insólito, no mínimo, e para não dizer “joder”

Espanha: detido e acusado de ser mau pai por levar as filhas à escola de bicicleta

Publicado em greensavers.pt

Apesar dos esforços de alguma sociedade civil em trabalhar pela mudança de mentalidades, há comportamentos que nunca mudam. Que o diga o inglês Olivier Green, detido na semana passada pela polícia de Pozuelo de Alarcón, subúrbios de Madrid, por levar as suas filhas à escola nesta bicicleta (ver foto).

Segundo conta o britânico no seu blog, os agentes da autoridade abordaram-no de forma agressiva, disseram que a bicicleta não estava homologada para levar crianças e chegaram a pedir uma ficha técnica do veículo, algo que não existe.

“A bicicleta é uma Kemper Pack Max Duo, com uma cadeira Bobike Junior e uma Bobike Maxi, ambas homologadas segundo as normas europeias. As minhas filhas têm cinco e dois anos”, explicou Green no seu blog, criado após este episódio.

Como conta o cidadão inglês, os polícias implicaram depois pelo facto de ele pedalar 200 metros pelo passeio – para evitar uma parte mais perigosa da Av. Juan XXIII – quando, há dias, a própria polícia lhe tinha dito para ir por aquele local, por ser mais seguro para as crianças.

“Acabaram por ficar com os meus dados e vão redigir um carta para a Câmara e outra para os serviços sociais, por ser um pai irresponsável. Um disparate e um absoluto abuso de poder. Há anos que utilizo a bicicleta como meio de transporte diário e levo as minhas filhas ao colégio todos os dias, desde que se começaram a sentar”, explicou Green.

“Estou indignado. Indignado por aguentar estas tontarias quando há carros a fazer infracções de todo o tipo, incluindo a falta de respeito pelos ciclistas, pela falta de infra-estruturas adequadas, pelo mau gasto dos dinheiros públicos e dos recursos policiais”, desabafou Green.

Entretanto, a história chegou ao mediático Copenhagenize, que está apelar aos seus leitores que passem pelo site do Ayuntamiento de Pozuelo de Alarcón, nem que seja para os responsáveis da cidade terem um outro ponto de vista sobre o incidente.

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , | Deixe um comentário

fiftyfive fights for the future

A video by LAURA BIANCO and DOROTEA PACE
based on the artwork by NIVI JASA, ROCCO NATALE and MICHELE NICOLETTI
Music by APGAR TEN

FIFTYFIVE FIGHTS 4 THE FUTURE is a project by 55DSL in collaboration with NABA
facebook.com/FiftyFiveDslItaly?sk=app_316563725024490

B*C* is an idea by NIVI JASA, ROCCO NATALE and MICHELE NICOLETTI

For more go to
vecchiamoleskine.wordpress.com/2012/03/22/fiftyfive-fights-for-the-future-bc-il-teaser/

Publicado em filme | Etiquetas , , | 2 comentários

espalhando os bons exemplos [1] Aluno repensa mobilidade urbana com projeto de ciclovia

por  

Murillo Piazzi, estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, pedala diariamente 14 km para ir e voltar de sua casa até a Cidade Universitária. Motivado pelas dificuldades que enfrenta no trajeto, Murillo resolveu ampliar seu conhecimento sobre mobilidade urbana e hoje desenvolve um projeto de ciclovia para a cidade de São Paulo. A pesquisa, que ainda é particular e está na fase “projetual”, baseia-se tanto em dados técnicos quanto no contexto histórico do desenvolvimento da cidade.

Suas propostas vão além da simples produção de infraestrutura para o transporte cicloviário. “A construção de ciclovias não é suficiente para resolver integralmente o problema desse meio de transporte, da mesma maneira que a ampliação das vias utilizadas por automóveis não resolve o trânsito de São Paulo. Sendo assim, eu foco mais em um estudo social da mobilidade urbana”, argumenta o estudante.

Murillo identifica a disputa por espaço nas vias urbanas como a principal barreira para o desenvolvimento do transporte cicloviário. “Não há respeito entre as diferentes modalidades de transporte. Vemos todos os dias ciclistas se expremendo nas sarjetas, passando por situações de muito risco”, declara Murillo. Por isso, a produção de infraestrutura, isolada de outras medidas de incentivo, não estimularia o uso da bicicleta.

Interligação

A interligação da bicicleta com outros meios de transporte público pode ajudar a diminuir os conflitos no trânsito caótico da cidade. É o que sustenta Barbara Bezerra, coordenadora do Núcleo de Estudos de Segurança no Trânsito (NEST) da USP. Para ela, a bicicleta tem ser pensada como uma alternativa para se chegar a corredores de ônibus e ao metrô, que devem possuir bicicletários. “Não adianta construir quilômetros de ciclovia e abandonar o ciclista à própria sorte na competição por espaço com os carros, ônibus e caminhões”, declara.

