na bicicleta [3] regresso à Madalena

pedalando sem rodeios por linhas semi-rectas

sobrevivente teimoso ao tempo sem metas

aprisionado no interior dum castelo isolado

continuo à deriva pelo real ilimitado

inspirado num sentimento de um passeio verdadeiro

meu cenário é de escarpas sobre um leito ribeiro

ancorando a vida num pátio soalheiro

rejuvenesço na paisagem de paz que guardei

espalhando-me a direito pelo caminho que sei

de uma silhueta humana com causa e efeito

permanece a memória do presente imperfeito

Fim de tarde, terça-feira, 30 de Setembro.
Porto (parque da cidade; castelo do queijo; foz; massarelos; ribeira)
V.N.Gaia (arrábida; afurada; cabedelo; madalena)

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na bicicleta [2] a segunda grande aventura

Sábado 30, 7 da matina. Ainda poucos se aventuravam a colocar o nariz fora da porta e já davamos as primeiras pedaladas para mais uma etapa ciclista até Fátima. Pela segunda vez aceitei o desafio do meu amigo Rui e desta feita com a companhia do Filipe, o seu irmão. Assim e bem escoltado por um enfermeiro e um agente da autoridade, para o que desse e viesse, de máquinas afinadas, bolsos cheios de calorias, num dia muito feio de Agosto, calmamente encaramos a distância de mais de 200 quilómetros que nos separava do destino. Atempadamente, havíamos já marcado a data desta espécie de “peregrinação” ciclista. Até estava esperançado em aproveitarmos as nortadas da época mas cedo nos apercebemos que Eólo estava contra nós.

Rumo ao sul, pela marginal duriense e marítima de Gaia até Espinho, a primeira hora de pedalada foi cumprida a gosto. A partir daí, até à Figueira da Foz, pela N109, nada de especial se passou senão pedalar, pedalar e pedalar, enfrentar as rajadas de vento frontal, uma chuvada forte e fazer duas bem desejadas paragens técnicas. A primeira em Aveiro para a necessária alimentação, hidratação e micção. Depois de ultrapassada a barreira psicológica dos 100 quilómetros outra paragem em Mira, e desta vez para a aquisição de uma pomadinha milagrosa que ajudasse a aliviar a tendinite e as caimbras que afligiam um dos companheiros de “route”. Contrariamente à viagem do ano transacto, em que bem cedo senti muitas dores musculares, felizmente eu encontrava-me bem. Chegados à Figueira, já muito para além das 13 horas, paramos para confortar o estômago e deixar o corpo descansar naquela relva refrescante, mas não tardou muito para voltar a sentir o rabo espalmado no selim cada vez mais desconfortável. E de novo o vento, o asfalto e aquelas rectas intermináveis até Leiria. Agora e sempre que surgisse uma pequena subidita, era já ultrapassada a um ritmo bem mais pesaroso: “Mais cedo ou mais tarde havemos de chegar, ai havemos, havemos”.

A certa altura, lá para os lados da Guia, saímos da N109 para uma estrada secundária, bem esburacada por sinal e propícia a furar pneus, mas que nos permitiu atalhar caminho. Mais uma paragem, mais uma litrada de água para o bucho e outra contra uma árvore, agora já na companhia do carro de apoio que haveria de nos trazer de volta. Aí, o vento já nem se sentia tanto mas o calor apertava, e bem. A hora prevista para a conclusão da etapa há muito que tinha já passado e ainda nos faltavam cumprir aqueles últimos e penosos 12 quilómetros da N357. Já só faltava a escalada final e a descida saborosa até a Cova da Iria. Sentindo a meta já bem perto, esgotavam-se as poucas energias de reserva até que, enfim, lá chegamos, já bem perto das 18 horas.

Depois, foi só refrescar a carcaça, trocar de equipamentos, colocar as escravas no tejadilho da viatura e voltar para casa.

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na bicicleta [1]

Juan chega à fronteira entre os Estados Unidos e o México de bicicleta. Traz dois grandes e pesados sacos. O guarda manda-o parar.

– O que é que vem nesses sacos?
– Areia – responde Juan.
– Veremos! – diz o guarda – Desce da bicicleta.

O guarda tira-lhe os sacos, esvazia todo o conteúdo e descobre que nada têm a não ser mesmo areia. Mesmo assim, retém Juan na fronteira por uma noite e manda analisar a areia. Os resultados mostram que nada mais é que pura areia. O guarda liberta Juan, volta a pôr a areia nos sacos, ajuda-o a colocá-los na bicicleta e deixa-o passar a fronteira.
Uma semana mais tarde volta a passar-se o mesmo.

