titanium

Neste fantástico filme há dois segundos de espontânea satisfação e autêntica alegria. É um instante de felicidade no rosto da moça. Procurem-no… Vai miúda!

vuelovelo.com

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apostas são apostas

Quinta-feira passada, após uma conversa telefónica com a minha mais-que-tudo, percebi que teria de dar ao pedal até à Senhora da Hora. Como não sou grande adepto da confusão dos centros comerciais, só mesmo um apaparicado convite com um lanchinho bem subornado haveria de me persuadir a ir à mega superfície do consumismo nortenho, o Norte Shopping, onde trabalha. Mas para lá chegar teria apenas de alterar ligeiramente o meu percurso de volta a casa e acrescentar uns quilómetros à etapa. Assim, chegado ao Carvalhido, desviei para os paralelos da Rua dos Castelos, desci até à Rua Central de Francos, segui junto à linha do Metro até ao Viso, mais à frente na zona das Sete-Bicas entrei na Estrada Exterior da Circunvalação, saí para a Av. Manuel Teixeira Ruela, que atravessei depois do viaduto e pelo passeio da Rua Amadeu Sousa Cardoso cheguei mesmo à porta do Norteshopes. Não levei mais de vinte minutinhos.

Já vos tinha dito que não sou grande adepto das grandes superfícies do comércio, não já? Pois já! Bom, mas na obrigação consciente de ter que lá ir, o Norte Shopping tem pelo menos a vantagem de me convencer com o que chama de Norte Green. Mesmo junto à Porta das Sedas (entrada principal) criou lugares de parqueamento específicos para bicicletas. E desta vez a Etielbina até teve companhia.

E prontos, depois do lanchinho devidamente reforçado e das compritas de ocasião depositadas no porta-bagagens do carro, do desafio à aposta foi um instante. Quem chegaria primeiro a casa, eu na bicla ou a minha esposa no automóvel. Sabendo à partida que àquela hora, de ponta, e em vésperas de fim-de-semana prolongado, tudo estaria a meu favor, nem acelerei muito a pedalada. Serpenteando pelos carros engarrafados à entrada da Estrada da Circunvalação entrei para a Interior. Pelo menos tive a sorte de não perder muito tempo nos 4 semáforos que apanhei pelo caminho. Bem juntinho ao muro do R.I.P. desci a bom ritmo e antes da malfadada curva da morte saí da Circunvalação para a tranquilidade da recentemente aberta Alameda da Prelada. Estacionado à porta de casa fiquei à espera com um sorriso alargado e três minutos depois chegava a cara laroca a desculpar-se do trânsito. Pois! Apostas são apostas minha linda.

O mapa da ida e da volta está disponivel aqui.

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reviver Fânzeres de bicicleta

Durante vários anos, para a grande maioria dos rapazes da minha idade, o prazer de sair à rua a pedalar uma bicicleta resumia-se praticamente a dar a volta ao bairro e, às vezes, arriscar aventuras pelos bosques. Era uma festa formidável. Um mini-pelotão de ciclistas sem prática reunia-se em frente a minha casa e pedalava horas a fio, pelo empedrado, pelo cimento dos passeios, por terras de pó e lama. No dia seguinte estávamos de rastos mas era uma ressaca saborosa. Aquele dia era o primeiro dia das férias grandes.

