a uma velocidade

“Sou só eu ou mais alguém sente cada vez menos necessidade de utilizar as mudanças? Antes tinha uma bicicleta com 21 mudanças (!!!), agora com 3…. acho que invariavelmente vou migrar para as fixas / single speed.”, postou o Marcos Paulo Schlickmann no  grupo Ciclismo Urbano em Portugal.

A génese da bicicleta é a Single-Speed. Depois, com a natural evolução deste fantástico meio de transporte, foram desenvolvidos vários sistemas de mudanças, de troca de velocidades para facilitar a vida ao ciclista e tornar a bicicleta ainda mais eclética e radical.

Não há grande centro urbano no mundo sem ciclistas e sem engarrafamentos. Se a ideia é vadiar pelas ruas e avenidas das cidades com estilo e desenvoltura, rápido o suficiente para não ficar preso no trânsito, pedalar uma bicicleta com apenas uma velocidade, roda livre ou roda fixa, é não só uma tendência mas um tremendo gozo, estilo em crescente que muitos ciclistas urbanos vêm adoptando.

Muito para além de ser um mero meio de transporte ou prática desportiva, a bicicleta resolve dois preocupantes problemas: a emissão de carbono e a questão da mobilidade. Estas duas preocupações passaram a fazer parte do quotidiano do ciclista urbano, que se reflecte na economia, mas é também um estilo de vida para aqueles que pensam na bicicleta como uma extensão de sua maneira de ser e do seu gosto pessoal.

Desde a nossa histórica pasteleira, às beach-cruisers, de pista ou às BMX, a tendência actual é simplificar o conceito da bicicleta e dotá-la de um carácter simbólico, funcional, minimalista e eco-consciente. Com certeza que já se cruzaram com algumas pois não são difíceis de reconhecer. O que as difere das demais bicicletas são as infindáveis opções de personalização. Como próprio nome indica, todas elas contam apenas com uma única velocidade (roda cremalheira) de forma a simplificar tanto a pedalada quanto a manutenção.

As razões pelas quais se opta por esta modalidade são as mais variadas. Desde a simples vontade de experimentar, à boa condição física, ao desejar aproveitar algum material ou à simples paixão, leva a que muita malta relegue para segundo plano bicicletas com equipamentos e pesos fantásticos em detrimento destas, integralmente rígidas e por vezes muito mais pesadas. Com o aproveitamento de velhas bicicletas que temos lá por casa, antigos quadros de aço, retirando-lhes o supérfluo e misturando peças velhas com outras novas, com poucos euros se monta uma bicla que é a nossa cara.

Atendendo às dificuldades, que temos de escalar e bolinar, com que nos deparamos pelo caminho, os músculos das pernas vão ganhando massa. Ao pedalar diariamente cada vez sentimos menos a necessidade de recorrer aos desviadores da bicla e procurar os shifters para engatar velocidades levezinhas. Escolhendo escalonamentos à medida das nossas capacidades individuais, tudo o resto é puro relax, e um desafio natural que nos impele, que nos apaixona quanto mais pedalamos nela, e que nos devolve com prazer aquilo que fazemos.

Foi nesta bicicleta (quadro Reynolds 653 com cerca de 6,8 kg – peso mínimo segundo as regras da UCI) que Graeme Obree “The Flying Scotsmen”, o escocês voador, construiu artesanalmente na tentativa vã de bater o recorde da hora. A característica mais marcante desta máquina era a sua relação: 67×13. Hajam pernas! Mas não houveram!!!

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fotocycle [11] a prima Vera

Chegou!

Atão! E ela já não andava por aí?!

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passe a publicidade [19] Ecobike – Entregas Sustentáveis

 

É no Brasil mas cá também tem:

Handbikehand e Sem-tempo no Porto, Camisola Amarela em Lisboa.
Caso existam outras sintam-se à vontade de o dizer que eu anuncio aqui.

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pedalando todos os dias

Ora digam lá quantas vezes não temos vontade de fazer o mesmo!?

