“às vezes uma etapa de montanha é com uma fantasia sexual, sonha-se sonha-se e não acontece nada” Olivier @ Eurosport

Ao longo dos tempos, desde a sua invenção que muitas e variadíssimas suposições foram sendo criadas sobre a bicicleta. No democrático uso da velocipedia, tanto no aproveitamento deste fantástico meio de locomoção como na prática de um desporto ao alcance de todos, o ciclismo é pródigo em gerar mitos sobre possíveis inconvenientes. As bicicletas multiplicam-se e com elas brotam os mitos relacionados com o ciclismo.

Um dos maiores mitos no ciclismo é sobre a relação de intimidade entre o selim e a virilidade dos ciclistas. Pedalar afecta ou não a vida sexual reprodutiva da raça velocipédica? Não faltam estudos/pesquisas/teorias por esse vasto universo enciclopédico, que relacionam as longas horas em cima de um selim com a possibilidade dos seus utilizadores poderem vir a ter problemas de saúde, como a disfunção eréctil, sexual e urinária.

Quer dizer, anda um gajo todo animado a incentivar a malta a pedalar na ciclovia ou no meio da turba automobilizada, e depois vêm estes intelectuais querer impingir ao pessoal que quanto mais andar de bicicleta maior é o risco de impotência ou perda de libido! Ora, têm falta de sensibilidade naquela zona onde o sol não chega ou têm de recorrer à pílula azul para dar conta do recado, poderão ser sintomas de outras maleitas? Eu cá tenho tudo a funcionar na perfeição, mas cada um sabe de si.

Agora, porém, uma nova investigação veio a terreno para defender a tese que não existe ligação entre andar de bicicleta e a degradação das funções urinárias e sexuais nos homens. O xotôr Benjamin Breyer, do departamento de urologia da Universidade da Califórnia, desenvolveu novo estudo sobre o tema, o qual trouxe nova esperança à linhagem velocipédica mundial. Conclusão do xotôr: “Andar de bicicleta é uma óptima actividade física e não causa disfunção eréctil nem problemas urinários”. Ufa…

Se estudos anteriores criaram mitos à actividade do pedal, de acordo com as recentes avaliações esses estudos não tinham levado em conta medidas validadas ou grupos de comparação e eram limitados por pequenos tamanhos de amostra. Segundo os novos estudiosos da matéria, esta é a maior observação comparativa até o momento, usando questionários validados, examinando os praticantes de ciclismo, utilizadores da bicicleta, características das estradas, etc. Além das comparações entre actividades atléticas similares, com e sem o cagueiro no selim, os pesquisadores examinaram como a intensidade do ciclismo, a configuração da bicicleta e até as condições das ruas e estradas podem afectar os homens de alguma forma.

Numa análise transversal, esta nova investigação contemplou três grupos atléticos: 2.774 ciclistas, 539 nadadores e 789 corredores. Os participantes responderam a questionários sobre vários aspectos da sua saúde sexual e genital. Os ciclistas foram divididos em grupos de intensidade: os que pedalam mais de três vezes por semana por dois anos e que percorrem em média 40 km por dia, os que pedalam menos regularmente e os não-ciclistas (nadadores e corredores). Curiosamente, os ciclistas de alta intensidade apresentaram os melhores resultados da função eréctil do que os que não pedalam com intensidade. Nem a bicicleta nem as características da estrada pareciam ter um impacto negativo entre os dois grupos.

Os ciclistas não estão pior do que os praticantes de natação e de corrida, nas áreas estudadas. Benjamin Breyer assegura no seguimento do estudo que quanto maior a intensidade na prática do ciclismo, menos são os caos de disfunção eréctil. “A minha sensação é que, para muitos, os benefícios cardiovasculares do exercício vão apoiar e potencialmente melhorar a performance sexual, não afectá-la”. Alerta, no entanto, que devem ser evitados os comportamentos na bicicleta que levem ao adormecimento da zona do períneo. “O assunto tem mais nuances do que simplesmente saber se o ciclismo causa ou não disfunção eréctil. Certamente que sentar-se no sofá ou à frente do computador oito horas por dia é a pior coisa para a saúde sexual”.

Malta, desde que não andem sem selim não creio que venham a ter algum tipo de problemas com a vossa virilidade. Bora lá pedalar.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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3 respostas a “às vezes uma etapa de montanha é com uma fantasia sexual, sonha-se sonha-se e não acontece nada” Olivier @ Eurosport

  1. Nelson Branco diz:

    Já estou mais descansado… agora é bom que esclareçam o pastor se a coisa é mesmo assim como ele diz… ehehehehe
    https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-alega-bicicleta-rouba-virgindade-mulheres-88184.html

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  2. paulofski diz:

    Ahhh… esse! Deve ter experimentado pedalar sem selim e gostou! :O

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  3. Nelson Branco diz:

    😀

    Gostar

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