “Bike Hotel”, com capacidade para atrair e receber turistas de bicicleta, disponibilizando estacionamento seguro e locais para limpeza e manutenção das bicicletas.
Se o Oeste fosse uma região “bike friendly” haveria um Plano Regional de ciclovias, ligando as principais localidades da região, possibilitando aos cicloturistas visitar o rico património histórico, cultural e paisagístico desta região com benefícios diretos para as economias locais.
Se o Portugal fosse um país “bike friendly” todos os anos seríamos visitados por centenas de milhares de turistas de bicicleta, atraídos pela beleza do nosso território e pela riqueza do nosso património histórico, cultural e paisagístico… e o impacto económico seria enorme.
Por: Vitor Milheiro
Docente na Escola Superior de Desporto de Rio Maior
Viajante de bicicleta”
podes ler este excelente e pertinente artigo, na sua totalidade, em: http://www.gazetacaldas.com/52691/cidades-amigas-dos-ciclistas/
Publicado em motivação
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benefícios se pedalar para o trabalho!… assim, por alto, eu receberia uns 2€ por dia, e isso só nos dias (menos) úteis
Quem for de bicicleta para o trabalho irá receber dinheiro por cada quilómetro que pedalar
“Cada quilómetro pedalado para o trabalho irá render 25 cêntimos.
O programa piloto começou no ano passado em França com 19 empresas – que empregavam dez mil trabalhadores – a aderirem à ideia de pagar aos seus empregados para usaram a bicicleta como meio de transporte. A 1 de julho de 2015 a medida tornou-se efetiva, mas o valor final não estava ainda fixado. A ministra do Ambiente francesa, Ségolène Royal anunciou que cada quilómetro pedalado para o trabalho irá render 25 cêntimos.
As empresas não serão obrigadas a fazer este pagamento, mas Ségolêne Royal explicou, citada pelo Le Figaro, que caso optem por incentivar os empregados a escolher a bicicleta com os referidos 25 cêntimos por quilómetro, não terão de pagar segurança social sobre esse valor e o trabalhador não terá de pagar qualquer imposto.
…”
fonte: dn.pt
U. Aveiro oferece duche e refeição low-cost a ciclistas
“A Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade Suave criou um serviço para incentivar as deslocações em bicicleta para o campus da Universidade de Aveiro. O serviço está ativo há duas semanas.
Quem se deslocar de bicicleta para o campus da Universidade de Aveiro pode usufruir de um novo serviço criado pela Plataforma Tecnológica da Bicicleta e Mobilidade em parceria com os Serviços de Ação Social da instituição.
O serviço oferece um duche a 70 cêntimos e pequeno-almoço a 1,5 euros para quem decidir aderir à iniciativa.
«A ideia do duche e do pequeno-almoço surgiu como resposta a algumas das dúvidas e receios que as pessoas colocam face à ideia de andar de bicicleta. O facto de chegarem suados ao campus, por exemplo», revela José Carlos Mota, coordenador da plataforma, ao Canal Superior.
Os interessados em aderir ao serviço devem fazer a sua inscrição online e recebem, mensalmente, um cartão pessoal para ser rubricado após cada utilização. No formulário de inscrição devem indicar o nome, número mecanográfico, contacto, residência, idade, e-mail, função e destino da deslocação.”
….
fonte: informacao.canalsuperior.pt/noticia
MPF concede folga para quem usar bicicleta para ir ao trabalho
“O Ministério Público Federal (MPF) de Pernambuco aprovou um decreto que incentiva o uso da bicicleta entre seus funcionários. A iniciativa, que partiu do procurador Nogueira Filho é diminuir a quantidade de automóveis nas ruas.
Para ter direito ao benefício, que está em vigor desde o dia 2 de março, os funcionários devem estacionar suas bicicletas no edifício e assinar uma declaração que, após quinze dias de deslocamentos em duas rodas, garantirá um dia de folga.
O procurador Nogueira Filho, que faz o percurso de casa ao trabalho algumas vezes, providenciou ainda a construção de mais vagas de estacionamento e um vestiário no prédio público para facilitar a vida de quem quiser aderir à bicicleta como meio de transporte.
