caso pra dizer, da habilidade saiu chamusca… ou não!

Já dizia o senhor Bell, o da companhia dos telefones, que “um inventor é um homem que olha para o mundo em torno de si e não fica satisfeito com as coisas como elas são. Ele quer melhorar tudo o que vê e aperfeiçoar o mundo. É perseguido por uma ideia, possuído pelo espírito da invenção e não descansa enquanto não materializa seus projectos.” Pois bem, não há nada pior que um gajo querer dormir o sono dos justos e no breu do quarto ter de manter o olho aberto com o zunzum de um mosquito.

O insecticida já era! A engenhoca da foto foi gizada na brilhante carola de um inventor ensonado, de seu nome Johannes Vogl, que aguçou o engenho e iluminou esta ideia. Juntando alguns acessórios de bicicleta, da metamorfose entre um guiador, cabos, travões, laca e outras cenas, resultou um genial exterminador de insectos. O Mosquito Flamethrower, é basicamente um doméstico lança-chamas portátil que, deixado ali mesmo à mão de semear na mesinha de cabeceira, está sempre pronto a esturricar o primeiro inoportuno sugador de sangue  que ouse zumbir uma rasante ao ouvido. Algo que, embora com menos utensílios mas imbuído do mesmo espírito intuitivo, um fulano sem três letras no nome já não tenha tentado! O único problema, caso resolva mesmo atear a geringonça, é causar um belo incêndio e uma bestial noite de insónia!

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exposed bike segment

Up on your bike. Come on…

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coisas de bípedes

 

cão na bicicleta

porco no reboque

e… e isto!

A picture depicting German Olympic bikers comparing their enormous thigh muscles has gone viral. The photo features Andre Greipel and Robert Forstemann stood in the middle of the German camp in their underwear, displaying their bulging legs for the camera.

The impromptu photo op and quad competition was set up by Kiwi cyclist Greg Henderson. Henderson later tweeted the photo with the message: “You thought Greipel has a big set of legs. There was a quad off in the German camp today. Greipel lost.”

Greipel, a road-race sprinter, competed against Mark Cavendish and Bradley Wiggins in the Olympic road race on Saturday, while Forstemann is a sprinting track cyclist, due to take part in the men’s mountain bike race on August 12.

in London 2012 Olympics

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o banco

Sempre presente num qualquer passeio que envolva um enquadramento cénico e beleza natural. Básico objecto de madeira astutamente colocado em locais de lazer para o simples propósito da comodidade e utilidade pública. Um assento tranquilo na riba da mansidão urbana. Aprecio o facto de sentirmos a sua importância, a de proporcionar a descontracção num espaço público, para o residente ou visitante se sentar calmamente e contemplar as vizinhanças, ou simplesmente viajar nas páginas de um livro. E para os ciclistas, por exemplo eu, quando o imprevisto fez de outro banco uma estação de serviço de circunstância pela necessidade mecânica e um click indiscreto.

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urban cycling…

…in New York.

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sol na cabeça

Para lá da cidade há uma longa e sinuosa estrada à nossa espera. Pedalar num lugar isolado traz uma sensação de paz que raramente se sente em outro lugar. Sem carros à vista, a bicicleta rola preguiçosa, num caminho tortuoso a um ritmo relaxante. O poder da corrente combinada com a energia dos músculos cria um corpo em movimento composto por um mortal e uma máquina. É um momento em que o ciclista e a bicicleta se fundem num só. É a Natureza que liberta, são sentidos que despertam, pensamentos e memórias de lugares distantes, de tempos passados que passam fugazmente como cenas de um filme intemporal. Flutuando através de um microcosmos para lá do tempo e do espaço, girando numa órbita através da eternidade, cortando o ar e deslizando por um espaço sideral. Não é apenas o ar audível acima da cabeça, do vento zumbindo através das aberturas do capacete. É o som do coração que bate, do ar exalado pelo fôlego, do canto metálico do pinhão que espera girar. É o movimento ao longo de uma linha invisível criada pelo equilíbrio perfeito.

