what´s the news!

As famílias portuguesas gastam, em média, 1843 euros por ano em energia, dos quais mais de metade é consumido no carro particular, conclui um estudo da ADENE – Agência para a Energia, divulgado há dias.

Segundo o inquérito realizado pela ADENE sobre o consumo de energia no sector doméstico, a despesa global com energia por alojamento em Portugal, incluindo os transportes, é de 1843 euros por ano, sendo que o estudo refere que “o transporte individual é agora responsável por mais de metade do consumo energético (50,6%) e da despesa total com energia (54,4%) nos alojamentos”.

No fundo, segundo o inquérito realizado entre Outubro de 2009 e Setembro de 2010, o carro representa hoje “um gasto energético médio de 1002 euros por ano, acima dos 840 euros gastos com o consumo na casa”.

O inquérito, que resulta da colaboração entre a Direcção Geral de Energia e Geologia e o Instituto Nacional de Estatística com o co-financiamento da Comissão Europeia, revela que, pela primeira vez, o consumo de energia e a respectiva despesa com os veículos para transporte individual é superior ao consumo de energia dos alojamentos.

Daqui

Publicado em divulgação, motivação | Etiquetas , | Deixe um comentário

se não as consegues vencer…

Cada vez mais em voga, a industria automóvel expõe bicicletas revolucionárias ao lado dos seus popós, competindo com esbeltas e sensuais modelos. Ponham-se a pau meninas

No Salão Automóvel de Frankfurt do mês passado foi a vez da Ford  “acrescentar um surpreendente complemento à sua gama, uma E-Bike. A construtora reclama para si o desenvolvimento de “um conceito deslumbrante que combina tecnologia de ponta com sensores provenientes do mundo da Fórmula 1 com componentes topo-de-gama para bicicletas”.

“O mercado de E-Bike está a crescer muito, muito rapidamente, com cerca de 30 milhões de unidades vendidas globalmente no ano passado”, afirmou Axel Wilke, Director da Ford Europa. “Nós vemos as E-Bikes como um elemento importante da mobilidade eléctrica urbana. Mais e mais pessoas estão a utilizar as E-Bikes para deslocações de curta distância e estão a tornar-se confortáveis com o conceito de mobilidade eléctrica”.

Prontos. Então, se quisermos um conceito inovador em que não tenhamos de suar as estopinhas nos declives, a industria automóvel “trabalha” para nós no desenvolvimento tecnológico, vende-nos os seus automóveis e depois faz o favor de nos compensar com soluções brilhantes.

“Com o seu design moderno, apelo a ambos os sexos, qualidade de construção robusta e um conjunto de componentes de alta performance, acreditamos que a Ford E-Bike Concept será o complemento perfeito para as soluções de mobilidade que vamos oferecer”, acrescentou Wilke.

Qualquer bina a pilhas com motor não me parece que seja muito ecológica. Mais ecológica seria mesmo uma bicicleta tradicional, mas se tivermos em conta que muita gente não trocaria um carro por uma bicicleta tradicional poderíamos considerar que pelo menos alguns concordariam optar por esta solução. No entanto, a Ford defrauda expectativas quando diz “não planear produzir a E-Bike, mas que vai continuar a estudar o conceito, juntamente com outras soluções de mobilidade para o futuro”! E eu que estava quase quase a convencer-me que num futuro a muito longo prazo poderia, para além das do pace-maker, acumular energia nas baterias ! Voltem a dar o lugar às meninas, ó faxabôre!

Publicado em tecnologia | Etiquetas , , , | 2 comentários

um Domingo habitual

apressados pró arroz de marisco, eu e o Rafa a zarpar no Flor do Gás

Só quem faz sabe qual é a sensação maravilhosa de acordar cedo, numa manhã de domingo, calibrar os pneus da bicicleta e dar ao pedal ao encontro das distâncias. Acreditem, é um prazer sentir o ar puro e fresco que se respira antes das emanações poluentes dos automóveis. Escutar aquele silêncio que só as manhãs de domingo têm. Abrir os olhos para o efeito luminoso de um dia que promete vir a ser prefeito. A bicicleta não é só o pretexto conveniente para proporcionar saúde e bem-estar físico, mas é sobretudo uma verdadeira paixão que tem o poder de uma máquina do tempo, a magia de nos fazer transportar num curto espaço de tempo para lugares conhecidos, outros desconhecidos, que se descortinam para lá de uma curva, para além de uma montanha, ao desafio único de conquistar o mundo com o próprio suor.

E depois do habitual fomos saudar um Domingo diferente, numa pedalada entre pai e filho, e rumar para lá do rio só parando à mesa para a arrozada de marisco da avó.

Publicado em motivação | Etiquetas , , , | Deixe um comentário

ciclofilia [11] sobre duas rodas pelo sul do Tirol

Mit dem Fahrrad auf Entdeckungsfahrt durch Südtirol
Scoprire l’Alto Adige su due ruote
Explore South Tyrol by bicycle
music by Chris Costa

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , | 2 comentários

ver para crer

Como sempre deveria estar, a Ribeira.

Agradável, acolhedora e livre de automóveis.

