desarmstrong

Não há como evitar falar sobre isto. Ao longo destas semanas o assunto decorre ao ritmo de um contra-relógio, discutido por todas as entidades ligadas ao ciclismo, ao desporto e entre o público em geral. De acordo com as últimas notícias, cada vez mais difíceis de ignorar, Lance Armstrong, juntamente com companheiros de equipa, treinadores, médicos, funcionários da US Postal/Discovery Channel, participou de uma tramóia conspirativa envolvida numa rede de doping. Depois de enfrentar várias acusações do uso ilegal de doping contra ele, ao longo de vários anos, eis um desfecho bombástico da saga. A queda de uma lenda do ciclismo, não da bicicleta mas de um pedestal edificado ao longo de sete triunfos no Tour de France.

Para mim, e muito boa gente, a verdade dos factos foi um tremendo choque. Claro que a maioria não se diz surpreendida com o envolvimento de Lance Armstrong e o seu encobrimento no doping. Mas a magnitude do delito, no que diz respeito ao número de pessoas envolvidas, provavelmente era maior do que qualquer um poderia imaginar. A queda do texano arrasta consigo a imagem de uma equipa, na qual correu o nosso José Azevedo, o único ciclista português a merecer o papel de fiel escudeiro de Lance, ajudando-o na conquista dos seus dois últimos títulos no Tour, em 2004 e 2005.

Além dos equívocos óbvios, inerentes a esta mega batotice, e mentiras para encobrir uma das maiores fraudes do desporto, existem outras implicações perturbadoras nesta situação. Lance Armstrong foi muitas coisas. Ele era um atleta de classe mundial, um campeão, uma marca, um sobrevivente do cancro, o fundador de uma organização que tem como missão melhorar a vida das vítimas do cancro. Resumindo, ele foi ídolo em causas distintas para pessoas distintas. No entanto, de certa forma, nenhuma destas distinções foi totalmente verdadeira. Ele foi ilusão, ele é uma tremenda desilusão.

O fim não justifica os meios. Agora o seu nome está contaminado pelas suas acções fraudulentas e, um a um, os seus patrocinadores abandonam-no. Perdeu a confiança de todos. Para seu bem, ou auto-preservação, deixou o cargo de presidente da Livestrong, fundação  contra o cancro que fundou em 1997. Um modelo, tanto para os seus admiradores, atletas, vitimas de cancro, que caiu em desgraça com um estrondo retumbante. Com as suas conquistas o norte-americano foi escrevendo a história. Foi herói. Assumiu o papel do exemplo, de um sobrevivente que pode vencer o cancro, sobreviver à doença, aos tratamentos, vencer e levar o seu corpo ao limite, como se nunca tivesse tido essa terrível doença. Não há mais dúvidas. Desarmados de argumentos que preservem de alguma forma a nossa admiração e consideração, descobriu-se-lhe a careca. Todos fomos enganados, as suas vitórias foram alcançadas através de uma manipulação magistral. Trágico e irónico. Entre 1999 e 2005 a história da Volta a França ficará em branco mas Lance Armstrong não merece ser esquecido. Nenhum de nós vai nunca conhecer o autêntico vencedor.

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new mystics art dash 4 ca$h | City Arts Festival 2012

Artist Jim Smith, Eric Olson, and Timothy Firth attempt to win the 2012 Seattle City Arts scavenger hunt. They instinctively know that they can’t win on shear cycling prowess alone, so they devise an animation sequence that quickly gets them the coveted “best in photography” award, and twenty dollars in prize money. The money is going towards personal trainers.

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espécie de análise crítica e porque não autocrítica

Observando o comportamento dos outros enquanto pedalamos, damos conta que também nos comportamos de uma forma inadequada: passamos o vermelho, pedalamos com imprudência em contra-mão, importunamos as pessoas nos passeios. De igual forma, como quando conduzimos (e sem querer!) usamos o telemóvel, não damos o pisca ou estacionamos os veículos em qualquer lugar. Em quê, afinal, o comportamento dos ciclistas difere do comportamento dos condutores dos demais veículos? A resposta é óbvia, mas a sociedade ainda não trata a bicicleta como um elemento válido do trânsito. Não apenas a legislação e a ética desaprovam certo tipo de comportamentos dos ciclistas, como os próprios comprovam que são os que menos infringem as regras estabelecidas. No entanto, temos de admitir que agindo assim, não apenas aumentamos os riscos para nós próprios, como damos razão a quem nos critica e nos tenta expulsar da via pública.

Pedalar é um acto mecânico e intuitivo. Quando aprendemos a manter o equilíbrio em duas rodas estamos aptos a pedalar. Mas que formação ou instruções obtivemos para alargar as nossas pedaladas pelas ruas e estradas? Não podemos esquecer os jovens e adultos sem instrução rodoviária que usam a bicicleta para a mobilidade urbana. Os ciclistas aprendem a andar de bicicleta no trânsito das cidades e, portanto, observam o comportamento do condutor no trânsito que se caracteriza mais pela disputa por espaço do que pela partilha da via pública, mais pela imposição da força do que pelo respeito e cuidado com os demais utilizadores da via: outros condutores, os peões e os ciclistas. Antes mesmo de estarmos habilitados a conduzir, fomos observadores atentos do comportamento dos nossos pais enquanto condutores e, bem ou mal, fomos sendo educados pela sua forma de conduzir e de interagir com os restantes utilizadores da via.

