can’t miss [16] latteblues.blogs.sapo.pt

Sobre isto:

“A minha bicicleta não é nova; não tem uma pintura brilhante; está gasta e tem uns pneus que para encher são o cabo dos trabalhos. No entanto, a minha bicicleta significa muito mais para mim do que se possa imaginar. Andei nela desde pequenina porque a minha mãe só tirou a carta quando eu já tinha 6 anos. Levava-me na bicicleta para a escola, às compras. A minha cadeirinha era amarela e adorava que a minha mãe tocasse na campainha. E agora, uns anos mais tarde, sou eu que ando nela. Sou eu que a uso para o trabalho, para passear, para me chatear quando salta a corrente. E é por isso que gosto tanto dela. Porque antes de ser minha, foi da minha mãe e antes da minha mãe foi de uma velha senhora ciclista suiça”

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ciclofilia [59] fixie Vintage Cycles

 

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passe a publicidade [31] Caloi – Vou de Bicicleta

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bikes love bikes

Bike From Work Bash

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can’t miss [15] slate.com

Why You Hate Cyclists

“Partly because of jerks like me. But it’s mostly your own illogical mind. I’m an asshole cyclist. I’m that jerk weaving in and out of traffic, going the wrong way down a one-way street, and making a left on red. I’m truly a menace on the road.”…

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a Massa é Crítica há 20 anos

Em Setembro de 1992, há vinte anos portantos, algures nas ruas de São Francisco uns tones juntaram-se para um acto de celebração. Pedalar e reclamar o progresso da bicicleta como meio de transporte urbano. No início era um movimento ecológico e o grupo pensou que isso poderia ser um estilo de vida. Podiam mostrar às pessoas que a bicicleta pode fazer as mesmas coisas que um carro. A partir daí, esse movimento foi-se generalizando, e desde então começou a acontecer mensalmente na última sexta-feira. Foi uma inspiração significativa para muitas outras pessoas, residentes noutras cidades e que deram o click definitivo para muitas iniciativas públicas e privadas sobre o ciclismo urbano. Actualmente estima-se que ocorra em mais de 320 cidades pelo mundo. O movimento tem sido caracterizado como um evento de protesto, mas visa fundamentalmente sensibilizar a sociedade para as questões da poluição, as dificuldades de mobilidade, as contrariedades que os ciclistas enfrentam quando partilham as ruas e estradas com os automóveis, a promoção do uso da bicicleta como um meio mais saudável de transporte.

À “coincidência organizada” deram o nome de Critical Mass, situação comum verificada na China em que, por exemplo, quando um ciclista pretende atravessar um cruzamento para seguir o seu caminho, espera que se junte a ele um grupo numeroso de outros ciclistas que queiram ir no mesmo sentido para então dar continuidade à circulação. Massa Critica é, ao fim e ao cabo, uma celebração da mobilidade suave que permite às pessoas que se deslocam de bicicleta, patins, skate, trotinete, etc, circularem com mais segurança e facilidade, marcando presença no espaço público, a rua, e tornando-se visível pelo número e densidade da concentração. Não tem estrutura formal ou organização. Alguns dos seus membros não veem a sua participação como mera forma de protesto, mas com uma mensagem mais profunda, cultural ou artística. Apresentam-se como apaixonados pelas bicicletas, para reunir uns tipos porreiros que querem conviver e pedalar.

Para lá das motivações pessoais de cada participante, o objectivo da Massa Crítica é fazer um ciclismo responsável, cívico e pacífico. Fazer-se notar positivamente, não prejudicando a sua causa. O que quer que qualquer um pense deste movimento social, os participantes têm o direito de ser livres, pedalar em segurança nos espaços públicos, tornar esta forma de expressão numa excelente forma de iniciação à utilização de veículos suaves em espaço urbano. A Internet foi, e é, uma ferramenta muito importante para o crescimento do movimento nas grandes cidades. Artigos, publicações vídeos e fotografias, são ferramentas de motivação e que ajudam a espalhar a ideia. A informação sobre os passeios mensais nas redes sociais e em grupos de conversação promoveram o crescimento e importância do evento. Em Janeiro do ano passado eu descobri a Bicicletada do Porto e me juntei ao grupo, pequeno à época mas felizmente cada vez maior.