– O que é que vem nesses sacos?
– Areia – responde Juan.

O guarda tira-lhe novamente os sacos, esvazia todo o conteúdo, manda analisar e descobre que é mesmo a mais pura areia. O guarda volta a pôr a areia nos sacos e deixa Juan passar a fronteira na sua bicicleta.

Esta sequência de eventos passa então a repetir-se todos os dias ao longo de vários meses. Um dia Juan deixa de aparecer e o guarda encontra-o numa cantina no México:

– Ó, tu! Eu sei que andavas a contrabandear qualquer coisa. Tens dado comigo em doido. Só penso nisso… nem consigo dormir! Aqui entre nós: o que é que andavas a contrabandear, afinal?

Juan bebe um gole de tequilha e responde calmamente:

– Bicicletas!

 

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momento

Todos se devem lembrar do primeiro beijo, do primeiro tombo da bicicleta, daquele presente desejado, do aroma das manhãs de Domingo… Momentos eternos e especiais, vividos e guardados no nosso íntimo. Seja qual for, e independente da forma como foi guardado, o momento é sempre recordado de uma forma transcendente. Normalmente junto surge aquela lágrima de saudade, da felicidade ou do medo. Escorre pela face contando toda a história do momento, todos os sentimentos vividos e ao sumir na queda chega ao fim a sua história, toca o presente, a realidade.

É bom que vivamos momentos tristes, para que assim possamos sorrir como se fosse o último sorriso, e é bom que vivamos momentos felizes, para que sintamos a felicidade como algo que pode não ser eterno… Os momentos moldam a vida.

Algumas pessoas participam apenas num momento da nossa vida, mas às vezes fazem mais diferença do que aqueles que estiverem sempre presentes. Os momentos podem passar, só não podem ser esquecidos, sejam lembrados por um silêncio ou por uma alegria.

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olhó balão

O Porto é cheio de tradições. Para além de outras festas, de outros “sanjoões”, hábitos sazonais que fazem a população sair à rua para festejar as conquistas do Futebol Clube do Porto, hoje é véspera de São João. É a maior festa da cidade, de forte cariz popular. Nada está previsto, tudo é natural e improvisado. Todos estão bem animados e dispostos para a boa disposição. 

Os tripeiros mal terminam o seu dia de trabalho, começam discretamente a preparar a festarola. Ao jantar, em casa ou em restaurantes típicos, não pode faltar à mesa as caríssimas sardinhas assadas, as fêveras e petiscos tradicionais bem regados com vinho verde ou cerveja. Depois do repasto, reúnem-se grupos de amigos e conhecidos, de todas os locais e arredores da cidade, e organizam-se as rusgas de São João. Os mais tradicionalistas não saem para a rua sem os alhos pôrros e molhos de cidreira. No entanto a maioria mune-se de um “armamento” mais moderno, duro e ruidoso, que já acabou por ser aceite e tornou-se imprescindivel na tradição, os martelos de plástico. O início do percurso é inevitavelmente nas Fontaínhas, os seus odores, as suas gentes típicas, o comércio de banca e as cascatas sanjoaninas. Os foliões descem então até à Baixa e à Ribeira para assistirem ao fogo de artifício, actualmente mais vistoso e explosivo fruto da “guerrinha” das autarquias Porto/Gaia.

– E quem lucra é o pobom, ó morcom!

A partir daqui a festa é constante onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira fraternidade e animação.

– Ó patego, olhó balom!

No ar, quais pirilampos voadores, sobem balões largados por todos os pontos da cidade, salpicando os céus de luzinhas trémulas, derivando ao sabor do vento. Nos bairros a festa continua. Há bailaricos organizados pelas comissões, os artistas dão sabor à música popular, fazem os tripeiros dançar até o dia raiar. Os foliões deslocam-se para os pontos de diversão em Miragaia, Massarelos, Boavista e Foz. Faz-se o percurso a pé, à martelada, em comboinhos de pessoas desconhecidas que dão as mãos e se abraçam. São milhares as pessoas que pejam as ruas, onde não há atropelos, as zaragatas são de imediato sustidas pelos populares, os beligerantes rapidamente selam a paz com mais um copo e uma pancada de alho pôrro de amizade. Os matraquilhos, os carroceis, as pistas dos carrinhos de choque não faltam a quem queria brincar. O cheiro dos manjericos, da sardinhada, das farturas e do suor inunda o ar e inebria a multidão. Procuram-se as barraquinhas dos comes e bebes para confortar as barrigas e dar um merecido descanso às pernas. O espírito sanjoanino dura até que, nas praias da Foz, alguns guerreiros do martelo, exaustos e enamorados, ficarão a aguardar os primeiro raios de sol, ou as sombras do nevoeiro, como estava esta manhã.

