questão de censo e bom senso

Andar de bicicleta no Porto tem-se tornado cada vez mais agradável. Particularmente neste último ano de pedaladas pela cidade que tenho notado isso. A diminuição considerável no número de carros que circulam pelas ruas, não apenas em virtude da crise económica mas também de uma maior contenção na utilização do transporte automóvel individual nos últimos meses, faz com que se verifique um crescente aumento de utilizadores da bicicleta a circular no meio de automobilistas nem sempre pacientes.

Além disso, as pessoas procuram usufruir de melhor qualidade de vida e, de alguma forma, acabam por trocar a sua dependência pelo carro e adoptar a bicicleta como a solução mais viável para as suas deslocações diárias. Importa dar o primeiro passo, neste caso primeira pedalada, para a verdadeira mudança de hábitos e rotinas.

Segundo dados preliminares dos Censos 2011, na cidade do Porto habitam cerca de 237 mil pessoas. No conjunto da área metropolitana, concelhos de Matosinhos, Maia, Valongo Gondomar e Gaia, tem cerca de 1 milhão e cem mil habitantes e uma grande parte dessas pessoas entra e sai diariamente no Porto, utilizando transportes públicos e privados. Estou em pulgas para saber os resultados, quantos são afinal os que utilizam a bicicleta para chegar ao trabalho ou à escola. Quantos têm na bicicleta o seu primordial meio de transporte.

Quem gere as cidades precisa de estar atento a estas mudanças. Oferecer vias específicas e exclusivas para as bicicletas ligando vários pontos da cidade pode ser uma delas. A ciclovia é uma via específica para a bicicleta, no entanto é delimitada ou mesmo segregada, separando as bicicletas dos carros, mantendo a possibilidade de invasão por gente a passear animais, por exemplo. A ciclofaixa é uma simples pintura na via, encostada a uma das bermas, mas é uma via exemplar, que deveria ser usada somente por ciclistas, onde o ciclista seguisse mais protegido do fluxo do trânsito.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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