fotocycle [211] a chuva não atrapalha

Definitivamente, precisávamos desta chuva. A precipitação é ligeira, porém depois de várias semanas de tempo seco, de calor intenso e condições propícias aos incêndios, que têm devastado sobretudo o interior do país, esta chuvinha é uma bênção.

Assim, numa manhã de verão como a de hoje, quando a névoa cobre a atmosfera, o ar está húmido, as estradas estão molhadas, eu estarei lá fora, preparado para pedalar à chuva.

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uma iluminada reflexão

Sobretudo nestas aprazíveis noites de verão, sabe bem sair de bicicleta para ir tomar café com os amigos, numas pedalas mais demoradas, simplesmente para sentir a brisa fresca na cara. À noite nem todos os ciclistas são parvos, como tal precisamos de redobrar cuidados quanto à nossa visibilidade. Para se circular de bicicleta à noite, a lei obriga a equipar a bicicleta com uma luz de presença à frente e outra à retaguarda, bem como ter um par de reflectores em ambas as rodas! Pois bem, plásticos brilhantes e coloridos presos aos raios é coisa que também não gosto. Os pneus com a faixa reflectora lateral são os mais adequados para que sejamos vistos pelos automobilistas no meio da escuridão. Para andar na cidade, viajar e treinar de noite, existem variadíssimas opções para todos os gostos e bolsos, pneus muito duráveis, resistentes a furos e capazes de nos estragarem a bela da fotografia!

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passe a publicidade [82] Tripla

“TRIPLA [patent pending] is a bike with a low platform between the pedals, creating a new third loading area for goods and people. TRIPLA is:
– Compact. It is 160 cm long, with 20” wheels, connection for folding handlebar, fits easily in your car.
– Spacious. Besides front and rear rack, it has a third loading area on a platform between the pedals.
– Strong and stable. It has the classic “diamond frame”, just lowered.
TRIPLA will be available in two versions: “light” for a max. loading capacity of 130 kg, and “professional” for max. 200 kg. Both will also be available in the electric version.”

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motivações e considerações

Os ciclistas sempre andaram por aí, sempre palmilharam as ruas, descendo e subindo, apesar de muita boa gente achar que subir custa. É que querendo não custa assim tanto! O uso da bicicleta faz parte da cidade e é uma actividade importante para o processo evolutivo da mobilidade urbana, que contribui para a qualidade de vida e consolida uma mudança cultural. Quanto à mudança cultural, é importante ressalvar que a populaça está a consciencializar-se que a bicicleta humaniza a cidade. As pessoas reclamam o espaço urbano, que é seu por direito, exercendo a sua cidadania e contribuindo para uma cidade melhor.

Efectivamente, num curto passeio pela cidade de regresso a casa após o trabalho dou conta do quanto este movimento mudou a cidade. Não são apenas alguns tripeiros que aos poucos tiram a bicicleta do armário e pedalam. São muitos os turistas que calcam os pedais em bicicletas alugadas e circulam pela cidade, dando o exemplo que afinal o Porto é perfeitamente ciclável. É necessário que os gestores municipais percebam isso e renovem as prioridades. Melhorias nos pavimentos, mais circuitos cicláveis, equipamentos adequados ao estacionamento, promoção de eventos, são apenas algumas propostas. Um plano que eu saiba ainda inexistente é o de viabilizar a implantação de um sistema de partilha de bicicletas públicas. Estas são apenas algumas acções que visam sobretudo motivar a malta a deixar o carro na garagem e trocá-lo pela bicicleta com mais frequência.

Volto a insistir na permanente consciencialização dos automobilistas para a nova realidade. Aos que conduzem, aproveito para uma breve reciclagem: quando entrar no seu carro para fazer os seus afazeres lembre-se que, certamente, em menos de cinco minutos vai encontrar um ciclista a caminho do trabalho, da escola, a fazer compras ou a curtir os belos recantos naturais da cidade. E quando o ciclista circular à sua frente, não se esqueça de reduzir a velocidade e manter a distância mínima de metro e meio ao ultrapassá-lo. Ao adoptar estas simples precauções, estará não só a respeitar o ciclista como o tornará visível aos restantes utilizadores da via. Ao mesmo tempo, estará a contribuir para melhorar a mobilidade urbana e fazer da sua cidade uma cidade mais amigável, mais moderna e mais segura para todos.

