“pedalem bastante”… yesss master!

Finalmente decidi ontem voltar a tirar dona Etielbina do armário, que neste caso é uma arrecadação. Desde a nossa aventura no Luso Galaico que ela não via a luz do sol. E continuou sem ver, pois ontem de manhã o céu pardo prometia transbordar as tradicionais orvalhadas sãojoaninas. A minha ideia inicial era pedalar na velha bicla até à casa paternal, deixá-la por lá e voltar na gOrka, a estradeira que lá deixei pendurada desde Domingo.

À tarde, depois de encerrado o expediente, bem que torci o nariz ao tempo, e nem duzentos metros de pedalada havia dado quando nas minhas costas se abateram fleumáticas gotículas empurradas pelo vento, suficientes para me fazerem acelerar até ao primeiro abrigo. Se isto é Verão! Bom, depressa parei e acabei por me refugiar nas arcadas da Reitoria onde dou com esta preciosidade. Speechless…

Tinha ali à minha frente uma bicicleta lendária com o cunho de um dos heróis da minha infância. Não é todos os dias que posso admirar tão belo exemplar da história da bicicleta, aliás, era a primeira vez que botava os olhinhos a um quadro Eddy Merckx. De apelido “O Canibal“, conquistado pelo seu apetite voraz de vitórias, foi o maior ciclista de todos os tempos. Possui a mais impressionante lista de títulos do ciclismo mundial. Constam 525 vitórias ao longo da sua carreira. É actualmente um empresário de sucesso como fabricante de bicicletas e comentador desportivo de ciclismo. Quando lhe perguntaram que conselho daria aos ciclistas jovens que desejam ser profissionais, disse: “Pedalem bastante”.

Às tantas, a chuva deu-me tréguas, só que, entretanto como havia cancelado a minha pedalada até à Praia da Madalena, montei na Etielbina e pedalei em direcção à Velo Invicta para ver se lhe fazia uma revisão. Tive sorte. Ainda estava o Barbosa a afiar as ferramentas, chega à sala de espera a beldade que antes havia contemplado minutos antes. Ei-la.

Parabéns ao dono babado e grande entusiasta das bicicletas, Luís de seu nome (se não me enganei, que isto de fixar nomes não é comigo). Outro maluquinho das biclas, portantos! Tens aí uma beldade.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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