Bom Som Joaom ó faxabôre, carago.

Imagem daqui

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digam lá outra vez… vinte e três!

UEFA has confirmed that FC Porto will be admitted to the 2008/09 UEFA Champions League.

UEFA statement

On Monday, European football’s governing body issued the following statement: “As communicated on Friday 13 June, the disciplinary case regarding FC Porto and their entry to the 2008/09 UEFA Champions League season has been referred back to the UEFA Control and Disciplinary Body. However, following the written grounds as sent by the UEFA Appeals Body, it can now be confirmed that FC Porto will be admitted to the UEFA Champions League in season 2008/09. This is essentially due to the proceedings in Portugal not having been finally concluded.”

Esta noticia soube-me como se fosse mais uma vitoria no campeonato.

A prova da verdade desportiva que os dirigentes do SLB queriam, era só uma: irem à Liga dos Milhões. Eles queriam a todo o custo, não o apuramento das responsabilidades, mas uma decisão rápida e favorável que lhes permitisse ir à Champions League. Não queriam um castigo, queriam um castigo oportunista. A sua estratégia foi só uma, tentar destruir o F.C.Porto e, dessa forma, não só impedir mas também suceder-lhe nos êxitos desportivos. Lançar o máximo de suspeitas para assim desgastar e tirar credibilidade ao F.C.Porto, lançando em simultâneo uma propaganda para criar confusão nos adeptos portistas contra a sua SAD. Tapar os olhos aos adeptos do seu clube da sua inépcia desportiva. Pensavam eles que seria a sua tábua de salvação, não só por tentar diminuir o F.C.Porto, mas também pelos milhões que esperavam receber. Uma clara estratégia de fuga para a frente, iludindo investidores, promessas e compras de jogadores. Agora estão aflitos e desesperados porque afinal não tem competência, nem dinheiro, para cumprir as promessas feitas aos seus adeptos. Ficam-se pela Liga dos…

Melões.

(Ahhh… esta talhada soube-me pela vida!!!)

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dona maria

A construção da Ponte Maria Pia iniciou-se em Janeiro de 1876. Uma obra de engenharia audaciosa, mesmo para a época da “arquitectura do ferro”, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e construída, entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877, pela empresa de Gustave Eiffel. Foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do rio Douro. Utilizaram-se 1.600.000 kg de ferro e cerca de 150 operários, na sua construção. As dimensões exigidas, pela largura do rio Douro e das escarpas envolventes, produziram o maior vão construído, até essa data, com a aplicação de métodos revolucionários para a época. A inauguração, em 4 de Novembro de 1877, foi presidida pelo rei D. Luís e pela rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome. Esta ponte, que embeleza a cidade do Porto há 130 anos, fez a ligação ferroviária entre o Norte e o resto do País, sendo um motor importante de desenvolvimento.

Em 1991, a nova Ponte de S. João veio substituí-la e a Ponte Maria Pia foi desactivada.

Um concurso público para reabilitação da ponte foi lançado em Novembro de 2007, altura em que se assinalaram os seus 130 anos. Para já, apenas de conservação, está a ser anunciado o arranque das obras de restauro previstas até ao fim deste primeiro semestre. Existe também um projecto para a criação de uma via ciclo-pedonal, que inclui a reabilitação das duas margens, e a construção de esplanadas e um restaurante, no entanto este projecto encontra-se num impasse enervante e sem resolução.

Quem por lá passou, de comboio a carvão ou nos mais modernos, nunca se irá esquecer da adrenalina, do temor e tremor da experiência. Passaram-se muitos anos e a velha e lindíssima ponte continua abandonada à ferrugem e à corrosão. O projecto, que parece já estar pago, nunca mais se concretiza. Leio e ouço dizer que é por falta de vontade política em o fazer avançar. A utilização da ponte como passagem ciclo-pedonal e com locais de lazer é uma solução que espero se torne realidade. Poder caminhar e pedalar, sentir o vento, a vertigem, a paisagem, poder calmamente tomar um café num fim de tarde, agrada-me bastante, mas acima de tudo saber que a velha e esquecida ponte irá estar lá, firme e viva, continuar a ser património do povo portuense e gaiense, continuar a ser património do Douro, continuar a ser património da memória.

