há uma outra *SUV na cidade

E Sua Alteza tem agora uma irmã gémea…

Parabéns Eric, deveras uma bicla sexyhot.

*SUV: só a uma velocidade, aquilo que apelido às single speed

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diário de um guerreiro urbano

Tanto faz, seja num dia quente e solarengo ou à chuva, como está lá fora, eu saio montado na bina para trabalhar e quero lá chegar ligeiro, voando entre os carros engarrafados e gozando com os idiotas lá dentro. Hoje o dia está bem feio, e com ele surgiram os retardatários e os preguiçosos. Amaldiçoo os motoristas estúpidos. Espero o inesperado a cada esquina, a cada momento. A competição nas ruas é feroz, e na luta pelo espaço tenho a necessidade constante de passar à frente dos cardumes de automóveis imobilizados, a fim de ter caminho livre e seguro pela frente. Devem estar a pensar que eu sou o tipo de ciclista que passa os semáforos vermelhos. Claro que eu não vejo isso como parte do desafio. Comporto-me apenas com todo o cuidado necessário e procurando salvar a minha pele. Ao aproximar-me de um semáforo vermelho, procuro passar os carros parados à minha frente, normalmente pelo lado esquerdo, pelo centro da rua, e afirmar a minha presença. É vital que me chegue à frente. No cruzamento, abrando, paro e olho. Às vezes hesito, outras vezes não. Defendo o pensamento geral que os veículos são diferentes e, por tanto, defendo regras diferentes. O direito do utente velocipedista nas estradas em conformidade com os nossos próprios limites. Regras específicas e adequadas para as bicicletas que permita ao ciclista manter a sua dinâmica para se sentir mais seguro, passando por uma luz vermelha para evitar o conflito com os carros. Embora outros julguem que o que fazemos requer um certo grau de bravura, essa bravura só está nos olhos de quem nos vê.

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e nem mesmo um ladrão de bicicletas português esgotou a paciência do chinês!

Notícia e reportagem sonora na TSF

“Eric Feng viajou durante 6 meses e percorreu 18 mil quilómetros. Perto do fim, em Sines, roubaram-lhe a bicicleta.

Eric Feng viajou de bicicleta desde uma cidade no Sul da China até ao Cabo da Roca. O objetivo era promover as energias limpas e homenagear um histórico navegador chinês do século XV (Zheng He) e o Infante D. Henrique.

O projeto, que demorou três anos a ser planeado, pretendia ligar a cidade de Kunming ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu.

O cicloturista regressa hoje à China, de avião, depois de seis meses na estrada e passou a noite no aeroporto de Lisboa à espera do voo que partiu às 7:00.

Eric Feng dormiu em pousadas e casas de pessoas inscritas numa rede mundial que dá dormida a cicloviajantes, pedalou 18.000 quilómetros durante 6 meses e atravessou 10 países: China, Rússia, Estónia, Lituânia, Letónia, Polónia, Alemanha, França, Espanha e Portugal. Em Sines, perto do fim, roubaram-lhe a bicicleta, mas mesmo assim gostou muito do país.

Eric Feng acabou por concluir a viagem com uma bicicleta emprestada e fazer o resto da viagem com um grupo de novos amigos cicloturistas de Almada que o acolheram na última semana em Lisboa.

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a Volta ao Mercado é já depois de amanhã

Em Matosinhos há um mercado. À volta do Mercado há pessoas, movimento, comércio do tradicional, moda, bicicletas… Há quem dê a volta ao Mercado para matar o frio, improvisando-se um velódromo! (aquela Curva Bollycao lixou-me o tempo). Dentro do Mercado há um outro mercado. É um mercado de frescos requalificado e vivo. Há espaço para mercadorias, para pessoas, para a animação, ouvir pregões dos tradicionais, ver desfiles de moda e para celebrar a bicicleta.

Este Sábado, todos ao Mercado na bicicleta (e vos garanto que não fiz nenhum estudo de mercado…)

A página oficial do evento.