Publicado em 1 carro a menos | Etiquetas , , , | 1 Comentário

passe a publicidade [5] Me Undies – Bike

I don’t know
I don’t care
I can see your underware

meundies.com

Publicado em motivação | Etiquetas , , | Deixe um comentário

uma infusão de boas maneiras ou um estalo nas fuças…

Casa de chá na Rua das Sobreiras

…é o que certos sujeitos com uma gritante falta de chá mereciam!

Deve ser burrice que lhes está arraigada ou é puro egoísmo. Por essas e por outras coisas não suporto ‘betinhos’. Aqueles tipos cheios de azeite, azeiteiros mesmo, que passam rasantes a abrir caminho e se borrifam literalmente para quem partilha o seu espaço, só porque acham que lá por terem um Bê Eme topo de gama da empresa ou do papá são mais que os outros.

Pedalava eu tranquilamente e de narinas bem abertas pela Rua do Passeio Alegre quando se liga o vermelho no semáforo. Travo a bicla, pouso o pé no chão e aguardo vez. Do meu lado esquerdo irrompe o capôt negro de um carro que com o impacto do descomunal retrovisor contra o meu cotovelo esquerdo me abala o sossego. Aturdido e com dor de cotovelo (no sentido doloroso do termo), baixo a cabeça e espreito pelo vidro fumado que entretanto desce e me revela a figurinha. Sem uma única palavra que tivesse saído da minha boca, já do olhar saiam-me faíscas, o bacano solta-se num palavreado reles e, a brandir o dedo indicador, manda-me para aquela parte e depois para a pseudociclovia que dizem haver no passeio da Cantareira!

Eu sou de origens simples e orgulho-me disso. Não fui, de todo, criado em berço de ouro, mas também nunca me faltou nada. Os meus pais sempre me souberam dar o suficiente para uma vida razoável. Nunca nos negaram a nada mas sempre nos ensinaram que as coisas não caem do céu e o valor do trabalho para as obter. Quero com isto dizer que lá em casa nunca se pouparam a nos dar a provar do tal chazinho. E é por isso que eu, por pobre que seja em comparação a fangios cobardolas, pedalo em qualquer lado com a cabeça levantada porque sei comportar-me na rua, mesmo que para isso tenha de dar à perna. Há pessoas que não são socialmente preparadas nem dignas. Há pessoas que nem ao estalo lá vão, o que é pena, porque eu não me importava de perder um tempinho a tentar explicar-lhe várias coisas à estalada. Mas adiante… Há coisas que não se compram, e educação é uma delas.

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , , | 2 comentários

a terceira via

Já que S. Pedro tem andado distraído, e antes que dê conta que estamos em pleno Outono, nada melhor que aproveitar estes finais de tarde apetecíveis e dar umas pedaladas mais prolongadas, mesmo que seja só para um “vou ali e já venho”, onde o “ali” é na Praia da Madalena e o “venho” seja acompanhado do pôr-do-sol e do sabor a maresia. Assim, terminado o expediente e após desempenhar a sua função, deixei a fiel utilitária descansar, troquei de fato-macaco e dei a vez à levezinha para que a cadência das pedaladas tivesse um ritmo diferente.

Ora bem, no regresso a casa optei por pedalar pela Avenida da Boavista e deu-me para testar a “requalificada” pista da Avenida. Então, aquilo que a CMP anunciava a 30 de Maio: “a primeira parte das obras de requalificação da Avenida da Boavista, entre o Castelo do Queijo e a Rua António Aroso, estão praticamente concluídas”, resume-se, neste momento, a um tapete avermelhado, enfaixado por floreiras e canteiros cheios de terra. E a “qualquer-coisa-via” segue segregada Avenida acima,  cortada entretanto pelo cruzamento com a Rua de Malaca.

Mais à frente, numa área reservada a futuras derrapagens de cavalos potência, a “qualquer-coisa-via” muda-se para o outro lado, seguindo o seu traçado a régua e esquadro. Às tantas lembrei-me: “E se entretanto alguém quiser sair daqui? Como fará?”.

Bom, a não ser que pedale até ao fim e depois volte para trás, pelo passeio, a única solução é galgar com a bicla às costas as caixas que supostamente irão conter flores e atravessar a auto-estrada, rezando para que os carros circulem, pelos menos, dentro do limite de velocidade. Mas não saí. A foto foi apenas para mostrar a pernoca e dali continuei a pedalar até aqui:

E o aqui ainda está um bocadinho, quer dizer, um bocadão, longe do acolá, ou seja da Rua António Aroso!

A ver então se Santa Engrácia não terá também patrocionado a CMP nesta obra!

Mapa do percurso

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , , | 5 comentários

ciclofilia [10] na Ucrania é assim

Sons e imagens que valem mais do que mil palavras… em cirílico:

Escolhe o teu ringtone para a cidade

Uma manhã perfeita em Lviv

velolviv.org

Publicado em ciclofilia | Etiquetas , , , | Deixe um comentário

a bicicleta no Parlamento

A deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda apresentou hoje em plenário da Assembleia da República um projecto de Lei para afirmar os direitos dos ciclistas e peões no Código da Estrada. A proposta visa contribuir para que a mobilidade suave seja uma realidade em Portugal e, por isso, o seu projecto de Lei propõe o reforço do conceito de segurança rodoviária e o incentivo destes meios de deslocação através de diversas medidas.

Via MUBI

Publicado em divulgação | Etiquetas , , | Deixe um comentário