can’t miss [66] margarida.net

Nova rotina diária em bicicleta, queda, horseball e prova de vinhos!

margarida.net

“Uma das coisas que melhor me faz à saúde são… as greves do metro!

Há um ou dois anos as greves do metro permitiram-me mudar a rotina e em vez de apanhar o metro após chegar do comboio a Lisboa, fazer o percurso a pé. Ainda eram cerca de 15 minutos com passo rápido mas fazia-me muito bem e, apesar de inicialmente chegar ao trabalho com um pouco de asma, rapidamente isso deixou de acontecer.

Desta vez, a última greve do metro, permitiu-me mudar a rotina e experimentar ir de bicicleta! A pé seria um percurso demasiado longo do transporte que apanho agora e da nova localidade da minha empresa…”
…

(Continua a ler as rotinas da Margarida, de bicla e não só, aqui)

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [2] Carro x Cavalo

Muitas vezes me pergunto porquê ninguém mais usa o cavalo como meio de transporte. O cavalo até os primórdios do século XX era largamente utilizado como um meio de transporte individual, uma ou duas pessoas montadas no cavalo ou numa carroça, ou coletivo, 2 a 6 cavalos a puxarem um “elétrico”/bonde/Omnibus.

Figura 1 - Uso do cavalo como meio de transporte em Paris. Fonte: http://www.parisenimages.fr/fr/popup-photo.html?photo=211-11

Figura 1 – Uso do cavalo como meio de transporte em Paris. Fonte: http://www.parisenimages.fr/fr/popup-photo.html?photo=211-11

Entretanto os cavalos, como outros animais quaisquer, eram suscetíveis a doenças contagiosas1,2, cansaço (muitas vezes eram abatidos na rua pelo próprios condutores dos Omnibuses e deixados a apodrecer) e precisavam obviamente receber cuidados veterinários diversos, abrigo e alimentação. Porém não eram estas as principais preocupações dos donos de cavalos/empresas de Omnibus, passageiros e da sociedade em geral. A principal preocupação era a poluição!

O estrume (fezes) gerado pelos cavalos era de proporções inimagináveis. Os centros de provavelmente todas as cidades americanas (país onde o uso do cavalo como meio de transporte foi mais intenso) eram um verdadeiro esgoto a céu aberto, as ruas ficavam literalmente cobertas de estrume. No final do século XIX terrenos baldios em Nova Iorque, que tinha uma população de aproximadamente 160 mil cavalos para 2 milhões de pessoas, chegavam a ter entre 10 e 15 metros de altura de estrume3,4 que eram retirados das ruas! Aliado a isso, moscas, urina, carcaças e crueldade com os animais eram uma constante.

Porém os serviços de transporte estavam reféns do cavalo. Mesmo com a invenção da máquina a vapor e da rápida expansão dos caminhos-de-ferro trazidos pela Revolução Industrial, o cavalo era ainda essencial para fazer a ligação final entre as estações de comboio/trem e os armazéns e o centro da cidade. Esta situação começou a mudar com o aperfeiçoamento dos motores de combustão interna e com a invenção do automóvel. Esta invenção, iniciada por Carl Benz em 1886 e popularizada por Henry Ford, com a produção em massa do Ford T entre 1908 e 1927, provavelmente a maior invenção da história da humanidade, mudou drasticamente os padrões de viagem em todas as cidades do mundo, deu o descanso merecido ao cavalo, retirou a sujeira das ruas e tornou o transporte individual acessível a uma considerável fatia da população que não tinha condições e espaço para ter e manter cavalos.

 Hoje, mais de 100 anos depois do Ford T, vivemos a ilusão de que a poluição urbana ficou no passado. Antes a poluição era tão presente no meio da população que “se pisava” nela. Hoje ao invés de estar no chão ela está nos ares e nos nossos pulmões (inclusive nos pulmões de quem vai dentro do carro), em algumas cidades é visível a ponto de a cidade parar. (http://www.publico.pt/mundo/noticia/cidade-chinesa-praticamente-encerrada-por-causa-da-poluicao-1609887#/1). Mas como parar? Não era suposto o transporte transportar ao invés de parar? A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou que em 2010 223 mil pessoas morreram de cancro/câncer do pulmão decorrente da poluição atmosférica5,6,7,8.

Enfrentamos agora um problema semelhante ao que nossos antepassados se depararam a um século atrás. Sem dúvida que a decisão tomada de trocar os cavalos pelos carros foi a melhor. Precisamos ser inteligentes o suficiente para saber que o automóvel não é mau, o mau uso dele que é. Portanto, temos que ter a frieza que eles tiveram ao perceberem que o mau não era o cavalo, mas sim o mau uso do cavalo, e buscar novas soluções de mobilidade tais como, veículos elétricos, incentivo aos modos suaves e transportes públicos, car sharing e car pooling. Afinal o ar, como a cidade, é de todos e é de ninguém, e preservá-lo não é nada mais que um ato de democracia!