Ele diz que a medida é inédita entre as procuradorias do país. A Procuradoria Geral achou interessante e quer replicar em outras unidades.”
fonte: meionorte.com/noticias
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can’t miss [138] ecoescolaestesl.com
Fomos de bicicleta para o trabalho…
“No passado dia 18 de setembro, e associado à Semana Europeia da Mobilidade, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) aderiu à iniciativa “Bike to Work” (ver De Bicicleta para o Trabalho – Bike to Work). Este ano, a adesão da ESTeSL fez-se notar pela participação de seis elementos da comunidade académica, nomeadamente pelos professores Susana Branco e Nuno Machado da área científica de Física, professor Vítor Manteigas da área científica de Saúde Ambiental e um dos coordenadores do Programa Eco-Escolas na ESTeSL, professor Sérgio Figueiredo da área científica de Medicina Nuclear, , Dra. Bela Vilares do Gabinete de Comunicação e pela estudante de doutoramento da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Tânia Becker-Algeri que se encontra entre nós a desenvolver parte do seu projeto de investigação, e que dando o exemplo, se deslocaram de bicicleta até à ESTeSL.
Depois da participação da ESTeSL nesta iniciativa promovida pela Lisboa E-Nova, foi submetida uma fotografia representativa da adesão ao “Bike to Work” e que se encontra a participar no passatempo para a seleção da fotografia mais votada de entre as instituições que promoveram a utilização de bicicleta no passado dia 18 de setembro.
As votações para o passatempo “Bike To Work” decorrerão de hoje até 6 outubro às 11h30m. A entidade que obtiver mais “VOTOS” na sua imagem, em cada um dos quatro Escalões, será a premiada. A ESTeSL participa no “Escalão D – Estabelecimentos de Ensino – Prémio Movicidade” e todos os votos contam, podendo-se repetir a votação em cada um dos dias.
Nós já votámos e vocês… já votaram?”
fonte: http://www.ecoescolaestesl.com/fomos-de-bicicleta-para-o-trabalho/
Publicado em can't miss it
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fotocycle [168] do tipo, tão depressa o sol brilha como a seguir está… nevoeiro!
na bicicleta lucro dos mistérios da minha cidade, momentos assim onde o brilho da manhã me ofusca, esboça as primeiras sombras e ambições do dia, para mais tarde, na bruma que abraça o rio me envolver, me guiar numa penumbra misteriosa entre desejos e certezas… E eu, eu aproveito cada momento.
Publicado em fotocycle
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1 Comentário
do ciclo da vindima
Nos meus tempos de meninice, ainda as férias escolares decorriam saborosamente grandes, mais ou menos por esta altura vivíamos com satisfação todo o ritual das tarefas do campo, principalmente na época das vindimas. Sobranceira à margem direita do Douro, a aldeia dos meus avós maternos fica em Frende, na banda oposta a Resende, onde existem várias quintas de tradição vinícola. No Travessado, a pequena quinta do meu saudoso avô, três socalcos de difícil acesso ensolarados quase todo o dia, são rodeados de ramadas, vides de várias castas assentes em latadas de ferro e esteios de granito, onde a uva vai ficando madura à espera de ser vindimada.
Todos os momentos vividos na pequena aldeia dos nossos avós, no Lugar do Castelo, eu e o meu irmão bebemos dessa vivência, dessa liberdade. Ainda hoje, sempre que lá vamos, é nos transmitida uma imagem bucólica e alegre da vida no campo. Ainda hoje se usam os velhos métodos tradicionais de cultivo. A vindima é um processo de várias etapas, todas elas comportando esforço e dedicação gratificante, em longas jornadas desde a aurora até ao anoitecer, para depois se beber da dádiva da terra. Cortar à tesoura e apanhar os cachos da ramada, transportar as uvas à cabeça nas gigas (grandes cestos de vime), e o pisar das uvas no lagar, para delas se obter o néctar da vida. Após provar o vinho doce é deixar o mosto fermentar, para no final do processo envasilhar o nobre sumo nos pipos de castanho e carvalho e deixá-lo a envelhecer. E o vintage sempre omnipresente a refrescar gargantas…
De volta ao Lugar do Castelo para uns dias de férias, aproveitei uma dessas manhãs melancólicas de Setembro, não para vindimar mas para dar umas pedaladas ao longo do Douro Vinhateiro. Logo ao romper do dia fui dar a volta ao rio, um circuito já habitual entre Frende, Régua e Resende. Fui usufruir do vento que soprava fresco a cada curva das sinuosas estradas. Parei a cada miradouro para espreitar o rio e tirar algumas fotografias. Apreciei o trabalho do campo, o empenho e dedicação das gentes durienses. Senti o aroma da fruta madura e do vinho doce que me invadiu as narinas. Parei, outra e outra vez, para depenicar e provar dos bagos maduros. Numa fonte à beira de estrada enchi o bidon e saborei cada trago daquele passeio, daquele momento d’ouro como se do puro néctar à caneca eu provasse.
