Já que S. Pedro tem andado distraído, e antes que dê conta que estamos em pleno Outono, nada melhor que aproveitar estes finais de tarde apetecíveis e dar umas pedaladas mais prolongadas, mesmo que seja só para um “vou ali e já venho”, onde o “ali” é na Praia da Madalena e o “venho” seja acompanhado do pôr-do-sol e do sabor a maresia. Assim, terminado o expediente e após desempenhar a sua função, deixei a fiel utilitária descansar, troquei de fato-macaco e dei a vez à levezinha para que a cadência das pedaladas tivesse um ritmo diferente.
Ora bem, no regresso a casa optei por pedalar pela Avenida da Boavista e deu-me para testar a “requalificada” pista da Avenida. Então, aquilo que a CMP anunciava a 30 de Maio: “a primeira parte das obras de requalificação da Avenida da Boavista, entre o Castelo do Queijo e a Rua António Aroso, estão praticamente concluídas”, resume-se, neste momento, a um tapete avermelhado, enfaixado por floreiras e canteiros cheios de terra. E a “qualquer-coisa-via” segue segregada Avenida acima, cortada entretanto pelo cruzamento com a Rua de Malaca.
Mais à frente, numa área reservada a futuras derrapagens de cavalos potência, a “qualquer-coisa-via” muda-se para o outro lado, seguindo o seu traçado a régua e esquadro. Às tantas lembrei-me: “E se entretanto alguém quiser sair daqui? Como fará?”.
Bom, a não ser que pedale até ao fim e depois volte para trás, pelo passeio, a única solução é galgar com a bicla às costas as caixas que supostamente irão conter flores e atravessar a auto-estrada, rezando para que os carros circulem, pelos menos, dentro do limite de velocidade. Mas não saí. A foto foi apenas para mostrar a pernoca e dali continuei a pedalar até aqui:
E o aqui ainda está um bocadinho, quer dizer, um bocadão, longe do acolá, ou seja da Rua António Aroso!
A ver então se Santa Engrácia não terá também patrocionado a CMP nesta obra!




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Agora já dá para ir sempre em frente “segregado” pelos canteiros até se chegar ao corredor de relva. Aí acaba a brincadeira.
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