fotocycle [106] sleepy hollow

Sleepy Hollowdon’t lose your head

 

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textos de Marcos Paulo Schlickmann [6] A (in)segurança rodoviária

No texto de hoje tinha eu o intuito de abordar outros temas, porém depois do trágico acidente com um ator hollywoodiano, conjugado com a cobertura jornalística durante a semana que não atestou o óbvio, eu resolvi mudar o tema e escrever sobre a insegurança rodoviária. Eu acompanhei a generalidade dos jornais brasileiros e portugueses e não encontrei uma única notícia que atestasse o óbvio. Coisa que vou fazer agora:

Um dos maiores promotores através do cinema da cultura da velocidade, do desrespeito às leis de trânsito, da cultura das corridas de rua e da afirmação do automóvel, foi vítima e morreu, literalmente, pelo que promovia. Seria cômico se não fosse trágico.

Agora vejam estas fotos e façam um minuto de silêncio.

O que mais me espanta é a cegueira coletiva que tenta desviar a atenção do cerne da questão: a insegurança rodoviária. Por ser uma pessoa famosa, a imprensa dá mais atenção à tristeza e à dor dos fãs e esquece simplesmente de questionar o que este ator promovia nos seus filmes.

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde sobre segurança rodoviária, http://www.who.int/violence_injury_prevention/road_safety_status/2013/en/index.html, que recomendo vivamente uma vista de olhos, ainda morrem em média, 1,24 milhões de pessoas por ano no mundo todo em acidentes de trânsito. Estima-se que no Holocausto, o extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, morreram 6 milhões de pessoas durante 1939 e 1945, uma média de 1 milhão por ano. Diante desses números como alguém pode dizer que vivemos em tempos de paz?  Vivemos em guerra, numa era onde mais uma morte no trânsito é considerada normal (isso se você for um zé ninguém, mas se for um ator famoso daí não, daí é preciso deitar lágrimas e fazer homenagens), num país onde assassinar um peão/pedestre com um carro não dá cadeia:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1785044.

Os BRIC, a sigla da moda para designar as potências económicas Brasil, Rússia, Índia e China, também são verdadeiras potências em mortes no trânsito, com os seguintes valores para 2009 ou 2010 (valores reportados. Em alguns casos os valores estimados podem dobrar ou triplicar):

País

Total de mortes no trânsito

Mortes por 100 mil habitantes

Brasil

36.499

18,72

Rússia

26.567

18,6

Índia

130.037

10,64

China

70.134

5,21

Tabela 1 – Mortes no trânsito. Fonte: (http://www.who.int/violence_injury_prevention/road_safety_status/2013/en/index.html)

Para finalizar vos deixo com uma excelente passagem do livro “Apocalipse Motorizado” (http://brasil.indymedia.org/media/2008/04//417244.pdf):

“Imagine que um grupo de cientistas pede um encontro com as lideranças políticas do país para discutir a introdução de uma nova invenção. Os cientistas explicam que os benefícios da tecnologia são incontestáveis, e que a invenção aumentará a eficiência e tornará a vida de todos mais fácil. O único lado negativo, eles alertam, é que para ela funcionar, 40 mil pessoas inocentes terão que morrer a cada ano. Os políticos decidiriam adotar ou não a nova invenção?

Os alunos estavam prestes a dizer que uma tal proposição seria completamente rejeitada de imediato, quando ele despreocupadamente observou: “Nós já a temos: o automóvel”. Ele nos fez refletir sobre a quantidade de morte e de sofrimento que nossa sociedade tolera como resultado do nosso comprometimento em manter o sistema tecnológico – um sistema no qual todos nós nascemos e não temos escolha além de tentar nos adaptar a ele.”

