ciclofilia [79] algo-à-partida teaser

algo-à-partida

Uma viagem que começa na Bélgica e que acaba no Porto.
Dura 52 dias.
Pedalando cerca 3000 km.
Acampando diariamente em lugares diferentes.
Comendo arroz, massas e toda a variedade de legumes.
Dormimos quando os pássaros se vão.
Caíram-nos todas as estações em cima.
E foi a viagem até agora.

André Santos e Felix Kremer

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fotocycle [74] Ladies Bicycle Hipster

Gorgeous, Genuine Vintage Womens BikeAmazingly restored vintage ladies bike… Perfect for Sydney cruising! … at ebay

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de bicicleta até Nordkapp: crónica de apresentação

“Desde o Cabo da Roca, em Portugal, ao Nordkapp, na Noruega. Partimos no dia 1 de Março…”

Telma e TiagoPelo previsto, devem já estar a pedalar. Podem ler a crónica aqui. Para a Telma e Tiago desejos de boas e agradáveis pedaladas. 

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e assim, a modos que…

kit matinalTem sido uma semana bastante fria desde que a luz do sol invadiu definitivamente estas derradeiras manhãs de Fevereiro. Às oito e pico, ao ligar o computador ou quando bebo um café, parece-me estranho, suponho, estar sistematicamente a responder que “sim, vim a pedalar!”. Para quem acordou às seis da matina, se arrastou para fora da cama, desceu as escadas e saiu pela garagem sem sentir a temperatura gélida na cara, nem ouvir o som do vento lá fora, olhar pelas janelas do carro e ver-me passar de bicicleta inveja-os, a sensação fantástica e disposição com que chego para trabalhar. Às sete e quarenta e cinco dou-lhe a mão, descemos no elevador, abro-lhe a porta do prédio e fico a ouvir a passarada, respirando o ar fresco e pensando nos prazeres de estar na bicicleta, girando as pernas ao ritmo do meu próprio vapor. Mesmo que aligeirada e rotineira, a pedalada matinal é uma sensação maravilhosa. Frases do tipo, “fazes tu muito bem” ou “gostaria de ter essa sorte” são conversas a que vou estando habituado…

kit vespertino
Eu gosto de escrever. Quer dizer, não tanto quanto gosto de pedalar as minhas bicicletas. Ambos são exercícios contemplativos, e ambos são criativos. São para mim uma indispensável válvula de escape. Um bom passeio de bicicleta pós laboral é meio caminho pedalado para a imaginação e para a inspiração. Não escrevo para ganhar a vida nem para tentar satisfazer expectativas, mas simplesmente para brincar com as palavras, pensamentos, e para contar uma história. E a este respeito a minha escrita não é um prazer muito diferente do prazer que tenho de fotografar aquilo que vejo na minha bicicleta. A determinada altura achei que deveria qualificar esta minha tripla paixão, dizendo, divulgando e partilhando num blogue temático tudo o que gosto de ver, de sentir e descobrir na bicicleta. De tudo em tudo, deliciei-me nesta minha excursão de dois anos. Neste hábito de encontrar um motivo, uma novidade, uma amostra do que faço quando rodo os pedais, na ida e na volta ao meu abrigo, depois de um passeio muito bem pedalado. Bora lá para mais um ano nabicicleta.

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passe a publicidade [43] Lookbook H&M for Brick Lane Bikes

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ponto bicla

Os nossos amigos duendes não brincam no ponto e lançaram a Rede Ponto Bicla.

ponto-bicla

“Quer isto dizer que estamos oficialmente a alugar bicicletas, sejam elas para períodos curtos ou para estadias mais demoradas por esse Portugal abaixo.

E então o que trazemos de novo?

Ao contrário de uma boa parte dos serviços de aluguer que por aí andam, as biclas que oferecemos são máquinas de grande qualidade, contruídas e equipadas a pensar na cidade e não no monte. Para além dos guarda-lamas e guarda-corrente, trazem dois porta-cargas generosos, pneus citadinos largos e ainda um cadeado U-Lock de alta segurança da Kryptonite, não vá tanto atributo espevitar a cobiça de terceiros.

Para já, o serviço arrancou na Megastore do MMM, estando previsto a muito curto prazo o início na Megastore dos Anjos e na Baixa de Faro. Lá mais para o Verão contamos alargar a rede a Espinho, com as meninas a cargo do Greg e do Bigodes e também a outros pontos do Porto.”

