a gosto

Cumprimento o sol, ainda meio tosco.  Carros, nem vê-los! Vou menos exposto. Os que por mim passam conto-os pelos dedos. Humidade no rosto. Chegarei mais rápido? Seria suposto. À deriva, roda livre, pressiono o botão.  Click.  O tempo está bem disposto. O mesmo rumo, a mesma demora. Pedalo a gosto, não porque seja Agosto!

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o que é nacional é bom

“O Mercado 560 é uma loja online que promove um estilo de vida urbano e alternativo, que divulga a criação nacional e que, para além de apresentar e apoiar novas marcas e editoras, pretende aproximar outras já estabelecidas no mercado ao seu público alvo.

560 é o início do código de barras atribuído aos produtos fabricados em Portugal!

No Mercado 560 acreditamos que se existir cooperação e união entre todos estes potenciais valores nacionais, seremos mais, seremos melhores e chegaremos mais longe.”

Mercado 560, cultura urbana com identidade nacional

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saltos altos e rodas finas

Diz-se que o uso da bicicleta é predominantemente uma actividade masculina. Ora, na minha contabilidade, feita a olho nú e com lápis pendurado na orelha, a realidade não me surpreende. Ao pedalar pela Imbicta e à volta do burgo observo que, senão um terço, pelo menos uma fatia bem jeitosa de utilizadores de bicicleta são mulheres. Embora suspeite que a balança tende a ficar cada vez mais equilibrada, não existem estatísticas fidedignas sobre quais as características dos ciclistas ditos urbanos: quantas mulheres e quantos mulheres usam a bicicleta diariamente, se para lazer, desporto ou para transporte.

Algumas questões vêm à mente ao pensar porque estão as mulheres menos propensas a comutar na bicicleta do que os homens. Preocupações de vária ordem, como a dificuldade de pedalar no trânsito pesado entre motoristas apressados, o receio de andar sozinha em locais pouco seguros, a escassez de ciclovias, às vezes a necessidade de viajar longas distâncias, todas estas razões podem ser um desincentivo ou um problema. Além dessas ainda ouço que algumas roupas que as mulheres usam são menos adequados para andar de bicicleta, são as arrelias do mau tempo, é a falta de condições logísticas no local de trabalho e o sentimento de exposição geral, que ainda vêm mais a mulher na bicicleta como um factor de vulnerabilidade do que de liberdade.

Mas há de facto muito mais mulheres envolvidas no ciclismo, não apenas para passeatas ou actividade desportiva, mas essencialmente como meio válido de transporte, de viajar para o trabalho, transportar compras, levar os filhos à escola. Na nossa cultura há uma ênfase desusada de como as mulheres olham para a prática do ciclismo. Que lhes desencoraja ter de fazer esforços físicos, que a mulher não pode ir bem vestida, e um dos seus problemas pendulares, o cabelo e o capacete. Ok, é o suor, o penteado, a maquilhagem, a saia apertada, mas depois do trabalho muitas preferem ir de carro para o ginásio suar numa bicicleta estacionária!

Em abordagens interessantes com amigas minhas, que não pedalam com regularidade mas que até gostariam de o fazer, fiquei a saber que as suas preocupações são variadas e vão desde a velocidade dos carros, à falta de ciclovias com rotas directas, e ao escasso ou nenhum conhecimento sobre a reparação de bicicletas. Com excepção de problemas pessoais, de segurança e outro género, muitas dessas preocupações que impedem as mulheres de pedalar mais activamente também afectam os homens. Se as mulheres estiverem mais representadas na matilha ciclo-urbana, seria bem mais fácil obter apoios para que as autoridades investissem em infra-estruturas para a bicicleta. Todos os ciclistas beneficiariam de mais ciclovias, de uma maior conectividade entre rotas, o número de carros diminuiria e o menor congestionamento reduziria o impacto ambiental negativo dos carros.

As bicicletas são uma fonte de liberdade. Direccionando as pedaladas para vários objectivos, a bicicleta proporciona uma maior mobilidade e transporte gratuito que pode funcionar como um incentivo para a participação de mais mulheres. Conheço várias que muito pedalam, que fazem diariamente o trajecto de bicicleta para o trabalho. Aliás, para todo o lado. Como ciclistas regulares, ágeis e rápidas, não são inferiores aos homens, bem pelo contrário, e é com facilidade que descobrimos isso.