Publicado em o ciclo perfeiro, passeio
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hoje, 22 de Setembro
“Dia Mundial sem Carro
Ambientalistas e outros irresponsáveis propõem que por um dia, hoje, os carros desapareçam do mundo.
Um dia sem carros? E se o exemplo se espalha e esse dia passa a ser a cada dia?
Deus me livre, e o diabo também.
Os hospitais e cemitérios perderiam a sua maior clientela.
As ruas seriam preenchidas com ciclistas ridículos e peões patéticos.
Os pulmões não conseguiriam respirar o mais saboroso dos venenos.
As pernas, que se esqueceram de caminhar, tropeçariam numa qualquer pedrinha.
O silêncio aturdiria os ouvidos.
As estradas seriam desertos deprimentes.
As rádios, TVs, revistas e jornais perderiam os seus anunciantes mais generosos.
Os países produtores de petróleo seriam condenados à miséria.
Milho e cana de açúcar, agora convertido em alimento para carros, voltariam ao humilde prato humano.”
Texto sarcástico, do escritor, historiador e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, sobre a utopia de um dia a nossa sociedade viver sem a dependência do automóvel, retirado de Los hijos de los días, Siglo XXI, Buenos Aires, 2012.
Esta data surgiu em França em 1998 e foi adoptada pela União Europeia no ano de 2000. Já a Semana Europeia da Mobilidade surgiu em 2002 e observa-se todos os anos de 16 a 22 de Setembro. A data celebra-se anualmente e visa sensibilizar a população e autoridades para a necessidade de reduzir o tráfego rodoviário dentro das cidades, de forma a aumentar a qualidade de vida e garantir a sustentabilidade dos recursos naturais, optando por alternativas de transporte menos poluentes como os transportes públicos e bicicletas. Deixar o carro em casa é o principal desafio colocado pela iniciativa, que quer fazer da preocupação com o ambiente e a forma física uma constante de todos os dias do ano, de um modo alegre e informal. Mas o Dia Mundial/Europeu Sem Carros tem vindo a perder relevância em algumas cidades que anteriormente aderiram à iniciativa. Por exemplo, nos últimos anos, na cidade do Porto infelizmente a data parece ter caído no esquecimento.
Publicado em mobilidade
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rentrée com um pé na bicicleta e outro na política
Andar a pé e de bicicleta precisa-se

“Rumo às legislativas, e aproveitando a Semana Europeia da Mobilidade o PAN – Pessoas Animais Natureza defende que, até 2020, seja aplicado um plano para valorizar o uso da bicicleta e o “andar a pé”.
O partido chama-lhe “Plano de Promoção da Bicicleta e Outros Modos Suaves” e este domingo aproveitou a Marginal Sem Carros, para passar a mensagem.
O partido quer incentivar os portugueses a prescindirem do automóvel, optando por duas rodas ou pelos próprios pés. Nada melhor do que começar por um domingo sem carros.”
É por estas e por outras que tem o meu voto.
Publicado em divulgação
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fui…
Só para dizer que não há férias mais tranquilas, agradáveis e baratuchas que as de Setembro, e as minhas duas semaninhas de “folga” estão só a começar. Até já…
Publicado em o ciclo perfeiro
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comunicado da Federação Portuguesa do Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta
SEGURO IMPOSTO A UTILIZADORES DE BICICLETA INÉDITO NA EUROPA
As razões pelas quais a FPCUB não apoia o seguro obrigatório para utilizadores de bicicleta:
1ª – A narrativa do interesse financeiro
A lógica a que o universo automóvel massivamente instalado nos tenta impingir implica uma inversão de política sem precedentes nacionais ou europeus, contra as boas praticas e diretivas de todos conhecidas, nomeadamente a Diretiva do Parlamento Europeu de 2005 (2005/14/CE). Apenas o interesse financeiro da indústria automóvel, seguradoras, petrolíferas têm ganhos diretos com este criativo malabarismo de obrigar os utilizadores de bicicleta a terem seguro obrigatório.
