can’t miss [199] jornaldoave.pt

Em Santo Tirso a escola ensina os alunos a andar de bicicleta

“Chama-se “Ciclismo vai à Escola” e é fácil perceber ao que vem. O projeto visa ensinar os alunos do Primeiro Ciclo de Santo Tirso a andar de bicicleta e os resultados já se fizeram sentir. O número de crianças na cidade que não conseguia aguentar-se em duas rodas passou de 43% para 14%, segundo revelação da câmara do distrito do Porto.

O “Ciclismo vai à Escola” arrancou no início do atual ano letivo, tendo percorrido, segundo a autarquia, 33 instituições do I Ciclo, chegando a cerca de 900 alunos. O relatório referente ao primeiro período indica que “cerca de metade dos 43% dos alunos” que no início do projeto não sabiam pedalar já aprendeu a fazê-lo. No total, 253 crianças aprenderam a andar de bicicleta com o a ajuda das ações do “Ciclismo vai à Escola”.

Salientando que o projeto “não se limita a ensinar a andar, mas também a conhecer as regras de segurança e de circulação pacífica na via pública”, o presidente da Câmara local, Joaquim Couto, citado pelo comunicado da autarquia, considerou os “números muito positivos”. “Antes do projeto, escolas como São Bento da Batalha, Quelha, Aldeia Nova e Cantim apresentavam os valores mais baixos no que diz respeito à percentagem de alunos que sabiam andar de bicicleta e, em todos os casos, ficavam aquém dos 40%”, acrescenta a nota de imprensa.

O projeto é fruto de uma parceria entre a câmara e a Federação Portuguesa de Ciclismo, e a autarquia do Porto considera-o “pioneiro a nível nacional”. Pretende, acrescenta, “ajudar a curar hábitos de circulação no espaço público e diminuir patologias como a obesidade infantil e o sedentarismo.”

As iniciativas vão continuar durante todo o ano letivo, sendo que esta medida está inserida no Plano Municipal de Mobilidade Sustentável.”

(fonte: www.jornaldoave.pt)

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fotocycle [241] brain washed

Se a levas para o trabalho durante a semana e a passear ao fim de semana é para que ela tenha contigo os mesmos cuidados. Um bom ciclista sabe que a melhor manutenção da sua bicicleta é dar-lhe uso. Se a pedalares regularmente, além de teres uma bicicleta suja, ela vai retribuir o brilho com os mesmos mimos, deixa a tua mente limpa e prolonga o teu bem-estar. Aproveita-a cada momento.

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o ciclismo e a arte urbana

Com traços característicos, grafittis e outras formas de arte, vários artistas retratam nas paredes a sua vivência na atmosfera urbana. Os seus trabalhos gráficos abordam as culturas da rua. Através da sua técnica, uns deixam a sua pegada característica, outros procuram uma mensagem aleatória através de uma visão própria e alternativa.

O ciclismo e a arte urbana? Acho que tem tudo a ver, porque são coisas da rua. Morar ou trabalhar numa cidade com muitos detalhes arquitectónicos, clássicos ou contemporâneos, o ciclista como que deambula pelos corredores de um museu. Experimenta uma enorme sensação de liberdade ao viajar de bicicleta, enquanto explora os centros históricos, bairros periféricos, lugares mais remotos onde, de um dia para o outro, uma parede deixa de ser uma tela em branco.

A liberdade das intervenções em espaços privados é um tema polémico e cada vez mais recorrente. Especialmente na nossa “pequena cidade”, que é afinal uma grande cidade – para mim o Porto é o grupo das nossas pequenas cidades, coladas umas às outras: Matosinhos, Maia, Gondomar, Gaia… por onde pedale a minha bicicleta, a cada curva, a cada esquina, posso sempre ser surpreendido por uma nova descoberta, por uma nova forma,  por uma obra de arte.

o sol, a praia, a anémona… achei que fazia falta uma bicicleta no calçadão de Matosinhos

 

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cicloturismo, o costume e a cultura de pedalar

Foi durante o meu passeio pedestre pelas amendoeiras floridas, e com o recurso ao zoom da objectiva, que fui surpreendido com a passagem de um par de excursionistas em bicicleta, daqueles que fazem do turismo de bicicleta o verdadeiro cicloturismo, da viagem a pedais um modo de vida. Ciclistas de longo curso, que pedalam para bué-bué longe, por estradas desertas e fascinantes com a casa às costas. No caso, estes amigos pedalavam pela bem bonita e empinada estrada que liga as povoações das Mós, Santo Amaro e Pocinho, no concelho de Vila Nova de Fozcôa.

