e assim é no quintal do patronato

Definitivamente as bicicletas estão em alta e rivalizam por um espacinho no gradeamento institucional. Felizmente, não apenas entre nós que optamos por eleger a bicicleta como o nosso meio privilegiado de transporte, muita malta vai tornando o Porto ocasionalmente numa pequeníssima amostra do que é Copenhaga. Pedalar tornou-se ritual dos dias úteis e o interesse pelas bicicletas tem vindo a crescer. Não se sabe bem ao certo se por conta da crise, da sustentabilidade, ou apenas uma onda revivalista de querer voltar os anos 60, 70 e 80, o facto é que é perfeitamente normal ver alguém a pedalar uma bicicleta pelas ruas da cidade, e das de aço, à antiga. As biclas vintage sacudiram o pó de décadas e saíram do armário. Juntamente com pasteleiras salpicadas de tom ocre e estradeiras patinadas, são verdadeiras relíquias de duas rodas que estão de volta à ribalta e com os holofotes voltados para elas.

As bicicletas de estilo holandês estão também a povoar as lojas, as ruas e os mais variados locais de trabalho. Um belo exemplar do estilo clássico holandês, verdadeiro ícone da capital dos vikings, dá agora um ar chique e cool ao que é um sombrio e húmido recanto do edifício institucional. A prestigiada marca dinamarquesa Velorbis está agora também representada no parque de bicicletas improvisado, espalhado entre motos e gatos pelos cantos do quintal da entidade patronal.

A Velorbis evidencia a bicicleta no seu mais sofisticado estilo, produzindo belíssimos modelos que encantam pelo charme retro e acessórios de qualidade, e servem tanto para as deslocações laborais como para simplesmente passear. São biclas de pouca manutenção, feitas para uma vida. Os meus parabéns ao proprietário do avião, o Viriato, pelo bom gosto da escolha e pelo incremento que deu às suas pedaladas.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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