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fotocycle [210] Fozquices

Como é costume, num sábado de manhã teria feito uma pedalada mais compridota, para treinar ou mesmo para comutar, mas não o fiz. Estava bastante nublado, chegou a chuviscar e tal… Logrei ficar a mandriar e só sai para o almoço. Os céus nunca se abriram de maneira significativa mas a necessidade de digerir o bacalhau foi a oportunidade imprevista para estender o passeio. Apontei a roda à Foz Velha e decidi percorrer ruas nunca antes pedalas. Muitos detalhes, muito paralelo e subidas empinadas. Terminei o meu pequeno passeio banhado em transpiração. O velho burgo tem muitos recantos para descobrir e ir procurá-los para fazer umas fosquices é o melhor proveito quando a preguiça toma conta do corpinho.

(foto: Rua São João da Foz)

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ciclofilia [140] Riding to Work in Rio

“This short film is a love letter to Rio de Janeiro. I shot this film over the course of 3 months. My intention was to capture the feeling of waking up early in the morning and going out on my bike to ride to work on one of the most beautiful cities in the world – something I have the privilege of doing every week. All locations are on my actual path to my office. Rio is just amazing, and I hope its unique beauty somehow got through to the final film. […]”

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não me lixes, deita o bicho no caixote do lixo

Encontrar aquele “tapa sol” de carro largado no asfalto não deixou de ser estranho e, como tal, motivou uma curta paragem para a consequente fotografia, mas este meu divertimento não resulta de algo assim tão engraçado. A quantidade de lixo que vejo espalhado nas bermas das estradas e matas nacionais é deveras desolador. Não é apenas uma ameaça ao meio ambiente como é um perigo a quem circula na estrada, seja a pé, de carro ou bicicleta. Os veículos seguem, mas muitos deixam marcas para trás. É a ponta de um cigarro aceso que pode originar um incêndio. São restos de comida que podem atrair animais e causar acidentes. É um objecto que por insignificante que seja acumula-se tornando-se poluente e combustível para os fogos. Quem passa rapidamente nem se apercebe no lixo acumulado nas bermas e matas à beira de estrada. A maior parte advém do desrespeito dos ocupantes dos veículos, que têm o péssimo hábito de abrir a janela e atirar tudo, achando que a estrada é uma lixeira. Mas, meus amigos, há ciclistas e peões com culpa no cartório. A falta de educação e os maus exemplos multiplicam-se. Um mau exemplo, e que nos entra em casa pelas transmissões televisivas, são os profissionais do ciclismo. Sei que existem equipas de limpeza que varrem tudo por onde a caravana passa, mas nem tudo é recolhido e ficam detritos esquecidos para trás. Quem pedala deve dar o exemplo e evitar acumular lixo por onde passa.

É nosso dever sensibilizar as pessoas para não terem este tipo de comportamento. É nosso dever sensibilizar para não deitarem lixo para as bermas das estradas ou para as matas, devendo deixá-lo nos contentores adequados. É nosso dever sensibilizar os outros para olhar a Terra de uma forma mais ecológica e não atirar lixo para locais onde ninguém vai limpar. É nosso dever dar o exemplo, sensibilizando, lembrando e reflectindo sobre a tragédia recente. O constante apelo que “é preciso limpar as matas” implica também não atirar lixo pela janela, largado para que a Natureza cuide dele e ser afinal combustível para o pasto das chamas, aumentando o flagelo dos incêndios e pondo-nos a todos em perigo.