Murillo também acredita que essa integração entre bicicleta e outro meio de transporte é importante, visto que aumenta a eficiência de ambos. Desta forma, o uso das ciclovias também seria incentivado, tornando-as mais “eficazes” – hoje, algumas delas são subutilizadas. Como exemplo, ele cita a ciclovia que integra o Metrô Butantã à Cidade Universitária. “Ela é um caso típico no qual isso acontece. Há a infraestrutura mas não há quem a use”, conta.

Questão cultural

Em São Paulo, a bicicleta ainda é vista como um objeto de lazer, e não como meio de transporte. Esse é justamente o principal entrave para a evolução do transporte cicloviário apontado por Laura Lucia Ceneviva. Ex-coordenadora do Pró-Ciclista, programa da prefeitura criado para viabilizar políticas públicas de fomento ao transporte cicloviário, Laura afirma que “é preciso mexer na cabeça das pessoas, fazê-las perceber as diferenças entre os veículos, além de instrui-las para se posicionarem nas ruas”.

Murillo Piazzi concorda com Laura e aponta as ciclofaixas de lazer como uma iniciativa que facilita a aproximação do ciclista com seu equipamento. “A estratégia é simples: dá-se a oportunidade de os cidadãos utilizarem a bicicleta como lazer e aos poucos as pessoas vão percebendo que as distâncias e as dificuldades de se trafegar de bicicleta por São Paulo são superestimadas”.

Conheça a diferença entre ciclorrota, ciclovia e ciclofaixa (arte: Paula Zogbi Possari)

(arte: Paula Zogbi Possari)

Fonte: mobilize.org.br

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

fotocycle [12] vontade de praia

let's GO...rka!

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , | 2 comentários

questão de censo e bom senso

Andar de bicicleta no Porto tem-se tornado cada vez mais agradável. Particularmente neste último ano de pedaladas pela cidade que tenho notado isso. A diminuição considerável no número de carros que circulam pelas ruas, não apenas em virtude da crise económica mas também de uma maior contenção na utilização do transporte automóvel individual nos últimos meses, faz com que se verifique um crescente aumento de utilizadores da bicicleta a circular no meio de automobilistas nem sempre pacientes.

Além disso, as pessoas procuram usufruir de melhor qualidade de vida e, de alguma forma, acabam por trocar a sua dependência pelo carro e adoptar a bicicleta como a solução mais viável para as suas deslocações diárias. Importa dar o primeiro passo, neste caso primeira pedalada, para a verdadeira mudança de hábitos e rotinas.

Segundo dados preliminares dos Censos 2011, na cidade do Porto habitam cerca de 237 mil pessoas. No conjunto da área metropolitana, concelhos de Matosinhos, Maia, Valongo Gondomar e Gaia, tem cerca de 1 milhão e cem mil habitantes e uma grande parte dessas pessoas entra e sai diariamente no Porto, utilizando transportes públicos e privados. Estou em pulgas para saber os resultados, quantos são afinal os que utilizam a bicicleta para chegar ao trabalho ou à escola. Quantos têm na bicicleta o seu primordial meio de transporte.

Quem gere as cidades precisa de estar atento a estas mudanças. Oferecer vias específicas e exclusivas para as bicicletas ligando vários pontos da cidade pode ser uma delas. A ciclovia é uma via específica para a bicicleta, no entanto é delimitada ou mesmo segregada, separando as bicicletas dos carros, mantendo a possibilidade de invasão por gente a passear animais, por exemplo. A ciclofaixa é uma simples pintura na via, encostada a uma das bermas, mas é uma via exemplar, que deveria ser usada somente por ciclistas, onde o ciclista seguisse mais protegido do fluxo do trânsito.

Publicado em mobilidade | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário

ciclofilia [34] La Ciudad en Bici – Buenos Aires

“¿Señora esa bicicleta es suya?”, así parte todo, con una simple pregunta en una calle de Palermo, la pregunta se transforma en una entretenida conversación, y la conversación termina con una poesía en el living del departamento de Beatriz Mora.

Video realizado por el colectivo audiovisual La Ciudad en Bici. Ningún vehículo motorizado ha sido utilizado para grabar este video.

La música pertenece a Portugal, Los Tres y Bombai Bicycle Club.

Buenos Aires – Argentina, 2012

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário

rotina

Quando a bicicleta faz mais que parte da rotina!…

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário

sistema de partilha de bicicletas em Santarém

A Câmara de Santarém comprou 40 bicicletas que vão integrar a rede de bicicletas de uso partilhado. Quem quiser usufruir do serviço terá apenas que aderir ao “Projeto Biks – Liberdade em Movimento” para receber o respectivo cartão de utilizador.

Trata-se de um sistema de partilha de bicicletas, inserido no programa nacional Bikesharing, que permite durante três anos a utilização destas bicicletas de forma gratuita.

O acesso ao serviço está condicionado à utilização do cartão municipal – Liberdade em Movimento, que poderá ser solicitado no posto de turismo de Santarém, de forma gratuita, para todos os utentes maiores de 14 anos. Os residentes podem pedir um cartão válido por um ano, já os visitantes e turistas apenas podem usufruir de um cartão válido por uma semana que poderá ser renovado.

