motivações e considerações

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Os ciclistas sempre andaram por aí, sempre palmilharam as nossas ruas, descendo e subindo, apesar de muita gente achar que subir custa. E, querendo, não custa assim tanto. O uso da bicicleta faz parte da cidade e é uma actividade importante para o processo evolutivo da mobilidade urbana, que contribui para a qualidade de vida e consolida uma mudança cultural. Quanto à mudança cultural, é importante ressalvar que a população está a consciencializar-se que a bicicleta humaniza a cidade.  As pessoas reclamam o espaço urbano, que é seu por direito, exercendo a sua cidadania e contribuindo para uma cidade melhor.

Efectivamente, num curto passeio pela cidade de regresso após o trabalho, sento-me num banco de jardim e dou conta do quanto este movimento mudou a cidade. É no entanto necessário que os gestores municipais continuem a trilhar um trabalho permanente. Melhorias nos pavimentos, mais circuitos cicláveis, equipamentos adequados ao estacionamento, promoção de eventos, são apenas alguns exemplos. Um plano que eu saiba ainda inexistente é o de viabilizar a implantação de um sistema de partilha de bicicletas públicas. Estas são apenas algumas acções que visam sobretudo incentivar, não só os ciclistas que já dão umas pedaladas desportivas a deixar o carro na garagem e trocá-lo pela bicicleta com mais frequência, mas também motivar as pessoas que nunca as tiveram a comprá-las, sejam novas ou usadas, gerando novos ciclistas e, consequentemente, um aumento no comércio / aluguer de bicicletas e acessórios.

Há necessidade de uma permanente comunicação e consciencialização dos automobilistas para a nova legislação rodoviária com a utilização das plataformas de comunicação: escrita, rádio, televisão, internet, e materiais educativos nas escolas para futuros ciclistas e automobilistas. Aos que conduzem os seus carros, aproveito para uma breve reciclagem: quando entrar no seu carro lembre-se que, certamente, em menos de cinco minutos vai encontrar um ciclista a caminho do trabalho, da escola, a fazer compras ou a curtir os belos recantos naturais da cidade. Quando o vir, se o ciclista circular à sua frente, não se esqueça de diminuir a velocidade e de manter a distância mínima de metro e meio ao ultrapassá-lo. Ao adoptar estas simples precauções, estará não só a respeitar o ciclista como o tornará visível aos restantes utilizadores da via. Ao mesmo tempo, estará a contribuir para melhorar a mobilidade urbana e fazer da sua cidade uma cidade mais amigável, mais moderna e mais segura para todos.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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