Pedalar naquela época, anos 70 e 80, era maravilhoso. Havia pouquíssimos carros nas ruas e os espantados automobilistas tinham um cuidado redobrado com aqueles loucos. E apelidar-me de louco é pouco. Eu era como as minhas bicicletas, rijo como o aço. A minha segunda bicla oferecida pelo meu pai era de corrida, uma Vilar vermelha roda 24, pesadona, de cinco velocidades. Nela eu simplesmente perdia a noção do perigo e a busca de adrenalina algumas vezes não encontrava limites. Alegria, felicidade, prazer em procurar caminhos novos, alguns deles tortos, e não raro o tombo que se dava no meio do trajecto. Fica um exemplo: Já passava da hora de jantar e a noite caía num crepúsculo de Setembro. Pedalávamos a todo o gás. Ultrapasso o Ernesto num contra-relógio irracional pela Rua Dr. Oliveira Lobo, a oposta à minha. Não tive a mínima hipótese. É que nem enxerguei o animal a saltar do passeio e surgir por entre os carros estacionados à esquerda. Quando dei por ele já a roda lhe acertava em cheio no lombo. Desamparado, caí sobre o meu braço e coxa direita. Do cão só lhe ouvi um estridente ganido de dor. Estatelado no chão em cima da bicicleta, surgiu ao pé de mim o esbaforido Ernesto com as seguintes palavras de encorajamento: Xiiii Paulo, até fez faísca!!!”. Invariavelmente esse era o meu estado de espírito corpo, aqui e ali tatuado de mercurocromo.

Anos mais tarde, a suave Altis cor de laranja do meu pai entrou na festa. Aos poucos foi me passando de mão, e de pés, e simplesmente me concedeu a noção de que lado da vida se encontrava a minha própria realidade. Subíamos com a adrenalina a mil. “no pain, no gain“, sem dor não há ganho. No caminho de ida não raras vezes encontrava um amigo e a pedalar juntos nos ríamos dos momentos divertidos. Havia uma fé que um dia os problemas seriam resolvidos e na bicicleta construiria uma vida feliz. Assim foi, mas ela acabou abandonada no sótão, entregue às teias do esquecimento. Certa vez perguntei ao meu pai o que seria feito dela. Tinha-a oferecido aos Emaús. Que pena!

Então por que não relaxar e deixar que os que têm outras competências nos guiem? Sentei o rabo no conforto do carro e senti um novo prazer, o da condução. Foi uma compra fácil de fazer. A necessidade condizia com a realidade, tirava o carro da garagem e parava à porta do destino. Fechada a porta, os barulhos da rua diminuem, os comandos estão à mão, a música pode ser tocada, não se sente mais a chuva, calor ou frio na cara, Em caso de um acidente pode-se estar mais seguro. Era mais um dos entorpecidos pelo vício do automóvel. Nos últimos anos já não era tão fácil circular e encontrar lugar para estacionar. Era praticamente sair da garagem e ficar parado no meio da estrada. Não há mais previsibilidade de tempo de viagem. A comodidade tem o seu preço.

O que é bom acaba, mas ninguém quer largar. A visão do que é trânsito é individual, onde ninguém tem nada a ver com a vida do outro. Onde cada um faz o que quer: “Eu pago impostos, paguei pelo carro, tenho direito.” É muito difícil olhar-se ao retrovisor e mudar velhos hábitos, sejam eles bons ou maus. Sair da casca do automóvel é praticamente impossível para a grande maioria. Andar a pé, de autocarro, pedalar! “Que coisa mais ridícula, isso é de gente pobre!”. Será? Todos os caminhos para uma vida mais equilibrada e pacífica revelam-se longos e complicados. Felicidade imediata não existe, e dizem existir um preço, não raras vezes alto, muitas vezes grato. Muito já não me agradava. Era um bom sinal de fim de festa. O conceito do Metro é uma maravilha.

Na Etiel encontrei as bicicletas dos meus olhos, comportáveis ao meu bolso. Uma para mim, outra para a minha amada. Investi e ganhei. Busquei o bem-estar com insistência e com todas as ferramentas possíveis. É o nosso dever! Se o que nos é dado não é suficiente, vamos ao próximo passo, pagamos o preço e lucramos. A desintoxicação dos nossos vícios é um processo que tem o seu custo e os seus benéficos resultados. Alguns que há muito não se sentam o rabo numa bicicleta reclamam pelo menos da dor nas nádegas. O selim sempre foi um problema e a maioria volta para o carro, rapidinho. Para esses a bicicleta continua a ser um paradigma. Mistura o benefício com a fadiga, tentação e repulsa. Mas há uma crença. O que é difícil pode tornar-se no que é fácil? Pedalar é um processo cansativo, dorido, mas a persistência da pedalada vicia e é fascinante. Afinal, se quer conforto senta no sofá, para isso foi inventado o selim de gel.