 

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bolhão

A Câmara Municipal do Porto, ou esse senhor que lá manda, quer transformar o Mercado do Bolhão, um dos símbolos da cidade invicta, em mais um centro comercial. O “negócio” implica a demolição do interior do edifício, mantendo apenas a fachada e levando assim ao desaparecimento das bancas de venda tradicionais, das suas vendedeiras, dos seus pregões, dos seus cheiros, dos seus sons e das suas cores. Da verdadeira natureza portuense.

O Bolhão há muito que está em crise e reclama obras urgentes de beneficiação, mas os sucessivos governos municipais não se têm mostrado interessados em rejuvenescer o mercado, criar condições condignas aos seus vendedores e clientes e assim preservar a essência deste património da cidade.

Sábado passado fui lá. Entrei quase sem perceber que pode bem ser a última oportunidade de voltar a sentir o Bolhão tal como é. Velho, humilde, húmido e nosso. Aqueles odores inebriantes logo se entranharam em mim. Observei as rugosas faces de preocupação disfarçadas com aquela alegria e modo atrevido de nos cativar: “quer alguma coisinha, amor?” O pregão solta-se fácil do sorriso da vendedeira, que nos acolhe de mão na cintura e banca carregada de fruta fresca para vender. Sentir o cheiro a alho, ver o peixe “vivinho” na mão das regateiras e as colheres de pau empunhadas na conquista da freguesia. Em nenhum outro local da cidade se sente o coração da gente e o que é realmente ser tripeiro. É triste que alguém prefira o esforço mínimo (e mais rentável) à nobre intenção de guardar o Bolhão para as novas gerações.

Haverão outros promotores interessados em recuperar e preservar as tradições e o património humano. Não entendo que outrora pessoas ilustres contestaram um plano de pormenor e hoje, afogadas num rio que desagua com uma surdez ensurdecedora, não se manifestem desta intenção de destruir, e com isso permitir que outro centro comercial nasça na baixa da cidade, dando mais uma facada no comércio tradicional.

Oh Mercado do Bolhão,
Àgua o deu do chão p’ra fora
E nenhum rio parvalhão
Te há-de arruinar agora.

Dizem que é o progresso
Que é grande evolução
Isto é mas é retrocesso
E cega destruição

Aqui a invicta cidade
Nunca passou tantos perigos
Cuidado! O Rio ‘inda há-de
Vender a torre dos Clérigos

Bolhão, mercado do povo
Dos pregões e vendedeiras!
Não mais um shopping novo
Sem couves, tripas e alheiras

Bolhão das bancas abertas
E dos pregões convincentes
Grandes ganâncias despertas
Aos tais que afiam os dentes

E se eles afiam os dentes
É por causa salafrária
Que lhes põe as mãos tão quentes?
Especulação imobiliária!

Em vez do Bolhão do povo
Na baixa e zona central
Quer a Câmara um centro novo
De lixo multinacional

E em vez das vendedeiras
E das pequenas lojinhas
Serão só ” boutiques” cheias
De mil inúteis merdinhas

Mas cá a gente do burgo
Que se impôs pelo Coliseu
vai é mandar pastar o burro
Do rio p’ra lá de Viseu

E este marco do Porto
Não deixemos destruir
O Bolhão não será morto
Se nos soubermos unir!

Quadras retiradas daqui.

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alternativas

As bicicletas vêm ocupando uma maior evidência nas ruas das cidades em todo mundo. Estes “veículos” de duas rodas são encarados como parte da solução na actual crise económica e ambiental na economia de recursos naturais e da falta de espaço citadino. Aproximadamente 10 bicicletas ocupam o espaço de um único automóvel…

Cada vez mais se têm promovido o seu uso para desafogar o trânsito, o Metro permite a sua entrada e transporte, os municípios abrem trilhos e constroem ciclovias com maior frequência, algumas empresas já utilizam bicicletas nos seus serviços e divulgam os seus benefícios.

Além de ser um excelente meio de transporte, pode nos levar ao trabalho, à escola, à farmácia, à praia, uma ideal solução para deslocamentos de curta distância. Contribui também para a qualidade de vida das pessoas pois é um instrumento de lazer, terapia e de brincadeiras. Não é novidade para ninguém que andar de bicicleta vicia. As endorfinas que o corpo produz acabam por se transformar numa necessidade dos praticantes e consequentemente potenciar a prática da actividade física.

Especialmente aos fins-de-semana, nas ruas marginais de Gaia, Porto e Matosinhos, vejo um crescente número de praticantes, de todas as classes etárias, conscientes da importância que a utilização da bicicleta  tem para o seu bem estar.

Perguntam-me então: – “E à chuva, também pedalas?”.

Bom…! Quem anda à chuva molha-se e, se tiver que ser… não há nada que uma quente caneca de chá com mel depois não resolva!

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