In bikeyface.com

 

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a debutante

Aproveitando a oportunidade fantástica que as minhas bicicletas me proporcionam, por exemplo esta sensação incrível de rejuvenescer, decidi aproveitar a aparição de um quadro vintage em muito bom estado e meti-me na pequena aventura de o transformar numa Single Speed, para ir ao pão, para atafulhar a arrecadação ou para me divertir com uma coisa simples, diferente e apelativa.

E porquê Single Speed? A simplicidade funcional com que pedalamos e nos deparamos com uma dificuldade é deveras motivante. Para quem gosta de velocidade e já tem uma speed mas quer dar um toque mais “psyco” e chique à modalidade, porque não voltar ás origens? Sim, porque as nossas primeiras bicicletas eram Single Speed! A grosso modo, uma Single Speed é, chamemos-lhe assim, uma bicla SUV, só a uma velocidade. Pedalar bicicletas com n mudanças é uma maravilha, isso todos sabemos, porém, uma SUV é totalmente diferente. É pedalar algo próximo às nossas experiências de infância, quando pedalávamos as nossas Órbita. Foi numa assim que aprendi a me equilibrar, sem me preocupar em meter a primeira para facilitar uma subida. Apenas o esforço das pernas, num verdadeiro “halterociclismo” quando se queria rodar a uma velocidade maior. Não é um retrocesso mas sim um reencontro.

Tentando gastar o menos possível e com a ajuda dos especialistas em arranjar e desenrascar perfeitas raridades (agradecimento especial ao amigo Luis Silva), aos poucos fui juntando o material que me serviu os intentos. Assim, a máquina em questão parece ter saído dos anos setenta do século passado. Com a transformação desta bicicleta pretendo não apenas possuir uma bela maquina clássica mas acima de tudo empreender com ela uma espécie de regresso às origens, para o que realmente importa: dar umas voltas.

Aquilo que fiz foi juntar uma mixórdia de peças new old stock com outras novas , num enorme gozo de pôr a andar e tornar útil algo que não se movia há muito tempo, e que de momento me dá imenso prazer pedalar. Deu trabalho, especialmente ao mestre Barbosa da Velo Invicta, mas ficou e é bonita que se farta. Depois de muita paciência e alguma despesa, aqui mostro o resultado final daquilo que me ocupou durante alguns meses, mencionando algumas características da Alteza (marca histórica da casa portuense Velo Invicta Cycles):

O quadro terá talvez uns quarenta anos, não sei bem. É produção nacional de tubagem Reynolds 531. Pintado num azul turquesa, castigado aqui e ali, só a forqueta está a fugir de tom.
Assim que o vi decidi logo, ficaria tal e qual, carregadinho de patine.

Avanço ITM Vintage lindíssimo. Selim Brooks Team Pro. Pedais KKT Top Run.

Dropbar tipo Randonneur, desconheço a marca. Fita é Brooks e as rolhas seriam também Brooks não se desse o caso de uma delas se ter partido. Assim sendo, duas rolhas de Vinho do Porto serviram na perfeição.

Aqui as poucas peças realmente novas da bicla: Pedaleiro BLB Pista Vera de 46 dentes.
Eixo pedaleiro Tange, corrente Sadem e roda livre de 18 dentes.

As rodas têm um tamanho peculiar (aros Weinmann 27x 1 1/4 e cubos Exceltoo).
Nunca imaginei, mas arranjar pneus para elas foi canja. São uns Semperit Racing.

Caixa de direcção que é nacional.
Travões caliper Weinmann 500. O espigão 25.2mm é JPR.

Rui, as voltas que quiseres amigo. 🙂

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ciclofilia [33] Moving Up A Gear: Can free bikes help girls to stay in school?

Can free bikes help persuade girls in northern India to stay in school? The IGC sponsored two researchers to find out.

For more see theigc.org

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abram alas a Sua Alteza

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dizem que vai chover!…

Então que venha a chuva pois será bem vinda.

