passe a publicidade [27] the bike collection

Não entendo puto que o gajo diz mas que as biclas e os acessórios são do melhor…

elas são Cooper, Schindelhauer, Bella Ciao…

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instantáneas

by Lucas Otero

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can’t miss [5] If you ever find yourself in.wordpress.com

…Copenhagen and you need to ride a bike.

Some of the rules for Copenhagen biking (that they have figured out so far). Have fun and enjoy the ride.

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olhe, desculpe, será que poderia passar?

Andar de bicicleta não é para mim apenas um passatempo, uma mania ou uma necessidade. É uma característica própria do estilo de vida que levo. No meu caso, com a excepção de 20 anos em que vivi por uma ou outra razão agarrado a um volante, na infância e mais tarde já nos quarentas, a bicicleta foi sempre parte integrante da minha vida. Serve quase sempre como a forma de transporte ideal, porque é mais rápida, mais conveniente, mais divertida.

Além dos ciclistas existem os não-ciclistas. Pessoas que não sentam o rabo no selim de uma bicicleta por variadíssimas razões, incluindo a desculpa do medo de cair e magoar, do ridículo(!) ou o medo da não-conformidade! Cá para mim simplesmente nunca aprenderam a pedalar, mas enfim… São pessoas que vêem o ciclismo como algo infantil ou desportivo e evitam estar de alguma forma associadas à actividade mas que teimam no entanto em interferir na nossa. Tais indivíduos são muitas vezes influenciados por preconceitos e receios infundados. Não se contentam com a própria vida como metem o bedelho na dos outros, como se deve ser e escolher como viver. Pensamento independente é contrário à sua própria maneira de ser, porque acham que fazem parte de uma maioria.

Esses velhos do Restelo nunca vão entender porque alguém ousa optar por se envolver numa actividade que exige esforço físico e não é por eles considerado chique. O mundo moderno é baseado na premissa de que a conveniência é fundamental, a fim de viver a boa vida. Para o efeito, temos carros, ar condicionado, telemóveis, acesso à Internet, GPS, plasmas, gameboxes, micro-ondas… Porque iriam então entender alguém que opta por fazer algo tão cansativo como andar de bicicleta? É contra a sua cultura.

E esta prosa toda porque levei uma boca, não reproduzível, ao ousar interromper a reunião de grupo de vários não ciclistas em plena ciclovia!

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“sol bem alto, barriga bem cheia”

Já tinha ouvido falar em fornos solares e em experiências gastronómicas, mas ontem ao ler que o Porto tem restaurante móvel onde se cozinha a sol fiquei curioso e no regresso a casa dei lá um saltinho, mas só pra cheirar!

“O “Sol em Sol” é um restaurante de gastronomia solar, ao ar livre, nómada e temporário, onde comer é também pensar um pouco sobre o planeta em que vivemos. Pensar sobre os pequenos impactos ambientais que este maravilhoso prazer pode ter e sobre os caminhos que temos de percorrer para poder apaziguá-los.

Através da gastronomia e do design, e da junção de um grupo de pessoas e dos seus conhecimentos, proporcionamos a descoberta dum conceito gastronómico sustentável, apresentando uma nova forma de encarar uma gastronomia de qualidade e a sua conexão com a natureza, levando assim os nossos clientes a participar numa experiência inovadora no mundo da restauração.

A gastronomia solar baseia-se no conceito da cozinha solar, isto é, uma cozinha que funciona apenas através do calor da luz do sol. Este facto é possível através dos nossos fogões solares de tipo parabólica, feitos de alumínio, que através do reflexo da luz do sol, permitem cozinhar como um fogão normal. Trata-se, com efeito, de uma tecnologia que permite uma cozinha ambientalmente responsável em qualquer local onde haja sol.

O “Sol em Sol” traduz-se numa experiência diferente do habitual. A cozinha solar, dando uma textura especial aos pratos realizados pelo chef Zé Pedro Moreno e a sua equipa, proporciona às pessoas uma cozinha diferente e, ao mesmo tempo, podem observar um show-cooking ao ar livre. 
O “Sol em Sol” tem carácter incerto e imprevisível. Por um lado, dependendo da intensidade da expressão do sol na atmosfera, obriga o chef a improvisar constantemente as suas receitas. Por outro, em dias em que o sol não coopere, estamos todos obrigados a adaptar-nos a tal situação e a adiar a experiência para o dia seguinte. O Sol é que decide!

Devido à sua estratégia de mobilidade, o restaurante funciona como um “evento”, ao mesmo tempo que vai mudando de local onde permanecerá durante curtas temporadas. Por outro lado, devido à sua dependência da meteorologia, o Sol em Sol só pode funcionar em Portugal durante o período de maio a setembro.

As localizações do restaurante baseiam-se em cidades ou locais invulgares. Nas cidades privilegiaremos os locais “míticos” que se destacam pela sua beleza de enquadramento ou da paisagem ou por serem património histórico ou cultural. Quanto aos locais invulgares, são sítios em que nenhum outro restaurante poderia estar instalado, quer por razões legais, quer em virtude de fatores geo-morfológicos, por exemplo, lugares que se situam nas praias, serras, montanhas ou castelos.

