histórias de Natal

foto: "A bicicleta" in http://www.tribunadamadeira.pt/

foto: “A bicicleta” in http://www.tribunadamadeira.pt/

A bicicleta

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“Era o dezembro de 1966. Lá longe havia uma guerra que eu não conhecia. No agosto do ano seguinte nasceria o irmão que eu ainda não sabia. Em maio de 1969 a irmã que já ninguém imaginava. E passados alguns anos o momento em que o Estado Novo deu lugar a uma outra forma de situacionismo. Mas isso seriam futuros omitidos daquele meu presente despreocupado de então. E naquela noite entrava-me pelo quarto, obscurecido pela penumbra da noite e das luzes apagadas, a minha primeira bicicleta. Era vermelha, de selim imaculadamente branco. Trazia duas rodinhas de ilharga para me ajudar a equilibrar-me. Foi minha companheira inseparável, de aventuras e travessuras, durante uns bons tempos. Ficou de castigo, assim como eu. Magoou-se diferentes vezes, assim como eu. Viveu intensamente, assim como eu. Passaram anos, 47 para ser mais preciso. Mas por cá continuamos todos. Os passos mais arrastados, é certo. As paciências mais desgastadas. Os sentidos mais baralhados, mas sempre atentos às luzes que cintilam em todos os natais que cumprimos e que esperamos vir a cumprir. As palavras, essas, saem-nos por vezes mais a custo, ou em chicotadas inesperadas. Como que inquietas por se fazerem ouvir. Como que decididas a resgatar algumas importâncias de outras décadas.”

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(ler aqui toda a história)

A história de Natal de Sérgio Martins

“Apesar de meus pais terem se separado quando eu tinha cinco anos, os Natais na minha casa, em Coelho Neto, periferia do Rio de Janeiro, eram sempre bem animados e reuniam todos os familiares. Era 1960, eu tinha 10 anos, idade em que Papai Noel existia para qualquer criança daquela época. E foi naquele Natal que, acreditando no sapato na janela, que tudo aconteceu…
Minha mãe, dona Olga, criou a mim e aos meus quatro irmãos lavando e passando roupas para fora, mas fazia questão de manter viva a poesia das celebrações natalinas. Nossa casa tinha árvore, enfeites, cartinhas, clima de festa e, claro, expectativa pela chegada do Bom Velhinho.
E foi acreditando nessa magia que escrevi minha cartinha, com Paulo, um dos meus irmãos. Depositamos nossos pedidos no sapatinho e penduramos na janela. Eu tinha certeza que Papai Noel não iria falhar, poderia errar o presente, mas algo ele sempre nos traria.”

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(ler aqui a sua história aqui)

O ano novo de Long-Long

“— Acorda, Long-Long, estamos quase a chegar!
Long-Long olhou de relance os cestos cheios de salada apetitosa que o avô transportava. Era a primeira vez que ia à cidade.
Nunca vira tanta gente. Pessoas a falar, a andar, a deslocar-se em bicicleta, e a dançar as suas músicas preferidas. Sentia-se que o Ano Novo está perto, e que toda a gente se preparava para a festa. De repente, ouviu-se um grande estrondo.
— Aiah! — exclamou o avô, ao ver o pneu furado da carroça.
— Segura no guiador que eu vou lá atrás empurrar, avô! — ofereceu-se Long-Long.
O sol já ia alto e tinham de despachar-se para chegar ao mercado antes dos primeiros clientes. O avô estava preocupado, porque, se não vendesse a salada, a família não teria dinheiro para a festa do Ano Novo. Com a ajuda do neto, descarregou os cestos; em seguida, Long-Long foi procurar alguém para reparar o pneu.
— Aiah! — gritou uma rapariga, aos ziguezagues com a bicicleta.
Ia em direcção a Long-Long, mas conseguiu travar mesmo a tempo. O peixe fresco que comprara saltou do cesto e as laranjas espalham-se por todo o lado. Long-Long correu a apanhá-las e voltou a pô-las no cesto. A rapariga sorriu abertamente e ofereceu-lhe uma laranja.
O rapaz reparou, então, que estava precisamente diante de uma oficina de bicicletas. O mecânico pôs um remendo no pneu da carroça do avô, enquanto outras pessoas esperavam que as suas bicicletas fossem reparadas.”

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(continuar a ler aqui)

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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