carnavalesco!

Just a gorilla wearing red Chucks riding a bicycle.

Portland Thingsin Portlandthings.com

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essa máquina surpreendente chamada bicicleta

Após as sensações vividas no L’Antique, e depois de uma semana a pôr o sono em dia, é sobre esta soberba jornada que me apetece de novo divagar. Não é só essa máquina maravilhosa chamada bicicleta um grande meio de transporte, diversão, desporto, relacionamento, é também um formidável tema de fotografia. Na cidade há uma abundância de oportunidades para fotografar ciclistas, urbanos ou casuais em competição com os carros, ou solitárias bicicletas deixadas acorrentadas a um poste. Na província, chamemos-lhe assim, quando o sol nelas incide e lhes deixa contornada a silhueta na parede ou no chão, a fotografia é bem diferente. Como de novo testemunhei neste agradável passeio, não é invulgar, é singular o modo natural e tranquilo como os velocipedistas locais utilizam a bicicleta. Em Vale de Figueira, serena vila ribatejana trespassada por uma estrada nacional, fascinou-me a forma espontânea como se pedala, como são convenientemente deixadas em descanso na borda do passeio, em qualquer lugar, numa parede que o proprietário aproveita para encostar solta a sua bicicleta, mesmo a pedir ao ocasional turista que a fotografe.

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ciclofilia [76] Winters Edge

“Even though the town is snow covered, and the days up in the armpit of the Polar Circle are still lived in below freezing temperatures, the appearance of tarmac from underneath the cold, soft white matter presents a faint promise of something nice to come…

While we all live our lives, eagerly awaiting for the warm summer breeze whistling through the spokes, the caress of the sun on bare skin, the freedom of movement – oblivious of the world around us, we can only remember the past.”

Forget the Excuses and ride.

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fotocycle [72] La Gazzetta

La Gazzettadi Parma, la citta’ delle biciclette… e della musica.

foto de Massimo Mari
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o Sr. António das Bicicletas

mecânico de bicicletas e motorizadas.

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no L’Antique 200

Le Antique 1

Bastaria sair a pedalar em grupo pelo Norte e arredores, mas a oportunidade de participar sem grandes custos num BRM, para todos nós desconhecido menos para o Fernando, randonneur de muitos brevets, foi um novo desafio ao qual não resistimos. Para mim era mais uma dessas extensas etapas de largas horas sentado no selim a pedalar, mas esta teria outros condimentos bem mais apetecíveis.

Le Antique 4

E assim, sete amigalhaços que se conheceram nisto das biclas, lá se juntaram e foram num comboio regional, madrugada afora, para Vila Franca de Xira participar no L’Antique 200, organizado pelos Randonneurs Portugal. Tal como disse o Fernando “obnibulados por uma noite de comboio… mas a hora biológica e o frisson da partida fizeram esquecer o pormenor do sono”, foi sem pregar olho a noite inteira que bem cedinho chegamos a Vila Franca para o depart. Depois de engolir o pequeno-almoço, aliviar o peso do carrego, que o Jacinto bem agradeceu, foi vestir à pressa o equipamento, fazer o brieffing, e lá fomos pedalar como se não houvesse amanhã….

Le Antique 3

Pedalou-se depressa, devagar, ainda mais devagar, allure libre, paramos muitas vezes, nos postos de controlo, outras vezes no meio da estrada para tirar fotografias ou simplesmente para olhar à volta, relaxar as pernas e trincar uma bucha. É claro que depois, para recuperar tempo, pedalamos depressa, numa velocidade muito superior às anteriores. Com o Tiago a fazer de lebre, foi de tirar o fôlego.

Le Antique 8A última vez que tinha vagueado pelo Ribatejo foi há coisa de 25 anos, andava eu a marchar no quartel de Tancos. Desejando voltar a um dos meus lugares míticos, rever o Tejo, o calor do sol a entrar nos vales, cenários de cortar a respiração, sensações únicas das mais belas paisagens do país, o melhor pretexto foi pedalar por estradas ensolaradas e rolantes da planície ribatejana. A minha expectativa de passar por lá era muito grande, já que durante uma fase marcante da minha vida ali andei a marcar passo. Foi difícil reconhecer o quartel, ao abandono, rendido à passagem dos anos. Parei e prostrei-me em frente à porta-de-armas, de onde outrora costumava sair nas “berliets” de goela seca, e acreditei, enfim, que estava ali. De bicicleta!

