bike touring band

No meu habitual roteiro a pedais até à casa paternal, na Praia da Madalena, a passagem pela Ribeira é obrigatória. No cais, artistas de várias paragens e artes competem pelas fotos, palmas e euros dos turistas. Ontem, uma mini multidão e os acordes melodiosos que trazia o vento, fizeram-me por os pés no chão e cativaram-me por instantes. Não teriam atraído a minha atenção não fosse a boa música e, vá lá, a bicicleta.

bike music band

Já no regresso a casa, passo por um bando de músicos que viaja de bicicleta, levando absolutamente tudo com eles. Reencontro a banda que vi na Ribeira e à minha frente dava corda aos pedais. Não vieram actuar no Marés Vivas nem ficaram para dar festival! Estes andam em tournée… 

bike touring band

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passe a publicidade [50] Project Aura: The Product

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fotocycle [89] no paredão

farol do molhe… encostada ao farol, enquanto o dono dá banho à minhoca!

 

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o mais popular

Rui Costa
Depois do triunfo em 2011 na subida ao Super Besse, esta é a segunda vez que Rui Costa conquista uma vitória na mítica prova francesa. O jovem ciclista natural da Póvoa de Varzim é o 6º português a vencer uma etapa no Tour e o 3º a alcançar mais que uma etapa, sendo apenas superado por Joaquim Agostinho e Acácio da Silva.

Meticuloso, determinado e inteligente, Rui Costa deu esta terça-feira mais um passo na sua afirmação como o melhor ciclista português da sua geração. O ciclista da Movistar foi o mais forte do mini pelotão de 26 ciclistas, que havia escapado e alcançado mais de onze minutos de vantagem sobre os grandes favoritos, tendo aproveitado a última subida do percurso, no Col de Manse, para a investida que lhe valeu a vitória. Ao chegar sozinho à meta em Gap, sendo o primeiro a completar os 168 quilómetros da 16.ª etapa da centésima Volta à França, o ciclista mais popular conquistou ainda o Prémio da Combatividade.

“Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! “

Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! – See more at: http://carrovassoura.blogspot.pt/2013/06/brilhante-rui-costa.html#sthash.BB3Nn7ky.dpuf
Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! – See more at: http://carrovassoura.blogspot.pt/2013/06/brilhante-rui-costa.html#sthash.BB3Nn7ky.dpuf
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bicicletários e… outros que “tálios”(!)

novos bicicletários da Invicta

novos bicicletários da Invicta – Biblioteca Municipal (foto: Grupo Ciclismo Urbano Portugal)

Apesar do evidente crescimento no uso da bicicleta para transporte, estacionar a bicla é ainda um sério problema com que o ciclista urbano se depara diariamente, seja pela ausência de bicicletários, seja pelo uso abusivo dos poucos que existem por utilizadores de outro tipo de veículos motorizados. É muito comum para o ciclista improvisar, parquear a sua bicicleta em qualquer lugar, de qualquer forma num cantinho qualquer. A bicicleta pode ser vista como um instrumento para a busca da sustentabilidade na medida em que promove a interacção social, é saudável, economicamente viável, e ambientalmente correcta. Além disso, os ciclistas colaboram para a redução do trânsito nas cidades. Por essas razões gradualmente têm havido investimentos no incremento do uso da bicicleta. Assim como as políticas públicas voltadas para o transporte não motorizado, um bicicletário pode ser considerado sustentável porque incentiva o uso da bicicleta.

bicicletário (!) Afurada

exemplo do que um bicicletário não deve ser – Afurada

Um bicicletário nada mais é do que um espaço reservado ao estacionamento de bicicletas (ver aqui como se deve construir um bicicletário). São estruturas metálicas, fixadas ao chão, com a finalidade de dar suporte a várias bicicletas, de modo que se possam prender ordenadamente com um aloquete (U-Lock) ou cadeado, garantindo a sua segurança contra furtos. Este mobiliário urbano pode ter vários formatos, acomodar várias bicicletas em simultâneo, permitindo o estacionamento de longa duração, facilitar a vida dos ciclistas e oferecer segurança aos peões. A existência de um local apropriado para se estacionar a bicicleta com segurança e conforto devolve dignidade a este modo de transporte suave. Os bicicletários são grandes estimuladores ao uso da bicicleta como modo de transporte. São bem-vindos em espaços públicos e em todos os lugares considerados pólos atractivos de pessoas, como por exemplo em escolas, terminais de transportes colectivos, hospitais, mercados, lugares que recebem diariamente muitas pessoas e que lá poderão chegar facilmente por bicicleta.

bicicletário- Velo Culture Matosinhos

exemplo de um bicicletário em condições -Matosinhos (foto: Velo Culture Porto)

A implantação de um bicicletário requer uma área equivalente a um lugar de estacionamento automóvel. Num espaço de 6m2 podem ser parqueadas até 8 bicicletas. Os suportes adequados devem ser suficientemente robustos para neles se encostar a bicicleta na sua posição normal. Os modelos mais indicados devem permitir prender a bicicleta pelo quadro e pela roda frontal. Devem ser em formato de “U” invertido, mas o “O” ou o “R” também servem para o efeito. Os famigerados suportes “empena rodas”, que apenas suportam a roda, não são indicados pois não permitem o estacionamento de todos os modelos e tamanhos de bicicleta, obrigam o ciclista a utilizar cadeados maiores, ficando a bicicleta em rico de tombar e danificar a roda. A forma como o ciclista prende a sua bicicleta dá a medida do apreço do ciclista à sua bicicleta e, portanto, explica porque o ciclista prefere encostar a sua bicicleta a um poste na rua e deixá-la bem presa por um U-lock, a deixar a bicicleta num empena-rodas qualquer

nortegreen empena rodas

exemplo errado de um bicicletário, o “empena-rodas” do Norte Shopping

Ordenar o estacionamento das bicicletas não é uma arte. Para quem não pedala, instalar o parque num lugar qualquer, onde a bicicleta não chega a ele ou simplesmente está tão mal instalado que não dá para prender a bicicleta, mais valia que estivesse quieto! O bicicletário também não precisa de ser uma obra de arte. Para quem pedala e quer estacionar a sua bicla em segurança, apenas precisa que tenha o caminho desobstruído e que o bicicletário permita que prenda a bicicleta em segurança. Como se já não bastasse a pouca quantidade de bicicletários na cidade, os poucos que existem são ocupados de forma abusiva e irregular.

