ciclofilia [27] Being a messenger


“I just love to ride”…
“my job is to deliver”…

“I live with my city and I am alive”…

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raios e coriscos

meu avô Zé Maria, eu , o Tó e o macho

Embora até dê pra encontrar algumas cenas em comum, à primeira vista as bicicletas e os cavalos nada terão de comparável. As biclas, por exemplo, não param para mordiscar aqui ali algumas ervas e raminhos suculentos, não enchem o bandulho de palha, não relincham e, não cagam o chão em qualquer lugar. Mas, como ultimamente a dona Etielbina me tem cobrado os seus prestimosos serviços com uma insólita birra, isso fez-me recordar com saudade o tempo em que eu e o meu irmão passávamos as férias na aldeia dos meus avós, em Mós do Douro, e íamos passear no lombo do macho. Sim, do macho!

Tal qual as mulas, o macho é da espécie muar, que resulta do cruzamento híbrido de outras duas espécies, no caso o de um asinino (o burro) com um equídeo (a égua), e do qual deriva o género masculino do bicho. Estes animais, perfeitamente adaptados a terrenos de topografia acidentada, e os burricos eram uma das principais fontes de riqueza das aldeias de toda a região transmontana. Com eles se lavravam as terras de xisto, transportavam-se pessoas, produtos agrícolas e água. Nesse tempo, havia pelo menos um desses animais em cada casa da aldeia. Bicicletas haviam muito poucas, e carros, para além do táxi do senhor Fernando e das furgonetas de venda de pão e peixe que chegavam a buzinar, só se viam no verão com o regresso dos filhos da terra para umas semanas de férias, pelo menos até às festas da freguesia em Setembro.

Pois então, nas bicicletas e nos quadrúpedes distingo pelo menos três coisas em comum: Transportam pessoas e carga, são teimosamente irrequietos e têm cornos! Sim, têm cornos. Acabei por chegar a essa surpreendente conclusão ao recordar um praguejar habitual que ouvia da boca do meu avô sempre que resmungava com o seu macho. Ou era quando o animal lhe desobedecia às ordens ou sempre que as ferraduras do bicho resvalassem nas pedras e tropeçava, o meu avô no alto da sua sabedoria refilava-lhe: Arre macho… raios te partiram os cornos! E agora deu-me para também para resmungar da mesma forma mas com a minha Etielbina. O diacho da bicla anda-me a empenar os nervos e a carteira. Em menos de um mês já vai no terceiro raio partido. Arre bina… raios te partiram os cornos!

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crises e oportunidades

Vivemos numa época em que o meio ambiente é continuamente destruído. Depressivos e mortiços, vamos sobrevivendo a esta crónica crise económica. Estamos a colher daquilo que fomos plantando. A revolução industrial permitiu o desenvolvimento das sociedades. Temos a tecnologia, inventamos o automóvel. A sociedade moderna trouxe diversos benefícios e comodidades ao Homem, maior esperança de vida, a facilidade de acesso à informação com o advento da Internet… O comportamento do ser humano é influenciado pelas facilidades oferecidas pelas tecnologias. É influenciado pelo tipo de oferta de transporte que lhe é disponibilizado e pela valorização ou desvalorização dos mesmos. A tecnologia favorece o sedentarismo. Uma avaliação crítica da sociedade contemporânea à muito que demonstra que passamos por um processo de insustentabilidade, não só ambiental, mas também de estilos de vida, individual e social. O perigo do esgotamento dos recursos naturais compromete não só a nossa qualidade de vida como coloca o planeta em risco. Em nome do progresso, o modo de produção baseado no consumo levou a que o Homem manipulasse e degradasse a Natureza. Para além de ser um grande foco poluidor, a pressão e o excesso de veículos motorizados causa prejuízos físicos e psicológicos.

O conceito da Mobilidade Urbana Sustentável surge na ordem do dia e a bicicleta é parte importante deste conceito e fundamental nas deslocações em meio urbano e suburbano. Há então a necessidade de se adoptar um conjunto de políticas de transporte e circulação que visem proporcionar um acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através de prioridade aos modos de transporte colectivo e não motorizados de maneira socialmente aceite e ecologicamente sustentável.  Nesta era de vacas mirradas que nos deparamos: a crise ambiental, a crise económica e a crise de mobilidade, entre todas elas há um agente comum: o automóvel. Consequência da má qualidade e a fraca oferta dos transportes públicos, o transporte individual e o aumento de veículos a circular comprometem a qualidade de vida das pessoas que se deslocam em meio urbano e suburbano.


A bicicleta é o veículo ideal para preencher a necessidade de mobilidade. Muito usada como meio de transporte em muitos locais espalhados pelo mundo, a económica bicicleta necessita de espaço reduzido para circular e a sua manutenção não requer gastos excessivos, o que a torna ainda mais atraente. Distinguida consoante o objectivo do utilizador, a bicicleta é essencialmente, um meio de transporte eficaz, como alternativa ao automóvel e ao transporte público em meio urbano e suburbano. É uma máquina que funciona em perfeita harmonia com a habilidade do Homem. É notório o crescimento do uso da bicicleta, tanto por jovens como por adultos, para irem trabalhar, estudar, como prática desportiva e de lazer. Nesse cenário a bicicleta emerge como alternativa para uma mobilidade urbana sustentável. Ao ter a bicicleta como um instrumento fundamental do seu quotidiano, além da opção de transporte urbano ecologicamente correcto, ao pedalar promove-se a diminuição do stress, melhora-se o estado físico, bem como os sistemas cardiovascular e respiratório.