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reciclando [32] apenas ao nosso ritmo

Quando se está no selim de uma bicicleta não há nada entre nós e o mundo que nos rodeia. Apenas o ar que nos torna vivos, vulneráveis e livres. O ambiente chega-nos espontâneo, envolve-nos com tudo ao redor. Não há vidro, não há metal, não há interior climatizado que nos contenha a liberdade e o tempo. Em movimento exploramos o universo: uma estrada, uma montanha, uma cidade, tudo o que nos chega e tem para nos oferecer. Os nossos sentidos são seduzidos a cada pedalada. É maravilhosa a sensação do vento na pele e no cabelo. Ao rodar os pedais para a frente levamos uma bofetada de estímulos sensoriais que alimentam o nosso corpo. A música que ouvimos, esse coro de risos e vozes, medley sonoro da natureza com ruídos da cidade, uma doce canção que nos fica na cabeça por muito tempo. O furor dos aromas que nos invade as narinas, não apenas o perfume das flores mas também a maresia, do pão que está a ser cozido, da chuva fresca no asfalto quente. Maravilhosos os contornos do horizonte, um padrão definido no céu, o fogo do pôr-do-sol, os pontos turísticos da cidade que especialmente se ama, as expressões nos rostos das pessoas, um qualquer pormenor que nos prenda a atenção. Às vezes o ar é pesado, às vezes é mais húmido, um quente e frio que nos faz arrepiar caminho. Não precisas de ser mais rápido, apenas sentir-te vivo, decidir e optar seguir no nosso próprio ritmo. E tudo isto cria mente e imaginação, um dos mais simples e agradáveis actos que é a alegria de andar de bicicleta.

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à volta da bicicleta

29 de Junho: Pedalar no Verão, Grande Encerramento da Recicleta

“5ª feira, dia 29 de Junho de 2017
18H – Preparação do jantar; 20H – Jantar; 21H30 – Filme

Ciclovida é sobre bicicletas e a luta contra os combustíveis fósseis, as sementes naturais e a luta contra o agronegócio, duas coisas que têm feito parte do dia-a-dia do GAIA. Fala de 5000 km de autonomia, causas e relações, de uma nova relação com a Terra e dos afectos que, afinal, fazem mover o mundo, em direcção oposta à do dinheiro!

Com este documentário despedimo-nos da Recicleta até Setembro e antevemos os km para pedalar e viajar este verão! **

** Uma citação para alegrar:
“A bicicleta é um invento da mesma geração que criou o veículo a motor mas as duas invenções são símbolos de avanços feitos em direções opostas pelo humano moderno. A bicicleta permite a cada um controlar o emprego da sua própria energia; o veiculo a motor, inevitavelmente, torna rivais entre si os utentes, por causa da energia, do espaço e do tempo” Ivan Illich, 1975, Energia e Equidade, pp. 71 e 72.” […]

(lê o artigo completo em https://gaia.org.pt/2017/06/26/29-de-junho-pedalar-no-verao-grande-encerramento-da-recicleta/)

A bicicleta celebra seu bicentenário de maneira discreta

“A bicicleta tem 200 anos de vida e poucos parecem saber desse aniversário, que acontece na semana em que será disputado o Tour de France, a partir de sábado, precisamente na Alemanha, o país de seu inventor, Karl Drais.
“Não se comemora nada porque não é algo que se conheça”, diz resignado Claude Reynaud, historiador amador francês que batalha há 50 anos para defender a memória da bicicleta, um método de transporte utilizado no mundo todo.
“O Tour de France sai de Dusseldorf este ano, mas quando a ‘Grande Boucle’ apresentou sua rota ninguém falou do bicentenário. Não é algo que se saiba fora de pequenos círculos”, lamenta este fã de ciclismo que é também viticultor no sul da França.” […]

(lê o artigo completo em: https://tudonumclick.com/noticias/mundo/199758/a-bicicleta-celebra-seu-bicentenario-de-maneira-discreta)

Volta a Portugal em bicicleta: A Torre ‘falhou’ o convite para a festa dos 90 anos

“Nem tudo são ausências nos 1.626,7 quilómetros do percurso da 79.ª edição, hoje apresentado, no Teatro Thalia, em Lisboa, mas é nelas que os olhos se centram quando calcorreiam o mapa do país, que será cruzado por um pelotão de 20 modestas equipas, no pico do verão nacional.