bicicletário casa da música

bicicletário “partilhado” da estação de Metro da Casa da Música

A infraestrutura das cidades deve ser projectada para abrigar as diferentes formas de transporte das pessoas (a pé, de bicicleta, transporte colectivo sob pneus e sobre trilhos e transporte individual) com qualidade, conforto e segurança. Com esse objectivo, as cidades devem desenvolver planos cicloviários para que a bicicleta se torne uma opção de transporte para todos. Um planeamento cicloviário projecta onde, quando e como é implantada uma ciclovia, com o objectivo de formar diversas ligações em rede possibilitando a circulação de ciclistas por toda a cidade. Para garantir um bom uso do sistema cicloviário devem ser implantadas infra-estruturas auxiliares como bicicletários, para além de uma adequada sinalização que lhe dê viabilidade.

monsieur André

porque o ciclista prefere encostar a sua bicicleta a um poste na rua e deixá-la bem presa por um U-lock (na foto a Monsieur do André)

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ciclofilia [94] chain

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pedalar, com o Vitor e a Jolie…

fazer das biclas coração!

iNBiCLA

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subir a bainha

Mais um dia de trabalho, outra sexta de bicicleta. Toca subir a bainha e seguir…

subir a bainha

“Imagine se a sua empresa investisse em segurança e educação para você ir de bicicleta ao trabalho? Agora imagine se várias empresas fizessem isso juntas?” Essa é a proposta do Banco Mundial junto com o Bike Anjo

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gOrka

sexybikeA vitrina não teria atraído a sua atenção não fosse aquela pose sensual, volúpia tão extravagante que lhe fez cintilar os olhos. Delgadas e ágeis curvas hipnotizaram e enovelaram o seu sonho. Uma faixa solar incidia reluzente naquele  quadro misterioso a preto e branco e nos adornos de metal. O quadril num ângulo perfeito para a propagação dos braços. Formas deslumbrantes, configuração irrepreensível e tentadora para tão exultante paladino nela montar. Ávido e confortavelmente nela cavalgar.

Enquanto olhava para ela, via um menino de não mais de quinze, dezasseis anos de idade, querendo algo que poucas crianças querem hoje. Esse menino estava fora de si, de tanto nervosismo, como se tivesse chegado o momento há muito desejado. O seu rosto tinha uma determinação única para os muito jovens que têm uma vida aparentemente infinita à sua frente. Era uma expressão de insegurança e imensas dúvidas, mas com um grande desejo por realizar. Demonstrar que afinal se está perante uma daquelas coisas que quando se aprende nunca mais se esquece. Um feito, que o fará sentir-se adulto.

Num primeiro momento, parecia grande demais para ele. Mesmo assim subiu, encaixou-se e sentiu-lhe os contornos. A partir daquele dia iria granjear um certo estilo, o iriam ver numa nova postura. Em andamento, para cima e para baixo. Por enquanto não muito rápido, mas gradualmente com um ritmo constante. De vez em quando abrandava para recuperar o fôlego para poucos segundos depois estar pronto a tentar novamente, de um lado para o outro, e manter a bicicleta em posição vertical. Vigorosamente, empurrando com a perna esquerda, balançando para a direita, certo que não iria cair.

A alguns minutos de distância parou, colocando um pé, e depois o outro, no chão. Um olhar de vitória ia então surgindo nos seus olhos, acompanhado de um sorriso orgulhoso que se espalhava por todo o rosto. Empoleirado na sua bicicleta com seu pé esquerdo de novo no pedal, vira a cabeça da forma mais indiferente. O seu olhar estava fixo na distância. Concentra-se no equilíbrio para aumentar a velocidade. Acelera ainda mais o ritmo, esmaga os sapatos nos pedais, sentindo forças suficientes para arriscar a adição de um pouco de velocidade. A roda da frente desliza, controlada, libertando toda a energia da perna grossa, tensa, tanto quanto podia. Ele andava com confiança, sem o menor medo de vacilar. Iniciava agora uma nova viagem. Com o mesmo olhar de menino, olhava para a estrada pronto para recomeçar. Estava finalmente em transição, de bicicleta de um menino para uma bicicleta de verdade, para uma bicicleta “à homem”.

gOrka(faz hoje 3 anos que esta devoradora de quilómetros me fortalece as emoções!)

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can’t miss [50] bolo-de-arroz.blogspot.pt

O Sr. Zé

sr ze

“Conheci o Sr. Zé quando comecei a andar de bicicleta.
Devia ter uns 10 anos quando acompanhava o meu irmão, ou os meus primos, à oficina do homem mais mal encarado que alguma vez tinha conhecido na minha (curta) vida.
Para mim o Sr. Zé vivia dentro daquela oficina e até devia lá dormir todos os dias.”

Enquanto degustamos um bolinho de arroz oferecido pela Rita conhecemos o Sr. Zé, aqui.

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