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heels on wheels

Sometimes you have to look back to move forward…

A large group of cyclists – mainly female – staged a vintage bike rally in central Moscow this weekend.

And it wasn’t just an excuse to get all dressed up, as Prime Time’s Linsey Free found out…

 

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bairro dos livros

Bairro dos Livros is an event of books, music, storytelling and people, in Porto, Portugal.

Footage and editing by us, ADE – Atelier da Estação.

Enjoy.

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a pé na Princesa do Alentejo

Quis esta minha crise de meia tigela, porque isso da velhice ainda não me atinge, dar-me pica suficiente para zarpar à boleia na onda festivaleira, repetir a dose e sentir o Sudoeste em Zambujeira do Mar. Só que desta vez não me meti em barracas e fui descansar as pernas e cerrar pestanas a mais de 20 km, em Vila Nova de Milfontes. Os moradores da região da costa Vicentina vivem as glórias e os dissabores do isolamento, mas é nesta altura do ano que toda a região recebe a malta veranista e festivaleira de braços abertos. Cercada por praias paradisíacas e procurada por quem quer sossego, a região sofre com a falta de serviços básicos, de transportes, estruturas viárias e até de ciclovias.

“A bicicleta é o meu meio de transporte que tenho para ir aonde quero. É mais prática e está sempre ao pé. Olhe, não temos melhor que isto!”, disse-me o reformado de pedreiro, o senhor José Ferreira, que pedala diariamente a sua bicicleta. Entre ruas asfaltadas e de terra, também não há espaço destinado a quem anda a pé. “A gente tem que se meter entre os carros”, completou. São muitos os carros deixados em cima dos passeios pelos excursionistas de toalha e guarda-sol que atrapalham a mobilidade a toda a população, especialmente nos meses de Verão. “Pistas para bicicletas!? E isso é lá coisa que façam aqui!?”, rematou o senhor José.  Mas tantas bicicletas vi eu nestes dois dias serem pedaladas por ruas e ruelas de Milfontes que, às tantas, até me deu para rebaptizar a vila de Nova de Milbicicletas!

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todo o cuidado é pouco

A recomendação é dirigida aos ciclistas britânicos que circulam pela esquerda, mas dá para ter uma ideia do que se pretende e adaptar à situação rodoviária do resto da Europa.

Quantas vezes já ultrapassaste um autocarro, um camião, pela direita junto à berma ou ao passeio?

Reconheço que existem momentos em que temos de ser como loucos quando pedalamos nas estradas ou nas ruas da cidade. Ter arrojo de serpentear entre filas de carros parados, mas com todo o cuidado e mais ainda quando passamos por um autocarro ou camião. Hoje deparei-me com esta triste notícia. Devemos sempre evitar o ângulo morto e tornar-nos visíveis aos olhos dos condutores, conduzam o veículo que conduzirem.

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bom camiño

Ontem faltei ao prometido e não miniperegrinei com o Ricardo desde a megastore até à gare do Pedras Rubras para lhes dar uma mãozinha, e uma chave umbrako, na embalagem das biclas. As sapatilhas clip já ele as tem nos pés. Os duendes fizeram a reportagem e à falta de material fotográfico eu gamei-lhes o modelo, muito bem calçado por sinal. Zás…

Como sabem, Ricardo e Patrícia propuseram-se pedalar os caminhos de Santiago numa espécie de peregrinação solidária. Partiram ontem do Porto até Santiago de Compostela, via Barcelona, e farão os Camiños Catalan, Ebro e o Francês por cerca de duas semanas.

Isto de uma viajem sem peripécias iniciais não é uma boa viagem e, portantos, os nossos dois amigos peregrinos ainda antes de pousarem os rabos nos executivos assentos do avião a jacto, e já em Barcelona nos selins das biclas, tiveram de dar à sola pelos corredores burocráticos do aeroporto. Aqui o resumo do dia 1.

Para melhor acompanhar as aventuras da Patrícia e do Ricardo podem clicar aqui. Bom Camiño.

 

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can’t miss [11] blog.arthurcasas.com

Bicicleta paulista de bambu

“Já faz algum tempo que o bambu vem sendo considerado uma das maiores revelações da sustentabilidade e não é à toa. Fácil de plantar, rápido para crescer e muito resistente, o bambu ganha cada vez mais utilidades como essa bicicleta feita no CEU Jardim Paulistano em São Paulo.”

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fotocycle [38] Wow

 “This is why biking is good for your legs, NYC”

Pernalta no Sartorialist

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