O que comutou a minha rotina diária? À medida que fui ficando mais velho, o papel desempenhado pelas minhas bicicletas deixou de ser apenas o passeio pelo parque, o treino ao domingo, as aventuras para lugares inexplorados. Tornei-me suficientemente fino para levar a bicicleta a expandir os meus horizontes e usá-la como meio de transporte. O que mudou? A mentalidade e todo o benefício que advém desta alternativa e que a bicicleta promove: Não gastamos tanto e ganhamos tempo. Pobres e tontinhos ficam aqueles que permanecem engarrafados no tempo.

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o plano B

O plano A de automóvel já era! Sem comprometer o futuro do planeta, o que interessa é discutir alternativas de energia dirigidas para as pessoas. As pessoas são o nosso combustível. Vamos partir de um ponto para outro da maneira mais simples. Porque acreditamos que o nosso planeta precisa de um plano B. B como uma bicicleta. Vamos por o plano B de bicicleta em prática.

O plano é B de bicicletas. O trocadilho faz parte do filme acima, uma das peças da campanha criada para o renovado site da Caloi, lançado estrategicamente a 22/09/2010, no Dia Mundial Sem Carro. Segundo Juliana Grossi, directora de marketing da Caloi, o objectivo é promover a bicicleta como meio de locomoção, lazer e desporto. 
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nos Caminhos do Romântico

A tarde estava convidativa e eu carente de um arejo. Encerrado o expediente, aproveitei para dar uma volta numa zona que é uma autêntica ilha de tranquilidade no Porto, uma cidade de contrastes que contribui para ser uma cidade tão especial. Os Caminhos do Romântico seriam o cenário perfeito para desopilar e testar a resistência dos travões à Etielbina que me levará por outros caminhos até Santiago.

O Porto tem esta primazia, tem duas faces bem diferentes entre si. De repente sai-se da confusão das ruas de D. Manuel II e de Júlio Dinis para a tranquilidade de cenários distintos e esplêndidos, com uma vista bucólica sobre o rio Douro. Há pequenas hortas, matas, muros de pedra, quintas da nobreza e burguesia, fontes, chafarizes, lavadouros, gatos sem dono e um silêncio que impressiona. É a aldeia em plena cidade. Mas iniciado o passeio o cenário piora e a decepção rompe o encanto. Aquela que foi considerada uma das obras marcantes da Porto 2001, mereceu relevância no programa eleitoral do edil camarário, posterior promessa de reabilitação desta zona. nunca teve o prometido seguimento. A ambição de transformar este espaço privilegiado num pólo de atracção turística e urbana desvaneceu-se por entre os meandros da burocracia da autarquia portuense. A atracção turística passaria pela delimitação de cinco percursos pedonais, cada qual com um tema ligado à história de Massarelos.

Sem se conseguir decifrar as informações das placas, a curiosidade determina a rota a seguir. Os Caminhos do Romântico apresentam um pouco das contradições do Porto de oitocentos: Romântico e burguês, rural e industrial. Tendo como ponto de partida os jardins do Palácio de Cristal, escolhi o primeiro percurso o “Porto do Romantismo”. Os outros percursos são: O Aproveitamento da Água; Arqueologia Rural e Industrial; do Gólgota a Massarelos.

Num local abrigado do ruído citadino, protegida por grandes muros, encontra-se a Quinta da Macieirinha, um dos mais belos espaços verdes da cidade, e a Casa Tait que serve como Gabinete de Numismática municipal. Na estreita Rua de Entrequintas há um painel a indicar o início do caminho. Pouco ou nada se consegue ler, dada a quantidade de riscos e rabiscos que o cobrem. Aliás, os rabiscos são uma epidemia nestes caminhos. Não há parede, poste de iluminação ou balde do lixo que tenha resistido às tintas e canetas de quem se esconde. São os grupos que à noite se esgueiram para os recantos dos estreitos Caminhos do Romântico.