É certo que a caravana vai voltar a mergulhar, depois de quase uma década de ausência, no Alentejo profundo, e que o palco da consagração foi deslocado da mais comedida capital para a sempre calorosa cidade de Viseu, e que até há 30 prémios de montanha a testar as pernas dos candidatos e um contrarrelógio mais curto, incapaz de diferenças tão pronunciadas no último dia, mas é, outra vez, a inexistência de uma meta na Torre que mais se destaca nesta viagem de celebração da prova que nasceu em 1927.” […]

(lê o artigo completo em http://24.sapo.pt/desporto/artigos/volta-a-portugal-em-bicicleta-a-torre-falhou-o-convite-para-a-festa-dos-90-anos)

 

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a todos um Bom São João


O “pobo” inventou a noitada de São João e a festa tinha início nas Fontainhas. À hora marcada, respondendo ao chamamento inebriante de aromas fortes e quentes, lá estávamos nós famintos de uma noite inteira de euforia. O cheiro a sardinhas e pimentos assados, cada vez mais intenso e atraente, fazia crescer a água na boca. À mesa chegava o caldo verde com broa, as fêveras e o frango assado, tudo muito bem regado com o verde branco da casa. Ritmados ao som da música popularucha, alta e distorcida, misturada com a algazarra de apitos, cantorias e risadas, o espírito festivo tripeiro ganhava força. Depois da barriga farta, pequenos grupos de todas as idades juntavam-se espontaneamente, formando rusgas de foliões cada vez maiores, de mãos dadas, serpenteando em correrias animadas entre mares de gente com ramos de cidreira e martelos de plástico na mão. Ao virar da esquina, logo se descobriam os arredondados bolbos de alho-porro a dançar sobre as cabeças, irritando narizes. Das Fontaínhas à Ribeira era um tirinho. Descia-se em louca correria para assistir à largada de balões e ao fogo-de-artifício junto ao rio. Sem antes atestarmos bem de carburante, de Super Bock, subiamos alegremente para a Praça. No palco montado, o conjunto musical levava a populaça à loucura total, e nem esse bailarico todo deixava o pessoal com sinais de cansaço. A noite ainda era uma criança e muito havia a percorrer. “- Bora lá para o Palácio?”. “- Bora lá!” E a noite prosseguia nas voltas dos carrocéis, das cestas, à volta da mesa das barracas de farturas. Entretanto dava-se início ao mini campeonato sanjoanino de matraquilhos. Quem chegasse primeiro tinha o direito de escolher o parceiro, os restantes matrecos ficavam para a equipe adversária. A cada moeda de 5 paus o pessoal dava o seu melhor e o bota-fora era o esquema implantado, para que ninguém reclamasse do árbitro. Enquanto alguns jaziam deitados nos jardins do Palácio de Cristal, sucumbindo aos namoricos, os restantes agarravam no manjerico, e entre chuvadas de marteladas rumavam alegremente para a Rotunda da Boavista. Nova rodada de divertimentos e de louras fresquinhas. Às tantas, já a luminosidade e a orvalhada tradicional se faziam sentir, os bravos guerreiros erguiam-se da ressaca e davam início à última e longa caminhada, abraçados aos pares, Avenida da Boavista abaixo. No areal das praias, desde o Castelo do Queijo à Foz, jaziam os arrojados foliantes, sucumbidos ao cansaço e aos extremos báquicos, assim numa espécie de desfrute final da noitada festiva.

Diversos rituais vividos na noite de São João foram desaparecendo. Este nosso tradicional modo de percorrer metade da cidade, numa longa e bem regada noitada, deixei-a para outros mais jovens que herdaram a tradição e a farão perdurar às mudanças do tempo. Hoje em dia, envelhecido e mais tranquilo, percorro a cidade com outros olhos, recolho-me com o meu amor em casa de amigos, numa mais intima noitada de São João. Só mais uma coisa. Ontem à tardinha, enquanto esperava pelo semáforo verde numa das ruas do centro da cidade, não resisti ao sorriso meigo e à petição tímida de uma menina, com o tradicional: “- Ó senhor, dê uma moedinha ao São João!”.  Não vamos ver subir o balão 😦

 

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