Le Antique 2

O sol de inverno e a boa companhia foram o antídoto perfeito para combater o forte vento vindo de Norte, e que constante nos batia na cara. Estorvava o empenho mas não buliu a vontade. Se eu podia levar uma bicicleta mais amiga dos meus joelhos? Podia, mas não seria a mesma coisa! Sendo um brevet condizente em trazer à memória o espírito e as condições que os Randonneurs do início do sec. XX tinham de superar quando pedalavam para longe, só mesmo na Alteza estaria ao nível de tal aventura. E um furo, na recta final, no breu da noite, reparado  com a prestimosa ajuda do Vitor, veio ainda acrescentar mais emoção ao acontecimento.

Le Antique 11

Nesta viagem, nós adicionamos uma terceira roda, por assim dizer: o espírito de grupo. Em todo o caminho estivemos juntos. Foi, possivelmente, um dos passeios mais interessantes que já pedalei. Antigas estradas com  longos quilómetros de alcatrão esburacado, pavimentadas de terra batida, lamacentas, e depois uma prova clássica sem pavé não é clássica. Resumidamente, uns bons quilómetros a sentir os dentes e o esqueleto a ranger. As estradas são tranquilas, em grande parte do percurso, excepto em alguns trechos de estradas nacionais, compensados ao atravessar pacatas vilas onde a bicicleta é parte do cenário, fundamental modo de vida.

Le Antique 12

Veículos privados de duas rodas que são deixados no descanso, na borda do passeio, encostadas à porta de casa, de uma forma tão natural que até dá inveja. Crianças, mulheres e homens que  embalados pedalam de um lado e para o outro, sorrindo a quem passa, acenando e cumprimentando, guiando com uma mão enquanto na outra, firme, se segura uma garrafa do mais puro néctar.

Le Antique 5

A rota levou-nos de Vila Franca de Xira a Santarém, Golegã, Vila Nova da Barquinha, Tancos, Constância, meia volta e força, para a banda sul do Tejo por Chamusca, Alpiarça, Porto de Muge, de novo para a margem norte do rio e o percurso inverso até Vila Franca de Xira. Um total de 211 km (fora os que se fizeram a mais à custa de um ou outro desvio acidental de percurso), lugares com significado histórico, caminhos, bicicletas, chuviscos, sol, lezírias, vento, veredas, quintas, memórias, castelo, pontes, cegonhas, noite, estrelas, luzes, frio, obstáculos, carros, comboios… pelo simples prazer de pedalar.

Le Antique 7

O regresso ao Porto fez-se no dia seguinte, de comboio, claro está, aliás, em quatro comboios, pois a necessidade de transportar bicicletas obriga-nos a recorrer às composições de serviço regional e ao transbordo, como se fizéssemos uma viagem intercontinental, o que só complica mas que não esmorece a nossa caturrice. Venha de lá o próximo.

foto do Ricardo

foto do Ricardo

Mais crónicas do L’Antique do Ricardo, do Hélder e no Usaralho

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fotocycle [71] Vhils

VihilsOntem, na capital portuguesa da bicicleta, Aveiro, e visivel da estação ferroviária enquanto aguardava o transbordo para o Porto, vindo da minha primeira aventura Randonneur no L’Antique 200.

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no L’Antique 200 – teaser

Alcanhoense

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ciclofilia [75] Cinelli Bootleg Tour d’Afrique 2013

200 km é pra meninos

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a ultimar preparativos

L'antique200O primeiro Brevet Randonneur Mondial dos Randonneurs de Portugal de 2013 foi uma escolha fácil! Procurávamos um percurso que fugisse das “habituais” estradas nacionais e que, em paralelo, trouxesse à memória o espírito e as condições que os Randonneurs do início do século XX tinham de superar quando pedalavam para longe… tudo isto longe do trânsito automóvel”

E se é L’Antique, terá de ser à moda antiga.

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