Os sinais de abandono e vandalismo roubaram parte do romantismo das ruas e trajectos pedestres traçados no vale de Massarelos. A zona encontra-se muito degradada, multiplicando-se as casas abandonadas e os actos de vandalismo. Já lá não mora quase ninguém, as casas foram ficando em ruína e as pessoas realojadas em bairros. Nos terrenos que escaparam ao abandono resistem pequenas hortas, preservadas para a subsistência das pessoas pobres que lá vivem.

Prossegui o caminho que vai desembocar à Rua da Restauração. Desci-a e segui a marginal, dando lugar à panorâmica privilegiada ao meu passeio, na companhia de um velho e leal amigo, o Douro.

A autarquia reconhece a degradação e abandono dos Caminhos do Romântico, no entanto romanaia outras paixões do seu inquilino e esbanja recursos noutros caminhos, barulhentoe e poluentes, reservados a elites das corridas dos carrinhos de choque!

a aBUSar da sorte na Avenida da Boavista

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no próximo Domingo

… será dia de eleições e por acaso é o dia mundial em que se celebra o meio ambiente.

O voto é um acto cívico e em democracia o eleitorado escolhe pelo voto o seu representante político. Muitos factores influenciam na nossa decisão mas num mundo moderno, que supostamente partilhamos, a meu ver deve se dar a primazia a quem defenda o meio ambiente e reclame a carência de uma política específica, com medidas concretas, que promova a mobilidade sustentável. A adequação do código nacional de estrada às novas exigências ambientais e um plano de promoção da bicicleta que seja posto em prática, são apenas duas ideias que seriam um sinal de evolução, no entanto não tenho ideia de as ver previstas nos programas eleitorais dos diversos partidos. E se as há são muito ténues. Os únicos projectos de lei que eu conheço, propostos na anterior legislatura e muito provavelmente já esquecidos nas gavetas dos gabinetes, são as iniciativas dos Verdes e do Bloco.

Também gostaria de ver incluídos outros temas como a activação de redes cicláveis na rede rodoviária, bem como a sua articulação com redes de transportes colectivos, o incentivo para a constituição de parques de partilha de bicicletas, a modernização e reactivação de linhas ferroviárias, a viabilidade financeira do Metro do Porto, mas isso já são troikas de outro rosário.

Colocar na mesa da assembleia a necessidade da revisão do código de estrada, que definitivamente promova a utilização da bicicleta em contexto de mobilidade urbana, já não é uma necessidade, é uma exigência.

Qualquer que seja o partido de simpatia ou militância, vamos nas nossas bicicletas até às mesas de voto exercer o nosso dever cívico pois tanto o pé direito como o pé esquerdo são ambos necessários para uma vigorosa pedalada. Por isso pedalem até lá e votem, e por muito que vos custe tentem levá-los a sério.

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haja saúde

Certo dia uma colega avistou-me a chegar de bicicleta ao jardim da instituição onde trabalhamos. Mais tarde, numa pausa para o cimbalino, o tema “pedalar para o trabalho” foi assunto de conversa e ela, com um certo ar fascinado, saiu-se com esta: “Hummm, a pedalar tanto assim deves estar com umas boas pernas!”. Não desconversei e respondi: “Sim, e menos barrigudas!”. Ok, eu percebi onde ela pretendia chegar com o “boas”. Será que se nota assim tanto? É que eu uso calças largas!

O facto de pedalar de bicicleta para o local de trabalho sempre gera os mais diversos comentários, o que não acho estranho pelos diferentes hábitos que adquirimos, de práticas que achamos “normais”. Pondo de parte a questão económica e ecológica, a bicicleta chama para si muitos outros ecos de interesse: capacidade física, liberta a mente, dá saúde.

