bicicleta com rodinhas

ontem, o meu sobrinho David a desembrulhar a sua primeira bicicleta

Não será difícil entender o fascínio que uma bicicleta pode exercer no imaginário de uma criança mas, talvez, esse fascínio já não seja exactamente o mesmo de outrora, quando o mundo era mais simples. Quando não oferecia tantos encantos ou tantas opções quanto o de hoje, a era da electrónica e da informática. O próprio brilho dos olhos das crianças talvez já não seja tão inocente, talvez já não tenha a mesma pureza, a mesma ingenuidade. Nada disto, no entanto, impede que uma pequena bicicleta continue a ser um dos presentes mais desejados pelas crianças. O que ficou, isso sim, cada dia mais sério foi pedalar em segurança. Para vermos crianças a pedalar sem receio, em perfeita liberdade, temos de ir aos parques, ciclovias ou mantê-los no pátio de casa, espaços que os automóveis não possam invadir. Em outras épocas, quando as cidades eram mais pequenas, mais livres, em que a vida se organizava na rua do bairro, em torno da vizinhança, a manhã seguinte ao aniversário, à noite de Natal, era o momento de glória exibir a bicicleta nova aos amiguinhos. Relembrar esses dias não é uma mera questão de memória. Essa recordação não deve permanecer na nostalgia mas, ao contrário, devemos fazer dela a motivação que desejamos para os nossos filhos e para as gerações vindouras. É importante apoiar acções que procurem trazer de volta às cidades o encanto de viver nelas como a forma de tornar o sonho de cada criança algo possível. Sonho, aliás, que nunca deixou de ser o nosso, do menino ou da menina que subsistem dentro de nós.

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nik ere bike, saber partilhar

BIZIMETA é um sistema de transporte interurbano, ecológico, pioneiro na Biscaia. Uma moderna frota de bicicletas eléctricas pensadas para favorecer um transporte prático, rápido e sustentável. Qualquer um poderá recolher a sua bicicleta, sair a pedalar comodamente, para qualquer lado, e depois devolvê-la mais tarde.

“Atrévete a cambiar tu coche por uno de los medios de transporte más universal y ecológico: La bicicleta.”

Independentemente do sistema, eléctrico ou convencional, pode ser que este seja apenas mais um exemplo, mas é um exemplo que funciona, ao contrário do folhetim alfacinha que se encontra empenado. E quanto a algum folhetim tripeiro… estamos conversados.

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no cais da Afurada

E o mestre a esfregar as mãos de contente, a verbalizar qualquer coisa do género:

– “Ora bamos lá bêre, a um aéreo por pessoa e outro por cada bicla, dois mais dois são quatro, bezes…  óh pá, anda cá tu fazer as contas!”.

Quantas mais houvesse, mais subiriam para o Flor do Gás. Assistir à cena desta manhã, fez-me recordar o nosso regresso da bicicletada a Santiago e como se conseguiu enfiar mais de 15 biclas no compartimento do comboio de Vigo para o Porto. E por falar nisso estou apto e impaciente para a próxima aventura a pedais.

é bem capaz de caber ali mais uma!

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esta tarde…

… conferi que as binas estavam em maioria absoluta no parque das bicicoisas, lá no jardim da instituição;

cinco contra uma! Hurrray...

e assim que regressei com o saco de compras do supermercado, vi que a Etielbina tinha arranjado companhia!

com este poodle como cão de guarda, quem se arriscaria a gama-la!?

grrrrrrrrrrr… béu

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momento rabo de saia

Quem me dera estar neste momento na garupa da bicla a pedalar sem rumo. Ou então na minha praia, onde o calor nunca é demais e faz sempre vento, espojado na areia a tostar a pele. Até que sabe bem este calor outonal, este dia luminoso que faz lá fora. Faz-nos andar colados às calças de ganga, desesperar por tirar mais roupa na esperança de refrescar, mas a verdade é que o calor faz dores de cabeça e ofereceu-me um pingo no nariz à pala de uma corrente de ar e deste solinho!!! Boa semana.

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ciclofilia [9] Meaghan Smith


“Here Comes Your Man” cover by Meaghan Smith, originally performed by the Pixies, from the 500 Days of Summer Soundtrack.

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uma válvula de escape

a bordo do Flor do Gás, uma viagem entre Porto e Gaia, ao sabor do vento

Pedalar pela cidade é, já de si, uma experiência agradável, mas se o fizermos depois de picar o ponto, numa tarde quente de Outono, o regresso a casa é ainda mais saboroso. Desci a Restauração, na bolina, para desaguar no rio, que é D’ouro e que naquele instante resplendecia prateado pelo sol . Na marginal deixei o frenesim do asfalto e assentei as rodas no passeio, ribeirinho, serpenteando por canas de pesca, bicicletas e o povo que circulava num ritmo diferente, descontraído. Turistas de mapas e câmaras fotográficas em punho, acarretando bicicletas para o bucho do “Flor do Gás”, num acrescento de novidade, navegando para a outra banda, apreciando o monumento.  O passeio traz vários benefícios, abranda-se o ritmo acelerado, ganha-se tempo para apreciar a paisagem, respirar a maresia, assentar ideias, apanhar sol, saborear um fino enquanto se escutava o gracejar batoteiro de jogadores de sueca. Num simples e demorado percurso a pedais, a nossa vida pode melhorar consideravelmente, pois enquanto o fazemos abstraímo-nos do dia-a-dia e as preocupações passam para segundo plano, ou tendem a não parecer tão relevantes. E se assim não for, há que fazer um esforço para que os obstáculos não perturbem este momento íntimo, este Douro Bike, que é uma pedalada a sós. Um regresso tranquilo a casa, onde se pode apreciar o passeio, vendo e assimilando a cidade, o mundo que nos circunda, vivendo cada forma, cor, brisa, aroma e sensações.

