Talvez estranhem só agora publicar o meu postinho d’hoje e lhe dar este título mas isso tem uma boa justificação. Depois de assistir ao último jogo do campeonato no Dragão, fomos levados por um mar azul e branco e celebramos até às tantas mais um S. João antecipado nas ruas do Porto. Revivemos a alegria que o nosso Futebol Clube do Porto nos proporciona a cada vitória, e o autocarro da glória desfilou desta vez em plena baixa tripeira o que não acontecia há alguns anos.
“É o tetra, olé, olé”, “Quem bate palmas é tripeiro, é tripeiro, é tripeirooo!” A cidade deitou-se de madrugada. Exausta e feliz, mas…
Mas eu ontem vivi um dia de contrastes com os clubes da minha cidade. A convite do meu primo Berto, durante a tarde, fui assistir no Bessa ao derradeiro jogo de uma época muito difícil para o clube axadrezado, onde o meu filho é atleta de judo. Bastava conseguir um resultado positivo frente ao Covilhã para o Boavista se manter na Liga Vitalis. Milhares de cachecóis e bandeiras pintavam as bancadas e os adeptos desenhavam uma expressão de confiança numa tarde de festa que não se vivia há bastante tempo, para dar o calor humano e incentivo aos jogadores na conquista da última vitória. A partida não correu de feição para as hostes boavisteiras, o Boavista perdeu e bem o jogo, acabando assim ingloriamente relegado para a 2ª Divisão, que na prática é a 3ª, sendo a primeira vez que tal acontece a um campeão nacional! Chega assim ao fim uma época de muita luta, em que os jovens boavisteiros sempre mostraram a sua abnegação e amor ao clube por todo o país. Nem mesmo o presunto que a Dona Lurdes da Tasca da Badalhoca oferecia para premiar o primeiro marcador de um golo boavisteiro foi suficientemente galvanizador e moralizador. A missão era complicada, as dificuldades financeiras que o clube atravessa são bastante graves e os obstáculos que se lhes depararam durante a época foram imensos. A equipa é demasiado jovem e inexperiente. O pesadelo do “apito dourado” marcou-os definitivamente. Acho deveras curioso, ou talvez não, o facto de o Boavista descer de divisão juntamente com o Gondomar, mas isso são conspirações para outras teorias. No final do jogo, a tristeza e o desânimo tomaram conta de jogadores, dirigentes e adeptos. Vários saíram do estádio lavados em lágrimas, bastante emocionados, num clima de consternação mas também de alguma resignação, sem no entanto se calarem as vozes de apoio e incentivo ao Boavistão. Força Boavista. Estou certo que este grande e digno clube se erguerá de novo com a dedicação, força e jovielidade dos seus atletas e adeptos.















![fotocycle [256] São Pedro é que manda toda a gente para casa](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/gLw8lQFCf_FWpBbihM30fllCH8aibE6dfbgOgX-Du5c-2048x1534.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)


![can't miss [8] stevemccurry.wordpress.com](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2012/07/cambodia-steve.jpg?w=200&h=200&crop=1)










