ciclofilia [11] sobre duas rodas pelo sul do Tirol

Mit dem Fahrrad auf Entdeckungsfahrt durch Südtirol
Scoprire l’Alto Adige su due ruote
Explore South Tyrol by bicycle
music by Chris Costa

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ver para crer

Como sempre deveria estar, a Ribeira.

Agradável, acolhedora e livre de automóveis.

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passe a publicidade [5] Me Undies – Bike

I don’t know
I don’t care
I can see your underware

meundies.com

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uma infusão de boas maneiras ou um estalo nas fuças…

Casa de chá na Rua das Sobreiras

…é o que certos sujeitos com uma gritante falta de chá mereciam!

Deve ser burrice que lhes está arraigada ou é puro egoísmo. Por essas e por outras coisas não suporto ‘betinhos’. Aqueles tipos cheios de azeite, azeiteiros mesmo, que passam rasantes a abrir caminho e se borrifam literalmente para quem partilha o seu espaço, só porque acham que lá por terem um Bê Eme topo de gama da empresa ou do papá são mais que os outros.

Pedalava eu tranquilamente e de narinas bem abertas pela Rua do Passeio Alegre quando se liga o vermelho no semáforo. Travo a bicla, pouso o pé no chão e aguardo vez. Do meu lado esquerdo irrompe o capôt negro de um carro que com o impacto do descomunal retrovisor contra o meu cotovelo esquerdo me abala o sossego. Aturdido e com dor de cotovelo (no sentido doloroso do termo), baixo a cabeça e espreito pelo vidro fumado que entretanto desce e me revela a figurinha. Sem uma única palavra que tivesse saído da minha boca, já do olhar saiam-me faíscas, o bacano solta-se num palavreado reles e, a brandir o dedo indicador, manda-me para aquela parte e depois para a pseudociclovia que dizem haver no passeio da Cantareira!

Eu sou de origens simples e orgulho-me disso. Não fui, de todo, criado em berço de ouro, mas também nunca me faltou nada. Os meus pais sempre me souberam dar o suficiente para uma vida razoável. Nunca nos negaram a nada mas sempre nos ensinaram que as coisas não caem do céu e o valor do trabalho para as obter. Quero com isto dizer que lá em casa nunca se pouparam a nos dar a provar do tal chazinho. E é por isso que eu, por pobre que seja em comparação a fangios cobardolas, pedalo em qualquer lado com a cabeça levantada porque sei comportar-me na rua, mesmo que para isso tenha de dar à perna. Há pessoas que não são socialmente preparadas nem dignas. Há pessoas que nem ao estalo lá vão, o que é pena, porque eu não me importava de perder um tempinho a tentar explicar-lhe várias coisas à estalada. Mas adiante… Há coisas que não se compram, e educação é uma delas.

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a terceira via

Já que S. Pedro tem andado distraído, e antes que dê conta que estamos em pleno Outono, nada melhor que aproveitar estes finais de tarde apetecíveis e dar umas pedaladas mais prolongadas, mesmo que seja só para um “vou ali e já venho”, onde o “ali” é na Praia da Madalena e o “venho” seja acompanhado do pôr-do-sol e do sabor a maresia. Assim, terminado o expediente e após desempenhar a sua função, deixei a fiel utilitária descansar, troquei de fato-macaco e dei a vez à levezinha para que a cadência das pedaladas tivesse um ritmo diferente.

Ora bem, no regresso a casa optei por pedalar pela Avenida da Boavista e deu-me para testar a “requalificada” pista da Avenida. Então, aquilo que a CMP anunciava a 30 de Maio: “a primeira parte das obras de requalificação da Avenida da Boavista, entre o Castelo do Queijo e a Rua António Aroso, estão praticamente concluídas”, resume-se, neste momento, a um tapete avermelhado, enfaixado por floreiras e canteiros cheios de terra. E a “qualquer-coisa-via” segue segregada Avenida acima,  cortada entretanto pelo cruzamento com a Rua de Malaca.

Mais à frente, numa área reservada a futuras derrapagens de cavalos potência, a “qualquer-coisa-via” muda-se para o outro lado, seguindo o seu traçado a régua e esquadro. Às tantas lembrei-me: “E se entretanto alguém quiser sair daqui? Como fará?”.