Se eu podia regressar pelo percurso do costume, podia, mas não seria a mesma coisa.

 

 

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extra: Cicloficina Movel de Aldoar no Porto

aqui a Maria Del Sol na revisão dos 2 mil

Noticia fresquinha da Cicloficina

“Já há muito tempo que não se fazia uma sessão móvel no Porto, e porque achamos interessante abranger outras áreas da cidade que não só a baixa, no Domingo 16 de Outubro, de manhazinha (10:00/12:00) vai acontecer uma Cicloficina móvel em Aldoar ali na Cooperativa SACHE.

Se precisam de afinar a bicicleta, ou se simplesmente gostam de bicicletas e de falar delas… apareçam!”

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a bicicleta na publicidade

A bicicleta é moda. É bonita, é “verde” e vende. Empresas que antes apenas viam a bicicleta como um mero objecto, um brinquedo, um divertimento, percebem agora o seu potencial de marketing como símbolo de mudança, melhoria e atitude. Por vezes num evidente oportunismo, perceberam que é politicamente correcto patrocinar a bicicleta. O filão e a popularidade das biclas, tanto pelo seu estatuto ecológico e sustentável, quanto pelos seus efeitos benéficos para a nossa saúde, é apetecível, mas essas campanhas pouco contribuem para a real alternativa e não traduzem o propósito efectivo que é a utilização regular da bicicleta no dia-a-dia.

Cada vez é mais frequente ver a bicicleta associada a promoções a outros produtos e serviços, em capas de revista ou como simples adereço. Essa visibilidade foi necessária à causa da sensibilização e sedução da sociedade para o consumo mas não para o uso da bicicleta como meio de transporte. É uma peça usada na comercialização de novos conceitos, na construção de “montras”, de empresas que se querem posicionar no mercado como lojas de tradição. Se antes só aparecia sendo pedalada pela família no parque, para associar a sensação de liberdade, alegria e descontração a algum produto ou serviço, de uns tempos para cá ela aparece também como a solução, para associar a imagem chique e de modernismo ao que estiver a ser promovido.

A opinião pública vai percebendo o exagero do culto do carro, entende a ineficiência que é investir apenas no automóvel e a viabilidade da bicicleta como meio de transporte urbano. As pessoas vêem agora o uso regular da bicicleta como uma coisa possível, e que gostariam de fazer, mas que ainda não ganharam o empurrãozinho incentivador ou a necessária coragem para a mudança. Alguma imprensa, que sempre virou a cara ao assunto, chega até a chatear de tanto falar nisso. Acho que devemos aproveitar esta onda e surfar nesse marketing verde, aproveitando a força criada por eles para divulgar as nossas reflexões. Quem sabe o que é moda vire um comportamento cultural propagado e irreversível.

foto de Eugenio Tavares

Mas um outro atributo também se tem consolidado: defender o uso da bicicleta, mesmo não a utilizando, passou a ser algo cada vez mais bem visto pelos anunciantes. A bicicleta tem surgido cada vez mais na propaganda ao automóvel em comerciais televisivos. Passam cenas rápidas onde a bicicleta surge fugaz, a circular ou encostada em alguma parede da cidade. Nessas aparições relâmpago, o que importa não é percebê-la conscientemente, tudo se compõe num cenário consumido inconscientemente, que traz a quem a vê uma sensação boa de se associar àquele produto. Num anúncio bem feito, todos os detalhes são estudados e nada está ali por acaso. Vende-se a ideia de que conduzir aquele carro é tão cool e tão verde quanto ser um ciclista. É alguém moderno, preocupado com o meio ambiente, que embeleza o seu microcarro, o seu status na cidade, juntando-se no final a ciclistas que jogam polo em bicicletas de roda fixa. Ele faz parte do grupo e é aceite naquele meio, lucrando também da sensação de bem estar que a imagem da bicicleta oferece.

Já no anuncio seguinte é ao contrário. Muda-se a visibilidade mas mantendo o protagonista do costume.

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bina!!!

Encostada no passeio da Rua Oliveira Monteiro

Um argumento fundamental para quem usa a bicicleta é proteger o planeta!

E perguntam: – Proteger o planeta de quem?

Ora, de gente iluminada que tem ideias como esta: Colocar um motor impulsionado a combustível fóssil numa bina!…

… Então e a Rosa, com apelido de Mota e que corria comó caraças!!!

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