O “Sol em Sol” iniciou a sua atividade na cidade do Porto, no dia 05 de Maio de 2012, e estará no Parque da Cidade até 1 de Junho.”

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fotocycle [20] romantic bike ride around the Big Apple

gamada daqui

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há biclas e “Biclas”

Em Copenhague, cidade pobre, as pessoas andam de bicicleta nas ruas. Têm pistas próprias mas não precisam de percursos alternativos, nem gradeamentos para os separar dos automóveis, porque cada um sabe cumprir o seu papel…

Em Lisboa, cidade rica, não faltam ciclovias, protegidas por gradeamentos ou blocos de cimento, para que os automóveis não invadam o espaço destinado às bicicletas. Só é pena estarem  neste estado…

… ou às moscas!

Trazido do Crónicas do Rochedo

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critical mass London, May 2012

Durante a última Massa Crítica a polícia londrina montada a cavalo partiu para a agressão e desencadeou uma desnecessária escalada de violência.

Não sei bem o que originou essa tensão. Li entretanto várias opiniões mas que parecem divergir. Na massa crítica há participantes. Cada indivíduo integra-a com a sua própria ideia. Não é só para bicicletas, às vezes há skates, patins, cadeiras de rodas e outros meios de locomoção humana. Tratam-se de pessoas e é o número que faz do movimento a sua força. Não há organizadores, não há roteiros planeados. Há alegria, celebração, liberdade. Em mais de 300 cidades ao redor do mundo acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano. Nós somos trânsito.

 

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ciclofilia [42] King Of The Cage 2012


Auckland bike polo 2012 annual tournament.

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liberta a bicicleta

Para começar pega uma bicicleta, qualquer uma, mesmo aquela bicla velha de pneus vazios e corrente enferrujada que tens há muito esquecida. Enche-lhe os pneus, unta-lhe a corrente, monta-a delicadamente e impulsiona os pedais. Dizes que vais ficar com as pernas e o rabo doridos. É bem provável, mas o meu palpite é que ela te vai fazer recordar o tempo de criança, livre, explorando o mundo e arredores com os teus amigos. Dá-lhe um par de semanas sentado no selim e verás como o teu corpo se vai adaptar a ela. Pedalar é a actividade perfeita, permite que estejamos ao ar livre, respirar ar puro, ver a cidade, o campo, chegar perto, partilhar bons momentos com os amigos e manter-se apto, sem stresses.

Para mim, o ciclismo sempre foi uma aventura. Toda vez que saio para um passeio com alguma das minhas biclas vejo algo que nunca vi antes. Para mim é mais do que o exercício, é o meu bem-estar, é a minha terapia, e é meu estilo de vida. Às vezes me perguntam porque passo tanto tempo a pedalar. A resposta não é tão simples como pode parecer. Eu gostaria de ter uma resposta rápida, uma única frase que resumisse o que é para mim a velocipedia, mas a resposta que tenho para dar é longa como a razão pela qual eu gosto tanto de andar de bicicleta. Mesmo assim vou compartilhar com vocês.

Eu adoro a sensação de liberdade que sinto quando estou a pedalar as minhas bicicletas: a velocidade, a inclinação, o movimento para a frente, as vibrações e o vento no meu rosto. Há uma mudança constante de cenário, posso ver, sentir e cheirar. Gozar do que a liberdade traz consigo, uma sensação de autonomia, um senso de aventura. Mesmo que já tenha viajado antes pelas mesmas estradas, muitas vezes eu tenho a mesma sensação de exploração semelhante a quando eu era criança e pedalava a minha primeira bicla pelas ruas do bairro. Então, como agora, eu podia sentir a Terra girar sob o meu corpo, quase como se a minha pedalada é que a fizesse rodar no seu eixo.

Eu gosto da simplicidade da bicicleta. Esquece por um momento a geometria do quadro, a quantidade de mudanças, o tamanho do pedaleiro, a largura dos pneus e todos os palavreados técnicos. A bicicleta é uma estrutura simples com duas rodas que devem ser movidas pelo fogo dos músculos. Um fogo sem fumo. Há algo organicamente gratificante sobre o acto de usar a própria força para me empurrar. Foi emocionante quando eu tinha 6 anos e é altamente agradável agora que cheguei aos 46.

A bicicleta oferece-me tempo. Tempo para alcançar, para conhecer, para acompanhar ou ficar sozinho. Eu posso escolher entre a necessidade de me deslocar ou simplesmente aproveitar para pensar sobre todas as coisas, desfrutar do mundo e todos os seus elementos. Para mim, um passeio de bicicleta é muitas vezes um momento em que eu posso gerar ideias, procurar uma maneira melhor de fazer as coisas, sonhar com novas abordagens para a felicidade. A minha bicicleta é o meu refúgio, o meu compromisso para uma saúde melhor. É a minha religião. É a antítese entre ficar enclausurado numa cápsula de anonimato ou, de um modo peculiar, manifestar os meus sentimentos ao mundo.

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