A FPCUB já percebeu que existe um lobby na área do automóvel que a todo o custo pretende criar obstáculos para que as pessoas livremente possam usar bicicleta como andam a pé, sendo que o Automóvel Clube de Portugal (ACP) e a Associação Portuguesa de Seguros (APS), membros da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP) e são a face visível deste interesse, que pretendem iludir a classe política, criando uma necessidade artificial.
2ª – A necessidade de séria e rigorosa avaliação dos resultados do novo código da estrada
Verificaram-se alterações recentes ao código da estrada num trabalho globalmente muito positivo dos representantes políticos, dos organismos e instituições públicas e da sociedade civil com intervenção na matéria. Estas alterações trouxeram melhorias significativas para a segurança dos utilizadores de bicicleta, sendo um importante passo para o reconhecimento da bicicleta na via pública. Mas não se pode afirmar que a bicicleta, por ser equiparada ao automóvel no Código da Estrada em grande parte das situações, deva ter os mesmos deveres que tem o automóvel. A bicicleta não polui, não ocupa espaço público, não provoca ruído, não contribui para as importações de petróleo que têm um grande peso negativo na balança económica, nem necessita de infraestruturas como as autoestradas que foram construídas desenfreadamente nas últimas décadas, cuja fatura ainda estamos a pagar, logo não se pode pedir as mesmas obrigações.
Acreditamos portanto, que os resultados são positivos e portanto a bem da qualidade da produção legislativa e credibilidade perante a população portuguesa, qualquer obrigatoriedade de seguros teria de ter um trabalho prévio de forte escrutínio com semelhante modelo, após séria avaliação dos resultados do novo código e caso existam fundadas melhorias (que duvidamos) para o superior interesse público e coletivo.
A aplicação de medidas tem de ser proporcional ao risco gerado pelos diversos utilizadores viários, o qual é incomparavelmente maior no caso dos veículos motorizados. É precisamente por esse risco ser incomparavelmente maior que a obrigação de seguro é apenas aplicada aos veículos motorizados.
3ª – O desincentivo real à utilização da bicicleta
A mobilidade sustentável e a prevenção rodoviária portuguesa necessitam de um conjunto de medidas políticas com uma relação de prioridades adaptada às estatísticas da realidade.
Numa altura em que é necessário apostar e incentivar a mobilidade suave e os transportes públicos em detrimento do automóvel, não se pode colocar mais um obstáculo à utilização da bicicleta (ou ao inicio de utilização da bicicleta) com a implementação de um seguro de carácter obrigatório. Deveria ser prioritário portanto, promover o convívio pacífico nas ruas e estradas, e a responsabilização dos automobilistas por condução perigosa e desrespeito pelos utilizadores mais vulneráveis.
Mais temos a acrescentar, não podemos deixar de referir que a utilização da bicicleta em mobilidade urbana é elemento essencial de uma estratégia alargada de segurança rodoviária e de acalmia de tráfego proporcionando a redução de acidentes, em consequência, a redução globalizada dos prémios de seguros dos utilizadores de veículos motorizados e a melhoria dos níveis de qualidade de vida em ambiente urbano. Incentivar a utilização da bicicleta e promover ações de sensibilização comportamental para o respeito e responsabilidade na condução rodoviária (abrangendo portanto, todos os utilizadores, sem discriminações negativas)
Mais razões poderíamos apontar mas, na essência, vem assim a FPCUB, apelar ao bom senso na produção legislativa destas matérias, assim como, à necessidade de revisão dos princípios tutelados pela prevenção rodoviária portuguesa.
Apesar de ser contra a obrigatoriedade deste seguro para utilizadores de bicicleta, a FPCUB oferece aos seus associados, incluído na quota anual, um seguro de responsabilidade civil e de acidentes pessoais sempre que usa a bicicleta, entre outros benefícios.
Publicado em divulgação
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