“devagar se vai ao longe” já diz o pobinho

Nas escolas de condução, supostamente, são ensinados todos os preceitos sobre a condução Estes incluem regulamentos, instrução e prática de como conduzir um veículo motorizado, atendendo à segurança e às regras de trânsito. O aprendiz a condutor terá de ultrapassar várias etapas e exames até finalmente estar habilitado à condução. Depois, com a carta na carteira e as mãos no volante, poucos cumprem o que aprenderam. Rapidamente esquecem as regras e limites, achando que estão a coberto do infortúnio pela carroçaria metálica e pelo seguro automóvel.

De certo já ouviram a expressão “saiu-te a carta na Farinha Amparo” dirigida aos maus condutores. Não, não ofereciam cartas de condução no pacote, mas davam brindes.

Para a habilitação da condução é preciso obedecer a conceitos essenciais de segurança. Um dos conceitos mais importantes é o limite de velocidade. A velocidade é fixada tendo em conta vários factores, classificação da estrada, condições da via e sinalização. Na ausência de sinalização, o Código da Estrada estabelece as regras e limites aos automobilistas, com máximos permitidos, coimas a aplicar e perda de pontos por excesso de velocidade. Não há velocidade mínima nas estradas.

Não é uma regra difícil de cumprir, mas certos automobilistas parecem capazes de a compreender, e muito menos de a colocar em prática. Alguns não entendem a palavra “limite.” Na condução, a palavra “limite” significa o mesmo que “máximo”. Velocidade máxima. Um limite de velocidade não se refere à velocidade que é suposto conduzir mas ao limite máximo que é permitido por lei. Regra geral, os automobilistas tendem a conduzir como se estivessem a ser  perseguidos pelo diabo.

Como utilizadores da estrada, os ciclistas circulam frequentemente a uma velocidade mais lenta do que um automóvel. Dificilmente o ciclista atinge um limite de velocidade, mas, infelizmente, há automobilistas que só querem saber o quão rápido podem ir. Circulam no limite ou em excesso de velocidade e não querem nada no seu caminho. Quando começam a buzinar, a reclamar com o ciclista para este sair da estrada, ir para a berma, ciclovia ou para o passeio, de uma forma calma e prudente deve o ciclista afirmar a sua posição e defendê-la. É a única forma de combater os estereótipos arraigados e mudar comportamentos intimidatórios.

redundância ou pelonasmo?

As bicicletas têm o mesmo direito de usar a estrada como qualquer outro veículo. Têm o direito a ocupar a faixa de rodagem. Têm o direito de circular a par, facilitando, sempre que possível, a ultrapassagem. Têm o direito à distância de segurança de metro e meio quando ultrapassados por veículos a motor, o que infelizmente nem sempre é verificada.

À luz das “recentes”… – em vigor desde 1 de janeiro de 2014 –  alterações ao Código da Estrada, é claramente necessária uma campanha de reeducação para ensinar e/ou lembrar os automobilistas que têm de compartilhar a estrada, aceitar os veículos mais lentos e abrandar especialmente quando ultrapassam bicicletas. O ciclista não tem de ter receio em posicionar-se devidamente na via. Não há velocidade mínima nas estradas.

Como viajam a uma velocidade mais lenta, os ciclistas podem ter um papel regulador, disciplinar os automobilistas quanto à velocidade de circulação. Os automobilistas devem adaptar a sua condução atendendo não apenas às condições da estrada mas à forte presença de outros utentes da estrada. À eventual presença de ciclistas na estrada. De qualquer das formas, todos deverão saber as regras, os limites, reduzir a velocidade para uma viagem segura.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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