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can’t miss [10] portosaddleguide.wordpress.com

Porto Sunday Sessions

Late in the afternoon, on Sundays, there’s a fantastic atmosphere on Porto’s gardens. In July, the meetings are at Jardim do Passeio Alegre, where a DJ performs their best to entertain whomever decides to spend the afternoon nearby. Music is on from 5 pm onwards.

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ciclofilia [51] sykkel misjonærene – missionários de bicicleta

One man with a handful of used bikes and a strange little idea and how this would change the lives of a few lucky ones. Episode 4/4.

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let the games begin

Nunca pus os pés em Londres. Eu sei, parece incrível, assim se leres aqui alguma bacorada, so sorry…! Do pouco que conheço da capital britânica provém de leituras, notícias, coisas televisivas e visitas cibernáuticas à City. Mais importante do que a política central é a administração do município e Londres é um exemplo de boa política municipal. O município desempenha um papel fundamental na transformação da sociedade urbana porque são as políticas e decisões de sua responsabilidade que de facto moldam o comportamento, hábitos e perspectivas dos munícipes. Hoje, 95% dos londrinos vai para o trabalhar usando o transporte colectivo, de bicicleta ou a pé. Incrivelmente, há menos carros a circular pelas ruas de Londres hoje do que há 10 anos. E isso não é assim por acaso.

Ao longo dos anos o município procedeu a transformações, não apenas estruturais, mas naquelas que mais custam mudar, as mentalidades. Há cerca de 40 anos, foi proibida a construção de estacionamentos em edifícios comerciais. O metro de Londres, o mais antigo e extenso do mundo, cobre toda a metrópole e funciona bem. A rede de autocarros, uma boa parte da frota é ecológica, transporta mais passageiros do que o metro. Existe uma vasta oferta de táxis, do bem conhecido Cab de Londres, um dos símbolos da cidade. Entrar de carro na área central exige o pagamento de portagens, e bem carotas por sinal. Muito importante, o cidadão londrino respeita o ciclista.

Londres está longe de ser uma cidade plenamente amigável para ciclistas, como Amesterdão ou Copenhaga, mas o uso de bicicletas por lá é bastante difundido. A cidade é plana e a maior parte dos automobilistas trata os ciclistas de forma respeitosa. Existem muitas vias cicláveis e as ruas estão sinalizadas para o uso de bicicletas. As bicicletas de aluguer estão espalhadas por toda a área central. Londres conta com um eficiente serviço, o Barclays Cycle Hire, inaugurado há dois anos. Com 8000 bicicletas espalhadas pela cidade, o sistema rapidamente caiu no goto de londrinos e turistas, principalmente pela facilidade em utilizá-lo. Não há necessidade de registo prévio, e basta um cartão de crédito para efectuar o pagamento, que não passa de 1 libra por uma hora. Pode-se devolver a bicicleta em qualquer uma das 570 estações espalhadas por toda a cidade. Prevê-se que mais de quatro mil pessoas optem pela bicicleta para circular na capital olímpica.

Soube entretanto que as bicicletas públicas de Londres não chegarão ao Parque Olímpico! Todo o vento a favor encontrou resistência num estúpido entrave comercial: um dos patrocinadores oficiais dos Jogos de 2012 é o banco Lloyds TSB, que seguramente não ficaria satisfeito em ver bicicletas com a marca do concorrente Barclays a circular pelo local! Big shit… o poder económico once again!

A cidade será por uns dias a capital olímpica. Lá nada é barato, mas muito mais caro é pagar para ter carro, já que ele não é prioridade dentro da cidade. Estacionar é quase impossível, o trânsito é vagaroso, ir de um lado a outro demora mais de carro do que de bicicleta. Ainda assim, mesmo o carro não tendo prioridade e em determinados locais da cidade e horários, o trânsito consegue ser caótico. Incentivar o uso da bicicleta é uma opção de modelo de cidade e que funciona até na chuvosa capital britânica. Optar pela cidade é optar pela qualidade de vida e reflecte uma cidade mais saudável e uma sociedade mais feliz.

“O verdadeiro espírito olímpico não é ganhar uma medalha de ouro, mas superar os seus próprios limites.”

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bicicletada

foto: hugojcardoso

Praça dos Leões, 18:3oh. Junta-te à massa 😉

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