Infelizmente o carro continua a ter mais prevalência na rua do que aquele que anda a pé, de bicicleta e de transportes públicos. Podemos contribuir para modificar este estado de coisas dando o exemplo com o nosso comportamento assertivo. É fundamental que os ciclistas tomem mais cuidado nas ruas, obedeçam à sinalização e contribuam para a moralização do trânsito. Claro que, mesmo se a totalidade dos ciclistas amanhã de manhã passe a respeitar todas as regras, os problemas e dificuldades que enfrentam na mobilidade urbana se irão manter: a má qualidade das ruas, a falta de estacionamentos para bicicletas, a escassez de ciclovias, as que existem e não levam a lado nenhum, a sinalização viária que é direccionada aos motorizados…

Quem pode criticar o ciclista infractor é o ciclista. Os ciclistas não irão mudar o seu comportamento com tangentes e buzinadelas. Os ciclistas comutarão a sua conduta quando o respeito, a mentalidade do condutor e do gestor público mudar. Aquilo que é chamado de “mau comportamento” do ciclista não deixa de ser uma consequência dos problemas e dificuldades que ele enfrenta na via pública. No que estiver ao nosso alcance podemos e devemos criticar quem coloca, e se coloca, em risco, mas devemos sobretudo agir para a humanização e sustentabilidade da mobilidade urbana. Incentivar medidas pró ciclismo, debater e orientar questões voltadas para o comportamento seguro, legal e ético do ciclista no trânsito, educar os condutores, fiscalizar, etc. Se a crítica não abordar o modelo de sociedade em que vivemos e não contribuir também para a sua mudança, não temos mais do que meras reclamações e acusações.

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ciclofilia [62] Dengan Basikal Aku Menjelajah

“Dengan Basikal Aku Menjelajah” (‘With a Bicycle I Explore’) is a travelogue style documentary on Zahariz’s experiences traveling and exploring the world. Taking his time, alone on a bicycle, it’s a one man’s journey to the unknown.

This documentary is presented in the Malay language as Zahariz can best express his emotions through his mother tongue. English subtitles are included so that everyone can understand and appreciate the journey.

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can’t miss [17] receitasparasalvaromundo.com

Bicicleta, música e Framboesas ! i !

Muitas pessoas ficaram curiosas com a bicicleta e o ciclista

 

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passe a publicidade [33] Roda Livre & Menino e Moça

“Roda Livre e Menino & Moça a pedalar no mesmo sentido… por um mundo mais verde!” Com o Fernando a botar faladura, “uma parceria que faz todo o sentido”

www.rodalivre.pt | www.meninoemoca.com/

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fotocycle [52] stuff

via dale-pedales

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ciclococina

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o ciclismo como uma experiência de um mundo moderno

Quando converso com os meus amigos ciclistas sobre os problemas e situações que enfrentamos na utilização da bicicleta, quando buscamos informações e experiências de ciclismo, pelas mais diversas razões, são os nossos assuntos locais que dominam mais as conversas.

Mesmo na internet, onde todos têm acesso a todos e a diversas opiniões, os ciclistas tendem a publicar, a comentar, a procurar notícias relacionadas com o ciclismo da sua área de residência, tanto local, regional ou nacional. O diálogo ocorre geralmente entre pessoas da mesma região que são directamente afectados. Mas o meio é global e como ainda vivemos num mundo livre e de informação isso permite que visitantes de outras partes do globo tenham acesso a essa informação e possam comentar sobre o que foi dito, embora estejam distantes entre si.

Este blogue, como qualquer outro, recebe tráfego de todo o mundo. Como actual blogueiro de bicicleta não fiquei espantado por receber tráfego de vários outros países. Já tenho experiencia de blogues para saber como isto funciona. Assim como pesquiso e cusco outras partes do mundo cibernético, usando minhas habilidades de detective (também conhecido como motor de busca), evidentemente que esperava que o meu humilde blogue fosse visitado, mas assim tanto acreditava que não!

Para satisfazer a minha curiosidade, verifiquei alguns padrões semelhantes nas visitas mas não notei que algum do meu conteúdo pudesse ser de particular interesse, especialmente para os meus visitantes internacionais. O que eu encontrei foi uma distribuição idêntica à procura de informação das visitas nacionais. Isto só veio demonstrar mais uma vez que a tendência é generalizada sobre o ciclismo como uma experiência de um mundo moderno. Basta ler alguns artigos sobre o mesmo tema para perceber o quanto as nossas experiências e necessidades são idênticas.

Como vivemos o ciclismo localmente é em tudo semelhante a muitas partes do globo. Facilmente percebemos o que outros ciclistas enfrentam, estando eles no Brasil ou na China. Falta de condições estruturais, cidades e regras antiquadas, motoristas agressivos, pessoas que não querem bicicletas nas estradas e os que não se rendem às bicicletas, são comuns em muitas partes do mundo, excluindo claro Copenhaga e Amesterdão onde o ciclismo é tão natural como respirar.

No entanto, sei que há muitos ciclistas que não gostam da ideia de haver uma comunidade de utilizadores de bicicleta. Esses querem ser considerados como indivíduos, e isso não é descabido pois eles são indivíduos. Ainda assim, não nos podem negar que possamos divulgar experiências, informação e carências básicas, e partilhar por todos os interessados que andam de bicicleta. Tais experiências são universais. Eles transcendem as fronteiras, idiomas e culturas. Da próxima vez que ler alguém a reclamar que não existe nenhuma comunidade de ciclismo, vou apenas dizer que até não haverá, mas há experiências de ciclismo universais que ligam todos os ciclistas, de modo a que devemos aceitar essas semelhanças e reconhecê-los como a Massa Crítica que faz do ciclismo um modo legítimo de transporte.

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assim, sim sr. ministro

Eis o Primeiro-Ministro da Holanda, Mark Rutte, a chegar de bicicleta logo pela manhã à sua residência oficial para mais um dia de trabalho. Os nossos políticos são demasiado requintados para sentarem o rabo num Clio quanto mais no selim de uma bicicleta e pedalar, psss… A Holanda é tão subdesenvolvida!

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