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bike story

The story of a bike, and craftsmanship.

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can’t miss [18] katkagaraiova.wordpress.com

…world through her eyes…

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passe a publicidade [34] já sei andar de bicicleta

gostei da música e da letra…

Novo livro de Inês Pupo e Gonçalo Pratas, GALO GORDO – Este dia vale a pena, editado pela Bertrand, com concerto de lançamento no dia 27 de Outubro no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra…

…No novo projecto “Galo Gordo – Este dia vale a pena”, com ilustrações de Cristina Sampaio, os autores quiseram fazer canções que falassem da importância das primeiras experiências, das coisas que se guardam pela vida fora, como aprender a andar de bicicleta, saber guardar um segredo, escrever a primeira carta… Dos dias que valem a pena, que afinal são todos!…

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desarmstrong

Não há como evitar falar sobre isto. Ao longo destas semanas o assunto decorre ao ritmo de um contra-relógio, discutido por todas as entidades ligadas ao ciclismo, ao desporto e entre o público em geral. De acordo com as últimas notícias, cada vez mais difíceis de ignorar, Lance Armstrong, juntamente com companheiros de equipa, treinadores, médicos, funcionários da US Postal/Discovery Channel, participou de uma tramóia conspirativa envolvida numa rede de doping. Depois de enfrentar várias acusações do uso ilegal de doping contra ele, ao longo de vários anos, eis um desfecho bombástico da saga. A queda de uma lenda do ciclismo, não da bicicleta mas de um pedestal edificado ao longo de sete triunfos no Tour de France.

Para mim, e muito boa gente, a verdade dos factos foi um tremendo choque. Claro que a maioria não se diz surpreendida com o envolvimento de Lance Armstrong e o seu encobrimento no doping. Mas a magnitude do delito, no que diz respeito ao número de pessoas envolvidas, provavelmente era maior do que qualquer um poderia imaginar. A queda do texano arrasta consigo a imagem de uma equipa, na qual correu o nosso José Azevedo, o único ciclista português a merecer o papel de fiel escudeiro de Lance, ajudando-o na conquista dos seus dois últimos títulos no Tour, em 2004 e 2005.

Além dos equívocos óbvios, inerentes a esta mega batotice, e mentiras para encobrir uma das maiores fraudes do desporto, existem outras implicações perturbadoras nesta situação. Lance Armstrong foi muitas coisas. Ele era um atleta de classe mundial, um campeão, uma marca, um sobrevivente do cancro, o fundador de uma organização que tem como missão melhorar a vida das vítimas do cancro. Resumindo, ele foi ídolo em causas distintas para pessoas distintas. No entanto, de certa forma, nenhuma destas distinções foi totalmente verdadeira. Ele foi ilusão, ele é uma tremenda desilusão.

O fim não justifica os meios. Agora o seu nome está contaminado pelas suas acções fraudulentas e, um a um, os seus patrocinadores abandonam-no. Perdeu a confiança de todos. Para seu bem, ou auto-preservação, deixou o cargo de presidente da Livestrong, fundação  contra o cancro que fundou em 1997. Um modelo, tanto para os seus admiradores, atletas, vitimas de cancro, que caiu em desgraça com um estrondo retumbante. Com as suas conquistas o norte-americano foi escrevendo a história. Foi herói. Assumiu o papel do exemplo, de um sobrevivente que pode vencer o cancro, sobreviver à doença, aos tratamentos, vencer e levar o seu corpo ao limite, como se nunca tivesse tido essa terrível doença. Não há mais dúvidas. Desarmados de argumentos que preservem de alguma forma a nossa admiração e consideração, descobriu-se-lhe a careca. Todos fomos enganados, as suas vitórias foram alcançadas através de uma manipulação magistral. Trágico e irónico. Entre 1999 e 2005 a história da Volta a França ficará em branco mas Lance Armstrong não merece ser esquecido. Nenhum de nós vai nunca conhecer o autêntico vencedor.

