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e não dizemos que todos os caminhos vão dar a Roma!…
Ignazio Marino, o novo presidente de Roma, chega de bicicleta escoltado por dois policias municipais para a sua tomada de posse. É vip, pronto, e portantos fez o percurso até à Câmara Municipal escoltado por dois polícias municipais, mas à parte das mordomias é mais uma lição de outro governante europeu que não tem peneiras em escalar o caminho da política no selim de uma bicicleta.
Aqui mais e excelentes fotografias do momento.
Publicado em ele há coisas!
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furos e remendos – revisão da matéria dada
“Oh pai, o pneu da minha bicla furou! Posso levar a bicicleta da mãe?” O telefonema já me prevenia que mais tarde iria despender uns minutinhos de puro entretenimento. Em casa dei conta que estava em rotura de stock, no que a câmaras-de-ar virgens dizia respeito, e aproveitei para reciclar a câmara furada, tirar umas fotos à operação e reciclar também uma resma de dicas sobre um assunto que é sempre chato.

Consoante a possibilidade e necessidade, vira a bicicleta de rodas para o ar, só porque pode dar jeito e facilitar a operação. Neste caso foi a da frente, a mais fácil de tirar, o que para o efeito apenas desapertei o aperto rápido. Se porventura as rodas estiveram apertadas com um parafuso, terás de estar munido com a respectiva chave inglesa. Outro pormenor é aliviar os travões. No caso, a bicla como tem V-brakes foi necessário soltar os braços que sustentam as pastilhas do travão. Com a roda fora e um jogo de alavancas de pneus, retirei o pneu do aro, parte por parte, até que um dos lados do pneu ficou solto do aro. Depois de sacar a câmara é bom não esquecer de tactear a parte interior do pneu, pois o causador da massada, um espinho, um caco de vidro ou de plástico, pode ainda estar lá e voltar a causar danos. Caso encontres alguma coisa roga-lhe uma praga e atira-o para bem longe.

Com a câmara cá fora e a bomba na mão, é dar umas bombadas de ar lá para dentro para encontrar o furo. Quase sempre se encontra com facilidade mas o velho truque de mergulhar a câmara em água e procurar a fuga pelas bolhinhas é infalível. Faz uma marca sobre o orifício e depois raspa com lixa até deixares de ver a marca. A finalidade de lixar é deixar a borracha rugosa para mais facilmente fixar a cola que se vai aplicar logo em seguida. Aplicada uma generosa dose de cola em cima e à volta do furo, numa área maior do que o remendo que irá aplicar, deixa-a secar um pouco. Aplica também um pouco de cola na parte interior do remendo e coloca-o sobre o furo, pressionando com firmeza durante alguns minutos.

Antes de voltares a colocar o pneu é aconselhável que verifiques também o aro e a fita de protecção, assim como dar outra apalpadela no interior do pneu de modo a não haver nada esquecido lá dentro. Volta a inserir a câmara no pneu, introduzindo primeiro a válvula no orifício do aro. Depois, bombeia um pouco de ar na câmara, apenas o suficiente para dares um ajuste do pneu no interior do aro com os dedos e certifica-te que a câmara não ficou torcida ou trilhada. Volta a colocar a roda na forqueta, ajusta a patilha do aperto rápido e o travão. Finalmente enche o pneu na pressão indicada e, caso tenhas vontade, sai e vai dar umas valentes pedaladas de satisfação.
para o bem de todos
Muita gente diz ter receio em andar de bicicleta no trânsito, no meio dos carros, um temor que os impede de usar a bicicleta como meio de transporte. Esse medo não é totalmente infundado, tenho de admitir. Só de imaginar um choque frontal contra um pára-choques dá-me logo calafrios. Pedalar acarreta riscos e esses riscos são o resultado de muitas outras variáveis, como o mau estado das vias, ou o resultado de eventos inesperados, como um peão atravessar-se à nossa frente ou um automobilista abrir bruscamente a porta do carro. Um trambolhão é uma coisa, ser atingido por um caixote de aço com várias toneladas deve doer muito mais. É por isso que tantas pessoas vêem o ciclismo na estrada como algo que só os loucos fazem. Uns exagerados, são o que são!