Com o acréscimo de sedentarização no estilo de vida, as escadas rolantes, os elevadores, os automóveis, o ser humano amoleceu, relaxou e acomodou-se. Não importa se gordas ou magras, as pessoas estão enfraquecidas. Ofegam ao subir um vão de escada, enquanto um ciclista a sobe de dois em dois degraus sem dificuldade. Num mundo de pessoas medrosas muitas vezes passa a imagem de poder, que os ciclistas urbanos são enérgicos, fortes e vigorosos, de ser muito corajoso enfrentar o trânsito. Impera algum cagaço na sociedade mas a cultura da bicicleta vai, aos poucos, se sobrepor à indústria cultural do medo. Por isso suamos as estopinhas também a provar que não é preciso assim tanta coragem em pedalar no meio de carros blindados. Eu não pedalo diferente dos demais ciclistas. Não sou super, sou apenas um humano que pedala e, como qualquer outro ciclista, assim o meu corpo funciona melhor.

As pessoas que andam regularmente de bicicleta poupam muitas visitas ao médico. Na saúde, os benefícios das pedaladas são imensos: o exercício aumenta a capacidade respiratória, alivia dores nas costas, diminui o colesterol e a pressão arterial, auxilia o emagrecimento, atenua o stress e as tensões. O prazer proporcionado pela bicicleta contribui para a sensação de bem-estar. Proporcionando a sustentação do corpo através de uma postura correcta, a bicicleta ajuda a fortalecer o abdómen, fortalece e define os músculos, deixa as pernas e o rabo tonificadinhos.

Mover-se é da nossa essência e, portanto, é estético, pois o belo e atraente é o que a natureza nos ensinou a procurar e desejar, não necessariamente jovem, não necessariamente musculado, mas saudável. E mais a mais pedalar é sexy. Não importa a idade, se gordo ou magro, se homem ou mulher, se adolescente ou adulto, querendo ou não, o ciclista é sempre objecto de curiosidade e motivo de desejo… rhummm… rhummm… desculpem, foi a Liz Hatch que me caiu no goto…


E ainda há quem que não goste de bicicletas!!! Haja saúde.

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desafios a pedal são comigo

Desta vez a provocação foi-me dirigida pelo nosso amigo tasqueiro. O Miguel sugeriu-me fazer em grupo o Porto-Santiago a pedal, o que de imediato topei.

Para uma viagem tripartida por vários dias e km’s q.b., atravessando bosques, passando por aldeias minhotas e paisagens galegas, o calçado que a Etielbina usa para as minhas urbanidades não se coaduna com calhaus soltos e caminhos de cabras. Vai daí, matutei qual seria o pneumático mais em conta dos chamados “cross country”. Pesquisei e encontrei umas solas em conta para empreender tal viagem. E antes mesmo de dar ao pedal até à mega-superfície-das-coisas-jeitosas, dei um pouco mais às teclas até encontrar os alforges (coisa que já havia pensado sem ter ainda encontrado as ideais). A velha mochila que usava pendurada no bagageiro lá ia desenrascando mas o que eu preciso é de uma coisa de qualidade, razoável capacidade de carga, que desse para se separar e usar um de cada vez. Touché.

– E porque não vais lá!? Olha, até que não é mal pensado, não senhor! Depois do propósito, bastava-me delinear o percurso até à dita cuja mega-coisa para as bandas de Santa Cruz do Bispo. Como entretanto me dava jeito passar por casa, tomei o percurso habitual. De lá segui pela nova via até à movimentada Estrada da Circunvalação para rumar em direcção ao mar. Passado o cabo das tormentas da Rotunda AEP, a bicicleta já voava impulsionada pela gravidade e, aqui e acolá, pelas minhas pernas. Ao largo do Parque da Cidade entrei em Matosinhos, tendo o bónus de mais à frente poder apreciar as barraquinhas montadas para as festas do Senhor do mesmo. Em Leixões desviei para a ponte móvel que, se estiver aberta, atravessa-se na maior das facilidades. Já do lado de lá, em Leça, coloquei as rodas na única ciclóvia existente e rumei em direcção à Quinta da Conceição para depois esbaforir avenida da Exponor acima.  Um pouco mais à frente entrei na wonderland para muitos, na quase  neverland para mim. E como já sabia ao que ia, demorei pouco tempo às compras e num instantinho deixei a bina de ancas largas.