O uso das bicicletas está limitado, por um prazo de quatro horas, aos espaços determinados pelo município e que podem ser consultados nos quiosques no acto do levantamento da bicicleta.

O sistema vai integrar, no total, quatro pontos de estacionamento de bicicletas na cidade. Por enquanto apenas estão disponíveis dois pontos de levantamento de bicicletas – no Jardim da Liberdade e junto aos Correios – cada um com 10 veículos. Em breve será disponibilizado novo ponto junto ao Instituto Politécnico e, mais tarde, um último ponto, junto à Escola Secundária Sá da Bandeira.

A rede foi inaugurada na semana passada. No lançamento do novo serviço, João Leite sublinhou que o objectivo é promover “a utilização dos jardins e das ciclovias, promovendo também a mobilidade da  população e a prática de desporto, através das bicicletas” que são um “equipamento amigo do ambiente”.

O vereador salientou ainda que outra das valências destas bicicletas é o facto de terem um cesto que permite aos utilizadores, para além do passeio, a “possibilidade de fazerem as suas compras no comércio tradicional”, diz o comunicado da autarquia.

Clique AQUI para consultar o regulamento do “Projeto Biks – Liberdade em Movimento”.

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , | 1 Comentário

frase ouvida do dia [1] e com direito a palmada no ombro… “A bicicleta só te faz bem, pá!”

* ouvida hoje e em muitas outras ocasiões… 🙂

Publicado em bicicultura | Etiquetas , , , | 2 comentários

a uma velocidade

“Sou só eu ou mais alguém sente cada vez menos necessidade de utilizar as mudanças? Antes tinha uma bicicleta com 21 mudanças (!!!), agora com 3…. acho que invariavelmente vou migrar para as fixas / single speed.”, postou o Marcos Paulo Schlickmann no  grupo Ciclismo Urbano em Portugal.

A génese da bicicleta é a Single-Speed. Depois, com a natural evolução deste fantástico meio de transporte, foram desenvolvidos vários sistemas de mudanças, de troca de velocidades para facilitar a vida ao ciclista e tornar a bicicleta ainda mais eclética e radical.

Não há grande centro urbano no mundo sem ciclistas e sem engarrafamentos. Se a ideia é vadiar pelas ruas e avenidas das cidades com estilo e desenvoltura, rápido o suficiente para não ficar preso no trânsito, pedalar uma bicicleta com apenas uma velocidade, roda livre ou roda fixa, é não só uma tendência mas um tremendo gozo, estilo em crescente que muitos ciclistas urbanos vêm adoptando.

Muito para além de ser um mero meio de transporte ou prática desportiva, a bicicleta resolve dois preocupantes problemas: a emissão de carbono e a questão da mobilidade. Estas duas preocupações passaram a fazer parte do quotidiano do ciclista urbano, que se reflecte na economia, mas é também um estilo de vida para aqueles que pensam na bicicleta como uma extensão de sua maneira de ser e do seu gosto pessoal.

Desde a nossa histórica pasteleira, às beach-cruisers, de pista ou às BMX, a tendência actual é simplificar o conceito da bicicleta e dotá-la de um carácter simbólico, funcional, minimalista e eco-consciente. Com certeza que já se cruzaram com algumas pois não são difíceis de reconhecer. O que as difere das demais bicicletas são as infindáveis opções de personalização. Como próprio nome indica, todas elas contam apenas com uma única velocidade (roda cremalheira) de forma a simplificar tanto a pedalada quanto a manutenção.

As razões pelas quais se opta por esta modalidade são as mais variadas. Desde a simples vontade de experimentar, à boa condição física, ao desejar aproveitar algum material ou à simples paixão, leva a que muita malta relegue para segundo plano bicicletas com equipamentos e pesos fantásticos em detrimento destas, integralmente rígidas e por vezes muito mais pesadas. Com o aproveitamento de velhas bicicletas que temos lá por casa, antigos quadros de aço, retirando-lhes o supérfluo e misturando peças velhas com outras novas, com poucos euros se monta uma bicla que é a nossa cara.

Atendendo às dificuldades, que temos de escalar e bolinar, com que nos deparamos pelo caminho, os músculos das pernas vão ganhando massa. Ao pedalar diariamente cada vez sentimos menos a necessidade de recorrer aos desviadores da bicla e procurar os shifters para engatar velocidades levezinhas. Escolhendo escalonamentos à medida das nossas capacidades individuais, tudo o resto é puro relax, e um desafio natural que nos impele, que nos apaixona quanto mais pedalamos nela, e que nos devolve com prazer aquilo que fazemos.

Foi nesta bicicleta (quadro Reynolds 653 com cerca de 6,8 kg – peso mínimo segundo as regras da UCI) que Graeme Obree “The Flying Scotsmen”, o escocês voador, construiu artesanalmente na tentativa vã de bater o recorde da hora. A característica mais marcante desta máquina era a sua relação: 67×13. Hajam pernas! Mas não houveram!!!

Publicado em uma boa ideia | Etiquetas , , , , | 2 comentários