Do ciclista é esperado o ónus da sua segurança, que se equipe, a si e à sua bicicleta, com os apetrechos adequados. Luzes dianteiras e traseiras para ser visível à noite. Usar um capacete é visto como um ciclista consciente. O hábito de vestir roupas coloridas ou faixas reflexivas evidência o seu nível de prudência. Mas o ónus da segurança inequivocamente não deve repousar exclusivamente sobre os ombros dos ciclistas. Embora seja verdade que o uso de roupas escuras torna o ciclista menos perceptível ao automobilista, é igualmente verdade que a outra metade da responsabilidade e obrigação de prevenção deve recair sobre quem conduz.
É que na realidade, quase nenhum ónus recai sobre o cachaço do automobilista. A consciência da maioria encartada é que são reis e senhores do espaço. O ciclista que se arrume. A nível pessoal já levei com muitos assim e tive a perfeita sensação que a minha integridade física, já para não falar da vida, esteve por um fio. Uma experiência desse tipo poderá desmotivar e acobardar uma pessoa que prefere dar ao pedal a ter um pé pousado no acelerador. A culpa e o remorso nunca serão suficientes para devolver a segurança às pessoas e é aí que a responsabilidade do condutor tem de ser exigida, mesmo que não achem que o acidente foi por culpa deles.
Quase tudo é permitido ao automobilista e tudo o que faz de errado é invariavelmente justificável, como uma distracção ocasional. Quando um acidente acontece foi porque algo fugiu ao seu controle. Os cidadãos são liberados de muitas obrigações normais quando estão atrás do volante. Qualquer um pode cometer um erro. Então, quando se trata de prejudicar outra pessoa, especialmente um ciclista ou um transeunte, nenhum crê que tal lhe possa acontecer. O ónus da segurança deve ser partilhado pela sociedade. Não é simplesmente uma questão de automobilistas contra ciclistas. São devidas medidas para tornar a rua mais segura e exigir o devido cumprimento das regras de trânsito. É algo que deve ser feito para o bem público.
Para que o ciclismo seja um efectivo meio de transporte, as estradas devem ser redesenhados tendo a segurança do ciclista em mente. Separar as bicicletas e os carros nem sempre é possível, e melhor do que isso será educar e orientar automobilistas, ciclistas e restantes utilizadores da via pública a interagir uns com os outros de forma responsável e segura.
Publicado em o ciclo perfeiro
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ciclofilia [89] bicicleta el futuro
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bike park Serralves
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apetece dizer…
Ciclistas hão de todas as formas e feitios, com diferentes objectivos, aptidões e benefícios. Alguns deles crêem na existência de uma “comunidade de utilizadores da bicicleta”, defendendo que os ciclistas têm muito mais em comum para além do que simplesmente andar de bicicleta. Tanto no sentido da conformidade entre as várias espécies de ciclistas, estilo de pedalada, tipo de bicicleta, vestimentas, como nas experiências tidas em comum, ainda sentimos na pele a discriminação legislativa, vulnerabilidade na estrada perante os automóveis, sentimento de uma minoria que, resultante da utilização de um modo alternativo de transporte, faz coisas de maneira diferente, fora do tal mainstream.
No nosso país, na nossa cidade, andar de bicicleta como meio de transporte já não surpreende. De certa forma, pedalar para ir e vir de lugares, para treinar, para passear, coloca-nos num patamar diferente. Representa que nos movemos contra a influência da maioria resultante das sociedades modernas industrializadas. Criatividade e ciclismo pedalam lado a lado. Atrai pessoas que pensam de forma diferente das normas, que gostam de desafios e têm uma visão inspiradora de tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
As bicicletas abrem um novo mundo de oportunidades. Há a evidência de uma mudança de atitude do público para com o ciclismo. Nova regulamentação legislativa visando a partilha da estrada com os ciclistas, a construção de infra-estruturas para acomodar bicicletas, são alguns dos exemplos mais importantes de equiparar o uso da bicicleta encorajando o seu uso como o meio viável de transporte urbano. Há um segmento crescente da sociedade que enfrenta o status quo argumentativo que andar de bicicleta não é apenas um divertimento, um exercício, mas que faz parte integrante nas nossas vidas diárias.
