quentinhas e boas


Por estes dias, por estas noites, quem passa numa praça, avenida ou rotunda, quem simplesmente pedala pelo passeio, é envolvido e transportado pelo delicioso e persistente cheiro das castanhas a estalarem nas brasas. É um aroma que cada português transporta desde a infância e que associa a momentos próprios desta época do ano, às folhas ocre espalhadas no chão e à quentinha camisola de lã. É um cheirinho que se liberta da carreta fumarenta e que nos invade inebriante as narinas. Irresistíveis e cinzentas as castanhas passam das mãos enegrecidas do assador para as nossas, envoltas num cartucho de papel amarelado. Assim sejam quentes e boas as castanhas que melhor sabem e que dão calor e perfume às nossas memórias. Só me faltou mesmo um copito de jeropiga ou àgua-pé!

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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3 respostas a quentinhas e boas

  1. Perto da minha casa <3!! Adoro..

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  2. Pingback: fotocycle [103] verão de S. Martinho | na bicicleta

apenas pedalar ao nosso ritmo.

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