na rua já vi muita loucura, mas uma coisa assim!!!…

Ao volante, perde-se a cabeça e fazem-se coisas que não lembram o diabo. Pessoas no seu juízo normal não teriam ataques de fúria num outro contexto senão ao volante de um carro. Um volante nas mãos de um cidadão, transformam-no em potencial criminoso. Qualquer evento no trânsito se torna no gatilho para detonar uma raiva desproporcionada que tira as pessoas do sério. O stress, a personalidade, o estado emocional no trânsito é uma receita explosiva. Essa fúria provém não só da frustração e da falta de respeito pelos outros mas também de uma arrogância obtusa. Para piorar, a sensação de anonimato no trânsito confere-lhes um sentimento de hostilidade pelo outro. Comum no congestionamento das grandes cidades tem até uma expressão em inglês: “road rage”.

Quem não pedala regularmente nas ruas e estradas geralmente nem imagina que há quem por mero divertimento coloca propositadamente a vida de ciclistas e transeuntes em risco. São condutores que fecham o caminho aos ciclistas de propósito, outros passam rasantes, alguns vão empurrando lentamente o ciclista contra a berma, e geralmente para mostrar que o ciclista “não devia estar na rua”. Pode parecer que é só tacanhice de alguns indivíduos, ou que estar no trânsito é assim mesmo, mas chegar ao ponto de atentar contra a integridade física de quem calmamente pedala e partilha a rua só pode ser uma doença grave do foro psicológico!

Quem comete infracções e se mostra incapaz de partilhar a via pública, quem tem certos comportamentos agressivos, quem faz da força do automóvel uma forma de auto-afirmação, quem coloca a vida de outras pessoas em risco, mesmo que por pura diversão, o carro é uma arma contra ele e contra os outros. Indivíduos que, influenciados pela ostentação e irresponsabilidade que a sociedade lhes confere, usando para isso o poder de um motor a combustão e uma casca de uma tonelada para agredir alguém sem a defesa de uma armadura de metal, não passam de reles cobardes. Com esses tipos não adianta discutir. A essas pessoas não deveria ser habilitada a condução.

uma tarde tão calma e agradável que até deu para fotografar a pedalar

Na tarde de Sábado houve uma festa porreira e animada. Já o sol ofuscava o horizonte quando meia dúzia de ciclistas pedalava na calmaria do final da Rua da Boavista para a Avenida, sem que nada fizesse prever o que se iria passar a seguir. Parados nos semáforos à entrada da Rotunda da Boavista, ao nosso lado, quase a roçar o cotovelo do Pedro, surge um Mercedes preto. O vidro do passageiro da frente desce e solta-se um cão. O susto foi tremendo. De repente a nossa conversa é sobressaltada pelos latidos e somos quase abocanhados pelos dentes caninos, vindos de dentro de um carro! Não houve palavras nem gestos, apenas espanto. Isso mesmo, fomos atacados por um rafeiro do interior de um carro mas o animal não teve culpa, percebemos claramente que aquilo foi uma provocação. Assim que o semáforo verde cai, o tipo arranca para logo à frente voltar a parar no interior da rotunda. O Pedro e o Nuno surpreendem então o condutor do Mercedes e pedem-lhe explicações por aquela brincadeira de péssimo gosto. Eu sigo com o meu filho a pedalar pelo exterior da rotunda,  para parar um pouco mais à frente e esperar pelos restantes. E é então que o condutor arranca, para inesperadamente e numa atitude cobarde e criminosa, apontar o carro aos dois irmãos, na clara tentativa de os atropelar, e desvia-se no último instante. Instintivamente assumo uma posição defensiva e então torno-me no outro alvo a abater. O agressor acelera e guina na minha direcção, com que intenção ele lá saberá. Não me afasto e em auto-defesa levanto a bicicleta. O cobardolas depois foge com o escape entre as rodas e, ainda que de raspão, acertei-lhe com o pneu da roda dianteira da minha bicla na lata, desaparecendo de vista pela Avenida de França.

Aturdidos com aquela loucura, nós e algumas pessoas que testemunharam tudo, ficamos por alguns minutos tentando perceber o que teria passado pela cabeça do tipo. Felizmente ninguém se magoou, voltei a alinhar a roda da Alteza e, já mais calmos, ao fim de três vãs tentativas para que o 112 nos atendesse a chamada, voltamos a pedalar tranquilamente para casa. Agora e com a cabeça fria dou conta que todo aquele desvario não deixa de ser uma tentativa de homicídio, pois se alguém aponta uma arma a uma pessoa pensando que está descarregada, nem que seja por brincadeira, pode haver uma bala na câmara e ao apertar o gatilho acabar por matar. Mesmo que loucos varridos com um volante nas mãos não tenham neurónios suficientes para perceber que uma brincadeira pode matar, a tentativa de homicídio é clara. E não apenas por dolo, mas por culpa. O veículo é um Mercedes preto (CLS?) com a matrícula 72-BP-58.