Fontes:

  1. V. R. Vuchic, Urban Transit Systems and Technology. John Wiley & Sons, 2007
  2. http://www.thehenryford.org/education/erb/TransportationPastPresentAndFuture.pdf
  3. http://nofrakkingconsensus.com/2011/03/29/the-horse-manure-problem/
  4. http://www.uctc.net/access/30/Access%2030%20-%2002%20-%20Horse%20Power.pdf
  5. http://pt.euronews.com/2013/10/29/cancro-causado-pela-poluicao-governos-devem-agir/
  6. http://www.dailymail.co.uk/health/article-2465699/World-Health-Organisation-names-air-pollution-main-cause-lung-cancer.html
  7. http://www.who.int/gho/phe/outdoor_air_pollution/en/
  8. http://www.publico.pt/ciencia/noticia/poluicao-do-ar-causa-cancro-diz-organizacao-mundial-de-saude-1609483
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passe a publicidade [54] Lucetta

‘Lucetta’ é uma série de pequenas luzes magnéticas para a bicicleta. A ideia foi desenvolvida para a Palomar pelo designer Emanuele Pizzolorusso. Facilmente acopláveis em várias partes da bicicleta, as duas pequenas luminárias LED podem ser ligadas em conjunto – luz branca para a frente e vermelha para a parte traseira. Com apenas um clique, permanecem firmemente no lugar mesmo com saltos e vibrações das irregularidades na estrada. Uma vez chegado ao destino, o acessório portátil é retirado e guardado no bolso até à próxima viagem.

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quarenta e oito dezassete

A partir de um projeto realizado para o MUDE – Museu de Design e da Moda | Lisboa (mude.pt/), uma bicicleta única para o espaço Made In Portugal, Noca Ramos conta-nos uma história envolvente.
Um sonho retratado numa volta solitária de bicicleta durante a qual vão sendo apresentados outros corações que sonham e que se juntam para contar a mesma história.

Produção: Noca Ramos (facebook.com/noca.ramos)
Argumento: Liliana Ramos
Fotografia: Deyvis Malta (deyvismalta.com/)
Realização: Vasco Vieira (vimeo.com/vascovieira) e Miguel Lima (pt.linkedin.com/in/miguellima)
Banda Sonora : Pedro Lourenço
Locução: Luís Miguel Loureiro

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cartaz cultural com um “can’t miss” à mistura

Apresentação do livro  ‘A Gloriosa Bicicleta – Compêndio de Costumes, Emoções e Desvarios em Duas Rodas’

Em Lisboa no dia 14 de Novembro, às 18h30, na livraria Ler Devagar na Lx Factory;

No Porto no dia 20 de Novembro, às 18h30, na livraria Leya na Latina.

A Gloriosa Bicicleta

Relação entre automobilista e ciclista? “É a mesma de um serial-killer com a sua vítima”

Laura Alves

Laura Alves, co-autora com Pedro Carvalho de “Gloriosa Bicicleta”, fala dos vários tipos de ciclistas.  (ver aqui a entrevista)

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passe a publicidade [53] Villy Custom Bikes Lifestyle Video

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da Deco Proteste: Ciclistas com mais direitos no código da estrada

Faltam dois mesinhos para que os ciclistas tenham plenos direitos nas estradas nacionais. A Deco Proteste publica hoje um resumo da nova versão do Código de Estrada, ilustrada com uma infografia bem interessante onde junta as principais alterações às regras para bem circular:

Na faixa do autocarro, os ciclistas podem circular se a regulamentação municipal assim o permitir.

Na faixa do autocarro, os ciclistas podem circular se a regulamentação municipal assim o permitir.

fonte: Deco Proteste 

“Em vigor a partir de 1 de janeiro de 2014, o novo código da estrada redobra a atenção dada aos ciclistas. Nos velocípedes com motor (bicicletas elétricas), obriga ao uso do capacete homologado, apertado e ajustado. Apesar de não ser obrigatório, é recomendável usar o capacete, por uma questão de segurança. Segundo as novas regras, os velocípedes têm prioridade quando se apresentam pela direita. O código anterior obrigava os ciclistas a ceder passagem a veículos a motor.

Os automobilistas devem manter uma distância lateral, no mínimo, de 1,5 metros dos velocípedes. Na rotunda, os ciclistas podem ocupar a via de trânsito mais à direita, mas devem permitir a saída dos condutores que circulam no interior da rotunda. Também é possível fazê-lo nas faixas reservadas aos transportes coletivos, consoante a regulamentação municipal.

Esta medida, porém, deveria ser homogeneizada. A não autorização de velocípedes nestas vias coloca em risco a segurança dos ciclistas, sobretudo quando circulam entre um automóvel e um autocarro. É permitdo aos velocípedes circularem a dois numa via ao lado de uma ciclovia, desde que o façam com boa visibilidade e não causem perigo nem embaraço ao trânsito. Exceções: vias com visibilidade reduzida ou em engarrafamentos. Caso exista uma pista especial, os velocípedes devem circular de preferência por esta via. Ao fazê-lo numa via pública, devem respeitar as regras. Desde que não ponham em perigo ou perturbem os peões, os menores até 10 anos estão autorizados a andar de bicicleta nos passeios.

Os velocípedes podem ser equipados com uma cadeira homologada para o transporte de crianças até aos 7 anos de idade. Os reboques para transportar crianças devem também ser homologados. A sua circulação passa a ser autorizada e não só em ciclovias.

Sensibilidade e bom senso devem imperar. Nos automobilistas, protegendo os utilizadores mais vulneráveis, nos ciclistas, optando por manobras seguras, e nos peões, respeitando as vias para circular. “

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fotocycle [102] chuvinha molha tolos

+chuvinha molha tolos

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [1] O que é a Cidade?

É com este excelente texto do Marcos que se dá ínicio aqui no estaminé a uma parceria público-privada (!)… ah não 😀 esta parceria é mais, diria eu então, das “público-pedaladas”, de modo a disponibilizar à comunidade velocipédica, e não só, que cá vem parar, os textos da autoria do meu amigo Marcos Paulo Schlickmann nos quais se pretende desenvolver uma série de interessantes temas relacionados com mobilidade, transportes, interação cidade/transportes, poluição e consumo, transportes e política…
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fotocycle [101] twilight

twilight… ontem, no Cais do Ouro.

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