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histórias de Natal

foto: "A bicicleta" in http://www.tribunadamadeira.pt/

foto: “A bicicleta” in http://www.tribunadamadeira.pt/

A bicicleta

[…]

“Era o dezembro de 1966. Lá longe havia uma guerra que eu não conhecia. No agosto do ano seguinte nasceria o irmão que eu ainda não sabia. Em maio de 1969 a irmã que já ninguém imaginava. E passados alguns anos o momento em que o Estado Novo deu lugar a uma outra forma de situacionismo. Mas isso seriam futuros omitidos daquele meu presente despreocupado de então. E naquela noite entrava-me pelo quarto, obscurecido pela penumbra da noite e das luzes apagadas, a minha primeira bicicleta. Era vermelha, de selim imaculadamente branco. Trazia duas rodinhas de ilharga para me ajudar a equilibrar-me. Foi minha companheira inseparável, de aventuras e travessuras, durante uns bons tempos. Ficou de castigo, assim como eu. Magoou-se diferentes vezes, assim como eu. Viveu intensamente, assim como eu. Passaram anos, 47 para ser mais preciso. Mas por cá continuamos todos. Os passos mais arrastados, é certo. As paciências mais desgastadas. Os sentidos mais baralhados, mas sempre atentos às luzes que cintilam em todos os natais que cumprimos e que esperamos vir a cumprir. As palavras, essas, saem-nos por vezes mais a custo, ou em chicotadas inesperadas. Como que inquietas por se fazerem ouvir. Como que decididas a resgatar algumas importâncias de outras décadas.”

[…]
(ler aqui toda a história)

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e Sua Alteza volta a reinar

touchdown

Já lá vai meio ano que não sentava o rabo no trono de Sua Alteza. Desde que tive a infeliz ideia de tentar captar uma bela imagem em movimento, deslumbrado com o contra-luz crepuscular no visor da teleobjectiva, desatento, saí de pista e fui acertar em cheio com a roda numa boca de incêndio (na foto acima a reconstituição da burrice). Sua Alteza foi rebocada para a casa-mãe e por lá ficou de quarentena, em lista de espera para desempenar a forqueta. Eu também fiquei meio empenado, os óculos, esses, não tiveram conserto. Assarapantado, envergonhado, eu sei lá, pela grande asneira, não tive vontade de relatar aqui a ocorrência. Confesso que a teimosia é uma das minhas teimosias e não dando ouvidos a ninguém, não havia sequer curado as feridas, já estava de volta aos malabarismos de telemóvel na mão, a pedalar e a fotografar tudo o que me apetece (não, não aprendi com o tropeção).

Embora a lesão da bina não fosse grave, a forqueta tinha um belo empeno. A solução podia passar pela simples substituição da peça mas, não havendo nenhuma igual, não me importei de aguardar o tempo que fosse necessário para o “endireita” ter tempo de lhe botar as manápulas. Depois de muitos alguns contratempos, a peça lá chegou e voltou cinco estrelas, como nova. Ao fim da tarde de ontem foi dada alta à paciente e a correr pedalar fui buscar a beldade para a juntar às amigas lá em casa. Só que entretanto tinha duas biclas pra levar. Não querendo levar peso extra às costas, precisava isso sim de duas pernas extra. Assim, a solução prática foi requisitar o pronto-socorro de serviço, ou seja o meu filhote (todo o contente o manganão) 🙂

Alteza está nos trinques  

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monster bikes

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eis a Roda de Copenhaga. Lembram-se?!

Copenhagen wheel

A Superpedestrian.com anunciou ontem o lançamento comercial da Copenhagen Wheel, a e-roda aqui dada a conhecer já lá vão dois aninhos e meio. A “Roda de Copenhaga” é um mega cubo que se encaixa facilmente numa ordinária roda de bicicleta e a transforma numa híbrida para um passeio confortável, pedaladas relaxadas por longas distâncias, bem como a transposição de declives mais íngremes com a maior das facilidades.

Revolucionando positivamente o transporte, a mobilidade e a qualidade de vida urbana, os inventores desenvolveram esta inovadora tecnologia, mantendo as bicicletas atraentes, para dar potência extra às pernas dos humanos, poder de travagem e sistemas de controlo avançados. Esta “roda inteligente” foi originalmente concebida no MIT- Instituto de Tecnologia de Massachusetts. A Superpedestrian Inc.  tem uma equipe criativa de designers e engenheiros, que visam proporcionar novas formas de mobilidade de tracção humana e transformar a qualidade de vida nas cidades.