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ciclofilia [49] Summertime

Made in Polland

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“nada muy sofisticado”: Café La Bicicleta

Em Santiago do Chile, foi recentemente criado um novo conceito. Um café! Ou uma loja de bicicletas!? Bem a sério são as duas coisas. O Café La Bicicleta é um espaço distinto na cidade. Fundado pelo casal Romina e Beto, o café junta o conceito do bar, da cultura e da bicicleta. Os fregueses podem, por exemplo, degustar uma sopa enquanto é feita uma revisão à sua bicla por um especialista. Ou, quem sabe, como amigo visitar o espaço para ler um livro ou conhecer gente de diferentes lugares, que se desviam do caminho apenas pelo prazer de ter estado no Café La Bicicleta.

É bué de longe, eu sei, mas para quem queira conhecer o café fica na rua Simon Bolivar, 3742 e funciona de segunda a sábado, das 12h às 21h.

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cortesia a pedais

Com o início do dia é bom ver outros ciclistas ao longo das ruas e ciclovias a desfrutar da liberdade da manhã. É um belo momento do dia, sereno, tranquilo, radioso e com a excepção de um velho hábito para o qual destino as minhas pedaladas matinais, esta mania estranha de ir marcar o ponto, encontro mais madrugadores a pedalar as suas bicicletas numa manhã estranhamente calma de Julho. Eu gosto. E digo estranhamente calma porque com as férias escolares e gente que ainda dorme, muitos carros não saíram das garagens. Não os invejo por isso, bem pelo contrário.

O que não estranho é receber de passagem um sorriso, um aceno, um “olá”. De alguma forma é natural para dois ciclistas que o possam fazer. No percurso para o trabalho, ultrapassar quem se conhece e depois acompanhar a pedalada à conversa. Por conseguinte, o mesmo acontece no ciclismo de estrada onde é natural ouvir uma saudação de “bom dia”, mesmo vinda de estranhos. Às vezes acontece parar para auxiliar um colega ciclista que está parado na berma da estrada, uma cooperação recíproca da irmandade que existe entre a maioria dos ciclistas. E na ciclovia da Foz, onde marés de ciclistas fazem o seu passeio matinal, é frequente cruzar e cumprimentar velhos amigos que pedalam também.

Não estranho, de certa forma, que os automobilistas não se cumprimentem uns aos outros, a menos que sejam camionistas da mesma empresa. E para os peões seria muito incomum para duas pessoas que não se conhecem abrir a boca e trocar saudações alegres. Não me importa se alguém não retribuir a minha saudação. Nem todo mundo é tão agradável.

O ciclismo é sociável. Quando pedalamos na rua, no monte, na estrada, é tão natural ver uma mão aberta, um sorriso, simples acto de cortesia e de simpatia vinda de um outro ciclista. Uma das minhas melhores lembranças da pedalada até Santiago de Compostela foi passar por todas aquelas pequenas vilas e aldeias e cumprimentar todo o peregrino, ciclista ou caminhante. Ouvir e retribuir com um “bom dia, um “bom Camiño”, não só define um tom de simpatia para o resto do dia, como não custa nada. Custa tão pouco ser agradável e acrescenta maior disposição para se enfrentar a jornada. Custa tão pouco ser educado, sorrir e acenar para alguém, num sociável intercâmbio. Um leve aceno, um sorriso, é a afirmação que tudo está bem. Numa fracção de segundos estaremos de volta, concentrados no nosso caminho.

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passe a publicidade [29] A bike called Arnold

“My name is Arnold Bike. I was created by Ad Agency – Arnold Amsterdam as a unique piece to promote the new agency. ” No joke, Arnold ad agency created a nicely curvy red bike called Arnold, that spelled out its own name. Even in Amsterdam, where there’s a million bikes, this bright red bike catches your eye. The team worked with Swiss designer Juri Zaech to create a frame that not only spells the name A-r-n-o-l-d, but is also a functioning bicycle. Throughout the process, the challenge was to engineer a frame which supported the cyclist’s weight, whilst also achieving excellence in typographical design. Sean Thompson, CCO Arnold Amsterdam, said:

“The bike says Arnold, the streets say Amsterdam and the social networks do the rest. It’s advertising in its purest sense. It is both beautifully designed and functional, which pretty much sums up some of the best design this country has to offer”.