Os cicloturistas tendem a procurar vias de tráfego reduzido, estradas rurais, ecopistas, ciclovias, estradões, cruzando pequenas cidades e aldeias remotas, onde costumam parar para se alimentar, descansar, pernoitar, podendo permanecer por uns dias o que tem algum impacto económico particularmente significativo nas pequenas comunidades e negócios locais. O seu modo de vida adapta-se facilmente à cultura das localidades por onde passa e visita. Palmo a palmo, pedalada a pedalada, com roteiros turísticos na mão ou modernas geringonças de orientação, não é de estranhar ver passar turistas, nacionais ou estrangeiros, livremente em bicicletas que mais parecem mulas de carga.

É a curiosidade que os motiva. É a cultura dos locais, é a beleza das paisagens, é a adrenalina e o desejo de uma vida tranquila em comunhão com a natureza. O entusiasmo de sentir o sol, a chuva e o vento na cara. Como é agradável não ter pressa e poder apreciar, com a ajuda da aventura e da vontade, o que os olhos e pernas alcançam. São momentos mágicos que não existem em nenhum pacote turístico.

Boa viagem meus amigos.

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à volta d’a Aldeia Velha

Mós é uma primitiva povoação rodeada de montes, virada a sul na vertente oposta ao preguiçoso e pachorrento Rio Douro. A aldeia dos meus avós, como lhe costumo chamar, é lugar de gente alegre e laboriosa que atenua a velhice vestindo de encanto a passagem do tempo. Terra quente, agreste mas produtiva, nas suas encostas e vales, entre camadas de xisto crescem hortas, pomares, olivais, vinhas e amendoais. Especialmente por esta altura do ano são as amendoeiras que dão o seu florido espectáculo, num deslumbrante colorido e candura ao vale duriense.

O Passeio Pedestre Amendoeiras em Flor, organizado pela Associação Cultural e de Recreio “As Mós”, tornou-se um importante evento para a aldeia, pois ao longo das suas anteriores dezassete edições tem atraído um número crescente de visitantes. Na edição deste ano a pequena aldeia recebeu mais de 400 pessoas vindas de vários pontos do país para animar o XVIII passeio sob o tema “à Volta d’Aldeia Velha”.

As expectativas elevadas, reflexo de experiências passadas, não foram defraudadas. O domingo fintou o inverno e amanheceu num belo dia de primavera. A ACR “As Mós” voltou a bem receber os seus convidados e após as boas-vindas deu-se início à caminhada. Um percurso bem exigente ao longo de 8kms por belos cenários com a flor da amendoeira no seu auge. O declive acentuado dos caminhos, pelos montes que ladeiam o casario e o rio, foi de progressão difícil mas saborosa com tão perfeita combinação de paisagens e cenários.

O sol, quase que estival, acalorou o ritmo das passadas e amplificou a banda sonora da passarada que já anuncia a primavera. As pernas cansadas dos caminhantes não distraíram os sentidos apurados da audição e da visão, o que permitiu a captação de inúmeras fotografias, partilhadas pouco depois nas redes sociais, exibidas perante amigos reais e virtuais que ainda não tiveram o privilégio de participar nesta experiência repetida todos os anos.

No fim do passeio, todos se juntaram à mesa, de estômagos a reclamar atenções mas com a sensação boa de uma manhã bem passada. Era difícil ignorar os aromas do almoço servido pelos infatigáveis voluntários que não tiveram mãos a medir para atender todos os pedidos. A sopinha de cebola, seguida de saborosas febras de porco no espeto a acompanhar o arroz e feijão preto, foram o estímulo perfeito para os paladares e o restabelecimento dos moídos caminhantes.

Mais uma vez um grande bem-haja às pessoas das Mós que tão bem sabem acolher os seus visitantes. De felicitar mais uma vez a ACR, que voltou a maravilhar os participantes com uma excelente organização do passeio. Um agradecimento também aos voluntários que tudo fizeram para que esta iniciativa satisfizesse todos aqueles que nela participaram. Até para o ano.

 

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do tipo, “percebes ou queres que faça uma foto?”

Diálogo numa destas manhãs no local de trabalho:

– Ó Paulo, o qu’é isso do comute?

– “Commute” quererás dizer!

– Hããã! Ou isso…  Essa coisa que tagas nas tuas fotos com a bicla!

– Ora bem, como te vou explicar… Sabes o que é uma ponte aérea?

 

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can’t miss [198] mubi.pt

Estratégia Nacional para a Mobilidade em Bicicleta, em 2019

“O Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, anunciou há dias que o Governo apresentará este ano a Estratégia Nacional para a Mobilidade em Bicicleta.