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engenhocas criativas, banais e outras que tais

Na leitura diária por coisas relacionadas com biclas, muitas vezes me deparo com inusitadas e interessantes criações. E uso a palavra “interessantes” com reserva, porque se muitas das invenções que encontro são geniais, na minha opinião, outras são muito fraquinhas, ou então são puras tolices potencialmente perigosas. E repito que é a minha opinião. Claro que se eu achar que tal criação se destaca eu publico. Não mantenho nenhum interesse no tipo de negócio e não sou pago pelos criadores e fabricantes dessas produções para publicá-las aqui.

Categoria soluções bué de fixes ou mesmo geniais: uma ideia luminosa

As luzes são um item essencial que deve equipar a bicicleta de cada ciclista urbano. Quando colocadas no guiador ou no guarda-lamas, as luzes pouco iluminam o pavimento por onde se pedala. Certamente que haverá uma série de soluções comerciais, mas quase todos elas serão muito caras. Pois o meu amigo Nuno criou uma solução em conta colocando um foco luminoso acoplado aos ilhós da forqueta da sua bicicleta. Com um par de baratos cabides de casa de banho “Grunthal”, alguns espaçadores de v-brakes, uma anilha, um parafuso M5 e respectiva porca. Aqui podem ver o gadget ao pormenor.

Categoria reinvenção da roda ou mesmo muito fraquinha: Um porta-couves todo macho para o ciclista urbano

Apresento o “The Bike Crate”, “uma solução prática e elegante para os problemas de transporte enfrentados pelo comum ciclista urbano”, dizem! Palavras minhas, eu diria que isto não passa de um caixote todo pimpão para que as biclas dos gajos não tenham de ser iguais às das gajas. Enquanto há cestas de bicicletas em muitos estilos para as bicicletas das mulheres, não é fácil encontrar boas soluções no mercado que se adequem ao estilo dos homens. Bagageiros e alforges frágeis vemos em muitas biclas, mas poucos desses produtos conseguem se tornar em práticas e elegantes soluções. Carregar pesados sacos plásticos no guiador, grandes malas ao ombro ou pesadas mochilas nas costas é desconfortável e muitas vezes não é seguro. “Eis um novo ícone que se vai tornar comum no quotidiano urbano como a vulgar cesta de bicicleta”. É mais ou menos este o conceito que os senhores da MAIK pretendem vender com isto:

Categoria ideias malucas e até potencialmente perigosas: uma carga de trabalhos

Este tipo cruzou uma bicicleta com um carrinho de mão! Não se sabe se foi por necessidade ou mero passatempo, o que se pode ver é que imaginação e alguma dose de loucura não lhe faltam. Pelo menos não lhe faltou criatividade e gostei de ver a adaptação que fez para unir os dois objectos. Quer me parecer que aquilo não passa de um brinquedo para impressionar as garinas. O ângulo do carrinho não permite carregar quase nada e é até perigoso pedalar aquela coisa pela rua. A única vantagem que consigo descortinar é, caso atropele alguém, o infortunado, ou afortunado, ficar sentado e assim fazer uma viagem de borla.

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a azulinha

a azulinha na clínica a receber um lifting

Um dos presentes mais formidáveis que uma criança pode sonhar é receber uma bicicleta. A Azulinha foi escolhida à medida do freguês, pois tinha de ser azul. Pesada como chumbo mas suave a rodar, esta pequena bicla ajudou o Rafa a crescer e a tomar o gosto pelas pedaladas.  A princípio ela o levava a passear com o pai e aos poucos foi-lhe dando uma liberdade e independência inéditas. Com ela, ele ia longe, rápido e sozinho a toda parte. Só que o Rafa foi crescendo e o seu selim não subiu mais. Foi trocada por outra bicicleta e acabou esquecida a um canto, a estorvar e sem serventia. No entanto a bicicleta tem várias vidas. Certo dia foi lembrada, levada e oferecida. Terá um novo dono para que volte a rodar em verdadeiras aventuras pelas ruas da vida. Para oferecer um belo sorriso a outra criança que com ela sairá em novas aventuras com um bando de amigos audazes e felizes.

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