The bike was even in Cannes last week, and fans can follow the bike on the Arnold bike website, twitter and the bike even has its own linkedin page, with over 650 connections already… And recommendations, of course. Here’s one from Jorian Murray, Chairman, Arnold Amsterdam:

“I am lucky enough to be a colleague of Arnold Bike and despite his attention-seeking ways I’m a very big fan. He asked me to say a few words so here they are: he is bright (red), creative (a one-off) and well-built. My only criticism is that he never makes the tea.”

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total absurdo

O sentimento anti-bicicleta da sociedade encontra o seu caminho nas mais variadas e disparatadas facetas. Os ciclistas, urbanos e outros, não apenas enfrentam noções preconcebidas e discriminatórias por pedalarem as suas bicicletas nas ruas e estradas, aliás por todo o lado, como até mesmo num consultório médico se pode sofrer uma lesão só por ver por quanto ficou a fractura… ou melhor, a factura!!!

E isso torna-se agudamente evidente quando se lê isto (sim, aquilo ali em cima)! Sob o título “Mais ciclistas, mais acidentes”, a capa de ontem do Diário Oficial do Estado de São Paulo destacava a foto de um ciclista e a frase: “Especialista do HC (Hospital das Clínicas)  recomenda não usar a bike no trânsito, mas sim em parques públicos e ciclovias”.

O que lá vem transcrito é nada mais do que a opinião de apenas um ortopedista, o senhor Jorge dos Santos Silva chefe do grupo de trauma ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas. Mesmo sendo a opinião dessa pessoa, à qual tem o direito livre de opinar, a partir do momento em que é publicado por um órgão oficial, no caso do governo do Estado de São Paulo, se responsabiliza por publicação de tal matéria.

Segundo o tal chefe de ortopedia, o aumento de acidentes nos últimos anos ocorre porque há mais ciclistas nas ruas e a cidade de São Paulo tem pouca estrutura para uso de bicicleta como alternativa de transporte. Depois recomenda: “Para não colocar a vida de quem pedala em risco, recomendo não usar a bike no trânsito de São Paulo. É uma opção segura de lazer em cidades menores, parques públicos e em ciclovias instaladas na capital, aos domingos”.

Então, quer dizer, o xôtor baseia a sua observação, estabelecendo uma relação causa/efeito, isto é, acidente rodoviário/lesão traumática, como consequência do ciclista nas rua! Daquilo que julga ser ” uma epidemia”, o aumento de utilizadores regulares de bicicleta nas ruas da cidade. Avalia depois os dados da sua prática assistencial mas inverte o ónus da responsabilidade. Para ele é o ciclista que deve ser retirado das ruas, tanto para assegurar a sua integridade física como para reduzir os acidentes. Não é o automobilista que deve ter o pressuposto da prudência e a tolerância em conviver com o ciclista: “saiba como não fazer parte dessa estatística”.

Em virtude das acesas reacções geradas por essa publicação, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelo texto, informou que a opinião do médico não representa a opinião desse órgão governamental. Em nota, o Governo do Estado de São Paulo informou que “é absolutamente favorável à ampliação do uso de bicicletas na capital e em todo o Estado, não só para lazer como também para trabalho. Trata-se de meio de transporte não poluente e que traz qualidade de vida às pessoas.” Informou ainda que tem feito esforços para melhorar “a oferta deste tipo de transporte à população”.

Mesmo assim é difícil entender como se permite a publicação dessa reportagem, onde o teor beira mesmo o terrorismo, com dizeres do calibre: “não seja a próxima vítima“, ou “Muitas vezes, os ciclistas são atingidos por automóveis ou por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismos“. O leitor não sabe quem são essas pessoas, sejam elas experientes ciclistas ou automobilistas, responsáveis pelos acidentes. Nem se essa ocorrência é um acaso ou uma tendência. E não é porque esse médico tirou as suas conclusões, as quais acabaram escarrapachadas num artigo oficial, que se lhe deve dar todo o crédito.

