e assim, a modos que…

kit matinalTem sido uma semana bastante fria desde que a luz do sol invadiu definitivamente estas derradeiras manhãs de Fevereiro. Às oito e pico, ao ligar o computador ou quando bebo um café, parece-me estranho, suponho, estar sistematicamente a responder que “sim, vim a pedalar!”. Para quem acordou às seis da matina, se arrastou para fora da cama, desceu as escadas e saiu pela garagem sem sentir a temperatura gélida na cara, nem ouvir o som do vento lá fora, olhar pelas janelas do carro e ver-me passar de bicicleta inveja-os, a sensação fantástica e disposição com que chego para trabalhar. Às sete e quarenta e cinco dou-lhe a mão, descemos no elevador, abro-lhe a porta do prédio e fico a ouvir a passarada, respirando o ar fresco e pensando nos prazeres de estar na bicicleta, girando as pernas ao ritmo do meu próprio vapor. Mesmo que aligeirada e rotineira, a pedalada matinal é uma sensação maravilhosa. Frases do tipo, “fazes tu muito bem” ou “gostaria de ter essa sorte” são conversas a que vou estando habituado…

kit vespertino
Eu gosto de escrever. Quer dizer, não tanto quanto gosto de pedalar as minhas bicicletas. Ambos são exercícios contemplativos, e ambos são criativos. São para mim uma indispensável válvula de escape. Um bom passeio de bicicleta pós laboral é meio caminho pedalado para a imaginação e para a inspiração. Não escrevo para ganhar a vida nem para tentar satisfazer expectativas, mas simplesmente para brincar com as palavras, pensamentos, e para contar uma história. E a este respeito a minha escrita não é um prazer muito diferente do prazer que tenho de fotografar aquilo que vejo na minha bicicleta. A determinada altura achei que deveria qualificar esta minha tripla paixão, dizendo, divulgando e partilhando num blogue temático tudo o que gosto de ver, de sentir e descobrir na bicicleta. De tudo em tudo, deliciei-me nesta minha excursão de dois anos. Neste hábito de encontrar um motivo, uma novidade, uma amostra do que faço quando rodo os pedais, na ida e na volta ao meu abrigo, depois de um passeio muito bem pedalado. Bora lá para mais um ano nabicicleta.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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