A Roda pode ser montada numa bicicleta normal. A força da pedalada actua automaticamente nas fases de resposta do pequeno motor. A Roda reconhece intuitivamente o quanto ele ou ela pedala, bem como a topografia do percurso para determinar quanto apoio deve fornecer. Não existem aceleradores adicionais, fios ou botões, mantendo a pura simplicidade da bicicleta. A Roda apresenta também um sistema de bloqueio inteligente que trava a bicicleta quando o ciclista a desmonta para a voltar a abrir no seu regresso. A sua bateria recarregável permite que seja removida facilmente e carregada onde quer que o utilizador vá. A Roda pode ser personalizada para atender às necessidades do utilizador. Ao conectá-la a um smartphone, o aplicativo móvel permite manter um perfil pessoal, acompanhando as estatísticas de uso pessoal, como distância percorrida, calorias queimadas, ganho de elevação, etc. Também o coloca online, reunindo-o com pessoas de afinidades comuns, abrindo o caminho para uma vida “ciclo-social”, disse Carlo Ratti, co-inventor da Roda de Copenhaga e director da Cidade Lab MIT SENSEable.

“Podemos fazer das bicicletas uma alternativa competitiva para os carros, autocarros e metro, para as pessoas que vivem e se deslocam para trabalhar nas grandes cidades? Essa é a nossa missão”, disse Assaf Biderman, fundador e director da Superpedestrian, da Cidade Laboratório MIT SENSEable. “Para os milhões de residentes das grandes cidades que estão cansados ​​de ficar sentados nos engarrafamentos ou longas esperas pelo autocarro ou comboio, a Roda de Copenhaga oferece uma maneira mais fácil, mais ambientalmente amigável para a sua mobilidade, dando uso à bicicleta que têm guardada na garagem ou no hall de entrada.”

Principais especificações da Roda de Copenhaga:
Preço: A partir de 515€
Velocidade:  32 Km/h
Alcance: 30 km
Peso: 13 kg
Tipo de Bateria: recarregável de iões de lítio, 1.000 ciclos de carga.
Tensão de funcionamento: 48V
Potência do Motor BLDC: opções de 250W e 350W
Tamanhos roda suportados: 26 “e 700C
Opções de rodagem suportados: Única velocidade; desviador multi-velocidades.
Tipo de travões: Travões convencionais (calços ou disco); contra-pedal electrónico regenerativo.

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can’t miss [70] bbc.co.uk/news

Bicycles outsell cars in most EU countries in 2012

BBC news

“Figures from industry bodies indicate that bicycles outsold cars in 26 of the European Union’s 28 states in 2012.”

…

“There are more and more people cycling, as a fashion thing, but also for economic reasons,” Pedro Carvalho, head of a magazine for cyclists in Portugal, told AFP.”

(ler o artigo aqui)

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“ó senhor, o que é uma bicicleta gourmet?”

a pasteleira 1Quem passa em frente ao nº 563 da Rua de Santa Catarina suspeita do que ali existe, para lá das vitrinas. Uma pastelaria!? Mas não, lá dentro são outros os doces que nos adocicam a gula. “Bicicletas & Gourmet”! Um café, uma mercearia ou uma loja de bicicletas, acertou quem pensou que o estabelecimento comercializa um pouquinho de tudo isso. Produtos de qualidade e coisas boas à volta das bicicletas.

a pasteleira 2 a pasteleira 3Ao entrar, os clientes podem deixar as biclas estacionadas e desfrutar de um ambiente acolhedor e familiar. Soalho de madeira, diversas mesas e bicicletas espalhadas pela sala. A Mafalda e o João recebem o visitante com o propósito de oferecer simpatia, doces momentos e ajuda a entusiastas das bicicletas.

a pasteleira 4 a pasteleira 5Inaugurada há alguns dias, a Pasteleira – Bicicletas & Gourmet tem na cave bicicletas bem charmosas, equipamentos com foco no ciclismo urbano, acessórios e muito mais. E quem sabe não fará a sua visita inaugural a este belo espaço na próxima sexta-feira! Vamos estar à conversa com Ricardo Cruz e Sérgio Moura numa tertúlia sobre mobilidade urbana em bicicleta. Experiências, mitos e desafios.

A Pasteleira

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apeteceu-me…

outono

Apresei o Outono. Porque ele é esquivo, fugaz prelúdio do último floreio. Derradeiro suspiro do que está prestes a cessar de existir. Origem de um tapete tecido de folhas em momentos de cor, de amor. Guardei o Outono, para mais tarde, na Primavera, emergir rebento, explodir de vida e renascer.

à minha mamã
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passe a publicidade [55] Pull&Bear Freewheel Club – Technical fashion for the urban cyclist

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