Com este texto pretendo apenas chamar a atenção para a importância da bicicleta como elemento essencial à mobilidade urbana. Entre ruas e avenidas, carros e pessoas, é necessário contextualiza-la e dar-lhe o devido destaque. Defender o uso da bicicleta como alternativa às grandes dificuldades económicas que atravessamos, para o alívio nos congestionamentos do trânsito das grandes cidades, para a sensibilização dos governos e municípios à falta de políticas públicas em favor deste extraordinário meio de transporte. Para a necessidade de agregar o uso da bicicleta através de medidas eficazes e projectos implementados. Não tenho nenhuma formação nessas áreas, apenas sou mais um que impulsionado pela corrente colocou as rodas bem assentes na terra e com os pés nos pedais descobriu que a bicicleta assume diversas finalidades. Com ela a crise passa-me ao lado.

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passe a publicidade [15] música maestro

esta aqui já me deu uma boa ideia daquilo que pretendo fazer.

Se gostas de design e vestes o essencial, se desejas personalizar a bicla dos teus sonhos, na Cicli Maestro podes facilmente criar a tua bicicleta através de um elegante e intuitivo interface. Bicicletas italianas, únicas, feitas à mão e de alta qualidade. Podes escolher entre três tamanhos de quadro em 6 cores, 2 modelos de selins em 9 cores, 6 cores de jantes e pneus, 3 de correntes, 3 tipos diferentes de guiador, quase a metade de um milhão de combinações para um resultado verdadeiramente exclusivo.


Um bom exemplo do resultado de parcerias no mundo das biclas é a “The Traveler”, um equipamento fixo ou singlespeed, decorada com elegância e estilo. A Cicli Maestro e a Travelteq combinaram-se para criar cada peça desta bela bicla, com muito cuidado e carinho. Revestida em três camadas diferentes de uma linda cor marfim, com punhos ou fita de couro no guiador e selim castanho B17 da Brooks.

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quando falam em crise energética eu penso…

… só convém não esquecer de vez em quando olear a corrente!

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um par de conceitos

Já me fizeram parar e espreitar a montra da DouroBike. As bicicletas holandesas Vanmoof patenteiam um design distinto, invulgar e discutível, projectando-se como uma bicicleta urbana perfeita, minimalista, mantendo o conforto e enaltecendo o estilo. As Vanmoof são resistentes, adaptáveis e duráveis, com pouca manutenção, de design elegante e que tem a particularidade de esconder alguns componentes dentro dos tubos grandes em alumínio: luzes embutidas no quadro (à frente e atrás) que funcionam por via de leds que carrega com energia solar ou por cabo USB. O guiador, o selim e os pneus fat da Schwalbe permitem que qualquer percurso em pisos mais sinuosos se torne numa viagem confortável. Esta marca recém-chegada é representada pela Old Scooter, uma oficina de mecânica, manutenção, restauro e venda de velhas scooters, que procura dar resposta às opções pela mobilidade saudável e ecológica, integrando agora uma nova área de negócio: a venda de bicicletas para a cidade.

Outro conceito interessante é esta bicicleta dobrável criada por Philip Crewe. Ele já havia projectado a sua bicla dobrável há um tempo atrás, mas só recentemente construiu um protótipo para a demonstrar. O conceito é baseado num quadro de estrutura e estilo completo, tamanho S, rosca de desencaixe no downtube e duas juntas de articulação no tubo superior. Não tenho certeza se um conceito semelhante já favia sido tentado anteriormente, mas esta parece uma solução simples e que funciona muito bem para os puristas das 700c. Confere o vídeo.

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tamanho não é documento

ontem de manhã no "motorshow" do Forte de S. João em Vila do Conde

Lado a lado, a GOrka e a Intruder do xôr Nuno Cardoso.

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ciclofilia [26] What defines Dutch Cycling?

Cycling is similar all over the world… or is it? Even in utility cycling the Dutch have some cycling habits that are quite exceptional. What defines Dutch cycling? A lighthearted look at cycling in the Netherlands.
A society will only develop habits like these when people do not have to worry about safety. The cycling Dutch are safe because of the excellent cycling infrastructure the country has to offer

uit BicycleDutch

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para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar, parece que o mundo inteiro se uniu pr’a pedalar

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nós somos o trânsito

Bicicletada de Dezembro - foto de Sónia Arrepia

Com bicicletas, simples, esquisitas, coloridas, negras, enfeitadas, clássicas, outras, fixas, sorrisos, faixas, panfletos, campainhas, luzes e muito bom humor, o Porto e muitas outras cidades no mundo inteiro vão viver mais uma bicicletada. A Massa Crítica é uma coincidência organizada onde se reúnem ciclistas das mais diversas tribos sempre na última sexta-feira do mês para reivindicar espaço e respeito no trânsito. O principal objectivo é divulgar a bicicleta como meio de transporte, conviver pacificamente com os automobilistas e divulgar as vantagens da mobilidade suave e a importância de democratizar a utilização dos espaços urbanos.

As coisas mudaram, há agora muito mais ciclistas na rua, na estrada, e os números continuam a aumentar. As pessoas estão se consciencializando da presença dos ciclistas, que é uma coisa boa, mas muitas vezes estamos sendo notados pelas razões erradas. Nós não pretendemos atrapalhar o trânsito, nós somos o trânsito!

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