De sacolas instaladas no lombo da bicha, pneus novos lá dentro e tudo, retornei pelo mesmo caminho e, como tudo o que sobe também desce, quando dei por mim já estava de novo a atravessar o porto de Leixões. Sem pressas, aproveitei para ver as modas na praia de Matosinhos e também deglutir um suplemento energético. O magnum de amêndoa nem teve hipóteses, glup, e o ar do mar ajudou também a absorver energias para a última fase da jornada.

Já a pedalar pelos carreiros do Parque da Cidade deu para notar que a Etielbina, a continuar assim, um dia terá de ir ao “peso pesado”. E pronto, tocou subir avenida da Boavista e ainda me dispus a uma boa suadeira numa sã competição com automobilistas de ocasião quase até casa. Assim, a preparação física e o test-drive à máquina prosseguem ao melhor dos ritmos.

E quem quiser espreitar está aqui o mapa da etapa do final do dia.

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de deixar os olhos em bico

A bicicleta é de longe o transporte mais sustentável que existe. É amiga do ambiente e proporciona uma actividade física ao utilizador, no entanto, o seu uso pode ser limitado ao necessário esforço para locomover a quinga entre grandes distâncias (vocês não viram mas acabei de encolher os ombros). E prontos, para atender a essa necessidade, algumas empresas de componentes electrónicos, e até mesmo fabricantes de automóveis, embarcaram nesse nicho de mercado das bicicletas eléctricas. A multinacional japonesa, Panasonic, desenvolveu um modelo com características próprias de transporte sustentável e deve ser lança-lo em Junho, no mercado japonês. Apresento-vos a Lithium Bibi.
A Lithium Bibi é uma bicicleta leve para uma eléctrica, com apenas 19,9 kg, caracterizando-a como das e-bikes mais leves do mercado, segundo a Panasonic. Para conseguir isso, foi usado alumínio na estrutura e uma bateria pequena. A bicla, que por sinal é bastante giraça, tem três modos de funcionamento, que controlam o uso de energia e a força. No modo ecológico, a Bibi gasta menos energia e tem autonomia até 20 Km, mais adequado para um passeio suave. No automático roda até 15 Km e no modo Power, que é quando o motor funciona em sua força máxima, a bateria permite apenas uma corridinha de11 km. Fica feita a apresentação

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já ouviram falar em ciclóvias portáteis?

Eu também não, até ver este vídeo:

Os iluminados ciclistas Vladimir Turner e Ondřej Mladý, cansados da falta de vias públicas destinadas a bicicletas na República Checa, resolveram o problema de uma maneira criativa. Usando um projector de LED’s colocado na parte frontal da bicicleta, inventaram uma forma de construir suas próprias ciclovias portáteis. Assim, o projector emite uma faixa em movimento constante que avisa outros veículos da presença de um ciclista na rua durante a noite. O acessório serve também como uma fonte de luz adicional o que proporciona mais segurança em locais com pouca iluminação pública.

Segundo os inventores, o objectivo é evitar acidentes e dar mais espaço aos ciclistas, que são esquecidos quando se projecta a construção de novas vias. Que eu saiba o dispositivo serve apenas para uso pessoal dos dois amigos, e não há provas que comprovem sua eficiência no trânsito. Porém, não seria nada surpreendente se alguma marca de acessórios se interessasse pela ideia e passasse a incorporar a novidade nos acessórios para bicicletas. Até pelo colorido e chamativo apelo ao uso das binas nas nossas cidades.

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