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new mystics art dash 4 ca$h | City Arts Festival 2012

Artist Jim Smith, Eric Olson, and Timothy Firth attempt to win the 2012 Seattle City Arts scavenger hunt. They instinctively know that they can’t win on shear cycling prowess alone, so they devise an animation sequence that quickly gets them the coveted “best in photography” award, and twenty dollars in prize money. The money is going towards personal trainers.

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espécie de análise crítica e porque não autocrítica

Observando o comportamento dos outros enquanto pedalamos, damos conta que também nos comportamos de uma forma inadequada: passamos o vermelho, pedalamos com imprudência em contra-mão, importunamos as pessoas nos passeios. De igual forma, como quando conduzimos (e sem querer!) usamos o telemóvel, não damos o pisca ou estacionamos os veículos em qualquer lugar. Em quê, afinal, o comportamento dos ciclistas difere do comportamento dos condutores dos demais veículos? A resposta é óbvia, mas a sociedade ainda não trata a bicicleta como um elemento válido do trânsito. Não apenas a legislação e a ética desaprovam certo tipo de comportamentos dos ciclistas, como os próprios comprovam que são os que menos infringem as regras estabelecidas. No entanto, temos de admitir que agindo assim, não apenas aumentamos os riscos para nós próprios, como damos razão a quem nos critica e nos tenta expulsar da via pública.

Pedalar é um acto mecânico e intuitivo. Quando aprendemos a manter o equilíbrio em duas rodas estamos aptos a pedalar. Mas que formação ou instruções obtivemos para alargar as nossas pedaladas pelas ruas e estradas? Não podemos esquecer os jovens e adultos sem instrução rodoviária que usam a bicicleta para a mobilidade urbana. Os ciclistas aprendem a andar de bicicleta no trânsito das cidades e, portanto, observam o comportamento do condutor no trânsito que se caracteriza mais pela disputa por espaço do que pela partilha da via pública, mais pela imposição da força do que pelo respeito e cuidado com os demais utilizadores da via: outros condutores, os peões e os ciclistas. Antes mesmo de estarmos habilitados a conduzir, fomos observadores atentos do comportamento dos nossos pais enquanto condutores e, bem ou mal, fomos sendo educados pela sua forma de conduzir e de interagir com os restantes utilizadores da via.

Infelizmente o carro continua a ter mais prevalência na rua do que aquele que anda a pé, de bicicleta e de transportes públicos. Podemos contribuir para modificar este estado de coisas dando o exemplo com o nosso comportamento assertivo. É fundamental que os ciclistas tomem mais cuidado nas ruas, obedeçam à sinalização e contribuam para a moralização do trânsito. Claro que, mesmo se a totalidade dos ciclistas amanhã de manhã passe a respeitar todas as regras, os problemas e dificuldades que enfrentam na mobilidade urbana se irão manter: a má qualidade das ruas, a falta de estacionamentos para bicicletas, a escassez de ciclovias, as que existem e não levam a lado nenhum, a sinalização viária que é direccionada aos motorizados…

Quem pode criticar o ciclista infractor é o ciclista. Os ciclistas não irão mudar o seu comportamento com tangentes e buzinadelas. Os ciclistas comutarão a sua conduta quando o respeito, a mentalidade do condutor e do gestor público mudar. Aquilo que é chamado de “mau comportamento” do ciclista não deixa de ser uma consequência dos problemas e dificuldades que ele enfrenta na via pública. No que estiver ao nosso alcance podemos e devemos criticar quem coloca, e se coloca, em risco, mas devemos sobretudo agir para a humanização e sustentabilidade da mobilidade urbana. Incentivar medidas pró ciclismo, debater e orientar questões voltadas para o comportamento seguro, legal e ético do ciclista no trânsito, educar os condutores, fiscalizar, etc. Se a crítica não abordar o modelo de sociedade em que vivemos e não contribuir também para a sua mudança, não temos mais do que meras reclamações e acusações.

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