velo culture: pedais, estilo e companhia

a duendagem que trabalhe… foto Velo Culture

Por Pedro Rodrigues no i

A nova loja do Mercado Municipal de Matosinhos quer ser o santuário da cultura da bicicleta, das novidades ao vintage.

Caminhar pela zona portuária da cidade de Matosinhos pode ser uma experiência de realidade paralela. Ao longo da paisagem as bicicletas estacionadas amontoam-se. Ao longe, na ponte móvel, passam como bandos de ciclistas intermitentes a completar a paisagem, pelotões muito longe do prémio da montanha mas com o espírito todo nos pés. E quem se aproxima da “Velo Culture” corre o risco de se sentir automaticamente parte destas corridas.

“Tudo isto é paixão pela bicicleta e isso é cultura.” Este é o lema dos donos da loja, três sócios criados no seio do activismo da mobilidade sobre rodas e bloggers influentes na cultura do pedal portuense. Falamos de Sérgio Moura, arquitecto, Hugo Cardoso, jornalista, e Miguel Barbot, consultor. Dizem que a paixão em comum os uniu mas que foi a danada da crise a servir de gatilho para a loja, aberta ao público depois de menos de um mês de preparações.

“A nossa loja é muito diferente das outras porque é destinada a quem gosta verdadeiramente de bicicletas, não como desporto, mas pelo objecto em si.” Miguel Barbot, responsável pela imagem da Velo, garante que nestes primeiros meses de existência já tiveram todos os tipos de público, mas o seu preferido é o “utilizador diário”, aquele que “mais dá valor à estética e alma da bicicleta”.

Na Velo Culture os velocípedes são mais do que simples de guiadores+pés-nos-pedais+rodas. Há modelos clássicos, bicicletas novas inspiradas nas antigas ou até as utilizadas há décadas atrás pelos mensageiros e estafetas – tudo inspirado no espírito velo, claro, mais do que um gosto pelo objecto vintage, um estilo de vida sobre rodas sem motor – e coisa mais na moda é difícil.

Os critérios de selecção para os modelos em loja são simples: nada de monos e nada de comum. “Não vendemos aqui qualquer coisa” é o imperativo, e as bicicletas de supermercado estão proibidas. No interior podemos encontrar bicicletas de cidade, altas, de quadro largos e traços clássicos. Não faltam também acessórios, materiais diferenciados e até uma marca de roupa própria. “Trabalhamos com especialistas que nos fazem produtos de artesanato de alta qualidade, baseados na tradição portuguesa.” É o exemplo dos cestos de carga, objectos originais de valor acrescentado, com forros diferenciados e aplicações em pele para os mais exigentes.

Já na roupa, a ideia passa por conjugar o uso diário e informal com a utilidade móvel. “Para nós faz todo o sentido ter roupa porque somos acima de tudo uma loja de estilo de vida.” Barbot dá o exemplo da roupa de mulher, vestidos de cortes modernos e toque casual. “A ideia é não ter que mudar nada, ter sempre alguma aplicação que torne o uso da bicicleta mais fácil.”

Apesar da aposta decidida neste novo conceito, os responsáveis garantem não querer inventar a roda. “O espírito velo representa um certo catecismo da bicicleta, vamos continuar a militar a cultura do ciclismo feito de suor, sangue e lágrimas”.

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nisto, toca o telefone…

do outro lado: “Tou… pai! Posso ir almoçar contigo?”

 

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fotocycle [13] equilíbrio

Glorious Cycle Saturday by Amsterdamize

 

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atrapalhamos?

Uma única bicicleta no meio de dezenas de carros não atrapalha, embora haja quem reclame. Uma bicicleta não congestiona mas há quem se incomode por ter de a ultrapassar porque circula a baixa velocidade. Basta um único carro parado ou mal estacionado para perturbar a fluidez do trânsito. Há quem se enerve quando se depara com um grupo de ciclistas a pedalar à sua frente, e não é nenhuma bicicletada. A propósito, peguemos no exemplo da Massa Crítica que, como sabem, decorre no mundo inteiro no final de cada mês. São dezenas, centenas de ciclistas que circulam em simultâneo na mesma rua. Eles congestionam? Não! E digo não porque num curto espaço de tempo simplesmente passam mais pessoas de bicicleta do que transportadas em automóveis. É um facto perfeitamente demonstrável, a bicicleta não congestiona, e, como tal, com a bicicleta o trânsito ganha outra eficiência.

foto Sónia Arrepia, Massa Crítica Porto, Dezembro de 2011

Enquanto os carros param, a bicicleta transita, sendo em muitos casos bem mais rápida que o carro. A bicicleta não precisa ficar parada, à espera. Como uma bicicleta não pode atingir grandes velocidades, tem-se a sensação que a pedalar se leva sempre muito mais tempo. Mas na cidade os carros perdem claramente esta batalha. Embora o façam sistematicamente, os automobilistas não devem circular a grandes velocidades. Não será difícil verificar que a velocidade média de um carro no centro da cidade é inferior à da bicicleta: pr’aí 15 km/h! Na hora de ponta, então, essa média é bem inferior. Um automobilista passa a maior parte do tempo com o carro ligado, à espera do sinal verde, que o carro da frente ande ou que o peão atravesse a passadeira. Um ciclista nem precisa se esforçar para, nas calmas, fazer uma média acima dos 20 km/h. Eu faço.

