ciclofilia [112] Life Cycle

“A short documentary about the cycling community in Toronto, and the DIY bike shop BikeSauce.”

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

motivações e considerações

a bicicleta humaniza 1

Os ciclistas sempre andaram por aí, sempre palmilharam as nossas ruas, descendo e subindo, apesar de muita gente achar que subir custa. E, querendo, não custa assim tanto. O uso da bicicleta faz parte da cidade e é uma actividade importante para o processo evolutivo da mobilidade urbana, que contribui para a qualidade de vida e consolida uma mudança cultural. Quanto à mudança cultural, é importante ressalvar que a população está a consciencializar-se que a bicicleta humaniza a cidade.  As pessoas reclamam o espaço urbano, que é seu por direito, exercendo a sua cidadania e contribuindo para uma cidade melhor.

Efectivamente, num curto passeio pela cidade de regresso após o trabalho, sento-me num banco de jardim e dou conta do quanto este movimento mudou a cidade. É no entanto necessário que os gestores municipais continuem a trilhar um trabalho permanente. Melhorias nos pavimentos, mais circuitos cicláveis, equipamentos adequados ao estacionamento, promoção de eventos, são apenas alguns exemplos. Um plano que eu saiba ainda inexistente é o de viabilizar a implantação de um sistema de partilha de bicicletas públicas. Estas são apenas algumas acções que visam sobretudo incentivar, não só os ciclistas que já dão umas pedaladas desportivas a deixar o carro na garagem e trocá-lo pela bicicleta com mais frequência, mas também motivar as pessoas que nunca as tiveram a comprá-las, sejam novas ou usadas, gerando novos ciclistas e, consequentemente, um aumento no comércio / aluguer de bicicletas e acessórios.

Há necessidade de uma permanente comunicação e consciencialização dos automobilistas para a nova legislação rodoviária com a utilização das plataformas de comunicação: escrita, rádio, televisão, internet, e materiais educativos nas escolas para futuros ciclistas e automobilistas. Aos que conduzem os seus carros, aproveito para uma breve reciclagem: quando entrar no seu carro lembre-se que, certamente, em menos de cinco minutos vai encontrar um ciclista a caminho do trabalho, da escola, a fazer compras ou a curtir os belos recantos naturais da cidade. Quando o vir, se o ciclista circular à sua frente, não se esqueça de diminuir a velocidade e de manter a distância mínima de metro e meio ao ultrapassá-lo. Ao adoptar estas simples precauções, estará não só a respeitar o ciclista como o tornará visível aos restantes utilizadores da via. Ao mesmo tempo, estará a contribuir para melhorar a mobilidade urbana e fazer da sua cidade uma cidade mais amigável, mais moderna e mais segura para todos.

a bicicleta humaniza 2

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , | Deixe um comentário

numa ciclocoisa perto de si

ETndr: ciclocoisa, entenda-se, ciclovia!

 

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

fotocycle [130] tosquias e manias

 

couro e cabeloE porque a vida dá muitas voltas e a bicla chega a todos os destinos, alguns até nos devolvem a juventude, o tempo não é capaz de cortar da memória saudosos locais e momentos.

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

happy bike

Publicado em motivação | Etiquetas , , , , , , , , , | Deixe um comentário

can’t miss [95] zivabdavid.blogspot.pt

A história épica do ciclista italiano que salvou judeus com sua bicicleta. Gino Bartali

Gino Bartali, circa 1936

“Gino Bartali venceu três vezes a volta à Itália e duas vezes a volta à Franca, mas o seu nome entrou para a história por ter salvado dezenas de vidas da perseguição nazi.

“Ele tinha tudo a perder, mas a sua história é um dos exemplos mais dramáticos de um dos italianos que arriscaram a sua vida durante a Segunda Guerra Mundial, para salvar a vida de estranhos.””… (conhece aqui a história deste ousado ciclista)

A História está registada de acções corajosas de Homens e Mulheres que não aspiraram a ser heróis mas que com pequenos ou grandes gestos de solidariedade se limitaram a permanecer fiéis aos valores e princípios em que firmemente acreditaram, e a agir de acordo com as suas consciências ajudando milhares, milhões de pessoas a fugir da deportação e dos campos de concentração nazi.
 
