Não há muita gente que acorde com as galinhas, a um Sábado, só porque lhe deu na telha ir pedalar mais de 200 km. Ainda para mais sair do quentinho do ninho e embrenhar-se no típico nevoeiro tripeiro. Talvez por isso seja daquelas oportunidades que dão mais gozo sair bem cedo a pedalar. Um momento místico, se assim se pode dizer, no ritmo das pedaladas, no frio que desaparece do corpo e da realidade que vai ganhando contornos luminosos, acordando a cidade e transformando-a num cenário provável. Para reforçar a ordem natural das coisas, e sempre acompanhado do Rui, ao duo suspeito juntou-se um quarteto que vinha de pernas aquecidas mas a tilintar os dentes desde a Serra da Agrela. O sol surge no horizonte, abrilhantando o mar, e cumprimenta-me de uma forma familiar. As padarias começam a expelir os primeiros aromas da manhã, da mesma forma que os pássaros parecem nos cumprimentar. A estrada, como tantas outras coisas, surge sempre com sacrifício, contudo, no sacrifício também pode haver prazer, e a nortada veio para ajudar. Do resto, o mesmo percurso, o mesmo destino e o pneu furado da praxe (desta vez não foi o meu). Metaforizando a razão deste blogue, a bicicleta representa a independência, a liberdade e um modo de vida, com piqueniques, sorrisos e suor à mistura. Assim se cumpriu mais um tour Porto-Fátima, o meu oitavo, outra vez com a família no meu encalce, e mesmo a pedalar não resisti e fui tirando algumas fotos.
Fica o registo, agora que tenho um télélé de jeito, da primeira Volta de bicicleta, ou seja, do meu primeiro registo na aplicação Strava, aqui.




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