foto Sónia Arrepia, Massa Crítica Porto, Dezembro de 2011

Justamente por não sofrer as consequências dos engarrafamentos, por circular melhor, por caberem mais bicicletas num único espaço físico e pelo facto dos carros transportarem geralmente uma única pessoa, é possível que muito mais pessoas se desloquem no mesmo espaço de tempo de bicicleta do que de carro. Basta para tal estar atento ao movimento da Massa Crítica. Numa qualquer rua e em poucos minutos passam dezenas de bicicletas. Depois a rua volta a encher-se de automóveis que param. O sinal abre, os automóveis arrancam para logo à frente voltarem ao rame-rame, ao constante pára/arranca. Mas as bicicletas não ficam paradas, basta esperar um pouco e esgueirar-se entre veículos engarrafados. Quem está dentro de um carro não tem outro remédio senão aguardar, esperar pacientemente que os restantes carros à sua frente se desloquem. Esperariam do mesmo modo se as bicicletas à sua frente não se movessem? Aliás, se muitas vezes nem esperam que o automobilista à sua frente seja educado e dê a passagem à pessoa que se atrasou a atravessar a rua! A impaciência dos automobilistas vem mais do facto de se acharem os donos da rua, de entenderem que o carro lhes dá direitos perante os peões e perante as bicicletas. De não compreenderem que a sua conduta tem um impacto real no trânsito. Centenas de bicicletas ocupam o espaço de poucas dezenas de automóveis. Senhor automobilista, para entender melhor imagine, se em vez de setenta bicicletas tivesse à sua frente setenta automóveis, quem atrapalha mais?

Caso pra dizer, atrapalhamos? Temos pena!…

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passe a publicidade [21] acorda meu!…

 

… e o patinho? deve ter voado daqui!!!

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e bibó Porto, carago…

n.d.r.: noticia ressessa e amplamente divulgada mas que deve estar aqui.

A Cidade do Porto foi considerada o “Melhor Destino Europeu” 2012, numa competição on-line com mais 19 grandes cidades europeias, distinção atribuída pela European Consumers Choice.

Vinte cidades europeias foram previamente seleccionadas para o prestigiado título de “Melhor Destino Europeu” 2012. Depois de três semanas de votação on-line, com a participação de mais de 212 mil votantes, o Porto foi eleito o melhor destino.

“Com a variedade de recursos disponíveis, o Porto conquista todos os seus visitantes, desde os que o procuram pela história e autenticidade àqueles que o buscam para explorar uma nova cidade, mais cosmopolita e contemporânea”, pode ler-se no site da organização.

E acrescenta: “Descobrir o Porto significa descobrir o que o torna diferente: o famoso Vinho do Porto, um centro histórico designado Património Mundial pela Unesco, museus, parques e jardins encantadores, lojas de moda de designers nacionais e internacionais”.

Para o Vice-Presidente e Vereador do Turismo, Inovação e Lazer, Vladimiro Feliz, “o reconhecimento alcançado com este prémio aumenta a responsabilidade do Porto enquanto destino turístico, reforçando ao mesmo tempo o posicionamento da cidade como elemento âncora na promoção e dinamização do País e da Região”.

“Este prémio é um reconhecimento e um incentivo que poderá potenciar os níveis de crescimento evidenciados em 2011. Onde a procura turística nos postos de turismo municipais cresceu 19%, o número de passageiros no Aeroporto Francisco Sá Carneiro cresceu 13,4%, o número de noites dormidas na cidade subiu para uma média de duas noites, valores que foram acompanhados por um crescimento também a dois dígitos do número de hóspedes e de dormidas no Porto”, acrescenta Vladimiro Feliz.

Dubrovnik, Viena, Praga, Bruxelas, Berlim, Budapeste, Lisboa, Florença e Edimburgo foram as cidades que se seguiram na lista como os melhores destinos para férias ou “city-trip” na Europa.

O European Consumers Choice é uma organização não-lucrativa e independente, com sede em Bruxelas. Todos os anos, os seus júris e parceiros nas áreas da indústria, design, turismo e imprensa especializada, seleccionam produtos pela sua originalidade, características inovadoras e qualidades excepcionais.

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foto do dia

in porto street shooting

Praça da República
(The BMX bike)

 

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notas de imprensa

A contar com o ovo no cu da galinha, neste caso no scan da maquineta digitalizadora do gabinete, o que não se verificou nem à força bruta da porrada e de um pontapé ela colaborou, não desisti e fui matar o bicho na Adega do Velho Lau onde gamei as fotos da imprensa deste fim-de-semana. Não se fala de outra coisa, são seis paginas completas sob o tema do momento, o ciclismo urbano. Podem encontrar na Time Out Porto de Abril uma volta completa ao Porto em bicicleta e na edição de Sábado do JN, com chamada de capa e duas páginas inteirinhas, logo a seguir à secção de necrologia, o movimento velocipédico da Imbicta. Nem a propósito, na edição de hoje fala-se na falência das gasolineiras!!!

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Como diz o guru das biclas jeitosas cá da Imbicta: “o Porto respira bicicletas”. Aliás, respira-se em toda a parte. Nos média não se tem falado de outra coisa, do quão maravilhoso e fantástico é este meio de transporte. Muito embora alguma gente esteja enfadonha com o tema, a mim isso só me motiva. Venham daí mais reportagens e artigos de opinião sobre esta maravilha da invenção humana que é o velocípede. By the way, a partir de agora serei um velocipedista.

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ciclofilia [35] Talca mejor pedalea

TALCA MEJOR PEDALEA

“Todo lo que la bicicleta hace por Talca”

Campaña: movilidad urbana en bicicleta, beneficios de la actividad física y des-contaminación del aire en Talca, Chile.

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hoje é dia de “massar” os autoimobilizados

Junta-te à Massa Crítica. No Porto, Praça dos Leões a partir da 18:30h, todos a pedalar pela cidade.

p.s.: será a primeira bicicletada que irei montado em Sua Alteza 🙂

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