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cada maluco com a sua mania

I share the road

Como ciclista e automobilista estou em sintonia com todos os outros ciclistas e automobilistas que comigo partilham a estrada. Às vezes, quando percebo o movimento familiar de um veículo de duas rodas no canto do olho, eu atribuo a uma bicicleta mesmo que o veículo tenha motor e seja afinal uma moto. Essencialmente quando vou ao volante e vejo uma bicicleta nas proximidades a entrar na minha linha de acção, dou-lhe prioridade, partilho e alargo o espaço. É um comportamento instintivo sempre que estou a pedalar, a andar ou a conduzir. É uma segunda natureza.

Avaliar o ciclista e a bicicleta que pedala à minha frente também se tornou uma segunda natureza. Não que esteja à procura de algo em particular quando o observo, apenas utilizo a figura e o seu comportamento para formar algum tipo de opinião. Podemos descobrir muito sobre um ciclista só pela forma como ele ou ela pedala. O modo como se veste e a bicicleta que usa transmite-nos também algo sobre o ciclista que é, ou, pelo menos, que aparenta ser. Na maioria das vezes, não julgo o ciclista de qualquer forma. Sou particularmente perspicaz quando se trata de alguém que utiliza a bicicleta, seja qual for a finalidade, não ligando muito ao tipo de bicicleta, estilo ou de indumentária. Os ciclistas devem seguir os seus próprios instintos, métodos e percursos, até certo ponto!

Digo isto porque, quando no papel de automobilista também me saltam as estribeiras  ao presenciar comportamentos arriscados e inconscientes de indivíduos em bicicleta. Alguns fazem coisas tão bizarras que custa imaginar o que estariam a pensar naquele momento. E não falo de ciclistas inexperientes, nem daqueles que estão na via pública como se estivessem no recreio da escola. Falo dos lunáticos que obstinadamente abusam da sorte.

Tome-se, por exemplo, o mau exemplo de um fulano que vi no outro dia. Nesse dia em especial, estava a regressar de uma viagem e conduzia na A1/IC1, já a entrar no Porto. Para meu espanto apercebo-me de um ciclista que pedalava na pista de desaceleração para a saída antes da Ponte da Arrábida. Uma via concedida para tráfego que passa a zunir geralmente acima dos 120km/h, embora o limite de velocidade esteja restrito aos 90km/h, não é propriamente o local ocasional para um maganão com idade para ter juízo estar a pedalar. Para ser claro, o gajo não estava a pedalar ao longo da berma, estava no meio faixa de saída, sem luzes ou reflectores. Poderia isto ser real? Creio ter esfregado os olhos para crer na veracidade daquela visão, mesmo à frente dos meus faróis, e arrepiei-me quando o carro que circulava entre nós dá uma guinada para a esquerda. Para meu espanto, total e absoluto, o tipo não foi atingido, esquivando-se para a entrada do parque de estacionamento do shopping.  Os automobilistas surpreendidos por um estranho que pedalava em plena auto-estrada acabaram por ter sorte e rapidez de reacção para não o atropelar. 

Entretanto fiquei a matutar no que estaria aquele maluco a pensar? Esse é o problema: ele não estava a pensar. De racional aquele tipo não tinha nada. Não parecia consciente do perigo em que se havia metido. Ou estava!? Não observou a sua própria segurança nem a de todos. Certamente não apareceu ali sem querer, desde a ultima entrada na AE, nas Devesas, são quase 2km. Teria planeado aquilo como demonstração de chico-espertice, aposta ou qualquer outra forma de loucura, vá se lá saber! Estar sentado em cima de duas rodas, accionadas por um conjunto de pedais, pode parecer algo tão fácil de fazer mas que certamente requer não só prática como noção do que se está a praticar. Apenas pedalar uma bicicleta não se qualifica como ciclista. É preciso ter conhecimento da estrada, valorizar a própria e a segurança de toda a gente. Devemos saber os limites da própria bicicleta. Não é tanto uma questão de dizer às pessoas como ou onde devem pedalar, mas sim um meio de informar que é necessário ter alguma responsabilidade. Queremos que os automobilistas respeitem os ciclistas, que partilhem devidamente a estrada, e para isso devemos dar o nosso exemplo de responsabilidade e de noção onde a bicicleta pode e deve estar. 

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trailer Pedais Pensantes

“Pedais Pensantes é uma websérie sobre a mobilidade urbana e a bicicleta como meio de transformação pessoal e coletivo, segundo alguns dos principais cicloativistas paulistanos.

Mais em:
facebook.com/pedaispensantes/”

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ciclofilia [78] Bicycling Magazine: Bilenky Cycle Works

Long before the resurgence of “handmade everything” Stephen Bilenky started a career as a custom bicycle builder. 30 years later, Stephen is still creating works of art in his gritty north philadelphia workshop.

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fotocycle [73] prole

prole

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