Depois de constar das Grandes Opções do Plano para 2018 e para 2019 e da nota explicativa do Ministério do Ambiente e Transição Energética sobre o Orçamento do Estado para 2019 (não especificamente para a bicicleta, mas para os modos activos), de ter sido no passado dia 1 de Fevereiro uma das medidas recomendadas ao Governo pela Assembleia da República e da MUBi por diversas vezes, junto do Governo e dos Grupos Parlamentares e através da comunicação social, ter vindo a alertar para a sua necessidade e a defender a sua implementação no breve prazo, tudo parece indicar que Portugal passará a contar brevemente, à semelhança do que existe na maioria dos restantes países europeus, com um plano estratégico nacional para a mobilidade em bicicleta.

A MUBi tem vindo a defender uma estratégia nacional abrangente, integrando o investimento em infraestruturas para circulação e de apoio à utilização da bicicleta com outras medidas complementares, como programas de incentivo à aquisição de bicicletas (convencionais e eléctricas), programas de incentivo às deslocações pendulares em bicicleta, programas nacionais de promoção da bicicleta, e abordando ainda questões como a redução da sinistralidade rodoviária, a qualidade do espaço urbano, a educação para a mobilidade sustentável, mudança de comportamentos, formação de técnicos, entre outras.”

[…]

(Lê o artigo completo em: https://mubi.pt/2019/02/13/estrategia-nacional-para-a-mobilidade-em-bicicleta-em-2019/)

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fotocycle [240] namoricos

olha-me esta… agora quer é namorar!

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isso ou uma pilha de nervos!

O passeio de bicicleta é um ritual importante para mim. Depois de alguns minutos de pedalada, as endorfinas entram em acção, começo a recarregar as baterias e a sentir a energia acumular. É especialmente nas primeiras horas da manhã que melhor me sabe o vento a cortar as orelhas. À medida que o horizonte brilha e se torna deslumbrante, nesses momentos é fácil esquecer a fadiga, o relógio e as responsabilidades. Estou no comando, só, no piloto automático, vendo e absorvendo a maravilhosa metamorfose da manhã e do mundo ao meu redor. Mas algo me desperta a atenção e não resisto parar. Aparentemente, quando se gosta de fotografar a sua bicicleta, o ciclista deve, pelo menos uma vez, usar uma pilha de troncos como pano de fundo para alinhar a sua menina e partilhar uma icónica foto com a comunidade.

Click

Mas atenção onde se pára a bicicleta para sacar a tão bela da fotografia! Não basta ter bom olho para o motivo fotográfico, tem se ter cautela com a fauna que vive nas redondezas. Não fosse o irritadiço pastor alemão ter uma resistente coleira à volta do pescoço presa por uma firme corrente, que o manteve fora do meu raio de alcance, o que eu arranjava era lenha para me queimar… como bem me lembrou o xôr que passeava de camelo 😀 !

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não, ainda não é a minha pré reforma!

Chegou a hora da minha pedalada pós-laboral. Encerrado o expediente, arrumo o kit do dia-a-dia na mala de selim, solto-a do aloquete, ligo o contador e entro em modo solitário. Só eu e a minha bicla. Mesmo debaixo de um temporal, me embrenhando no meio do trânsito, a perspectiva de um período de “tempo sozinho” agrada-me. Quando a chuva dá tréguas e a agenda me permite, o passeio de volta a casa torna-se mais alargado e demorado. O caminho a escolher será sempre por minha conta.

Pedalando pelas ruas da cidade, na mobilidade simplificada para resolver certos assuntos, encarando as subidas e aproveitando as descidas, sigo o rio enquanto vou pondo os pensamentos em ordem. Numa hora, ou mais, antes de rodar a fechadura para me resguardar, finjo estar a fazer uma grande viagem, pelas montanhas ou numa fuga solitária, e ser o primeiro a cortar a meta!

É importante distinguir aqui a palavra “solitário”. Em contraste com a pessoa sentada ao volante de um carro, engarrafado no pára-arranca urbano, a não ser que se pedale uma bicicleta tandem, a opção para mim é seguir na minha, por conta própria. Não se está num ambiente fechado, isolado, mas estou só, em modo solitário, a usufruir da liberdade que a bicicleta me confere.

A verdade é que eu gosto de pedalar em grupo ou mesmo seguir a par com um amigo de ocasião. Assim como acenar para outros colegas entusiastas do ciclismo com quem me vou cruzando. Esta é uma ideia que acho atraente no ciclismo, a camaradagem. Como é maravilhoso pedalar, não importa a desculpa: exercício, lazer, trabalho… o que for! O passeio é que conta.

A propósito, ontem a meio do commute voltei a encontrar o Jacinto, velho companheiro de longas pedaladas, e o simpático grupo de amigos no seu passatempo diário, para pedalar em conjunto o que restava da minha rota.

 

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