Bom, a não ser que pedale até ao fim e depois volte para trás, pelo passeio, a única solução é galgar com a bicla às costas as caixas que supostamente irão conter flores e atravessar a auto-estrada, rezando para que os carros circulem, pelos menos, dentro do limite de velocidade. Mas não saí. A foto foi apenas para mostrar a pernoca e dali continuei a pedalar até aqui:

E o aqui ainda está um bocadinho, quer dizer, um bocadão, longe do acolá, ou seja da Rua António Aroso!

A ver então se Santa Engrácia não terá também patrocionado a CMP nesta obra!

Mapa do percurso

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ciclofilia [10] na Ucrania é assim

Sons e imagens que valem mais do que mil palavras… em cirílico:

Escolhe o teu ringtone para a cidade

Uma manhã perfeita em Lviv

velolviv.org

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a bicicleta no Parlamento

A deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda apresentou hoje em plenário da Assembleia da República um projecto de Lei para afirmar os direitos dos ciclistas e peões no Código da Estrada. A proposta visa contribuir para que a mobilidade suave seja uma realidade em Portugal e, por isso, o seu projecto de Lei propõe o reforço do conceito de segurança rodoviária e o incentivo destes meios de deslocação através de diversas medidas.

Via MUBI

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bicicleta com rodinhas

ontem, o meu sobrinho David a desembrulhar a sua primeira bicicleta

Não será difícil entender o fascínio que uma bicicleta pode exercer no imaginário de uma criança mas, talvez, esse fascínio já não seja exactamente o mesmo de outrora, quando o mundo era mais simples. Quando não oferecia tantos encantos ou tantas opções quanto o de hoje, a era da electrónica e da informática. O próprio brilho dos olhos das crianças talvez já não seja tão inocente, talvez já não tenha a mesma pureza, a mesma ingenuidade. Nada disto, no entanto, impede que uma pequena bicicleta continue a ser um dos presentes mais desejados pelas crianças. O que ficou, isso sim, cada dia mais sério foi pedalar em segurança. Para vermos crianças a pedalar sem receio, em perfeita liberdade, temos de ir aos parques, ciclovias ou mantê-los no pátio de casa, espaços que os automóveis não possam invadir. Em outras épocas, quando as cidades eram mais pequenas, mais livres, em que a vida se organizava na rua do bairro, em torno da vizinhança, a manhã seguinte ao aniversário, à noite de Natal, era o momento de glória exibir a bicicleta nova aos amiguinhos. Relembrar esses dias não é uma mera questão de memória. Essa recordação não deve permanecer na nostalgia mas, ao contrário, devemos fazer dela a motivação que desejamos para os nossos filhos e para as gerações vindouras. É importante apoiar acções que procurem trazer de volta às cidades o encanto de viver nelas como a forma de tornar o sonho de cada criança algo possível. Sonho, aliás, que nunca deixou de ser o nosso, do menino ou da menina que subsistem dentro de nós.

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nik ere bike, saber partilhar

BIZIMETA é um sistema de transporte interurbano, ecológico, pioneiro na Biscaia. Uma moderna frota de bicicletas eléctricas pensadas para favorecer um transporte prático, rápido e sustentável. Qualquer um poderá recolher a sua bicicleta, sair a pedalar comodamente, para qualquer lado, e depois devolvê-la mais tarde.

“Atrévete a cambiar tu coche por uno de los medios de transporte más universal y ecológico: La bicicleta.”

Independentemente do sistema, eléctrico ou convencional, pode ser que este seja apenas mais um exemplo, mas é um exemplo que funciona, ao contrário do folhetim alfacinha que se encontra empenado. E quanto a algum folhetim tripeiro… estamos conversados.

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no cais da Afurada

E o mestre a esfregar as mãos de contente, a verbalizar qualquer coisa do género:

– “Ora bamos lá bêre, a um aéreo por pessoa e outro por cada bicla, dois mais dois são quatro, bezes…  óh pá, anda cá tu fazer as contas!”.

Quantas mais houvesse, mais subiriam para o Flor do Gás. Assistir à cena desta manhã, fez-me recordar o nosso regresso da bicicletada a Santiago e como se conseguiu enfiar mais de 15 biclas no compartimento do comboio de Vigo para o Porto. E por falar nisso estou apto e impaciente para a próxima aventura a pedais.

é bem capaz de caber ali mais uma!

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