Os passeios muitas vezes não têm rota pré-definida. O maralhal segue quem vai à frente. Outras vezes, um consenso espontâneo determina a rota, e a informação é divulgada no momento de saída sobre o percurso escolhido. A informalidade de tais eventos não exige um aviso prévio às forças policiais. Seja em Nova York, em Londres ou em São Paulo, tem havido repressão policial contra o movimento, no entanto o número de participantes continua a crescer substancialmente. O principal é ter prazer no que se está a fazer. Aproveitar que estamos a andar de bicicleta, de regresso a casa depois do trabalho, e chamar os amigos. Não se pode pensar que o movimento é feito apenas para protestar, é sobretudo para motivar e trazer mais pessoas à causa, para se conhecerem, para realizarem uma actividade que proporciona prazer. Quando vemos que mais gente está a aderir, sabemos que é mais uma etapa que a nossa cidade está a vencer. A partir do facto que pessoas comuns fazem uso das suas bicicletas para se movimentar, não há como negar o efeito positivo que a bicicleta oferece e a forma como a sociedade vê os ciclistas.

Nesta sexta vamos celebrar, a Massa Crítica faz vinte aninhos. Como é tradição, realiza a sua pedalada mensal às 18h30, no Porto desde a Praça dos Leões, e o grupo sairá às 19h. Todos estão convidados! Ninguém está ao comando! Traz a tua bicicleta!

posters de Jim Swanson e Mona Caron (sfcriticalmass.org)

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fotocycle [46] rainy moods

Ontem, no meu regresso a casa…

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e assim é no quintal do patronato

Definitivamente as bicicletas estão em alta e rivalizam por um espacinho no gradeamento institucional. Felizmente, não apenas entre nós que optamos por eleger a bicicleta como o nosso meio privilegiado de transporte, muita malta vai tornando o Porto ocasionalmente numa pequeníssima amostra do que é Copenhaga. Pedalar tornou-se ritual dos dias úteis e o interesse pelas bicicletas tem vindo a crescer. Não se sabe bem ao certo se por conta da crise, da sustentabilidade, ou apenas uma onda revivalista de querer voltar os anos 60, 70 e 80, o facto é que é perfeitamente normal ver alguém a pedalar uma bicicleta pelas ruas da cidade, e das de aço, à antiga. As biclas vintage sacudiram o pó de décadas e saíram do armário. Juntamente com pasteleiras salpicadas de tom ocre e estradeiras patinadas, são verdadeiras relíquias de duas rodas que estão de volta à ribalta e com os holofotes voltados para elas.

As bicicletas de estilo holandês estão também a povoar as lojas, as ruas e os mais variados locais de trabalho. Um belo exemplar do estilo clássico holandês, verdadeiro ícone da capital dos vikings, dá agora um ar chique e cool ao que é um sombrio e húmido recanto do edifício institucional. A prestigiada marca dinamarquesa Velorbis está agora também representada no parque de bicicletas improvisado, espalhado entre motos e gatos pelos cantos do quintal da entidade patronal.

A Velorbis evidencia a bicicleta no seu mais sofisticado estilo, produzindo belíssimos modelos que encantam pelo charme retro e acessórios de qualidade, e servem tanto para as deslocações laborais como para simplesmente passear. São biclas de pouca manutenção, feitas para uma vida. Os meus parabéns ao proprietário do avião, o Viriato, pelo bom gosto da escolha e pelo incremento que deu às suas pedaladas.

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mapas no JN

Não fosse o Velho Lau sacanear uma página interior do JN de Domingo e afixa-la na parede da Adega, ter-me-ia escapado a reportagem sobre o mapa com rotas cicláveis no Grande Porto que o pessoal andou por aí a desbravar. Uma clicadela na foto e dá para ler (mais ou menos).

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bikes for Africa | bamboo bicycles

Vaughn Spethmann from Zambikes explains the processes involved in creating beautiful handmade bicycle frames out of bamboo in this excerpt from the 2012 feature documentary, Bikes for Africa.

BikesForAfrica.net

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