As mudanças raramente são súbitas. Talvez, um dia, pedalar seja tão natural para todos os seres humanos como outrora foi para os nossos ancestrais ter a capacidade de andar. Pés e bicicletas podem fazer um retorno e levar-nos ao ponto de partida, lembrando-nos do que nós deveríamos ter sido. E as mudanças começam a ser perceptíveis na cultura de estrada. No mesmo cenário com outros actores, desempenhando um papel semelhante numa paisagem igual, mesmo que continuemos em quase tudo na cauda da Europa, apetece dizer: ESTAMOS A VENCER.
Publicado em o ciclo perfeiro
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can’t miss [45] oportoencanta.com
“Opera fiXi”
Numa bicicleta sónica da Ribeira até a Foz
“It’s cool, é bacana, é fixe a “Opera fiXi” !!”
Publicado em can't miss it
Etiquetas bicicletas bué de fixes, bicicultura, coisas que vejo, motivação, Opera fiXi, outras coisas, passeio, Porto
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antiga, mui ogre e sempre fiel, Dona Etielbina
Há coisas que aparecem na nossa vida quando precisamos delas e que depois deixamos ir, quando alguém precisa delas mais do que nós. Mas tem coisas na vida que não damos. E muito menos vendemos. Livros, discos de vinil, computador 486 e bicicletas são algumas delas. Não há como pôr um preço na história. Mesmo quando ganhamos uma bicicleta nova, a velha e gasta bicla que nos ajudou a escrever a história irá permanecer, pronta a ser levada connosco e continuar a nossa narrativa. E, nesse devaneio, ontem dei conta de estar a recordar isso tudo. Percebi que me lembro de todas as bicicletas que tive. De como chegaram e de como se foram. Nem sei bem porque passei um bom tempo da minha vida, muitos anos sem bicicleta!
Comprada segundo o meu código ético, foi nela que voltei ao duro selim para rodar as pernas. Aos poucos adaptada às minhas necessidades, me manteve em forma e afastou a melancolia dos dias curtos. Foi nesta bicicleta que virei definitivamente um ciclista, fortuito, entusiasta, constante, porque a vida é mais gostosa a pedalar. Depois chegaram outras. Os meses foram passando desde a derradeira vez que a pendurei na garagem, lá longe na casa paternal, e ela lá foi ficando, negligenciada, porém guardada.
A gOrka anda rabugenta, a Maria só sai à chuva e a Alteza, nem me quero lembrar, está empenada! snif… Ultimamente tenho passado mais tempo na garupa da Cósmica, mas a ingrata embirrou comigo, vá lá perceber porquê! Depois de duas recentes odisseias inesquecíveis de longos quilómetros a penantes (leva o kit pá, leva o kit…), pelo menos ontem deixou-me chegar são e salvo à casa paternal. E quando mais tarde me preparava para regressar ao Porto fui dar conta do pneu traseiro em baixo, chato pela terceira vez numa semana!!! Chiça pá!… Sem remendos, câmara ou pachorra para mais um frete, dona Etielbina, pendurada na garagem, no banco de reservas, piscou-me o led pronta para solucionar o problema deste seu dono desnaturado. Chamada a jogo, depois de uma borrifadela na corrente e duas sopradelas nos pneus, foi uma cavalgada louca. O corpo solto nas curvas, pura coxa rua D. Pedro V acima, da praia da Madalena à Prelada. De todas as bicicletas que contribuíram para o meu progressivo equilíbrio, foi sobre as suas duas rodas que definitivamente me coloquei nos eixos.
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3 comentários
ponha aqui a sua biclazinha, devagar, tem vaguinha…
Então não é que assim da noite pró dia brotaram parques de biclas bem jeitosos e bonitos cá no burgo! É verdade, não é preciso pedir que me belisquem. Assim que entrei na Praça Filipa de Lencastre dei com esta bela surpresa, mesmo em frente ao hotel, onde é costume estarem carros abusivamente estacionados e invariavelmente bloqueados.

Foi esta a boa nova ao virar da esquina. Andam a instalar mobiliário novo no Porto, e do bom! Até ver parece coisa bem feita, de configuração e lotação adequadas, num local onde muita malta ciclista procura um poste e espaço para amarrar o seu veículo de transporte. Entretanto, o meu amigo André encontrou outro parque idêntico na R nossas binas.
Até parecem cogumelos, carago… Mas, se até Outubro o Rio vai secar, que bicho terá mordido o Sr. Departamento da Via Pública?!
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