Aristides de Sousa Mendes é um desses heróis, a quem se deve um reconhecido preito de reconhecimento. Para o Cônsul de Portugal em Bordéus, a desobediência a instruções iníquas, foi a única forma digna de desobediência a irrenunciáveis imperativos de humanidade e de solidariedade” 
Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , | 5 comentários

a cidade e o transporte

“Recordações do Porto de outros tempos”,  do tempo dos americanos, dos fumistas, das zorras, dos pantufas, dos italianos, do 78 (o mítico autocarro laranja de dois andares)… Muito antes da chegada do Metro, que veio revolucionar a rede de transportes e transformar o Porto. Tudo num saudoso filme narrado por Fernando Pessa, que nos revela, ou recorda, as cores, os modelos de carros eléctricos e autocarros de transporte em massa.

 

Publicado em filme | Etiquetas , , , , , , , | Deixe um comentário

textos de Marcos Paulo Schlickmann [26] A esquerda neoburguesa e o automóvel

“País rico não é aquele em que todos andam de carro,
e sim aquele em que os ricos também usam transporte público”
Enrique Peñalosa

Durante os anos 60 e 70 os movimentos hippie e ambiental encontraram suporte para se propagar na esquerda progressista americana, ecoando suas ideias pelo mundo através de ícones como os Beatles. Estes movimentos, na minha humilde opinião de comentador político de sofá, foram o ápice do que eu entendo como uma nova esquerda: um bocado desapegada das ideias do comunismo, socialismo e estado em excesso e mais apegadas aos problemas reais e palpáveis causados pela destruição indiscriminada do meio ambiente, poluição e crise do petróleo.

Porém, naquela época, tanto Brasil como Portugal eram “terra de ninguém”. Portugal estava saindo de uma ditadura fascista de 40 anos, comandada por uma direita conservadora e religiosa, e o Brasil estava no auge de uma “ditadura tropical”, também comandada pela direita conservadora, mas não tão intensa como em Portugal. Em 1974 Portugal conheceu a democracia e em 1985 o Brasil também.

Logo ai vemos que a esquerda (oposição) tanto portuguesa quanto brasileira tinha outras preocupações. Preocupações essas muito diferentes da esquerda liberal “Paz e Amor” americana. Enquanto nos EUA a esquerda queria repensar os padrões de consumo americanos, diminuir a dependência de petróleo e “abraçar as árvores”, tanto no Brasil quanto em Portugal, a esquerda queria justamente o contrário: dar acesso aos bens de consumo e aos bons salários para os trabalhadores pobres e estupidamente explorados pelas elites, causas sempre associadas àquela esquerda mais tradicional.

Os políticos de esquerda que chegaram ao poder no Brasil e em Portugal no século XXI formaram suas opiniões durante o período de ditadura de direita. Tanto o Lula (PT) e a Dilma (PT) no Brasil, quanto o José Sócrates (PS) em Portugal, governaram em períodos de vacas gordas, e no entender deles a “salvação do proletariado” passava obrigatoriamente pela mimificação, em menor escala recorrendo ao crédito fácil, dos padrões de consumo da elite, ou seja, das duas vontades citadas acima, dar acesso aos bens de consumo e aos bons salários, somente uma eles conseguiram cumprir, a primeira.

Frases como “pobre tem direito a ter um carro”, “pobre não é obrigado a se sujeitar ao transporte público” se tornaram o mantra dessa esquerda neoburguesa que, na minha humilde opinião, acredita na libertação dos pobres através do automóvel, incentivando e barateando sua compra e uso, a meu ver com dois objetivos:

         1º: um carro = um voto;

2º: para mostrar ao ocidente malvado e explorador de classes que o “socialismo burguês” tropical ou português afinal funciona, pois todos são ricos e têm carro e casa no subúrbio, mesmo vivendo com baixos salários.

Ah mais e a poluição, o congestionamento, o meio ambiente??? Os ricos que paguem!

Publicado em motivação, parceria público-pedalada | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

can’t miss [94] p3.publico.pt/sexta-de-bicicleta

A Sexta de Bicicleta de Patrícia Pacheco

Patrícia Pacheco

Patrícia Pacheco é investigadora social e desloca-se de bicicleta na cidade do Porto. Conta já com vários percursos de cicloturismo no Japão, na Índia, e desde Barcelona até Santiago de Compostela, tendo também percorrido praticamente toda a costa portuguesa sobre duas rodas. Envolve-se, ainda, em projectos associados ao empreendedorismo social e colabora com o Banco de Bicicletas (BB). Para Patrícia, de 30 anos, todos os dias são Sexta de Bicicleta.

(lê aqui porque anda a Patrícia todos os dias de bicicleta)

Publicado em can't miss it | Etiquetas , , , , , , , | Deixe um comentário

fotocycle [129] feel good…

feel free… feel free.

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário