pessoal, outro Biciado!

O bídeo está bom, o trocadilho também, não habia de andar tanto pelos passeios.

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com pompa e circunstância

“A Rede de Percursos e Corredores Pedonais e Cicláveis de Lisboa está agora mais completa. As suas duas novas ligações, inauguradas dia 14 de maio pelo presidente da autarquia, António Costa, pelo vereador do Ambiente Urbano, José Sá Fernandes, e pela vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina; consistem no troço entre a Quinta do Alemão e o Parque da Belavista e a ponte pedonal e ciclável entre o Parque da Belavista e as Olaias.”

Vou ao Rock in Rio, tentar utilizar a bicicleta e procurar uma t-shirt daquelas…

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de olho no trânsito

Alguns condutores estão tão acostumados a viver em ruas apinhadas de carros que acreditam ser essa a ordem natural das coisas e, por conta disso, não percebem que uma bicicleta circula à sua frente, ao seu lado, atrás de si. Na sua inabilidade de se colocar no lugar do ciclista, eles nem dão conta da nossa presença. O ciclista tem direito a transitar como qualquer outro veículo, porém alguns motoristas parecem ignorar as bicicletas, atrapalhando a circulação dos ciclistas ou mesmo colocando-os em situações de risco.

Um ciclista experiente sabe ocupar o lugar correcto na via, seguindo na direcção do fluxo automóvel encostado à berma ou ao passeio, estabelecendo uma margem de segurança com a qual me sinta à vontade consoante com as condições da estrada, tráfego e demais meio envolvente. Mas mesmo assim não é o bastante para escapar dos automobilistas distraídos ou até dos que nem querem saber. Todos sabem diferenciar os comportamentos seguros dos comportamentos incorrectos no trânsito. Geralmente, não conseguimos manter sempre a mesma atenção durante o tempo todo enquanto dirigimos ou pedalamos. Constantemente o nosso pensamento leva-nos a matutar outras coisas, sejam elas importantes ou não. A concentração nem sempre está presente e é habitual ver algo que nos distrai, e por instantes ficamos a observar o que não devemos enquanto dirigimos.

Pedalar o mais à direita possível dá uma falsa sensação de segurança. A ultrapassagem do primeiro carro foi feita em esforço. Alertado e consciente da proximidade da carroçaria e sabendo de antemão que os que vêm atrás costumam seguir a mesma linha do primeiro carro, intuitivamente fui levado a aproximar-me do passeio. Ao ficarmos entalados entre carros, a berma ou passeio, é meio caminho andado para nos colocarmos em risco. Um pouco mais à frente, noutro cenário numa rua estreita, fui levado a pedalar por entre carros engarrafados e o passeio de beirada alta. Naquele momento pedalo a minha bicla de estrada com cuidado redobrado pelos paralelos aleatórios e escorregadios até que, de repente, os carros começam a circular e sou surpreendido pelo temido gancho à direita. O meu intuito é seguir em frente mas um pseudo jeep passa à minha frente e vira à direita. Por um triz não bati na lata branca, não caí no chão e pouco me magoei. O automobilista nem sequer deu o pisca, indicando a sua intenção de mudar de direcção e tão pouco me viu ali.

Nesta situação, onde há um cruzamento ou uma saída de estrada, calha muitas vezes ao ciclista que segue no lado direito da estrada pretender seguir em frente. Se o carro vira à direita, entrando à frente do ciclista (o tal gancho á direita), resta ao ciclista numa situação de recurso travar ou simplesmente virar também à direita, evitando assim o acidente. Não devemos contar que reparem sempre em nós e, como tal, é de evitar ficar lado a lado com os carros. O mais sensato é o ciclista ocupar o centro da faixa com toda a probabilidade de desencorajar o automobilista a passa-lo. No entanto, não conte muito com isso. Quando se deparar com uma fila de carros, o mais conveniente será passa-los pela esquerda. Assim, pelo menos, o ciclista tem algum espaço de manobra e caso pretenda ir em linha reta, deve ficar na faixa adequada permitindo que outros veículos virem à direita.

Se não há tráfego imediatamente atrás do ciclista ele deve mover-se para o centro da faixa de rodagem, pois isso dá ao automobilista mais oportunidade de ver o ciclista. Ao pedalar pelo centro da faixa de rodagem os ciclistas reivindicam o seu espaço na estrada. As suas intenções são sempre previsíveis e um simples rodar de cabeça e esticar um dos braços para o lado, vai comunicar com os automobilistas e indicar-lhes quando pretendemos mudar de direcção. Eu pedalo no meio da rua, tranquilamente, sem stresses, e vou fazer isso enquanto não houver um espaço decente e dedicado a mim.

infografias: davesbikeblog.squarespace.com
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…”desde aí as minhas viagens para o trabalho são mais descontraídas e relaxadas…”

a foto não é de hoje mas bem que poderia ser.

E é já após uma relaxante vs ofegante pedalada matinal à beira mar, com o sol e o calor a convidarem-me a estender a toalha na praia e deixar a bicla e as pernas descansarem um pouco, vida de funcionário público em férias tem destas nuances, que depois da barriguinha cheia com o saboroso almoço caseiro da mamã que me refastelo à frente do computador e encontro no correio o testemunho do Filipe Oliveira apenso a um robusto comentário:

“Faz cerca de 1 ano que me tornei num ciclista urbano. Uso a bicicleta no dia a dia para casa-trabalho-casa. Antes desta mudança eu tinha a visão de um cidadão comum que cresceu numa sociedade que vê a bicicleta como uso desportivo e de lazer. Foi através de colegas de trabalho que usam a bicicleta a mais tempo e me desafiaram a utilizar a bicicleta. Desde aí as minhas viagens para o trabalho são mais descontraídas e relaxadas. Desde esse momento a minha relação com a bicicleta mudou, já não tenho o mesmo pensamento sobre a utilidade da bicicleta. 

Outra coisa engraçada são os comentários das pessoas que me rodeiam… algumas tem um pensamento de: “anda agora de bicicleta..”; “com esta chuva e de bicicleta”; “nao tem necessidade disso”; por um lado até percebo porque todos nós (ok, falo por mim), na sociedade aonde cresci, aprendemos que a bicicleta é para lazer e não como um meio de transporte. É preciso mudar esta mentalidade… e isso parte de quem?! … de todos… (seria outro tema de conversa).”

Fico contente em saber que o amigo Filipe se converteu à causa.

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passe a publicidade [24] Inbicla

foto © Daniel Vidinha

Este belo exemplar iNBiCLA diz que se sente um pouco só neste cenário, espera ansiosamente por companhia para desfilar pelas ruas da cidade invicta. Pelo que ouvi dizer, o desejo dela era encher esta praça de seres da mesma especie.

 

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o sol e as bicicletas

Dizer a um portuense que não há pôr-do-sol tão ou mais bonito que o nosso é pedir um sorriso. Quem afirma o contrário não é do norte. Indiferente a esta questão cósmica, aqui o menino idolatra a sua bicicleta e a boa vida numa roda de amigos, ontem na bela Praia da Luz da Foz do Porto.

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momento de inércia

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the big bike

Teams of people rode the Big Bike around Belleville to raise money for the Heart and Stroke Foundation.

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ciclofilia [40] Amsterdam on bike

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teaser – La Storica 2012

O desejo apaixonado de recordar os feitos heroicos dos ciclistas do passado, a estratégia, as máquinas pesados de funcionamento áspero, bonitas e valiosas, suaves como o couro e duras como o aço, de quadros artesanais e personalizados, nasce o desejo de recordar e imitar o mais antigo e puro ciclismo, o “Classic Super”.

L’Ultimo Chilometro” é a história de uma temporada de corridas de estrada que inevitavelmente se transforma num retrato de paixões, motivações, experiências, sentimentos. Um filme para todos aqueles que experimentaram uma bicicleta uma vez na vida.

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