Estranhamente, como médico e ortopedista, ignora mencionar os benefícios de saúde do ciclismo e desaconselha os paulistanos a pedalar. Mas a evidência mais anedótica do artigo é quando “a Secretaria de estado da Saúde informa que, no ano passado, 3.4 mil pessoas foram internadas pelo Sistema Único de Saúde paulista, gerando custo de R$ 3,25 milhões à administração estadual.”! Acho que aqui está tudo dito, pois afinal quer se tratar o mal pela raiz. O ciclista é que é o grande causador dos prejuízos advindos dos acidentes rodoviários ocorridos na cidade de São Paulo!!!

Felizmente, para o mundo, que a maioria das cabeças pensadoras não tira conclusões precipitadas. Sabe destrinçar o trigo do joio, a segurança e os benefícios de actividades específicas sobre a responsabilidade e causa dos acidentes. Não recomendam a eliminação deste benéfico e agradável estilo de vida com base em números economicistas nem no pressuposto que o ciclista é o causador de todos os males. Melhor se fosse!

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fotocycle [33] exposição

saindo da parede

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o Bairro das Artes Circuit

Há a Foz, a Casa da Música, há Serralves, o Parque da Cidade, a Ribeira, mas o Porto tem muito mais para oferecer. É na mistura dos tempos que esta cidade me inspira, ou melhor, se inspira. É nos bairros que respira a gente que ali habita e que faz sentir a quem as visita quase como se sentisse em casa. É nas ruas da cidade que se vive o pulsar do Porto.

Uma dessas ruas é Miguel Bombarda, arruamento com história que ganhou notoriedade quando os marchands começaram a localizar ali as suas actividades. A zona circundante já é conhecida pelas suas galerias de arte e lojas alternativas, especialmente em alturas de “Inaugurações simultâneas”. Na Rua do Rosário há outras coisas que complementam a oferta cultural. Há pensões e restaurantes típicos para quando aperta a fome, comércio tradicional, espaços mais ou menos alternativos e multifuncionais, para os mais variados gostos e preços. Dali até à Rua de Cedofeita é um pulinho e nem dá para agora descrever o bulício que ali se vive. E ainda temos a Rua do Breyner, da Maternidade, e o Largo da Maternidade, Adolfo Casais Monteiro, da Boa Nova, D. Manuel II e tudo o que este quarteirão esconde e que ainda está por descobrir.

O ambicioso projecto Bairro das Artes Circuit existe desde Janeiro mas é ainda uma novidade para os tripeiros. É um projecto comunitário para unir e dinamizar a zona envolvente a Miguel Bombarda, o Quarteirão das Artes, onde todos os dias há algo a acontecer. Design, cursos, aulas, oficinas, exposições, visitas guiadas, sons e música, saúde e bem-estar e até mesmo um circuito infantil.

Ontem à noite, pedalávamos junto ao Largo da Maternidade quando eu e o Ricardo fomos atraídos pelo som de boa música. Parámos e ficamos largos minutos a escutar os acordes bem afinados da banda e a conhecer melhor o projecto.

O Bairro das Artes Circuit pretende unir três públicos: os “bairrões” que residem na área, os “bairristas” que lá trabalham e exibem as suas obras, e os visitantes. São quase 50 os “bairristas”que se associaram e ajudam a manter o projecto de pé, ganhando com isso publicidade e novos clientes. Esta colaboração leva ao “conceito de nova aldeia na 2.ª cidade do país”, pretendido pela organização.

Luciano Amarelo, da Associação Terra na Boca, explica como surgiu a ideia de animar o chamado Quarteirão das Artes. “Olhei e constatei que isto era conhecido, mas não se percebe bem o que é. É o Soho do Porto? Existe um potencial que está desorganizado”.

Entre actividades gratuitas e outras pagas, o circuito é uma montra turística aberta ao mundo, com um grande potencial. Une-se a eventos já existentes, como as “Inaugurações simultâneas”, e tenta-se criar uma agenda de eventos conjunta que se cruza com a oferta adequada à procura do público. O Quarteirão ganhou animação e tem, este mês, mais motivos para ser visitado.

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gatos vadios pela noite Imbicta

2ª Alley Cat Racing Rats Crew – Porto

O vídeo foi feito com o apoio da Concept View, com a cinematografia do António Morais e realização e edição de Arlindo Cid.

Apoios da fabulosa Velo Culture Porto, Polo & Bike, Menino &Moça, Le Coq Sportif, Lucky Bastërds e etc, etc…

(copypasteado às claras do blogue de Mister Sérgio)

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fotocycle [32] solar bike

Photo credit: Barbara Walton / EPA

A school teacher named Aung Pee, age 56, rides his solar-powered and battery-powered bicycle to school in Twortay township, Myanmar, on July 9, 2012.

hungeree.com

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